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Setembro, nove anos atrás. Em um colégio de muros altos de uma cidade pacata pouco conhecida chamada Galarza, um drama adolescente acontecia. Primavera, muitas flores abrochavam e despejavam seu perfume em uma colorida pista dentro do colégio que levava os alunos do ensino fundamental e médio para saída do mesmo. Bancos de concreto perto de variados troncos de carvalho era visíveis, todos ocupados por muitos jovens de diferentes sexos e tamanhos. Uns mais gordos, outros com rostos com espinhas; alguns mais belos, provocadores e sarcásticos; e meninas lindíssimas que com aquele uniforme branco e laranja colado, seus shorts pretos os quais assim com as camisetas destacam o nome da academia de ensino (Holyps) que frequentavam, e um charme excêntrico. Não tinha como não se encantar. O local era simplório em infraestrutura, mas para a região continha as melhores tecnologias como lousas virtuais, atividades via internet, e um investimento grandioso da prefeitura do município. Lá que dois jovens de grande futuro estudavam. Um deles era Arthur L. Neto, jovem de dezesseis anos amante das artes e do belo, de uma vida natural, formosa e confortável. Do outro lado, com um significativo excesso de peso em seu físico o indescritível Gustavo Ferreira. Um jovem de mesma idade de olhar profundo, misterioso e forte. Afinado com o ambíguo, e aspirante ao mundo perverso das ruas, com afinidades com armas, e uma habilidade impressionante de manipulação. Dois rivais na luta de um status no meio social, que se recorria em dias em dias. Na mesma classe, ambos se afinavam com as mesmas pessoas afim de um derrubar o outro, e formavam uma bela novela mexicana. Ambos tinham pretendentes, e ambos sabiam disso. Ex-amigos, quase que se odiavam, mas nunca abertamente. Um dia um pequeno fato estava prestes a ser o estopim para uma grandiosa mudança. Passos da cantina de um tênis pretos eram dados, e consumindo um assado de franco um aluno sobe as escadarias rumo a seu destino. De repente, Arthur é abordado.

  • Annie: Arthur...
  • Arthur: Sim.
  • Annie: Eu estava te procurando. Poderia vir aqui um instante, a Natália quer falar com você.
  • Arthur: Ohh.. sim claro. (ele segue a garota, que em um campo aberto se dirige a um grupo de seis garotas bem arrumadas.)
  • Annie: Pronto, ele está aqui. Agora pode dizer o que acha dele.
  • Natália: Eu acho... Você tá louca!?
  • Leandra: Nossa, quanta delicadeza.
  • Natália: Eu não estou brava com ele, tô brava com você Annie que fica me trazendo pretendentes. Tá me deixando louca! Não quero que venha ninguém aqui! Tô de TPM! Satisfeita!?
  • Arthur: Então está bem...
  • Julie: Senta aqui com a gente, pra não perder a viagem.
  • Natália: Mas...
  • Julie: Deixa o Arth sentar. O Arth é do bem. O Arth é legal.
  • (Perdido, ele realiza tal ato e com seu jeito estranhado senta ao lado das moças. Calado e tímido, não inicia muito diálogo, mas não precisava, pois a conversa lá já rolava solta. Alguns comentadores exteriores acontecem, e um dos comentantes era Gustavo. A conversa não podia ser ouvida, mas o status já estava valendo.)
  • Gustavo: O que aquele infeliz tá aprontando!
  • (Logo, o tema volta a ser o Arthur.)
  • Isabelle: E então. Fez a tarefa de Matemática?
  • Arthur: Sim.
  • Isabelle: Que ótimo, então passa pra mim? (todos riem.)
  • Arthur: Okay. Mas só por que você é legal.
  • Isabelle: Olha... o Arth me acha legal.
  • Sam: Passa para mim também, eu também sou legal.
  • Natália: Aff! Que dor de cabeça!
  • Leandra: Qualquer coisa vai lá na secretária e fala com eles, se for muito forte.
  • Natália: Não é tanto, dá pra aguenta.
  • Arthur: Não demora muito que passa.
  • Natália: Queria ver você na minha pele pra dizer isso.
  • Isadora: Toma! (a menina dá uma risada desenfreada. O garoto nem liga pois no fundo gostava dela, até uma ironia. Logo, uma infeliz ideia passa na cabeça ingênua das jovens.)
  • Annie: Eu tive uma ideia. Arthur, quem você acha que é a mais bonita!?
  • Arthur: Olha. É difícil de...
  • Isabelle: Não precisa falar que sou eu se não quiser.
  • Leandra: Aff, metida.
  • Annie: A que você escolher terá que dar um beijo.
  • Arthur: Mas o que!?
  • Natália: Ihhh... tô fora.
  • Sam: Tá fugindo. Acho que não é a hora ainda de admitir.
  • Natália: Meu!
  • Annie: Faz assim. Se não tem medo dá uma bituca rápida, tipo de faxada, e pronto.
  • Natália: E eu vou ganhar o que com isso!?
  • Arthur: Nossa, Natália. Obrigado pela sua consideração.
  • Natália: Aff! Já disse! (a moça se levanta com raiva. As demais incentivam a brincadeira.)
  • Moças: Beija... beija... beija...
  • Natália: AFF! Tá bom! Saco! E fica só entre a gente!
  • Isadora: Pode deixar que nossa boca é um túmulo. (o jovem se levanta e os dois se olham. Logo, com incetivos alheios eles aproximam os lábios e por fim surge apenas um beijo na bochecha.)
  • Natália: SATISFEITAS!
  • Leandra: Ai sim, hein. (do lado de fora, um expectador estava se corroendo de ciumes.)
  • Gustavo: Arthur!

Nove anos depois...
Muito tempo depois em Wikaner... o dia mal começa e todos já estão de pé, com suas maletas e laptops andando rumo a seus serviços, pilotando suas carrocerias enfrentando a mais pura rotina trabalhista de toda a Walker Luie. Toda aquela mega-cidade acordada, rumo a seus objetivos, tomando café e estimulantes para combater o sono e o cansaço para poder obter produtividade. Com em suas bolsas pessoais cartelas de remédios, todos se mostram altamente despertos, fazendo assim a tradicional rotina da vida moderna. Como toda regra há sua exceção, um homem escapa desta disso, mas nem por isso pode se dizer que ele está na moleza. O despertador evidencia-se depois de sua décima quinta "soneca", e o travesseiro é posto com violência sobre um rosto quase que deformado de alguém que estará tentando dormir. Ele tenta tocar no despertador, mas não consegue algo para contemplar. Barba mal-feita, além de um físico mediano, considerando que no momento este estava pelado. Ele vai ao chuveiro e pois a vontade era pouca. O quarto era escuro e bagunçado, com tábuas tampando as janelas e tijolos nas portas. Não havia luxo, muito pelo contrário, era a "cara da riqueza" sendo muito sarcástico. Um minuto se passa se tornando "sete e trinta e quatro", e depois de um resmungo és dito: "é hoje". Parecia algo forçado, mas tinha um fundo de euforia. O autor mostra seus pés descalços com frieiras abomináveis, e colocando suas "Havaianas" pretas ele vai até o banheiro e olha para si no espelho rachado, antes passando uma água naquele rosto. Profundas olheiras marcavam a face sombria do homem, que com olhar profundo se encarrava na busca de dele não sai nenhuma gota: conta vencida. Com mal-humor, ele sai do quarto de seu apartamento e vai em direção a cozinha, igualmente desorganizada. Abrindo a geladeira, pega pão e manteiga e usando o prato sujo da janta toma o seu café da manhã. Na parede, um calendário, e o dia em que estava marco com um "x" enorme em vermelho. Terminando de comer, ele vai até o sofá e vê suas convencionais roupas jogadas pelo mesmo. Uma camiseta rasgada vermelha com uma calça camuflada verde. No guarda roupa, meias e uma jaqueta de couro preta sem mangas. Uma bota é posta e por fim uma espécie de pochete, e nela uma calibre trinta e dois! Isto mesmo, uma arma! No espelho, um olhar de carisma com a frase: "vai dar tudo certo". Pegando antes uma bolça verde camuflada típica do exército, ele desce as escadarias e sai do prédio "Old Nipes Stripes" com grande estilo, cabeça erguida, e olhar voltado para o horizonte. O telefone toca, uma mensagem: "Você está vindo para cá?", diz Marlon. Gustavo responde: "como ousa pensar que não!". Quadras andas, ele se encontra em um terminal de ônibus a espera de uma circular. O homem esconde dos demais sua face nas sombras enquanto a aguarda, até um ser andrógino se aproximar dele quase que o reconhecendo. Era magro, usava pouca roupa no corpo, possuía maquiagem extravagante, e um estilo tão tenebroso assustava a muitos que o arrendondava. Este olha, olha o homem e por fim vê que é verdade. O olhar perverso é posto contra com um sorriso torto, e logo são obrigados a se cumprimentar.

  • Gustavo: Olá.
  • Richard: Oie! Não acredito, não brinca! É TU, M-A!? TU, O MORRE-ARTH!?
  • Morre-Arth: "Morre"... Não. Me chamo Fabrício.
  • Richard: EU também me chamava Priscila até pouco tempo atrás, mas resolvi mudar de nome. Esse aqui é muito melhor. Você deve se lembrar, sou eu! Marah!
  • Morre-Arth: Sim. Quantos anos já tem mesmo?
  • Richard: Idade pra mim é coisa de intimidade, mas eu te deixo tentar descobrir se você quiser. Ui.
  • Morre-Arth: Não. (o homem fecha-se com frieza.)
  • Richard: E então, o que faz da vida? Hein!? PEGANDO MUITA GAROTA!? OU é um dos meus, é MULTI-USO!! (ignorando-o(a), Gustavo permanece o olhar para estação.) Que isso. Sua mãe não te criou, não!? Dava mais atenção pro vizinho do que para você!
  • Morre-Arth: Richard, Priscilla, Marah, Valéria... Quer saber, não me importo. Se puder parar de mostrar o quanto é desinibido, ótimo. Se não puder, só finja que não me conhece que serve do mesmo jeito. Tenho mais o que dar atenção.
  • Richard: AI! Safado! Tudo bem... Mas, se é tão experto por que nunca pegou o Arthur? Aquele bófe! Hein!? Peguei ele uma vez e nunca mais sonho com outra coisa. (M-A o olha quase que endemoniado e o mostra a arma pelo bolço de sua calça.)
  • Morre-Arth: Não tenho medo de monstros, Marah. Aliás, fazer isso é fazer um favor para humanidade. Suma como o vento, é o melhor que pode fazer pra si mesmo.
  • Richard: Tudo bem, credo. Não sei nem por que fui falar com você.
  • Morre-Arth: Também não.
  • Richard: Só espero que saiba que quem ninguém gosta aqui é você pois eu já sou do mundo!

Richard deixa Gustavo e vai para outro ponto, deixando-o atônito e no intimo irritado. Logo o ônibus chega e nele vai Gustavo, considerando que "Marah" deixa para ir no próximo. O homem revoltado após pagar as taxas, busca por um lugar que lhe é difícil. De repente, uma jovem levanta-se para ir para mãe pedir um copo da água, e aproveitando ele a toma o lugar e quando ela volta mostrando sua barriga de quatro meses, ele a ignora com um sorriso enquanto ela é obrigada ficar em pé como os outros. Alguns não reparam, mas os que olham olham enojados. Já Gustavo, ri por dentro. Meia-hora depois, a circular para e o rapaz apático desce no ponto andando mais um pouco. Na rua frente à "Frergus", um prédio de administração e advocacia, ele digita códigos em uma máquina eletrônica e saga dinheiro, e prossegue. Minutos de pura luta, enfrentando a "selva da cidade grande", ele chega até um armazém pichado e bem isolado do centro maior daquela região, quase que invisível. Pulando a grade e o arame farpado, ele cruza com caixas de madeira até chegar ao portão principal. Batendo com força, logo é recebido por um jovem desordeiro, jeito desengonçado, camisa preta com jaqueta de couro marrom e calças jeans, além de um visível gel no cabelo que com óculos escuros o faziam passar a imagem de "bad boy". Era Marlon Rodriguez, que espera o amigo entrar para fechar as portas. Dentro daquele lugar, armamentos e peças era o que há, além de um carro velho e um outro rapaz pálido e loiro de olhos azuis, mas não necessariamente um modelo chamado de Deodoro Frinergus - apelidado de Ice. Em uma mesa de material barato típica de bares, ele joga a bolça perto de mais duas. Deodoro, que terminava de dar uma de mecânico, enfim sai de debaixo da maquinaria sujo de óleo e vê o rosto cético do hóspede de tal lugar. Olhando para o carro preto simplório, e vendo a variedade de armas, ele decide entregar ao homem cem reais pelo serviço.

  • Ice: Ai sim! Hein!
  • Marlon: Não devia ter dado tão cedo. Como saber que essa geringonça funciona?
  • Ice: Que isso, Marlon! Tu tá duvidando de mim!? Sou o melhor do ramo. Cuido de todos os carros do grupo.
  • Marlon: Ok. Eu acredito. Só queria que o carro do Facada-Preta não tivesse morrido e o motor arriado no meio da estrada há dois meses atrás. E ainda queria que eu, você e o Ricardo não tivéssemos que ir lá o salvar.
  • Ice: Se não queria, por que foi?
  • Marlon: VOU DEIXAR O CARA NA MÃO! Se toca.
  • Morre-Arth: Homens! Calem essa boca de merda e me escutem!
  • Marlon: Belas palavras.
  • Morre-Arth: Ice. Trouxe o que eu te pedi?
  • Ice: Claro. (o rapaz entrega uma maleta para Gustavo. Dentro dela, papéis e um GPS.)
  • Morre-Arth: Excelente.
  • Marlon: Eu que fiz algumas pesquisas sobre aquele idiota e aquela cidade dos infernos, no entanto não achei nada de relevante, nenhuma movimentação ou ao menos sinais de vida sobre o Arthur. É como se ele tivesse desaparecido.
  • Morre-Arth: Luciano e Vinícius devem ter apagado o histórico dele temendo nos ver de novo. Mas, isso não é um problema.
  • Marlon: Como pretende descobrir aonde aquele infeliz está refugiado?
  • Morre-Arth: Indo até o banco de dados de Dendróvia, óbvio. AGORA CHEGA DE PESSIMISMO SEU BOSTA! NADA PODE DAR ERRADO! Ice. Pode ligar essa máquina ai?
  • Ice: Oxê. Claro!
  • Morre-Arth: Qual é a velocidade máxima que ela atinge e qual é seu grau de resistência?
  • Ice: Isso aqui é mais forte que um touro, Gustavo. Parece simplório como um Fiat Uno por fora, mas por dentro é mais potente que uma Ferrari.
  • Marlon: Por que acho que isso é só poesia?
  • Ice: Cala a boca, seu bicha! Isso aqui anda, e anda muito.
  • Morre-Arth: Qual é a velocidade?
  • Ice: Uns cento e sessenta quilômetros por hora, ou até mais.
  • Morre-Arth: Marlon. Temos agentes ou pessoas de confiança lá?
  • Marlon: Poderia vir aqui falar comigo um minuto. (os dois excluem Deodoro se afastando do mesmo e indo para o outro extremo do armazém.) Não temos praticamente ninguém lá! Somente uma pessoa. Estaremos, tipo, sozinhos! Não sei direito sobre como anda a defesa de Dendróvia Dekan, mas parece que melhorou muito depois destes anos.
  • Morre-Arth: Não me importo. O único sangue que irá correr será o sangue do Arthur derramado no chão pós duplas facadas e muitos tiros no peito. Estou surpreso por estar sendo medroso, Marlon.
  • Marlon: É que, tipo. Sabe que está levando isso longe demais. Já fazem nove anos desde que...
  • Morre-Arth: Desde o que? Que Arthur beijou a minha Natália. Quando ele a tirou de mim e maquinou a mente de todos contra o meu jeito de ser. QUE TIROU A MINHA VIDA! Não estou exagerando, Marlon. Não me chamam de "Morre-Arth" atoa.
  • Marlon: Tudo bem. Mas sabe que será uma missão arriscada. Eu pedi para a Emanuela ir para lá nos dar suporte, mas...
  • Morre-Arth: Marlon. Você tem uma visão muito limitada dos fatos. Desculpe, mas é. Arthur nos traiu! Pensei que era meu amigo no passado, mas agora. Agora! Você sabe muito bem o que ele fez! A morte de Jonathan é um exemplo. Ele deve pagar.
  • Marlon: Cara, eu...
  • Morre-Arth: Eu sei o que faço! Eu tenho informantes por toda a Walker Luie, e nenhum garoto chamado Arthur L. Neto foi encontrado passando pelos limites de Dendróvia. Ele está lá! Não me questione, só siga o meu plano.
  • Marlon: Um plano que está me parecendo extremamente falho.
  • Morre-Arth: Nunca ouse me questionar, ouviu bem. Agora vamos prosseguir. Cada segundo que conversamos é um batimento a mais que aquele coração traiçoeiro bate cercado pelas luxurias conquistadas pelos nossos esforços. E para te tranquilizar. "Dendrovianos" são ingênuos, Marlon. Não saberão nem que estive lá antes de lerem os jornais da "Wikatown Juornal". Tudo está a nosso favor. Agiremos em segredo e escondidos, iremos até a grande base de dados do município de Dendróvia: o prédio SC; nos infiltraremos no mesmo e pegaremos dados necessários para saber o que realmente me interessa; aonde Arthur mora, e no mesmo instante ir até sua casa e matá-lo. Durará no máximo dois dias. Pedi para Deodoro desenhar um atalho em um mapa até o prédio que siga por caminhos conhecidos, e por sorte não cruzaremos com ninguém que lembre de nós.
  • Marlon: Tudo bem. Não é o melhor dos planos, mas dá pro gasto. Só saiba que há uma boa quantidade de riscos e conta com possibilidades que não sabemos que serão favoráveis o bastante para nosso sucesso. Tem certeza que quer fazer isso?
  • Morre-Arth: Absoluta. (eles voltam para aonde estavam, e Deodoro mostra-se curioso e intrigado com o que não podia ter ouvido.)
  • Ice: E então? Por que não podia escutar?
  • Marlon: Simples, Ice. Essa missão é muito importante para nós em particular, e você cai entre nós não é tão íntimo assim para ouvir uma "D.R" de amizade minha e do Gustavo. Se é que me entende.
  • Ice: Entendi. Momento gay.
  • Marlon: Isso mesmo. Como você e o Time ou ou Raimundo, por exemplo.
  • Ice: Vai te catar!
  • Morre-Arth: Ice. Coloque tudo dentro do carro. Quero ir para Dendróvia Dekan agora mesmo!
  • Ice: Ok.
  • Morre-Arth: Então vamos! Vamos! Trabalhando! Quanto menos tempo perdido melhor.

Assim, todas as armas, maletas, bolças e outras coisas necessárias são colocadas dentro do carro "caseiro", tendo esse adjetivo por ter sido praticamente construído em uma reforma de itens de lixão comandada pelo próprio Deodoro, e sentando no carro apertado, Gustavo, Marlon e Deodoro preparam-se para partir. Dirigindo, "Ice" (Deodoro) coloca a chave na ignição e após um tempo de suspense, o carro liga e funciona para espanto do espírito cético de Marlon. Deste modo com uma alta quantidade de dióxido de carbono saindo pelas traseiras, eles saem do armazém com um controle remoto para abrir e fechar o portão e se dirigem a pista. Gustavo, depois de anos esperando por aquele momento, ergue a cabeça e dá um sorriso amedrontador.

  • Morre-Arth: Seus dias estão contados, Arthur. Hoje é o dia do retorno do Morre-Arth! Você não perde por esperar, em breve seu melhor amigo da sua vidinha toda estará indo lhe fazer uma visita, pronto para te fazer arrepender por todo o mal que têm cometido.

Promessa feita, ele mal podia esperar para ela ser cumprida. Infelizmente os ânimos tiveram que esperar. A viagem se inicia nas ruas do bairro em que estavam, um pouco longínquo com a pista que pretendiam ir. Um mapa e um GPS eram instrumentos úteis para o desafio, coordenados por Marlon, mas não eram úteis perante ao pior inimigo do homem moderno: o engarrafamento. Deodoro tinha que ser bom de volante, pois mesmo ainda na manhã os nervos já estavam aflorados, e mesmo buscando levar vantagem era difícil ser o melhor naquela tortuosa selva. Sinaleiros, motos atravessando por onde não deviam, carros acima da velocidade testam os nervos dos três, que eram mais a flor da pele do que outras pessoas. Xingamentos era o que não faltavam, e em um momento de angústia ainda longe da rodovia Wikaner-Própolis (WP-18), pois as cidades de Wikaner e Dendróvia Dekan não eram tão próximas, Marlon encontra um atalho e Ice rapidamente trata de pegá-lo. Uma benção. Haviam menos carros então a direção era direta, motivo de comemoração para todos, menos para Morre-Arth que estava lá quieto, nem ligando muito para o que ocorria, apenas concentrado em sua vingança o que preocupa o amigo. Enfim tomam estrada, e tomando cervejas os três escutam músicas de conspiração, e em quarenta minutos, "O Grito da Justiça" (nome da mafia de autoria de Gustavo e Marlon) iria voltar a deixar sua marca na cidade. Enquanto isso, em Dendróvia Dekan, eram exatamente nove horas da manhã e as coisas iam super bem até então. Prédios, arranha-céus, construções menores, estabelecimentos comerciais, pontos e trailers de lanches renomados a meras comidas de rua. Falando em fastá-food, Burguer King, Chine in Box ou Mc' Donolts não era difícil de encontrar pelas ruas da cidade. Pensava em Walker Luie num paraíso do comunismo, pensava na zona sul de Dendróvia Dekan. Lojas de roupas conhecidas como da Hering ou da Eco ou até de grife; bancos importantes como Itaú, Banco do Brasil, Bradesco e Santander para todo o canto; Pernambucanas e Americanas então tinhas duas bem ao lado do Shopping do Barral Silvestre, bem na rua Beija-flor. A cidade era gigante, bem grande mesmo. As coisas cresceram muito por ali desde seis anos, e ainda se tornou sede de empresas e indústrias famosas em seu lado centro-oeste, de calçados e produção em massa de refinaria de joias e de Coca-Cola, isso mesmo, uma empresa da Coca-Cola produzia e enviava para as distribuidores a partir de Dendróvia Dekan. Construções bem poderosas tinham sido erguidas lá, e a mais destacável foi uma ponte que ligava a zona leste para a zona oeste da cidade, que antes eram separadas por um lago que continuava lá, só que infelizmente poluído. Mesmo grande, o modernismo era mais forte que a política local que por sua vez era bem organizada. Não havia muita corrupção, embora os noticiários sempre apontassem. Não haviam muitos vereadores, pois o time administrativo era completamente diferente dos demais. Começava pela academia de polícia de Dendróvia Dekan (A.P.D.D), que continha influentes personalidades trabalhando para diminuir a criminalidade da cidade, e esta manobra dava certo, pois só tinha gente rápida no comando. Os cargos nesse setor eram: Avanger - somente empregado; Oficial - superior no comando dos Avangers; Encarregado - administrador, estrategista e regulador de contratos do grupo; e por fim, Magistrado - quem estava no corpo de administração geral do grupo, distribuindo os salários e tratando da investigação brusca. No topo disso, estava Vinícius Aquiles. Seis anos depois se tornou mais hábil com armas e rápido, temido por muitos por seu temperamento e principalmente autoridade. Seu jeito independente era facilmente percebível, e palavras objetivas eram sua marca, além de sua força de imposição. "Marmanjos com ele não tinham vez". Mas como cidade não vive só de polícia, tínhamos os "bons de boca", aqueles que cuidavam das relações externas e internas do município. Era tão bem organizado que mais parecia um país. Os vereadores chamados de "Funcionários da Ordem", mas apelidados por alguns de "Ordenários" (e em críticas, "Ordinários") eram quem cuidavam das relações com os órgãos do "estado de Dendróvia" (corporação que funcionava somente para os limites da mesma, pois o "prefeito" Luciano Oliveira havia conseguido tornar as políticas da cidade independentes das de Walker Luie), tratavam de questões de direito e eram os engarapados de serem os mensageiros da prefeitura para os órgãos públicos. Depois vinham os "Grão-Mestres", que eram um time que cuidavam das finanças e eram de extrema confiança. E por fim os melhores, porém os que tinham com sigo a maior responsabilidade, "o Supremo Conselho". Formado pelos já citados Vinícius e Luciano, último que depois de anos ficou mais experiente e lidava melhor com a burocracia, em outras palavras, "a papelada", juntavam opiniões com o time de "Grão-Mestres" para decidirem o futuro da cidade. Como tudo era transparente, o poder estava neles, mas toda a movimentação tinha que ser avisada. Membros de diversas elites foram escolhidos e alguns eleitos para estarem lá, e ficavam de olho em tudo. Dendróvia Dekan cresceu, e teve seus bons custos. A área da saúde e da educação tinham seus órgãos, gerenciados por ações da "Dendróvia Dekan's Human Defenses" (D.D.H.H), que cuidava de tudo ligado a ética com o ser humano e direitos do mesmo), sob o comando de John Nicrons. José Luiz era o dono das companhias de abastecimento de energia elétrica e com parte em muitos projetos de arquitetura, responsável por muitos dos prédios da prefeitura. Era um paraíso, ou quase. A cidade como todas também tinha seus problemas, e neste exato dia eles estavam prestes a ter uma consequência.

Buzinas de moto passavam pelo centro de Dendróvia, em resposta a provocações do transito. Bate-bocas são ouvidos e assobios de policiais também, estava havendo uma briga. Um filho andava com a mãe chorando e a mesma com um aspecto bravo. Tudo isso próximo do prédio do Supremo Conselho, um marco histórico do período pós-ditadura do município. No trigésimo terceiro andar - departamento de históricos e arquivos - um homem fazia suas pesquisas, irritado, infelizmente. O som era atordoante, e as secretárias atendiam os telefones e conversavam, e o som era típico de um escritório de telemarketing. Tudo referente a processo criminais em questão. Nas pastas ele pesquisava por "J": "Joana G. Plata", "Joana W. Perreira", "Joan E. Sílvio"...; não eram nenhum destes. Fazia horas e nada, de repente uma moça bem jovem com uma pinta perto de suas largas bochechas se aproxima do homem bem-vestido de olhos verdes, e avisa que o documento não estava no sistema. A face de decepção era grande para Luciano Oliveira que é forçado a sair dali e ir ao elevador, e subindo no décimo oitavo andar ele acha a sua sala, e cumprimentando sua funcionária de limpeza (Márcia) e suas funcionárias para organização (Muriel, Vanessa e Lorena), ele entra em sua sala com uma confortável cadeira. Aos lados, fotos marcam lembranças. Ele as olha com nostalgia, mas procede a seus afazeres. Em cima da mesa de madeira, papéis de diversas naturezas. Tudo relativo a um lago, e algumas críticas bem pesadas no meio. Ao mesmo tempo, na briga do lado de fora um rosto familiar aparta a ignorância. Vinícius separa dois homens e os entrega a "oficiais" para os levam para a delegacia, e então entra no prédio. Ele estava igualmente estressado e é atendido pela recepcionista Letícia, que flerta com ele, mas ele não tinha olhos para mais nada a não ser suas obrigações. Subindo até o escritório de Luciano, ele arromba a porta feito um furacão antes ordenando ao executivo que o perseguia Ezequiel que não queria conversa, e pedindo para ele se afastar. Logo, logo. Os dois se olham, face a face, prontos para uma discussão.

  • Vinícius: Luciano, precisamos conversar.
  • Luciano: Eu já ia te ligar. Estamos tendo problemas com o velho lago de Dendróvia. Os cidadãos reclamam das condições inadequadas em que ele se encontra, mas nem ligam para o fato de que eles mesmos o contaminam.
  • Vinícius: É. Esse tipo de pessoa que Dendróvia Dekan menos precisa. Mudando de assunto, vim aqui falar das reformas da rua Fortaleza. Quando irão sair?
  • Luciano: Dia nove de Dezembro.
  • Vinícius: MAS...
  • Luciano: A rua Fortaleza é bem circulada, e estamos fazendo reformas na rua Escorpião e Guarda-sol, então tecnicamente falando, passar pela Avenida Guatemala ficaria impossível para veículos de grande porte que não podem adentrar em espaços públicos. Estamos recebendo remeças de cargas de ferro e aço para nossas siderurgias, e se impedíssemos isso, as indústrias sofreriam complicações até o término das obras, e isso iria implicar em uma variação em nosso PIB.
  • Vinícius: E como iremos explicar isso para o pessoal da Boca da Viúva? Não paro de receber ligações deles, nos metendo a boca. Vá aguentar.
  • Luciano: Diga ao Calvin para ele vir aqui fazer nosso trabalho, do contrário, não nos atrapalhe.
  • Vinícius: E como fazer isso sem virar escândalo? A cidade cresceu, e não podemos carregá-la sozinhos sob essas condições! Em outras cidades não esse nosso sistema de política que estamos trabalhando hoje. Quem sabe uma administração mais ampla seja suficiente para aguentar as pressões nos jogadas por essa metrópole que construímos.
  • Luciano: Acabou de responder sua própria pergunta. O Conselho construiu uma metrópole. Ele foi capaz disso. Veja os resultados. Dendróvia Dekan possui um PIB muito maior que muitas outras cidades, além de atualmente sermos uma referência em toda a Walker. É inadmissível queixas e oscilações sobre nossa entidade política. O Conselho é muito melhor que um sistema de política comum.
  • Vinícius: Aguentar esses aproveitadores toda hora reclamando também é inadmissível!
  • Luciano: É o preço de ser uma mega-potência. Sua pergunta já respondida, então é a vez da minha. Como vamos fazer para acumular o dinheiro necessário para as obras no velho lago?
  • Vinícius: Campanhas, para que os que reclamam tenham a chance de agir quanto a isso.
  • Luciano: Falei com o Nicrons e ele me deu a mesma ideia. Ainda assim, sabemos que os que criticam nunca fazem, e uma vez com o projeto em mãos quero fazer tudo bem feito.
  • Vinícius: Vamos tirar tudo do nosso bolço só porque os bons de boca de plantão não querem pagar pelo que protestam? Isso é um absurdo. (Luciano suspira.)
  • Luciano: Não digo que iremos arcar com tudo, só digo que a campanha não deve ser o meio em que podemos em embasar. Mas, Vinícius. Eu também odeio essa gente como você, mas meu trabalho vem primeiro.
  • Vinícius: Mas como fazer nosso trabalho com pessoas sob nossas costas fazendo de tudo para nos ver fora deste prédio, apoiando espertalhões que com palavras vans conquistam mais e mais votos para uma futura eleição?
  • Luciano: Não exagere. Ainda temos uma boa parte da população que nos apoia. Os opositores se localizam na zona norte, como o Calvin por exemplo. Os demais nem veem problemas em nosso governo, justamente pois conseguimos agradar a maioria. Infelizmente nem todos saem ganhando, mas quero fazer o possível. Mas enfim. Prosseguimos com a ideia da campanha?
  • Vinícius: Sim. Prosseguimos.
  • Luciano: Ok. Comunicarei os moradores em tempo de uma semana. Agora, deixe-me fazer uma ligação. (Luciano disca para um departamento do prédio do Supremo Conselho ligado ao meio-ambiente, chamo de D.D.A.P - Dendróvia Dekan's Ambiental Protect; que possuía sua central no andar quatorze do mesmo, e uma cede nos arredores da zona leste.)
  • Gilberto: Alô. Aqui é Gilberto Talveria, acionista do D.D.A.P. Com quem eu falo?
  • Luciano: Hey, Talveria! Como é que vai essa força!
  • Gilberto: Luciano! É você!? Ligou para ver o orçamento daquela história do lago de Dendróvia?
  • Luciano: Sim, por favor.
  • Gilberto: Vai ficar de seis milhões, quatro mil e trezentos dólares à um bilhão de reais, aproximadamente. O pessoal já foi lá e averiguou todos os metros quadrados.
  • Luciano: E quando podem começar?
  • Gilberto: Depois de receber pelo menos uns cinquenta mil para os equipamentos, mês que vem nós começamos.
  • Luciano: Hmmm... ótimo. Então eu verei aqui com minha equipe e depois nós conversamos.
  • Gilberto: Ok. Até mais, Luciano.
  • Luciano: Até. (ele desliga o telefone e olha para Vinícius.) O valor será um tanto salgado, mas dá para seguir com o desafio.
  • Vinícius: Ótimo. Pelo menos depois disso a imprensa não terá do que reclamar.
  • Luciano: Concordo. (os dois se espreguiçam, descansando do esforço psicológico que acabaram de passar.) Vinícius, posso lhe fazer uma pergunta?
  • Vinícius: Sim.
  • Luciano: Como se sairiam sem mim no Conselho? (o governante é pego de surpresa com a pergunta.)
  • Vinícius: Como!? É claro que seria horrível sem você. Quem sabe cuidar dessas burocracias, lidar com essa gente marante, conciliar a cidade com muitas dessas empresas e estrangeiros do que você. Nem me faça pensar nessa possibilidade, mas por que você pensou nisso?
  • Luciano: Por nada. Estava aqui revisando meu currículo e notei que passei mais de ano sem tirar uma só férias em todo o meu tempo de trabalho aqui em Dendróvia. As últimas foram há muito, mas muito tempo mesmo, quando viajei para São Paulo visitar meus pais.
  • Vinícius: Eu me lembro.
  • Luciano: Desde então tenho ficado só aqui gerindo nossa nação, e confesso que me peguei um tanto cansado quando fui levantar hoje. Temo estar pegando muito duro em minhas responsabilidades.
  • Vinícius: Não. Que isso, cara. Se precisar de ajuda sabe meu número. O Conselho existe para que haja compartilhamento e apoio entre os governantes de tudo o que diz respeito a Dekan. Não quero me sentir culpado de te estar matando de tanto serviço.
  • Luciano: E não está, fique tranquilo. Só estava refletindo, mas creio ser uma bobagem. Bom, irei voltar para minha boa e velha burocracia.
  • Vinícius: Está certo. Irei botar linha nos pessoal da militância aqui da cidade, e qualquer problema me avise, pois estarei sempre disponível. Não vai fazer tudo sozinho.
  • Luciano: Fique tranquilo, estou bem. Tanto que se precisar de algo, pode contar comigo também. Boa sorte no trânsito.
  • Vinícius: Obrigado. Vou precisar.
  • (Vinícius logo sai do gabinete reflexivo. Quem sabe aquilo que Luciano disse podia ser uma indireta para algo que pretendia fazer. Quem saiba ele realmente podia estar cansado, e estivesse relevando mesmo a possibilidade de uma saída. Essa ideia era perturbadora. Mesmo assim ele anda indo a seus postos, e chega ao térreo mirando sua moto para começar mais um dia de trabalho. De repente algo indesejado o enerva no caminho, forçando-o a ficar retrucar a altura. Era a recepcionista novamente se aproximando, a que flertou mais cedo. Não querendo nada com a jovem, ele prepara um tom bem áspero para falar com ela.)
  • Letícia: Conseguiu falar com o Luciano?
  • Vinícius: Sim.
  • Letícia: Parece meio nervoso. Está havendo alguma coisa?
  • Vinícius: Nada de mais. Estou tendo problemas, só isso. Como qualquer ser humano.
  • Letícia: Se quiser um ombro amigo, sabe aonde procurar.
  • Vinícius: Ohh... sim. Está certa. Sempre poderei contar com a ajuda de minha esposa. Ela é ótima e está sempre disponível para me escutar. Vou até ligar para ela agora. Obrigado pela sugestão.

Como um corta-relação, as palavras direitas fazem a jovem de vinte e quatro anos (mesma idade que ele) ficar completamente abismada, enquanto ele sai dando passos largos, focado em seus encargos e preparando-se para o início de mais um dia de trabalho. Mal sabia ele que seria uma dia completamente abastardo. Na estrada, já distante de Própolis, os três continuam na ousada missão. Ice dirigindo e conversando bobagens com Marlon que estava no banco ao lado. Na janela ao lado das armas, estava Morre-Arth, quieto pensando com um sorriso amedrontador, sonhando acordado com cenas obscenas de morte contra seu inimigo. Minutos depois, ele acorda e questiona a demora do carro que andava em somente cem quilômetros por hora. Ice defende o carro, dizendo que o trajeto demorava, e Marlon o contradiz, dizendo que a mais quarenta quilômetros por hora eles chegariam em menos de dez minutos. Gustavo logo encoraja a ideia, mas Ice adverte de riscos o que enfurece o líder da operação que ordena que os dois fossem mais rápido. Assim é feito. Numa velocidade altamente rápida, o carro desliza na pista deixando os dois amigos (excluindo Deodoro) bastante contentes com o choque de adrenalina vivenciado. O GPS é logo pego para análise da pista e Marlon realmente estará certo, e logo lhe é dado os parabéns, mas o motorista se mostra preocupado. Era claro que seu trabalho não tinha sido bem-feito como o dito, estava em seus olhos. Eis a oportunidade desejada para o homem da jaqueta de couro marrom perguntar: "o que Morre-Arth estava pensando?" A resposta é dada, em forma de um orquestrado com tons bastante sentimentais (do sentimento de ira) sobre uma nostalgia do passado até a vingança do presente, coisa de costume para o rapaz. Ao terminar de ouvir as ameaças profundas do vilão, Marlon esboça uma risada pois não era a primeira vez que ouve algo parecido. Gustavo não percebe a sátira, estava mergulhado em seus sonhos maquiavélicos para notar algo. Logo, o carro sai da linha reta, fazendo um som atordoante com os pneus, mas logo volta. Os olhares voltam-se para Ice, o questionando. Ele decide parar, diminuir a velocidade, e os dois concordam. Andando de cento e quarenta para oitenta, o veículo faz uma curva delicada sobre uma espécie de "montanha", mas algo nele não estava bem.

  • Morre-Arth: O que é isso!?
  • Ice: Gustavo. Infelizmente como eu disse, esse carro não consegue andar muito bem nessa velocidade com estas condições de pressão. Eu te avisei. Tenho que diminuir.
  • Marlon: Ou será que você, alpino, não aprendeu a dirigir?
  • Ice: Mas... o que! É claro que eu sei dirigir!
  • Marlon: Não confio, saia do volante.
  • Ice: Ahhn?
  • Marlon: Eu falei grego!? Saia do volante! (ele rapidamente para a carro sem o encostar, e troca de lugares com Marlon.)
  • Ice: Isso não vai adiantar, Marlon.
  • Morre-Arth: Deodoro. Eu pensei que era um bom mecânico. Eu te chamei para essa operação complicada justamente por que precisava transformar uma sucata velha em um carro, e você me disse que podia fazer isso. Agora, você me diz que este carro ainda é uma sucata. Como poderei reagir em relação a isso? Hein!? Você me atrapalhando ao invés de ajudar.
  • Ice: Gustavo. Esse carro funciona, e ele nos levará até Dendróvia, sim. Mas ele tem seus modos de tratagem, e uma velocidade muito brusca poderá afetá-lo nas condições em que estamos.
  • Morre-Arth: Que condições? Eu prefiro morrer a não realizar meus objetivos. Marlon, ligue o carro! (o amigo obedece.) Siga à pelo menos cento e dez quilômetros por hora. Espero que seu trabalho esteja bem feito, Deodoro. Se não...
  • Ice: Mas...
  • (Logo, o carro anda em pista seguindo velocidades exorbitantes. Gustavo até acreditava em Deodoro, mas não queria acreditar que algo desse erado em seus planos. Eles dirigem, dirigem, dirigem, e... algo dá errado. Um estrondo é ouvido e Marlon perde a direção, fazendo com que o carro perca mais uma vez a coordenação e comece a ameaçar uma capotagem.)
  • Ice: EU AVISEI!
  • Morre-Arth: IMPRESTÁVEL! (Marlon com o freio tenta diminuir a velocidade, mas não consegue. Felizmente, o carro bate em uma árvore do lado esquerdo da pista, o que o faz parar. Saindo do mesmo, os três veem o estrago. Ninguém estava ferido.)
  • Marlon: Não consigo acreditar que a missão de nos arranjar um simples carro tenha sido tão difícil para você, Deodoro. Sabia que o César teria sido uma ideia melhor.
  • Ice: Cara. Eu fiz o meu melhor. Esse carro...
  • Morre-Arth: "Uns cento e sessenta ou até mais...", "melhor que uma Ferrari"... (ele logo trata de dar um violento soco no estômago de Deodoro.) É isso o que acho de gente imprestável como você. Agora como vamos à Dendróvia?
  • Ice: Ainda posso dar um jeito, deixa eu ver. Preciso de força. Tiremos o carro para ver o motor, podem me ajudar?
  • Marlon: Te vira, playboy. (usando de toda a força possível, ele movimenta o carro e assim que podia abrir o capô, o faz e tem uma surpresa. O motor arriou, estava fundido. Aquele automóvel não andava mais. Não demora para sair fumaça, e a dupla de criminosos fica lá pensando.) Aff! E agora! (Gustavo pega um GPS, e nota um posto em poucos quilômetros.)
  • Morre-Arth: Não desistiremos. Pegue o que é necessário, vamos andando.
  • Marlon: Como!?
  • Ice: Gustavo. Infelizmente, o motor fundiu.
  • Morre-Arth: Excelente. Entremos no carro, e Deodoro nos empurra até o posto.
  • Ice: Como é!? (logo uma arma lhe é apontada.)
  • Morre-Arth: Faça por que eu estou mandando.
  • Marlon: Ia ser estranho para os civis ou a polícia rodoviária um carro nesse porte, com essas condições sendo carregado por um branquelo asnento com dois criminosos dentro e uma grande quantidade de armas e explosivos. Não acha? Não é muito discreto. Vamos andando.
  • Morre-Arth: Ok. Ice será nosso burro de carga. Não é mesmo?
  • Marlon: Não. Eu queria mesmo fazer uma boa malhação. Já que estou de bom humor, mande ele voltar de carro. Nós levamos o que é de necessário naquelas bolças, e no posto... roubamos um carro e partimos.
  • Morre-Arth: Está louco?
  • Marlon: Pense. Como o Deodoro se sentirá por ter falhado conosco na nossa Corporação? Hein! Eu já vou detoná-lo em Wikaner, e ele esteve no acidente conosco. Ele não tem nada a ver com isso. Já sofreu bastante, tadinho daquele miserável. Não concorda?
  • Morre-Arth: Espero que eu não me arrependa. Dirija de volta para Wikaner, Deodoro Frinergus. Nós vamos andando. Aproveite a sorte que teve.

Antes pegando duas bolças com seis revolveres cada, explosivos manuais e diversas balas, e ainda algumas maletas com dinheiro e mapas, eles partem rumo à Dendróvia, deixando Deodoro para trás com o que sobrou, tendo que se virar para poder voltar para Wikaner sozinho. No bolço de Morre-Arth, ele não dispensa um amigo fiel: seu GPS. Assim, a missão ainda continua... Em cerca de meia-hora, os dois caminham incansavelmente pela árdua estrada Bento 6-9, que unia os municípios de Dendróvia e Própolis, fundada por uma organização chamada de Vigilância, para integrar Dendróvia com as demais cidades de Walker, já que ela era um prodígio para a região, pois sua fundação é recente. Eles andam rápido sob o sol da manhã, carregando as bolças nas costas, alguns carros neste espaço de tempo até passavam por eles, mas nenhum os olha querendo os dar carona. Não importava, pois não demorá muito para chegarem ao esperado posto de combustível, e a viagem a pé não havia sido tão longa. Gustavo era claro em dizer que preferia um carro para transportar a bagagem com mais facilidade, mas, de cara uma decepção. O posto listado pelo GPS era digno do título de "beira de estrada", pois sua estrutura e condições deixavam muito a desejar. Não havia nenhum carro estacionado lá, nem dos funcionários, que além de poucos estavam dentro da conveniência jogando baralho com o balconista. Próximo de um freezer, uma bicicleta. Isso irritava Morre-Arth profundamente, pois para ele isto era uma piada, ainda mais que ela estava com cadeado que ainda teria que ser arrombado. Marlon o alivia. Ele vê algumas motos largadas perto do lava-rápido, e sugere roubá-las com ligação direta. Infelizmente, câmeras. Ia ter que ser do jeito difícil. Os dois largam as duas bolças no chão, e Morre-Arth toma frente com uma calibre-35 para exigir as chaves do único meio de transporte para sua vingança. Ao passo que andava imaginava o rosto do jovem Arthur, e seus olhos castanhos o olhando e rindo sobre sua aparente vitória. Ele logo diz: "Eu tenho a Natália. Você, não!". Isso é o que o bastava para tomar coragem. Dentro do posto, Gustavo entra como alguém que não quer nada, pede um cigarro e Marlon entra e vai atrás de água. Três pessoas só estavam lá dentro para três motos. Um jovem franzino chamado Marcos, um homem alto afro-descendente chamado Jóe, e um pequeno homem de barba chamado José de Souza. Marcos o atende e mostra o cigarro, e logo Gustavo comenta sobre as motos. São deles, e ainda se orgulham, mesmo não sendo de marca. Era só o que os dois precisavam. A arma é mostra, e Marlon pega e ainda toma descaradamente o líquido roubado. Era um assalto! Marcos é rendido, e a sua chave confiscada. A arma volta para José, que não a encontrava. E onde estará Jóe? Revidando, é claro. Ele pega uma barra de ferro e se prepara para atacar rapidamente Gustavo, mas ele percebe e Marlon joga um "Red Bull" da geladeira direto para sua face. Marlon logo o rende, e lhe pega a chave da moto. Morre-Arth espertamente atira nos computadores, destruindo o sistema de câmaras, e ainda no telefone fixo e em um celular sobre a mesa. Ele os ameaça sobre denúncias, e fogem sem dar mais satisfações. Rodriguez corre para pegar as mochilas, e Gustavo destrói a câmara que estava em sua direção com uma bala. Usando a chave ele liga sua moto, Jóe sai e tenta acertá-lo de novo, mas Marlon dá um tiro de aviso que estava em sua mira. Eles o obrigam a entrar e Marlon pede as chaves do estabelecimento, e rindo da graça feita os tranca, assim prendendo-nos. Nesse pique, saem de cabeça erguida, e em seu primeiro crime em mais de um mês, saboreiam a vitória. Os três funcionários ficam desesperados.

Minutos depois, lá estavam em Dendróvia Dekan. Às dez e meia da manhã, entram pela rodovia Pire-albor, e passam por um mega-shopping chamado de "Bigger Crase Shopping", uma franquia exclusiva de Walker, que obtinha sua sede na própria cidade. Tudo era grande, tudo era belo, tudo era impressionante. Árvores e postes reluzentes, e pontes que passavam por cima, túneis que passavam por baixo, uma obra incrível da engenharia arquitetada por parte dos próprios moradores. Marlon e Gustavo estavam chocados. Mesmo que eles não tenham pego trânsito de Própolis para Dendróvia, dentro da cidade em poucos metros já se deparava com o congestionamento. "Como motos", era mais fácil cortar pela calçada. Indo pelo mapiamento de Dekan, era a zona sul, conhecida pelos melhores: bares, restaurantes, hotéis, shoppings, lojas de marca, ainda convênios e advocacias, condomínios, igrejas, casas, até um belo laginho que era usado para caminhada nomeado de "U.D.D.I.M Park" ("Parque da União dos Homens Influentes de Dendróvia Dekan" ; chamado popularmente de "Parque União"). Era também onde a população de moradores mais ficavam, porém, era distante do objetivo dos dois que era o prédio S.C ("Prédio do Supremo Conselho"), a prefeitura não-oficial da cidade onde as papeladas mais importantes se armazenavam, tendo um número menor de cópias no Fórum que assim como a Prefeitura, eram os pontos de recursos primordiais para os "funcionários da Ordem" (vereadores). Ainda assim, o prédio era acessível para todos, e era de lá que as decisões mais importantes para a economia de Dendróvia, que influenciava toda a Walker, saía. Saindo do túnel "P..K", eles se veem dentro da avenida Carlos Gomes, e com tantos automóveis, pessoas e outros estavam perdidos. Necessitavam parar para chegar o GPS, e ainda era difícil de obedece o ritmo do trânsito carregando mochilas tão pesadas. E ainda o medo de serem reconhecidos. Morre-Arth decide seguir com Marlon até um lugar conhecido (pois ele conhecia mais ou menos a cidade, e o que mudou acompanhava pelo Google e o Google Maps), uma ponte para ser mais exato. Passando por muitas ruas e sinaleiros, tendo que obedecer para não levantar suspeitas, ainda mais que aquela zona era vigiada por câmaras, ele chegam até uma grande ponte que ligavam bairros da zona sul. Em baixo dela, marginais pichando e fumando, e até o velho Billy dormindo. Eles estacionam na incógnita, e veem o GPS. A primeira missão para Gustavo era clara, encontrar um carro, pois de moto a missão seria ainda mais difícil. Ele "se poem em Dendróvia", e usando dos mapas firma um atalho para seguir adiante. Marlon até o questiona, dizendo que moto era melhor, mas quando seu amigo lhe explica o que tinha em mente, "sua orelha" logo levanta e não tinha como discordar. O plano era: ir até a concessionária mais próxima, que no caso seria a "Hunger's Cars" - havendo cinco em toda a Dendróvia; informação obtida via GPS - e roubar um carro novinho para seguirem em frente rumo ao prédio do S.C, que segundo novamente o GPS, seria uma viagem de uma hora. Tudo seria rápido, e havendo uma concordância mútua, então eles partem para tal determinados.

Morre-Arth manuseando o aparelho, os leva até a "Hunger's Cars", uma concessionária de carros fabricados pela própria Dendróvia. Depois de mais uma batalha no trânsito, eles chegam lá despercebidos. O local era grande, metálico e magnífico. Carros era o que não faltavam, de todos os modelos, tamanhos e cores. Todos da mesma marca: "Hungers" - famosa por toda a Walker Luie, merecidamente, pois a qualidade dos produtos eram impecáveis. Muitos funcionários tinham naquele lugar, além de câmeras. Um assalto indiscreto seria uma péssima ideia, mas por ser grande, haviam espaços para que os dois pudessem "trabalhar melhor". Eles elaboram um plano.

  • Marlon: E então, Gustavo? Viemos até Dendróvia, estamos aqui. E agora? Como vamos conseguir esse bendito carro!?
  • Morre-Arth: Isso ai é uma loja de carros, não uma cadeia, Marlon! Por favor! Pare de ser idiota! É só entrar, e fazer a ligação direta em um dos carros e ponto.
  • Marlon: Eu pensei que essa Hungers ai fosse uma concessionária mequetrefe de Dendróvia. Mesmo não sendo, vai ser uma...
  • Morre-Arth: Aff.
  • Marlon: Aff, o que!?
  • Morre-Arth: Não tem segredo nenhum assaltar essa concessionária. Eles não tem segurança, são ingênuos como todo esse povo dessa cidade. São um bando de indefesos. No máximo do máximo cinquenta funcionários tem lá dentro. Para e pensa! Estamos armados até os dentes! É até uma covardia!
  • Marlon: Isso é óbvio! Só digo que será algo difícil de ser feito discretamente. Com esse assalto, alertaremos a polícia sobre nossa presença. Isso é contra nossos planos iniciais, não é mesmo?
  • Morre-Arth: No momento em que ficamos sem o carro por conta do incompetente do Ice, e tivemos que nos pronunciar naquele posto, já saímos das rédias do plano. Mesmo assim, não desistiremos de nossos objetivos, e lhe asseguro que tudo dará certo, pois temos um aliado que não está contando, Marlon: o tempo. Faz sete anos desde o...
  • Marlon: Seis.
  • Morre-Arth: Que se dane! Faz um bom tempo que não atacamos aqui, e a nova geração de "dezentos" nem nos conhece além de contadas pelo Arthur e da gravação chinfrinha do Hermínio. Não é?
  • Marlon: Há ainda alguns que nos lembrem. Os veteranos dessa cidade. Que tal seguirmos com as motos?
  • Morre-Arth: Por medo eu não recuo. Iremos lá, fingiremos comprar um carro, e no momento em que menos esperarem, nós atacamos. Você distrai o atendente, e eu faço a ligação. O que acha?
  • Marlon: E o fato de sermos reconhecidos?
  • Morre-Arth: Se formos rápidos, decididos e precisos; não haverá tempo de sermos fragadôs. Só fique de olho nas câmaras, e de costas sempre. Iremos até um lugar isolado, e qualquer carro estará bom.
  • Marlon: Não sou um homem de qualquer carro.
  • Morre-Arth: Ok. Vamos ver se tem um "Toyota" que fique do outro lado da concessionária. E sempre prontos para uma rota de fuga. Experto, Marlon. Experto.
  • Marlon: Não estava pensando em um "Toyota". Que tal uma "Captiva"?
  • Morre-Arth: Só o que for mais rentável. Agora vamos. Cansei de perder tempo.

Deixando de lado pertences, eles prosseguem confiantes. A porta automática se abre e com isso muitos olhares voltam-se para os mesmos. Com movimento fraco no dia muitos funcionários estavam ociosos, trocando conversa fora e bebendo água no bebedouro. Mal deva para dizer que a Hunger's era tão rica e poderosa que exportava carros em campos internacionais e competia em Walker com a "Ford" e a "Chevrolet", o que de fato a tornava uma potência como muitas empresas sediadas em Dendróvia. Ambos caminham objetivados, mas cada um com um preceito. Morre-Arth estava focado, frio e certo de que tudo daria certo para seu plano de vingança a Arthur, e não visava ninguém como pessoas, apenas com peões do mesmo e por tanto inimigos. Já Marlon estava com os olhos na glória pois visava roubar o melhor carro da loja. Por dentro formulava sua lábia da melhor forma possível e ambos armados, um atendente se aproxima.

  • Atendente: Olá, bem-vindo a Hunger's. Em que posso servi-los?
  • Morre-Arth: Bom...
  • Marlon: Queremos um carro para alugar, um de luxo e queremos já. Quais são as nossas opções?
  • Atendente: Hmm... alugar? Os melhores estão disponíveis para comprar, e custam em média dois mil dólares, aproximadamente.
  • Marlon: Tudo bem, então. Dinheiro não é problema.
  • Morre-Arth: Me perdoe a indelicadeza, mas poderia nos dar licença?
  • Atendente: Ohh... sim, claro. (O atendente se afasta, e Marlon se irrita com o amigo.)
  • Marlon: MAS...
  • Morre-Arth: O que está fazendo?
  • Marlon: Tomando frente, mas não sairmos daqui de Celta.
  • Morre-Arth: E lá sabe fazer isso!? Amações não é o que precisamos para matar Arthur nesse momento. Hoje é um dia histórico, e nada poderá impedi-lo de ser deste jeito. Entendeu?
  • Marlon: Gustavo. Por favor, deixe comigo. Afinal de contas, matar Arthur como se fossemos mendigos não é boa ideia. Quero luxo, glamour. Vejo que você não, pois olha para estas roupas, mas eu o quero e não sairei daqui sem! Esse é meu preço.
  • Morre-Arth: Se fracassar, lhe darei um tiro no peito nesta exata ocasião. Estamos entendidos?
  • Marlon: Estamos. (Morre-Arth olha seu olhar penetrante para o funcionário.) Pode vir, perdoe meu amigo. Ele é muito mesquinho. (Gustavo o olha não gostando da colocação.)
  • Atendente: Tudo bem. Então dinheiro não é problema mesmo, não é?
  • Marlon: Imagina. Como sempre digo: quanto melhor, melhor!
  • Atendente: Hmm... gostei de sua cara, tenho uma ótima sugestão. Venham comigo. (os dois o seguem, com o vilão classicamente olhando para todos temendo estar sendo observado, e não estava. Ele vos apresenta um carro sensacional, de modelo do ano seguinte, tamanho incrível, insulfilme e blindado. Estofado de couro, ar condicionado, uma pintura foscada com um toque de classe e da riqueza, além da cor prata que era a única coisa que Gustavo detestou. Fora isso, era perfeito e agradava aos dois.)
  • Marlon: Nossa. Belo carro.
  • Atendente: Não é carro, tolo. Isso aqui é o convite para o céu. Tem tudo o que pode querer, e por um preço bem acessível.
  • Marlon: Então vamos ver o melhor mesmo, pois odeio coisa de pobre.
  • Atendente: Pobres não o teriam, estou falando para a classe alta chique. Só disse acessível para ser irônico, mas já que está disposto a pagar são dois mil dólares.
  • Morre-Arth: Caramba.
  • Atendente: Está na moda dos célebres.
  • Marlon: Não posso comprar se não ver por dentro. Tem a chave?
  • Atendente: Claro. Irei a pagar, só um instante. (o homem se distancia.)
  • Morre-Arth: Não foi muito discreto. "Dinheiro não é problema."
  • Marlon: Não nos importa, não é mesmo? O objetivo não é matar o Arthur? Então! Como disse, já fomos pegos. Se já fomos pegos, que aproveitemos. Curta o momento, Gustavo. Curta o momento.
  • Morre-Arth: Aqui não é o lugar mais isolado, isso foge do que eu disse.
  • Marlon: Não vejo nenhuma câmera, e por conta dos carros a visão para a direção desse aqui é meio ofuscada. Eu penso em tudo. É ou não é?
  • Morre-Arth: E qual é o seu plano, Einstein?
  • Marlon: Simplesmente eu render o atendente e pegar a chave dele. Dai você entra e saímos com o mesmo. Simples.
  • Morre-Arth: Contanto que dê certo. Tem uma arma consigo?
  • Marlon: Sempre tenho uma em casos de emergência. O Marlon aqui é experto. (O funcionário retorna.)
  • Atendente: Deram sorte, esse carro aqui tinha sua chave em nosso balcão. Um cliente quase o comprou hoje, mas desistiu por falta de dinheiro. E vocês. Como pretendem pagar?
  • Morre-Arth: Com chumbo.
  • Atendente: Nós não aceitamos pagamos alternativos... (Só ai ele nota estar na mira de Marlon.)
  • Marlon: Ele está certo. Iremos pegar com um chumbo excepcional. E será já, agora, se não me der a chave.
  • Atendente: Bem que eu podia suspeitar. Mas eu avisei alguns sobre, e se eu roubar os denunciarei. Gravo muito bem os rostos.
  • Morre-Arth: Só está piorando para o seu lado. Acho que devemos dar um belo tiro na boca. Ou nos olhos! Melhor nos olhos! (Marlon o dá uma violenta surra no rosto com a arma o fazendo cair, e nisso pegando a chave e abrindo o valioso carro.)
  • Marlon: É bom fazer negócios com você. (Ele liga o carro e Gustavo entre dentro do mesmo. Era hora de partir.)
  • Atendente: ESTAMOS SENDO ROUBADOS! ESTAMOS SENDO ROUBADOS! (o carro rapidamente, no comando de Marlon, sai de onde estava e quase atropela o pobre homem, logo dando uma arrancada e partindo rumo a saída.)
  • Atendente #4: Mas... O que!
  • Morre-Arth: Estou mais próximo de você, "Arth". (Ai o carro corre numa velocidade crescente, destruindo tudo a sua frente. Homens e mulheres correm desesperados, e Gustavo dá um grito da vitória. Um barulho atordoa a todos: o som de vidro sendo quebrado. Os dois assaltantes saem da Hunger's, e o carro para e as duas mochilas são postas para dentro. Morre-Arth pega um fósforo e abre o tanque das motos, em seguida as empurra em direção a concessionária e em pouco tempo que leva para os dois elementos se encontrarem eis que ocorre um estouro assustador.)
  • Marlon: Nossa.
  • Morre-Arth: Arthur é o próximo.
  • (Todos no carro, partem usando o GPS como guia para o prédio do Supremo Conselho. Para os funcionários nas cinzas, tudo o que restará eram as lágrimas pelos feridos e o prejuízo causado. Traumatizado, o homem que os atenderá tremia e um outro tenta tranquilizá-lo, em vão. Em tempos eles pegam o telefone e ligam, desorientados, para o dono da Hunger's pedir orientações. Minutos de chamada, ele atende.)
  • Dono: Alô.
  • Atendente #2: Sr. Malta, temos problemas. Fomos assaltados e levaram um de nossos melhores carros. (Do outro lado, cabelos loiros e olhos azuis confirmavam e verdade. O dono da Hunger's era mesmo o antigo morador da cidade, Gabriel Malta.)
  • Gabriel: Isso é tragédia! Ora, bolas. Qual foi o tamanho de prejuízo na nossa economia?
  • Atendente #2: Você não está entendo. Foi a mão armada, e teve uma explosão... Muitos dos que se refugiaram... Queimaram-se...
  • Gabriel: Queimaram! Como assim!?
  • Atendente #2: Ouve uma explosão... Não sabemos o que fazer.
  • Gabriel: Não importa. Mandarei um conhecido averiguar a situação e o contem tudo o que sabem. Não quero saber de mais nada. Tranquilizem-se e chamem os bombeiros caso ainda tenha algo pegando foco. Chamarei a ambulância. Que todos fiquem bem.
  • Atendente #2: Obrigado... (A ligação é finalizada. Em seu escritório, Gabriel levanta aturdido.)
  • Gabriel: E agora! Quem são esses malucos que explodiram meu prédio e causaram tamanha desgraça para meus homens!? Só existe uma pessoa que pode me ajudar, e ligarei para ele agora. Espero que ele possa atender. (e é isso que ele faz. Tempos de espera depois, ele atende com uma voz brava. Malta começa a falar.) Vinícius, preciso de sua ajuda!
  • Vinícius: Por que está tão nervoso, Gabriel? Pode falar que eu escuto.

Ele explica a situação para Aquiles, que ouve atentamente. Ao acabar, o policial confirma em ir visitar a concessionária para juntar provas com uma elite. Com a ambulância, a tropa de Vinícius entra no prédio que não havia se prejudicado tanto, e depois de seis pessoas amparadas ele nota nos destroços que o que foi usado como arma foi uma moto. Estranhado pede descrições dos atendentes que lhe dão um rosto familiar, e sabendo de algo que a dupla não sabe decide dar uma olhada nas câmaras de segurança que ficavam extremamente camufladas no teto e em algumas paredes, escondidas, e nelas ele obtém um rosto sombrio e perturbador: Morre-Arth. Assutado ele pula para trás e logo pensa nos estragos que o temido terrorista fez em sua última visita, logo comentando que seria algo extremamente inconveniente para a condição de Dendróvia no hoje e que temia por futuros estragos. Muitos pensamentos lhe vem em sua mente, de táticas que poderiam ser usadas contra o criminoso, mas logo uma preocupação o assombra: Luciano havia dado pistas de que estava cansado de lidar com o stress cotidiano de seus afazeres; quem podia garantir que o retorno de um grande inimigo de Dendróvia não poderia ser o basta que ele precisava para decidir-se, e renunciar de seus cargos deixando Aquiles como único prefeito de toda a mega-cidade. Isso seria algo extremamente indesejável. Vinícius não poderia gerir toda aquela imensidão sozinho; a cidade precisava do funcionamento da dupla unida para que tudo ocorra bem e assim a mesma conseguísse se mantar. Por conta disso, ele chega a decisão guardar segredo sobre tal acontecimento até quando sentisse que era necessário contar, comprometendo-se de sanar essa "crise" antes mesmo que ela emergir-se, e assim chegasse aos ouvidos de seu companheiro de chapa. Decidido, ele liga para Malta no intuito de contar a notícia. Automaticamente quando perguntado ele diz que assumiria o caso, e para Gabriel no telefone ele pergunta: "Aonde está Arthur?".

O tempo vai se passando em disparada e a rotina agitada das ruas de Dendróvia ficam mais agitadas ainda quando às meio-dia, todos os trabalhadores vão as ruas garantir seu almoço para poderem voltar a trabalhar. Armados com armas e um novo e moderno carro para ninguém colocar defeito, Morre-Arth e Marlon andaram milhas desde a concessionária e já estavam quase passando pelos limites da zona sul, indo para o centro. Estavam mais perto do prédio do S.C do que nunca, e no rádio ouviam no canal Undertown as últimas notícias sobre seu ataque. Logo sabem que o dono da Hunger's era um conhecido dos mesmos, Gabriel Malta, e assim caem na gargalhada. Gustavo olha para os lados e vê um condomínio fechado chique, e nele vê um jovem rapaz sendo cavalheiro com uma bela donzela de roupa social, e ele se enoja lembrando de Arthur. Via o padeiro andando na rua, um homem concertando um poste e até mesmo um mero estudante sendo levado por quatro que espantava as senhoras do ponto de ônibus, tudo por diversão, e aquilo era como uma navalha para seu íntimo. Todos deveriam sofrer era o que este o dizia. Marlon se sentia com o carro, mas seu estomago não dizia o mesmo. Ele olha para os lados e muitos restaurantes self service e sentindo um enorme desejo na boca ele já sabia o que fazer.

  • Marlon: E então, Gustavo. Vamos parar para fazer uma boquinha?
  • Morre-Arth: Nada pode interferir em minha vingança, Marlon. Concentre-se ou será descartado.
  • Marlon: Se eu quiser eu paro, falô! (ele logo faz isso encostando em uma vaga.)
  • Morre-Arth: O que pensa que está...
  • Marlon: Vamos comer, estou com fome. Saiba que somos um time, tá lembrado?
  • Morre-Arth: Sei me virar sozinho. Já teve o que queria, agora é a minha vez.
  • Marlon: Eu te ajudei com esse carro. Ele é rápido e já estamos adiantados, agora é hora de comer e pronto.
  • Morre-Arth: Não. Isto apenas dá vantagens ao meu inimigo, e jamais alguém que se diz de meu time dá oportunidades a quem eu odeio. Continuemos.
  • Marlon: Só depois que eu fazer uma boquinha. (Marlon desce do carro e entra num restaurante chamado "Le Parmezonni", deixando seu amigo muito irritado. Minutos depois de espera, ele reaparece com uma marmita.)
  • Morre-Arth: Você assaltou esse lugar!? Não sabe que...
  • Marlon: Diferente de você, eu tenho dinheiro. Quem não tem vinte reais... Peguei só pra mim, já que não quer.
  • Morre-Arth: Ótimo, se puder dar andamento. (Marlon liga o carro e prossegue dirigindo e comendo.)
  • Marlon: Sabe. Estou gostando de nossa aventura em Dendróvia no final das contas. Está me lembrando os velhos tempos. Quando caçamos Arthur e o Luciano bem perto dessas bandas. Acho que a torre FonserNicol ficava bem próxima dessa região. (ele vai ao GPS e pede pelo comando de voz para saber onde é a FonserNicol, e por fim descobre que estava certo.)
  • Morre-Arth: Não sei como nunca bateu o carro.
  • Marlon: Eu tenho talento. Fica bem próxima daqui sim, e soube que virou um museu. Topa dar uma olhada para ver como ela está depois de nosso ataque? (Gustavo o puxa o revólver.)
  • Morre-Arth: Está muito abusado hoje, Marlon.
  • Marlon: Aff. Relaxa ai, Gustavo. Eu pensava que a segurança desse lugar teria aumentado, mas não, diminuiu. Só você não vê que...
  • Morre-Arth: Só você não vê que podemos deixar rastros.
  • Marlon: Como? Eu paguei pela comida, tá!
  • Morre-Arth: Não é isso. Temos que ser objetivos, senão seremos pegos. Seguir em linha reta até o maldito prédio do Supremo Conselho, e através dele saber aonde Arthur L. Neto mora, e a partir das coordenadas será unicamente para lá que iremos. (o GPS os manda seguir a direita.) Está prestando atenção!?
  • Marlon: Sim. Concordo com vossa sumidade, mas saiba que não tem como esse plano dar errado. Estamos indo em frente, fica tranquilo. Mas por que não curtir esse passeio?
  • Morre-Arth: Por que isso não é um passeio! É uma vingança! (ai Rodriguez para de se deliciar com sua comida italiana e percebe o verdadeiro valor da missão.)
  • Marlon: Tá bem, Gustavo. Tá bem. Seguiremos em frente, satisfeito.
  • Morre-Arth: Ótimo. Que mais nada nos atrapalhe até lá.

A discussão poem-se ao fim, e os dois seguem rumo ao caminho traçado pelo GPS. Direita, esquerda, frente a cem quilômetros. Todas as ordens dadas pelo aparelho eram seguidas pelo motorista Marlon, que em dez minutos terminará de almoçar enquanto Gustavo sem se importar saboreava um pão mofado que trouxe em sua mochila com mortadela, o que para ele já era o suficiente. Dez minutos depois, uma surpresa indesejada. Eles passam por uma construção até nova, mas para a cidade considerada antiga. Aspectos romanos com classe, mas um nítido conforto aos olhos de quem vê deixada como marca do império Afonsiano na região. Os dois param o carro e o GPS fala: "você chegou a seu destino". Eles mal podiam acreditar que estavam diante da torre FonserNicol, o que desperta uma fúria insolúvel por parte de Ferreira.

  • Morre-Arth: O que é aquilo, Marlon?
  • Marlon: Maldito GPS! Nos trouxe a torre FonserNicol! (Gustavo que estava no lado dele logo o avança com uma arma, o fazendo abrir a porta e cair para trás. Eles estavam em uma rua perigosa, quase que uma "rodovia" com mais de oito pistas divididas entre os carros que iam e os que vão, e consequentemente bastante movimentada. Um poste bem alto estava fincado no centro, e menores em sequência.)
  • Morre-Arth: Você nos trouxe aqui... Marlon. Onde está com a cabeça!
  • Marlon: Gustavo. Pare com isso. Esta rua é movimentada e pode chamar atenção. E mesmo por que, relaxa. Estamos apenas dez minutos fora do curso, ou até menos pois creio que essa rua ainda nos leva para o prédio do S.C. Calma, seu exagerado.
  • Morre-Arth: Exagerado?
  • Marlon: Exagerado. (com ousadia, ele pega o instrumento de navegação mesmo estando sobre a mira de uma arma guiada por um insano e traça de volta o destino original. De fato, ele estava certo.) Pronto, estamos corretos.
  • Morre-Arth: Muita sorte a sua, muita sorte. (ele abaixa o revólver.)
  • Marlon: Agora, Gustavo. Pare e pensa. Eu sei que a missão é o nosso real objetivo aqui em Dendróvia, e o apoio fielmente em sua vingança. Não entendo o porquê de sempre ficar me ameaçando de morte quando as coisas não vão como o previsto. Poxa vida. Somos amigos desde o quinto ano do colégio.
  • Morre-Arth: Esse evento é muito importante para mim.
  • Marlon: Mas, sabe. Estive pensando. Eu já guardava esse desejo a tempos, mas quem sabe possa ser útil.
  • Morre-Arth: Por que quer tanto entrar nessa torre?
  • Marlon: Como eu disse, ela se tornou museu. Podemos entrar lá e estudar o que mudou desde quando saímos, que não estava no site de Dendróvia. O que acha?
  • Morre-Arth: Inconsistente. Volte ao carro e vamos ir em frente.
  • Marlon: Cara, vamos. Deixa disso. Só por alguns minutos. (Gustavo liga o rádio e o poem no canal Undertown, afim de ver mais notícias sobre o caso recente.)
  • Levine: ...Metade da polícia está concentrada em saber sobre os autores do roubo da concessionária. Felizmente o policial Victor Geeare achou um possível envolvido na zona norte da cidade, que traficava drogas e explosivos por toda a Walker Luie. Seu nome é Irvin Desato Neto, e autoridades acreditam que ele foi quem causou a explosão na Hunger's da zona sul neste mesmo dia. Ainda assim nada é confirmado, e para variar o chefe do esquadrão não nos forneceu mais detalhes. Ainda assim estamos envolvidos em saber mais sobre tais terroristas, e por isso a qualquer momento estaremos de volta com mais notícias. Eu sou Levine Tavares e você está vendo o canal Undertown. (ele desliga o rádio.)
  • Morre-Arth: A polícia está atrás de nós. Temos que tomar cuidado.
  • Marlon: Não. Eles nem sabem de nada, cara. Prenderam um tal de Irvin... Como aqueles funcionários são inteligentes... "Eu gravo rostos"... Quanta piada. Chega disso e vamos curtir um pouco.
  • Morre-Arth: Temos que...
  • Marlon: E como dito. O prédio do S.C nessa hora deve estar muito armado, ligado, já que é o centro administrativo de todo esse lugar. Temos que esperar para a tensão se diluir, para podermos atacar!
  • Morre-Arth: Ok. E para que entraremos nesse museu? E me estranha saber que se interessa por um.
  • Marlon: Gosto de ouvir histórias, principalmente sobre nós mesmos. Acho que a uma oportunidade de tê-as acesso. Soube que para entrar lá é de graça. Vamos?
  • Morre-Arth: Pois muito bem, vamos.

Deixando o carro estacionado, os dois atravessam a pista perigosa pela faixa de pedestre caminhando até um sinaleiro para tornar mais fácil. Minutos depois, eis que os dois se veem num passado nem tão distante com detalhes da antiga casa de Caio N. Afonso, mais recheados de lembranças dos tempos da ditadura e até muito tempo antes, e ainda lembranças de depois. O museu era dividido entre muitas categorias históricas, e com quatro andares os dois estavam diante de uma grande quantidade de escritoras sobre Dendróvia e como o movimento estava fraco podiam andar a vontade. Seguranças andavam pelo local, mas os dois sempre os evitavam pois acabavam por saber que podiam sim ser reconhecidos. Mesmo assim Marlon era insistente, pois no fundo apenas queria ver o que seus feitos causaram para Dendróvia tempos atrás para nutrir seu ego. Morre-Arth desperta um gosto maior pela estrutura da cidade, o governo do Supremo Conselho e é para lá que pretendia se dirigir. Há um choque de interesses e por fim cada um vai para um lado. No segundo andar, Marlon contempla memórias de seu tempo de comandante, vendo armas aprendidas de seu exército e fotos de Hermínio do ataque do M-A e seu grupo, os M-A's, rindo desenfreadamente quase que em ritmo crescente. Com a ausência de câmaras, tudo era perfeito. Podia andar pelos corredores livremente e sabia que nenhum de seus ângulos seriam pegos, e nisso logo vê uma foto sua próximo de um carro blindado e seus olhos enchem de orgulho. Ao lado, um texto escrito por Luciano Oliveira que dizia que "mesmo com os ataques traumatizantes, a força dos cidadãos foram mais fortes e com isso eles venceram as forças bélicas e fincaram em nossos corações um orgulho de uma nação". Um texto patriota, mas que faz Rodriguez cair ainda mais na gargalhada mais uma vez e chamar a atenção de um guarda que fazia ronda. Percebendo ele sai do cômodo e vai para outro, e começa a ser seguido. O homem era forte e bem vestido, com um cavanhaque e uma arma de choque contra invasores tais como mendigos e possíveis assaltantes. Marlon andava discreto e devagar, com as mãos no bolço e saia sorrateiramente de tal parte do museu para não ser visto como é: um terrorista. Saindo e entrando num outro lugar que contava sobre envolvimentos de Dendróvia com a cidade de Flerblênias - uma cidade conhecida por ter prodigiosos em tecnologia e as melhores faculdades de engenharia - ele para frente a uma máscara típica de teatros sorridente que era o símbolo do evento, e logo ele é encarado pelo sujeito da lei. Ele vê o rosto de Rodriguez que finge não notar, e algo lhe era parecido. Assim ele sai e Marlon também, mas ele sabia que estava na mira de alguém. Com seu celular ele liga para Gustavo, e este não atende. Do outro lado ele se dirigia ao andar referente a história do Conselho - o quarto - mas lá via informações sobre a participação de Arthur na entidade. Lá dizia: "para mais informações, vá ao primeiro andar sala nove"; e é o que ele fez. Ele passa por um poster de Vinícius Aquiles e Luciano Oliveira frente a uma ovação dos moradores e encara o rosto dos dois, ambos com uma lembrança. Em voz alta, ele diz que sabia que os dois fariam tudo para proteger seu inimigo de suas garras e que não hesitaria em matá-los caso eles lhe cruzassem o caminho. Deixando-os de lado, ele vai ao cômodo em homenagem a Arthur e suas emoções se descontrolam. Muitas fotos podem ser percebidas e principalmente uma majestosa estátua dele, com os dizeres: "Este foi o pai de Dendróvia Dekan." Textos e mais textos passavam sua boa fama, e o colocavam como um "cidadão modelo". "Vítima de Morre-Arth" eles diziam, "de um louco insensato". Para todos os lugares que ia encontrava olhos castanhos e um ar de deboche, e da boca de todos a frase: "eu tenho a Natália, e você não". Um guarda passava para o local e via o homem tendo um assédio de raiva, com uma expressão sombria em sua face se dirigindo para o topo da escultura.

  • Morre-Arth: Você irá pagar caro, Arthur. Irá pagar caro pelo o que me fez! (um explosivo é tirado de sua jaqueta, tudo na frente do segurança do local.)
  • Segurança: MORRE-ARTH! (o olhar negro é voltado para ele, e a bomba lhe é jogada. Ele cai desacordado, e com lágrimas outro explosivo é tirado e jogado frente a escultura feita por José Luiz, ruindo-a a destroços.)
  • Morre-Arth: Você irá pagar caro, Arthur. Começando por agora. (ele pega um esqueiro aceso e o joga em uma das fotos coladas nas paredes, e logo provoca um incêndio. Um alarme é disparado e Marlon o escuta em outro andar.)
  • Marlon: Ohh... não. (ele corre para tentar acudir o amigo, e os seguranças fazem o mesmo. Um tiro é ouvido no peito de um deles, que cai já como carne, sem vida.)
  • Morre-Arth: MARLON! (o telefone toca.)
  • Marlon: Gustavo. Mas, o que você fez?
  • Morre-Arth: VOCÊ FEZ ISSO COMIGO! VOCÊ ME FEZ REENCONTRAR O ARTHUR! ELE MERECE PERECER!
  • Marlon: Saia do museu! Farei o mesmo! (Marlon desliga o telefone. Na sala da segurança, o guarda que vigiou Rodriguez sabia o que fazer. Na academia de Polícia de Dendróvia, o telefone toca.)
  • Vinícius: Alô?
  • Segurança #2: Vinícius. Aqui é do Museu da História de Dendróvia. Dois terroristas entraram aqui, e fui informado que atearam foco em uma de nossas secções.
  • Vinícius: Dois terroristas? Não vem me dizer que são... Marlon e o M-A?
  • Segurança #2: São esses mesmos.
  • Vinícius: Droga! Estou mandando reforços, tentem o manter ai.
  • Segurança #2: Está bem. (a ligação termina, e Vinícius sai de seu gabinete e vai até um escritório na outra parte da delegacia - pois a academia e a delegacia eram a mesma sede - atrás de um oficial. Abrindo-a, ele o vê comendo um pretzel.)
  • Vinícius: Oficial João Bastista.
  • João Batista: Sou eu mesmo.
  • Vinícius: Preciso que investigue para mim no completo litigio sobre um caso bastante importante para a nossa cidade. Quaisquer falhas poderão nos causar sérios danos. Preciso que seja os olhos, e os ouvidos da delegacia não para mim, mas por toda a Dendróvia.
  • João Batista: Sobre o que seria?
  • Vinícius: Quero que investigue sobre o retorno do Morre-Arth.
  • João Batista: Morre-Arth!? Aquele inimigo do Arthur L. Neto?
  • Vinícius: Esse mesmo.
  • João Batista: Pensei que ele havia morrido.
  • Vinícius: Não interessa. Vá atrás dele, e siga seus passos. Hoje mais cedo ele atacou na zona sul a concessionária do Gabriel Malta, e agora mais para o centro o Museu da História de Dendróvia. Qual será seu próximo passo?
  • João Batista: Eu não sei.
  • Vinícius: Trate de descobrir. Leve o Mega com você e junte informações dos seguranças com as do Abner Santos, sabe aquele baixinho daqui da academia.
  • João Batista: Sei. Sem problemas, eu farei. Sou o melhor do assunto.
  • Vinícius: Investigue sobre Arthur, aonde ele mora atualmente, já que sua ajuda nos será útil. Busquei informações sobre ele, mas nada que encontrei era útil. Creio que terá melhores resultados buscando em arquivos no prédio do Supremo Conselho, do que eu agora pouco aqui na academia, por isso ordeno que se dirijam até lá. Evite a imprensa, não quero atrair polêmicas a este caso, portanto não use disso para uma matéria para o Undertown. Fui claro? Espero que saiba diferenciar as profissões.
  • João Batista: Não usarei agora, mas quero esse direito.
  • Vinícius: Somente com o caso resolvido. Seguindo os pontos onde ele atacou, presumo que ele esteja se dirigindo para o norte. Temos que impedir que essa ameaça cresça, caso contrário pode se tornar tão grave como foi das últimas vezes. Dendróvia Dekan não tem tempos para essas guerrinhas, não mais. Seja sério e ágil para podermos prender esse vilão enquanto ainda é tempo.
  • João Batista: Sim, Vinícius. Falando assim até me assusta.
  • Vinícius: É pra assustar. Agora prossiga com seu trabalho.
  • João Batista: Pode deixar.
  • (Enquanto isso, o fogo aumenta dentro do importante prédio da cidade. Os dois homens se encontram e partem em retirada, até que um tiro de raspão pega a jaqueta de Marlon o irritando. Um homem de óculos escuro o atingirá com o distintivo da segurança no peito, e irritado Marlon pega seu revólver e rapidamente o põem na mira. Perto da saída, Gustavo nota que outros estavam surgindo e ordena para que sejam rápidos. Infelizmente já estavam na mira de todos, e Marlon dá o primeiro tiro. Irritado com ele, Morre-Arth não via outra coisa senão usar seu terceiro e último explosivo (que estava com ele) contra o chão fazendo uma grande explosão seguida de uma tensa fumaça, e no meio de um tiroteio eles conseguem fugir deixando quatro homens mortos. M-A atira contra um veículo na pista e este faz um acidente que bloqueia os carros que vinham de um lado da pista, logo ele olha para os que subiam fazendo-os parar de medo e se aproximando do carro os dois entram e Gustavo dirige, impedindo Rodriguez de dirigir por conta do fato de tudo ter acontecido por conta deles. Os seguranças ainda insistem em atirar, mas como o carro era blindado nada surge como efeito. Em alta velocidade eles fogem e em poucos minutos de adrenalina uma sirene familiar era ouvida. Quatro viaturas se aproximavam, e em uma manobra impossível, Gustavo gira o carro para direita e mesmo quebrando um quebra-molas, ele consegue muda de pista e segue indo por uma nova despistando as mesmas que o perdem de vista quando ele entra aleatoriamente numa rua. Foi um momento louco, e ao final Marlon ri desenfreado enquanto Morre-Arth dirigia calado.)
  • Marlon: HA! HA! Você viu isso!? Hein!? Nós conseguimos!
  • Morre-Arth: Nós? Marlon, agora chega. Nós iremos rumo ao prédio do Supremo Conselho e nada mudará isso. (ele olha para o GPS, que indica que estavam indo pelo caminho certo) Quem diria...
  • Marlon: Você... você foi demais! Nós queimamos aquele lugar infernal! Ou tecnicamente o fizemos voltar as origens... Mas seja como for, nós conseguimos!!
  • Morre-Arth: Graças a você, nos entregamos.
  • Marlon: Eu não queria dizer, mas foi você que nos entregou. Eu apenas queria ver sobre o museu, e você agiu de tal maneira, embora eu aprove.
  • Morre-Arth: ARTHUR TEM QUE SOFRER, MARLON! ARTHUR TEM QUE SOFRER!
  • Marlon: É o Arthur, não eu. Não desconte sua raiva em mim, Gustavo. Agora que sabem que somos nós, não precisamos nos disfarçar. Olha que coisa boa. Só seguir em frente, livres para viver e matar o Arthur.
  • Morre-Arth: Seja como for, temos que aliviar nossa barra. Infelizmente você tardou minha vingança, já que temos que esperar a polícia se acalmar para podermos agir.
  • Marlon: Só que não.
  • Morre-Arth: Como?
  • Marlon: Quando for necessário eu falo. Agora siga em frente, pra podermos terminar com esse negócio logo.

Gustavo liga o carro e continua o tráfico, tão obstinado que destruiria tudo o que ousasse pisar em seu caminho. No mesmo espaço de tempo, João Batista e o oficial Victor Geeare - o apelidado de "Mega", mencionado por Vinícius - vão ao museu e socorrem os feridos, com um dos seguranças apenas dizendo que eles partiam em um pleno ritmo de vingança. Ligando para o superintendente, Aquiles diz que a busca pelo ex-governante seria algo um tanto óbvio, e os apressa dizendo que deveriam saber aonde o alvo está para se ter ao menos uma noção de alguma coisa. Concordando e desligado o telefone, o policial disca para um novo número, ignorando o que acabou de falar, e enquanto partem para suas motos ele apenas afirma a seu amigo: "vamos fazer uma parada antes". Na academia de polícia, Vinícius estava tenso. Muitos pensamentos fervilham em sua cabeça, quase todos preocupações. Aquela semente ruim estava crescendo, e até que ponto ele conseguiria segurar isso para que Luciano não soubesse? No meio de inúmeras reflexões eis que surge uma surpresa: o telefone toca, e pensando ser "Batista Pita" (apelido pelo qual Batista era chamado) com mais informações ele logo atende, iniciando uma conversa com Gabriel Malta. Nela, são trocas opiniões e pedindo uma ideia quanto a sua incógnita, Malta aconselha o que ele já estava fazendo: abafar o quanto puder. Mas, para onde M-A iria? Em um lugar aonde ele pudesse saber aonde Arthur estará, porém será que ele já não sabe? A zona norte era conhecida por ser lar de informantes, mas será que ele poderia atacar algum órgão público para saber a resposta? Todas essas perguntas podiam ser suavizadas com uma ação: armar policiais fazendo uma barreira nas proximidades do norte da cidade, e obtendo essa ideia Vin desliga o telefone e trata logo de fazer isso. Antes de ir, o empresário passa a Vinícius uma informação sobre o carro roubado dos criminosos, o número de série ("45532468981"). Através dele ele obtém um padrão e a marca do carro, e emite um alerta para chegarem o condutor de quaisquer "Columbo-Kart" prata que esteja circulando pelas ruas. Feito isso ele levanta e vai em direção a sua moto, com um intuito: instruir a armada que irá fazer contra Morre-Arth, e ajudar ativamente defendendo sua nação.

O tempo vai se passando lentamente. Cada ponto vai se mobilizando, e de repente ligando o rádio instalado em seu veículo Aquiles percebe algo completamente desagradável que o faz mudar seus planos de um jeito para outro: o jornalista Cauã Curibato evidencia a notícia em uma publicação no jornal "Centro Informativo de Dendróvia" ("CID"), com uma matéria que se populariza com o título: "Uma nova era de ameaças: Morre-Arth voltou". Assim, muitos outros comunicadores repassam a informação com marcas das teorias de Cauã em suas palavras, escutas indesejavelmente por Aquiles, mesmo percebendo que por pouco recheio ainda estavam um tanto infundadas. Mas, já era o bastante para cair na boca do povo, e será que com tantas fontes já sabendo do sigilo, Luciano já saberá do que ele tentará esconder? Para saber disso, ele muda sua rota e parte para o prédio do Supremo Conselho, sem saber que com isso iria chocar sua direção com seus procurados criminosos, no puro intuito de dialogar com seu amigo a respeito, e ver sua opinião e planos para essa história. Enquanto isso, os cidadãos avisados se trancam-se em suas casas e comércios, diminuindo o fluxo nas ruas, que era suprido com um aumento de números de viaturas por bairro rondando para ver se acham a dupla criminosa e impeçam um grande ataque de acontecer. Isso era mais um obstáculo para os próprios, mas experto Morre-Arth não parecia temer. Instruído pelo Undertown, ele se desempenha muito bem em driblar os inimigos pelas variadas ruas da zona leste. Sim, eles já passaram pela transitória para com a zona sul. Prosseguindo de sinaleiro a sinaleiro, de arbusto a arbusto, de prédio a prédio, Gustavo estava cada vez mais confiante. Marlon então nem se fala, pois de tão leve ele depois de um bom tempo online em seu WhatsApp, repousa nos bancos traseiros esperando o fim daquele interminável percurso. Assim, o giro contínuo de trezentos e sessenta graus do ponteiro de um grande relógio situado bem no centro do município, que afirmava a muitos advogados, empresários e meros passantes a hora exata daquele instante: Duas horas, quarenta e oito minutos; era ganhava destaque em todas as viagens. O veículo roubado cruzava um posto de gasolina chamado de "Esquadrão" e prosseguia por uma rua que dava de cara com um majestoso ginásio de esportes, que era cruzado e pela quantidade de automóveis ali presentes o evento que ocorria parecia ser grande. Um grande "Olé!" pôde ser ouvido, e isso perturba o motorista que estava concentrado em seus pensamentos. Em sua mente, várias janelas estavam sendo abertas muito referente ao passado. Andar por aquele asfalto que antes era um virgem mato há cerca de seis anos, onde ele pesquisava atalhos astutamente em expedições solo, ainda pelo mesmo objetivo: matar Arthur. Eram muitas lembranças que o faziam estar muito nostálgico. Logo ele inclina o volante para uma subida e de lá seu GPS aponta: "trinta minutos para seu objetivo". Era como enviar açúcar para um coração frio, água para uma pedra seca, e fazê-la desabrochar ao menos uma bela sensação de êxtase. Ele não podia se conter, e para garantir que tudo daria certo confere no bolço para ver se as armas e belas estavam em ordem; tudo em perfeição. Subida aquela pista, ele passa por um bairro de prédios com grama mesclada a calçada, e um homem de cabelo amarrado preto passa com seu cachorro branco, e dele logo o terrorista reconhece um rosto: Arthur. "O que é seu está guardado, e pronto para ser entregue" - diz Morre-Arth saboreando as palavras com um riso. Logo se vê em um cruzamento, e dele entra em uma avenida, e em poucas quadras enxerga um carro branco com uma faixa verde, e detalhes em preto: era a viatura da academia de polícia de Dendróvia Dekan. Descontente, ele vira "a carroça" e perde-se de vista de quem nem o tinha visto, e continua. Poucas quadras depois, o mesmo evento acontece. Tudo para confundir o GPS que é obrigado a reformular rotas continuamente, que mais e mais se chocam com mais guardas. Já estava ficando insuportável, e Morre-Arth tinha que fazer alguma coisa para poder circular em paz. Mas o que? Estacionando seu carro em um beco para configurar o GPS que já apresentava um erro depois de tantas alterações de rota, a resposta surge em seu caminho. Em frente de uma loja de artesãos, dois guardas de uniforme deixam uma viatura em perfeito estado estacionada e tranca e partem com uma maleta em direção a uma padaria, provavelmente para comer alguma coisa e revirem as contas do mês. Não importa, viatura é viatura, e um passe aberto para a invisibilidade até o prédio do Supremo Conselho, que já estava à poucos minutos de ser encontrado. Mesmo com um carro valioso, está oportunidade não podia passar.

  • Morre-Arth: Marlon; Marlon! (diz o homem cutucando o amigo.) MARLON! ACORDA SEU INFELIZ! (assim ele acorda assustado.)
  • Marlon: TO ACORDANDO, MERDA!
  • Morre-Arth: Saia do carro, e pegue suas coisas.
  • Marlon: Pra que?
  • Morre-Arth: Me obedece ou senão eu te deixo aqui pra se virar sozinho. (ainda sonambulo, Marlon obedece pegando as duas bolças. Gustavo pega o GPS, celulares, e também os mapas e as chaves do automóvel que ia ser abandonado. Eles caminham até a viatura.)
  • Marlon: A polícia!? Mas o que!? (Gustavo o olha com um olhar de liderança, permanecendo quieto até sutilmente abrir a porta da mesma com técnicas especiais e entrando para fazer uma ligação direta. Marlon também adentra no carro, ficando no banco do co-piloto.) Vai assaltar os tiras?
  • Morre-Arth: O que estou fazendo?
  • Marlon: E o outro carro? Vai deixar para mendigos?
  • Morre-Arth: Se eles conseguirem dirigir.
  • Marlon: Pra que isso?
  • Morre-Arth: Escutei no Undertown que a academia de polícia de Dendróvia aumentou o número de policiais nas ruas, algo que eu mesmo presenciei enquanto visitava o mundo das nuvens. Estamos entrando num distrito muito protegido, importante, e por isso a melhor maneira de continuar com nosso plano sem sermos pegos é nos passarmos por eles. Com o insulfilme, não podem saber que não somos da polícia. E quanto ao carro abandonado. Não me importo. Não dá para saber para onde fomos, apenas que passamos por aqui.
  • Marlon: Aonde estão os tiras que deviam estar aqui?
  • Morre-Arth: Entraram na padaria, tempo suficiente de sairmos daqui. Estamos bem próximos do Conselho, então sugiro que se mantenha acordado. Ainda teremos um bônus andando com esse carro. Ele tem um rádio conectado ao sistema de comunicação da rede de policiais, e assim sempre poderemos estar um passo a frente deles em suas investidas. Ai, cessamos nossas necessidades. Até que enfim Arthur terá o que merece. (Morre-Arth termina seu trabalho e o carro começa a andar. Contente com a conquista, Marlon revira os pertences dos assaltados, e no porta-luvas, localiza algumas revistas pornográficas.)
  • Marlon: Olha só o que encontrei. De inocentes os tiras daqui não tem nada. (Ferreira olha a capa rindo por dentro. Óculos escuros, drogas apreendidas, CD's e um celular que logo toca com um número desconhecido são avistados por seu parceiro e depois de terminar com sua curiosidade, foleia a Playboy em busca de prazer momentâneo. Gustavo instala o GPS, e ele os instrui para os últimos minutos de viagem até o ponto do destino traçado. Assim em setecentos e cinquenta segundos, eles adentram no distrito administrativo de Dendróvia Dekan. Prédios e mais prédios compunham um grande cenário desenvolvido. Passando dentre carros, limousines, helicópteros e muitas, mais muitas pessoas de terno, eles conhecem o local mais importante de toda Dendróvia, passando por cima ainda de até mesmo outras cidades em quesitos como concentração de riquezas, como exemplo. De lá saiam as leis, de lá saiam a ordem, lá estava o sistema que estruturava toda a cidade. Por isso, tudo tinha que ser majestoso. Até mesmo a distribuidora do correiro, que espalhava as correspondências pelas agências, era grandiosas. Os dois se perdem fácil no gigantesco cenário, mas por sorte o GPS lhes passava um porte seguro. Depois de anos um brilho nos olhos podia ser feito em Gustavo, e de repente o rádio anuncia que os policiais roubados já prestaram queixa.)
  • Rádio: Viaturas do norte, viaturas do norte. Foi-se constatado um roubo de carro da academia de polícia de Dendróvia Dekan na rua Lassâtani, próxima a avenida Tropicândor. Não se sabe como eles arrombaram, mas investigadores acreditam ter sido obra do criminoso que voltou as ruas, Morre-Arth, devido a um "Collumb-Kart" prata que bate com a discrição de Vinícius dada mais cedo. Oficiais já estão tentando localizar suas coordenadas, e todos os carros que estiverem perto dessa região se espertem. Lobo disfarçado de carneiro, é o que eu digo. Lobo disfarçado de carneiro. Busquem pela placa, ADK-3456. Todo o cuidado é pouco. Lembrem-se que o sujeito está armado e é perigoso. Mas nem por isso deixem de ter ousadia para prendê-lo. Assim que o virem, sugiro reforço imediado, antes que algo mais grave aconteça. Temos que garantir que nossa cidade continue íntegra, independente da presença de terroristas como Morre-Arth, Marlon Rodriguez, ou qualquer outro que possa viver com o intuito de fazer mal a mesma.
  • Marlon: Oba. Eles me lembraram dessa fez! Lobo disfarçado de carneiro. Lobo disfarçado de carneiro. Que otários.
  • Morre-Arth: Bom. Esteja preparado. Daqui há poucos minutos entraremos nos limites do prédio do Supremo Conselho, dando continuidade ao nosso plano final depois de tanta espera vindo do destino. Agora é o nosso momento, e não tolerarei falhas.
  • Marlon: Fica tranquilo. É só não querer se vingar de mais uma homenagem, então... Nem tenho o que dizer, você já disse tudo o que era preciso mesmo. Há mais de três anos...
  • Morre-Arth: Perfeito. Estamos quase lá...
  • (E de fato estavam. O carro se depara com uma decida, e depois de três sinaleiros, um cruzamento, e duas viaturas as quais cruzam por eles com a sirene atacada, o GPS depois de horas de viagem finalmente pôde dizer: "você chegou ao seu destino". Frente a uma grande edificação de vidros espelhados, todo murado com apenas uma garagem e uma portaria visíveis, de dezesseis andares bem espaçosos, eles passam por uma placa majestosa que comprova que de fato eis o prédio do Supremo Conselho. Câmaras escondidas entre arbustos e plantas e outras nítidas focadas na circulação de pedestres, todo o lugar estava sendo filmado e protegido por uma forte segurança que tinha o dever de proteger o ponto mais importante daquela mega-metrópole a qualquer custo. Terminada a quadra pega por todo o monumento, Gustavo pega uma planta do local a ser invadido e caladamente estaciona o carro prestes a anunciar seu plano.)
  • Morre-Arth: O plano é o seguinte: eu entro, invado a segurança e inativo as câmaras para evitar de deixar rastros que possam denunciar minha entrada no prédio sem, até o momento, se notado. A partir disso eu invado os andares e me anuncio indiretamente com o auxílio de uma bomba de fumaça, e subo até o andar treze, responsável por registros em geral, e prossigo até o banco de arquivos que provavelmente estará vazio. Lá em pouco tempo eu pego para mim tudo o que esteja relativo a nosso inimigo, e em aproximadamente de dez à quinze minutos eu saio, e você me pega para irmos em direção do endereço da residência de Arthur, que é o que mais me importo. Entendido?
  • Marlon: Você me trouxe até aqui para ser seu chofer!? Sério isso!? E o Ice iria vir aqui para que? Te ajudar a fazer a maquiagem de guerra? (M-A ameaça dar um murro no rosto de Rodriguez, mas se contém.)
  • Morre-Arth: Faça o que eu mando. Trouxe você aqui pois se diz meu companheiro nessa batalha que vivemos contra as forças de Arthur. Trouxe você aqui pois achei que nas horas importantes como está você fosse me ajudar. Trouxe você aqui para ver o rosto de Arthur depois de nós finalmente nos vingarmos de seus crimes. O Ice iria ser apenas agente de apoio, já que pelo que me lembre não tínhamos nenhum.
  • Marlon: Correção: temos um a nossa espera, pronto para receber ordens.
  • Morre-Arth: Ótimo. E não posso arriscar que você se envolva nessas coisas. Em momentos tão precisos como este, só posso contar comigo. Agora deixe de ser sentido e colabore pois em breve, todo o esforço valerá a pena.
  • Marlon: Pra você.
  • Morre-Arth: Te darei uma recompensa depois disso. Agora, foco!

Pegando seu equipamento composto por dois revólveres, um pequeno mapa, um pendrive, explosivos e muitas bombas de fumaça, ele deixa o carro e sai rumo a conclusão da primeira parte de seu plano. Armado por fora, e decidido por dentro, sua fúria interna o impulsiona para agir com toda a sua arduosidade frente aos Dendrovianos presentes. Pobres homens. Alguns segundos ele chega perto da portaria, aonde um segurança tomava café e vigiava muitas das câmaras, e via um homem suspeito andar como um cidadão que não quer nada. Em frente a sua cabine, ele pergunta se ali era mesmo o prédio do Supremo Conselho e antes de virar o rosto para responder ele leva um tiro no peito, e cai desacordado. Do buraco da janela, ele sobe pelos degraus e adentra no posto de trabalho do homem, ainda sendo vigiado e obtém acesso facilmente as câmaras frontais e algumas internas, mas principalmente ao sistema de segurança. Com o pendrive na mão, e conhecimentos em ação, ele hackeia o computador e logo logo toda a rede, desativando a vigilância do prédio. Aberta a porta, ele sobe as escadas e chega a um enorme portão espelhado que aberto, mostra um imenso salão cheio de pessoas destinadas a informar as pessoas sobre os respectivos departamentos de seus casos no prédio, já que o mesmo era de tamanha importância que todos os sectores da sociedade tinham secções em cada andar que eram os mestres de todo o assunto, mesmo tendo sedes espalhados pela Dendróvia. Letícia Matanny - a recepcionista principal - vê a face sombria do vilão olhando em sua direção antes das outras, sendo assim a única. Um forte explosivo é jogado contra o chão produzindo uma tensa névoa atordoando a todos. Nem mesmo os seguranças ali presentes conseguem impedir que Morre-Arth prossiga até o grande elevador no centro daquele imenso lugar, e subisse nele até o andar desejado. Depois do evento, Letícia anuncia a presença de M-A a todos fazendo os guardas avisarem a rede do prédio, e espertarem aos demais espalhados pelos muitos andares do polo administrativo de Dendróvia. No trigésimo terceiro andar, M-A cruza um corredor e olha uma bela vista da cidade, enojando-se, e vendo o mapa caminha até a zona de arquivos, sendo antes avistado por alguns homens que armados, zelam pela segurança do prédio e atiram contra o terrorista. Mal sabiam eles que Gustavo era um ótimo atirador, e logo revida causando-lhes a morte, e por fim entra num imenso depósito aonde tudo sobre todos os Dendrovianos continha. Arquivos de A à Z, organizando tanto em computadores como em armários físicos. Algumas meninas estavam gerenciando documentos quando de repente são mortas a sangue frio, e algumas outras que ali estavam fogem de medo se trancando num banheiro. Rindo, ele acessa o sistema dos registros no computador e obtém coordenadas de uma pasta posta não muito longe daquela imensidão. Também tem contato com dados levianos de Arthur, como o nome, o sexo, a idade, as contribuições, o status, e principalmente as posses. Tudo copiado para o pendrive e depois fragmentados por um programa instalado no mesmo. Tudo para dificultar o trabalho do Conselho pós-ataque. Ai, ele caminha entre muitas gavetas até seu objetivo e com o número do armário desejado, ele o abre e localiza o que queria. Antes de dar uma olhada, um grupo arromba a porta e começa um tiroteio contra o criminoso, que prova também seu título de assassino vencendo-os sem dificuldade, se escondendo entre mesas e outros recursos e atirando nos segundos das oportunidades. Morre-Arth com isso somente eleva seu ego, provando para si mesmo sua capacidade de vencer conflitos bélicos. De repente, com todos desencarnados dá uma olhada nos papéis que pegava para si e vê que os registros de Dendróvia eram impressionantemente detalhados. Um detalhe o enerva: todas as contas - tais como impostos, luz, água, telefone - de Arthur eram pagos pelo governo do Conselho, devido ao fato de ter sido um herói municipal e ter edificado toda a fundação da cidade. Se antes já sentia no caso uma injustiça, ali estava provado. Em baixo de tudo, ali estava; o endereço. Esboçando um sorriso ele parte para sair daquele lugar, pelas escadas pois voltar pelo elevador era muito óbvio. Conferindo na planta e memorizando, ele joga outra bomba de fumaça para desaparecer dentre os funcionários que o observavam. Enfim, eis as escadarias na escuridão do vazio escondido da luz. Ele desce rápido pelo corrimão fingindo enxergar, e por habilidade permanece em pé andar pós andar, sendo motivado por sua fúria, energizado por sua perspicácia, e fortalecido por sua convicção que aquele era o dia. Assim, tudo é feito sem cansaço e ele abre as portas de chumbo para novamente o térreo, encarrando em sua frente um batalhão de policiais que estavam lá tentando detê-lo sem saber de sua presença. Rindo, ele pega da bomba um explosivo caseiro e atira contra eles, pois nada podia parar a sua sede por vingança. Assim ele sai, triunfante, antes avisando a Marlon que ligando o carro, vai a seu encontro em poucos minutos e eis que o plano forrá feito.

  • Marlon: Haha! Conseguiu!
  • Morre-Arth: Eu disse que conseguiria. Vamos ver aonde nosso adversário mora. (pegando o endereço, ele obtém duas casas. Ambas na zona leste, mas em pontos distintos.) Temos duas residências. Rua Jequita, número quinhentos e dez; e rua Reprolt, número setecentos e cinquenta e dois. Qual escolhemos?
  • Marlon: Sem dificuldades. Ficamos com a segunda, que me parece mais perto. Eu falo pro nosso agente de campo dar uma olhada na outra.
  • Morre-Arth: Feito. Porém, quem é esse agente de campo que você menciona? É da Corporação?
  • Marlon: Sim. É a que mais sabe se cuidar em qualquer lugar que a despejamos.
  • Morre-Arth: Mulher? Seria a Manuela?
  • Marlon: Acertou em cheio.
  • Morre-Arth: Hmm... creio que para invadir domicílios, a Manuela seria uma pessoa qualificada. Gosto de jeito dela de fazer seu serviço sem ser notada, demonstra competência. Voltando ao assunto, vamos prosseguir. Espero poder terminar com esse acerto de contas antes da noite. Quero aproveitar acordado, me divertindo enfim durante toda a madrugada, e depois sonhar com o último tiro no pescoço daquele infeliz, e poder mutilá-lo para guardar comigo uma lembrança.
  • Marlon: Você é cruel. Desde que não fiquemos acordados para sentar em uma rocha e ficar bebendo o sangue de Arthur, eu topo. Vou ligar pra Manulua, e mandar pra ela nosso recado.
  • Morre-Arth: Excelente.

Assim, sem levantar mais suspeitas, eles continuam seus caminhos com o carro policial roubado, dirigido por Marlon que ainda disca para uma jovem de cabelos pintados loiros chamada Manuela Luana Blandala, que estava esperando por ordens em um bar ainda na zona sul, e recebendo a missão de ir na primeira casa de Arthur e investigar na mesma sobre ele, a moça levanta pagando a conta, aceita o que lhe foi proposto, e sai pelas ruas pronta para chegar lá de quaisquer jeito que fosse. Morre-Arth estava feliz, lendo uma das dez páginas que roubou do prédio do Supremo Conselho sobre seu inimigo, e de repente assustando o motorista ele esboça uma profunda risada. Quando indagado sobre o porquê dela, ele mostra na ficha de trabalho de Arthur que o mesmo estará desempregado há um ano. Parecia que ele estará passando por reveses financeiros, ao menos é o que aquele histórico trabalhista dizia. Ao mesmo tempo, uma moto preta terminava de passar por um conjunto do arranha-céus gigantesco que refletiam o imenso brilho que o sol fazia naquele momento. Parando com uma bota marrom e preta frente a cabine da portaria, ele percebe um buraco no vidro espelhado que não estava ali antes. De repente, um corpo sem vida caído e a tela do computador vaga, com todo o sistema de vigilância desconectado. Debaixo de seus óculos escuros ele exibe um rosto de raiva e desprezo muito forte, e com ele o policial desce para garagem, e nela deixa seu veículo tomando seu elevador e indo ao térreo, aonde pretendia se manter informado. Lá um caus de palavras tomava conta de todos. Muitos homens conversavam sobre balística, e comentavam de assassinados no andar treze. Restos de explosivos são pegos para análise, e muitos homens vinham e iam a todo o momento, como se estivessem perdidos temendo algo. De seu celular, ele chama por um número que não o responde. Ele tenta novamente, e nada de João Batista. Quando ele ia tentar Victor, é abordado por um homem alto de cabelos negros que usava o uniforme da academia. Este era Bruno Antenor, que começa a contá-lo o que aconteceu no prédio do Supremo Conselho. "Morre-Arth atacou", era o que dizia, e deixou por volta de aproximadamente onze mortos e um ferido, tudo a tiros de sangue frio, no aparente intuito de roubar documentos de seu rival, que segundo alguns grão-mestres estavam sumidos desde então. Como percebido, ele desativou as câmaras e passou por muitos da segurança usando bombas de fumaça. Era tudo muito planejado, e o homem furioso diz que estava pronto para fazer alguma coisa. Depois de notificado, Vinícius pergunta para Bruno se ele viu tanto Batista quanto Mega andar ou participar do caso, e ele o dá uma resposta afirmando que chegará no momento, e não se cruzou com eles. Isto já era o bastante. Onze mortes, e um ferido. Mais feridos e mortos de outros crimes de Morre-Arth, e o alvo mais óbvio era Arthur. Mas aonde ele está? Se Gustavo veio se orientar, talvez ele não soubesse. E aonde estão seus dois investigadores. Isso estava muito estranho, torturante, e com isso ele não via problemas em expor a questão a Luciano Pois infelizmente M-A se transformou em uma emergência. Ele sobe os andares tenso, e quando chega ao último espera encontrar seu amigo em seu escritório como sempre ficará e tratar do assunto com ele. Quando abre as portas, o que encontra é o que queria: Luciano conversando conversando no telefone com alguém, lamentando uma morte de uma pessoa próxima, e quando o vê desliga o telefone. A expressão de Oliveira era séria e voltada para Aquiles, mas o jovem com seu porte amedrontador nem ligava para isso. Agora era resolver o problema, independente do que seja.

  • Vinícius: Temos um problema, Luciano. Morre-Arth voltou para o solo Dendroviano, em um ritmo desenfreado de vingança causando muito pânico e tumultos por nossa cidade. Imagino que já esteja sabendo.
  • Luciano: E estou, Vinícius. Quem diria. Quem diria. Morre-Arth. Por que que essa praga não morre!
  • Vinícius: Ele atacou em sequência linear três pontos de nossa cidade. A concessionária do sul da Hunger's, empresa de Gabriel Malta, depois ainda na mesma zona o museu da história de Dendróvia, e por fim depois de toda a viagem o nosso prédio. É notável essa sequência, e o próximo item da lista seria a casa obviamente de Arthur L. Neto, que fica...
  • Luciano: Zona leste.
  • Vinícius: Isso. Espero que o Batista e o Mega tenham se apressado e ido atrás deles caso estivessem aqui procurando informações. Eu os coloquei no caso como investigadores.
  • Luciano: Estranho então por que o Levine esta ligando para cá pedindo esclarecimentos para o Undertown, já que com os dois ele já teria acesso a estas informações há tempos.
  • Vinícius: Ordenei que não abrissem a boca até terminarmos com Morre-Arth.
  • Luciano: Acho então que o Morre-Arth já os deu um fim antes. Soube que a viatura roubada por Gustavo era justamente a deles?
  • Vinícius: Não! (Aquiles coloca a mão na cabeça.) Isso explica o fato do celular não estar atendendo. Soube de poucas coisas que ocorreram nestas últimas horas, pois estava vindo para cá para te notificar sobre o caso, porém tive atrapalhos de ruas em que o trânsito infelizmente não fluía. Tive uma surpresa quando cheguei aqui e vi a portaria com um buraco de tiro no vidro, e dai o Bruno Antenor veio me avisar sobre. Aff, como uma pessoa qualquer,quinem o M-A, ou até mesmo lesada, pretende reconquistar uma namorada fazendo o que tá fazendo. Isso é uma tremenda loucura.
  • Luciano: Se você acha que só você compartilha desse pensamento está sendo muito presunçoso. Infelizmente, estamos lidando com um sociopata.
  • Vinícius: Já que é a viatura e o celular do Batista que foram roubados, podemos rastreá-los com os sistemas da academia e obter as coordenadas da onde aqueles pilantras estão indo. Assim, os pegamos antes até de completarem seu objetivo, indo mais rápido. Mas queria saber aonde o grande Arthur anda numa hora dessas. Sabe me responder?
  • Luciano: Arthur L. Neto não foi encontrado quando pedi informações por ele. Não obtive sucesso com vizinhos, nem com familiares. Ele simplesmente sumiu do mapa. E ele não tem culpa de ser perseguido por um doente, sabe como essa gente é. Mas, pelo visto será fácil capturá-lo.
  • Vinícius: Com certeza. Vou avisar as tropas para com isso, só espero que com um rádio da polícia, ele não seja avisado.
  • Luciano: Fale em código.
  • Vinícius: Vou falar. Ainda bem que essa história então já está acabando, já estava com dor de cabeça por causa do Gustavo. Só espero não estar sendo anti-ético caso eu venha a lhe meter um grande soco na cara por fazer inutilmente Dendróvia passar por essa situação.
  • Luciano: Não se preocupe. Os cidadãos iriam fazer pior, então estaria dentro da moralidade. O único perigo seria somente se ele resolvesse reagir, já que com suas habilidades pode dizimar uma boa quantidade de pessoas. Todos os seus tem que estar preparados para tudo, e usar fortes coletes para evitarem seus óbitos.
  • Vinícius: Sim. Avisarei.
  • Luciano: Agora. Vamos tratar de um outro assunto. Lembra mais cedo quando lhe perguntei se conseguiria viver no comando de Dendróvia Dekan sem mim? (Vinícius logo se assusta, pois percebe que aquilo que pensou era verdadeiro.)
  • Vinícius: Lembro. Cara. Não faça isso, estou mandando. Não permitirei que saia do comando de Dendróvia por causa de um futriqueiro que não tem aonde cair morto, e vem aqui brincar o cara de nossa cidade. Nem vem, que não tem.
  • Luciano: Não... (Luciano esboça uma risada.) Nem pensei nisso, Morre-Arth hoje é pouca coisa. Só fico triste pelas mortes de nossos moradores, e pelo estrago que causa, mas nada que não possamos dar um jeito. Mesmo porque, só falei em férias, não em renúncia. Fique tranquilo.
  • Vinícius: Anda assim. O que está pensando em fazer? Sair? Dendróvia precisa de você.
  • Luciano: Exatamente. E não podem contar comigo se estiver tendo um ataque do coração por estresse de trabalho. Não que isso seja ruim. Amo trabalhar por nossa cidade. O problema é que sinto que preciso dar um tempo, temporário. Tenho campos em minha vida que estão estagnados, e preciso dar um jeito de fazer isso fluir. Posso ser um governante honrado e respeitado, mas ainda sou um jovem de vinte e quatro anos assim como você. Preciso viver minha juventude, visitar a família que há tempos não vejo, visitar minha cidade natal, serenar minha cabeça. Essas coisas. Espero que entenda. (Aquiles suspira.)
  • Vinícius: Eu entendo. Está certo. Vai ser duro esse tempo sem você, mas nada que eu não dê jeito.
  • Luciano: Falei com o Nicrons e o Zé. Eles irão me substituir até lá.
  • Vinícius: Quanto tempo pretende sair, e quando?
  • Luciano: Apenas um mês. E quanto sair, acredito que assim que o caso do Morre-Arth terminar. Irei anunciar meu recesso amanhã, em um parecer de pronunciamento perante a imprensa, alguns empresários, e alguns representantes da classe operária. Creio que em três dias já não me verá por aqui.
  • Vinícius: É uma pena, mas que consiga descansar a cabeça e volte aqui daqui um mês como um novo homem.
  • Luciano: Irei. Agora devo continuar com meu trabalho, organizando os detalhes do parecer com o pessoal vinculado com a imagem do Conselho, os "DDC's". Quanto ao Morre-Arth, espero que antes da noite ele ainda esteja preso, e dou boa sorte para você e sua equipe o deter e encarcerar esse vilão de uma vez por todas.
  • Vinícius: Obrigado, para você também. Irei me empenhar em capturá-lo, dar todas as minhas forças, e ligar para a academia e exigir coordenadas desse lunático, agora mesmo.
  • Luciano: Vá. Nos falamos mais tarde.
  • Vinícius: Até lá.

Levantando-se, Aquiles se retira do escritório de Oliveira aonde o mesmo pega o telefone e disca para o andar um do prédio do Conselho, o qual de fato era relacionado com a imagem do mesmo tendo em mãos também uma rede televisiva chamada de "Dendróvia Dekan's Channel" (DDC), que foi o termo usado pelo governante. Mesmo com o clima de amizade e soluções lhe passadas pela conversa, Vinícius ainda estará preocupado. A partir de agora, era só ele que teria que gerir toda aquela megametrópole, desconsiderando a ajuda dos dois indicados John Nicrons e José Luiz. Ia ser algo complicado, porém ficar pensando no futuro não iria dar em nada, e sabendo disso ele pega seu celular e faz uma ligação como planejava anteriormente, porém não para um policial presente no momento na academia de Dendróvia, mas sim para o oficial Victor M. Geeare querendo saber mais do roubo da viatura que dirigiam, e o porquê dos dois ainda não estarem no caso. Vendo o celular tocar, Mega logo o atende e primeira pergunta a ser feita era aonde eles estavam. O som fundo era de tumulto, e a resposta foi que ambos estavam andando pelas povoadas ruas do centrão bem próximos do prédio do Supremo Conselho, e pede desculpas pela demora explicando que Morre-Arth atacou bem debaixo do nariz dos dois sem eles o terem percebido, roubando o automóvel com o celular de Batista enquanto ambos descem numa padaria comprar um salgado já que João havia dito que estava com fome, por não ter comido no almoço. Vinícius então pede detalhes, enquanto entrando no elevador e clicando "G" para poder se dirigir a garagem, e o policial continua dizendo terem sido socorridos por Leonêncio Viena - um conhecido de ambos - e levados até metade do caminho, porém aconteceram problemas e o mesmo teve que rapidamente se retirar forçando-os a continuar o caminho apé, reclamando do cansaço que foi estarem indo até lá. Aquiles então não hesita em oferecer carona, informando que a missão do momento era capturar Gustavo usando a bendita viatura policial roubada como ponto de coordenadas, e ajuntar outros policiais para fazer uma armada próximos das duas residências do alvo, informando assim que o caso estava prestes a ser encerrado. Ele também diz que o prédio do SC foi atacado justamente pelos mesmos, usando a própria viatura dos dois, e surpreso Mega informa que não precisava da ajuda de Aquiles pois preferia agir com independência, ainda mais considerando que em suas palavras já estava bem próximo de seu ponto, e esperava que mesmo com o choque conseguiria arrumar duas motos para poder continuar a missão a seu estilo, e não "nas costas de Vin". Para compensar o prejuízo dado, ele oferece-se junto a Batista para coordenar o esquadrão que iria se por contra os dois nas áreas próximas as casas de Arthur, e bem próximo a sua moto Aquiles responde que para então eles teriam que se apressar, pois o tempo já estava bem finito e tudo tinha que ser feito com precisão para evitar que a oportunidade de sanar o problema seja perdida por nada. Assim termina a ligação, com o oficial informando ao superintendente que seriam tão rápidos quanto o cobrado, e podiam contar com a presença dos dois no caso, e uma vez desligada, o jovem tem a oportunidade de começar a perseguição à Morre-Arth ordenando ao esquadrão policial de Dendróvia a precisão da localidade da viatura de Batista, que é informada por um sistema de GPS (que não estará sendo usado) embutido em todos os carros da polícia do município e posta como base para o próprio que ligando sua veloz moto, parte para a captura de um dos maiores terroristas da história daquela cidade, sem quaisquer nervosismo. Mal sabia M-A que o jogo tinha virado.

As ruas ficam alvoroçadas, os meios de comunicação incessantes e com o tempo a imprensa obtém conhecimento sobre o pronunciamento do Supremo Conselho beirante ao caso que chocava todos os Dendrovianos no dia seguinte. Do grande fórum até a menor das residências rurais; todos diante de um televisor, assistindo um relatório feito pela equipe do Undertown sobre as mortes no prédio administrativo, e o fim que era a busca por Arthur. Uma pessoa totalmente desaparecida. Muitos homens na academia ficavam vigiando os passos do terrorista via sincronismo, fazendo anotações sobre, e passando todos os dados para todos os ligados a corporação via um sinal especial. Vinícius e os policiais sabiam que Morre-Arth e Marlon estavam fazendo a volta num cruzamento bem próximo à zona norte; hora de ficar apostos. Estrategicamente, viaturas descem as ruas para localizarem o carro roubado, confirmarem sua posição e logo depois saiam dando posição para outras. Isto fazia com que elas pudessem fechar o carro do criminoso naquela região, e M-A percebia isso. No entanto, no rádio central apenas uma notificação do caso no prédio do S.C foi emitida. Liderando, ele passa a Marlon a missão de alternar as rotas usas, porém tudo era em vão, sempre uma autoridade surgia no trânsito fazendo-os sempre buscar discrição. Era como se estivessem encurralados, e antevendo o que teria por vir, Gustavo toma uma decisão importante. Já nos limites do norte, eles adentram um túnel e em sua escuridão prosseguem até o final, adentrando em um bairro menos cheio de prédios corporativos, dando de frente com residenciais de classe média e um grande camelódromo, além de uma importante avenida. Desviando-a, eles seguem o GPS que indicava um matagal bem próximo e lá largam o carro de polícia a esmo, deixando os pertences pessoais de Batista e Mega e apenas pegando o que os seria útil. Eis um triunfo contra a corda dos superiores em Dendróvia, mas numa grande e populosa megacidade como um de rosto tão inconfundível como Morre-Arth iria passar mais ileso por duzentos quilômetros apé sem ser reconhecido? Simplesmente não vai. Marlon, com características faciais menos reconhecíveis, compra um boné em uma boutique barata ali presente que é uso por Gustavo para camuflar sua face, e com jaqueta na cintura e os rasgos escondidos e disfarçados, e além de cabeça baixa e passos rápidos, és feita uma boa maneira de se tornar temporariamente um civil, e dá certo. Muitos de lá faziam o mesmo, ou pela ausência da beleza ou por baixa alto-estima. Brilhante. Marlon dá a ideia de passaram um tempo num clube ou bar, se divertindo, mas M-A é contra usando mais uma vez como justificativa o caso comprometedor no museu. Ai que surgem uma ideia, quando nota uma circular passar por um ponto e recolher passageiros. Sem dinheiro e não querendo assaltar, a saída era as quantias de Marlon como pague da passagem até a zona leste. Um espírito de discórdia o surge, pretendo usar seu dinheiro apenas para divertimento. Com um revólver disfarçadamente apontado a suas calças, Gustavo o faz mudar de opinião. Eles sentam ao lado de uma idosa que pressentindo a energia começa a se assustar, e alguns chamam atenção a Morre que olha para os lados fingindo não ser com ele. O ônibus chega e eles compram a passagem, no entanto impaciente ele se irrita com o maquinista que estranha uma cicatriz que o terrorista tinha nos braços. Dito que foi problemas na infância por Marlon, eles sentam em um lugar vazio e passam daquele lugar para outro. O tempo estimado seria de uma hora e meia até a rua Poppsdadle, um tanto distante da Reprolt. Uma facada do velho tédio para Marlon, que sentava esperando para tudo aquilo acabar, enquanto mais conformado e discreto, seu companheiro olhava para a janela e via o mundo de Dendróvia Dekan andar. Com ele, policiais indo em direção ao matagal. Motivo de riso sarcástico da ironia presenciada, que chama a atenção do trabalhador de trás que volta a fazer o que estava fazendo. Internet conectada com o WIFI do lugar, Rodriguez se comunicava via redes sociais com seus amigos de seu bando, dentre eles a própria Manuela que afirmava já ter entrado na zona leste, e um outro apelidado de "Time" que conversa com ele durante a maior parte do tempo. No diálogo, assuntos Dendrovianos ficam em pauta, como a segurança do lugar, política, criminalidade, e pontos de lazer bem reconhecidos no lugar, que chamam a atenção de Rodriguez que apreciava uma boa aventura para maiores de dezoito anos. Infelizmente, por estar em missão, ele não podia se dar ao luxo de isto, mesmo estando bem na região aonde isto florescia, no entanto a ambição não fica calada. Gustavo por sua vez apreciava a paisagem como sempre pensante, vendo um morrinho andando ainda por aquela região aonde crianças empinavam pipa, brincavam de amarelinha, e um casal de adolescentes enamorava em cima de um muro de tijolos. A troca de gracejos desperta mais uma vez o ciúmes que tinha sobre Arthur, que era tão destrutivo quanto indomável. Ele acaricia seu revólver muito ansioso para usá-lo, mas não valeria a pena pois não estava em sua presença. Ele queria saber o status da missão de Emanuela, nem se fosse para mandar ela por seu inimigo como refém, mas de nada valia, ela ainda não estava lá. O mesmo homem viu o que está acontecendo e passou recado a outro que vai até o maquinista. De repente, um número é discado e minutos depois toda a locomotiva para. Um grão-mestre sobe no ônibus e todos ficam atentos. Dando o pretexto de averiguação de segurança, ele vai até a dupla e encarra os dois. De cabeça abaixada Gustavo estava lá, sem reação, e Marlon o olhava cético. Ele os chama pelos nomes, mas Rodriguez diz que não o são. O homem de trás se rebela, indicando a presença da arma e o oficial os puxa para revistar. Como primeiro, Marlon é pego por outro policial e é acho um revólver. Ele começa a rir quando vê rapidamente Morre-Arth levantar-se e dar uma facada nas costas do oficial responsável. A população grita e com tiros ele mata uma fileira de homens da lei que estavam lá, e seu acompanhante mata o dito "X9" por tê-los entregado. Saindo da situação intactos, eles adentram becos, pulam muros e cruzam com gatos até se localizarem pela presença típica da marginalidade ainda na zona norte. Quando eles chegam quase em um viaduto, cansados de tanto correr e se apoiando em planchas de madeira apoiadas em muros, em um canteiro de obras, M-A começa a se queixar de como as coisas estavam indo.

  • Morre-Arth: Maldito seja, Arthur. Maldito seja. Como já imaginável, ele pôs todas as tropas a minha procura, dificultando a minha livre circulação na cidade e me limitando a apenas essa região. Temo que o Conselho já tenha sido mais rápido e posto Arthur L. Neto em proteção policial, prevendo que eu poderia driblá-los e chegar matar o grande ícone histórico dessa cidadezinha antes que pudessem fazer alguma coisa. Sacanagem. Nossas únicas opções são de roubar um carro qualquer e prosseguir, assaltar um táxi e obrigar o refém a nos levar, ou sentar num banco feito bestas e esperar sermos descobertos ou a Manulua terminar com seu serviço e o nosso. Isso é inadmissível. Marlon, conhece a sede do órgão em que protegidos pela lei se situam?
  • Marlon: Não, não conheço. Mas eu posso perguntar pra alguém da Corporação com meu celular. Eu acho que devíamos nos esconder até a poeira abaixar. Só acho também.
  • Morre-Arth: Marlon! Não temos tempo para ficar nos escondendo. É tempo de agir! Tem alguma ideia plausível?
  • Marlon: Tenho sim. Podemos ir atrás de reforços. O povo de Dendróvia só está se achando experto, por que tem tiras por toda a parte e um sistema nacionalista rígido. No entanto, não há nada que não há uma brecha, Gustavo. Lembre-se disso. Esses "dezentos" sempre foram fáceis de derrubar, mesmo agora. Relaxa. De fato, eles podem estar tratando de proteger Arthur, mas deixe eles protegerem, e nós quebramos a proteção. Dendróvia não é uma cidade perfeita, é uma metrópole que com o dinheiro investe em varrer as sujeiras para os cantos e proteger sua "mega-imagem". E nesse tabu que está a solução para nossos problemas. Falei com Time pelo WhatsApp e ele disse que essa sujeira tá aqui, nesse solo aqui que pisamos. Zona norte. Cara, podemos facilmente ir atrás de descobrir aonde os ratos Dendrovianos habitam e pedir apoio nesse caso e instrução, já que pô... somos o Grito da Justiça, caramba. Nós somos o que os tiras temem em toda a Walker Luie, muito mais rica e reconhecida do que esse povinho chupinha do Arthur. Somos a assombração dos certinhos, os que poem fogo nesses bando de otários ai de terno; a lei foi feita para tentar nos conter. Sacou?
  • Morre-Arth: Entendi seu ponto de vista. A credibilidade da Corporação é algo almejável e pode ser moeda de troca em prol de futuros serviços, realmente. Boa ideia. Como pretende dar extensão a este plano?
  • Marlon: De uma maneira bem simples e fácil. Time não me deixou só com essa informaçãozinha só não. Tem mais. Eu já sei aonde esse povo que falamos requenta. Num clubinho aqui perto chamado The NoiaTown.
  • Morre-Arth: NoiaTown? Um clube? Já não estou gostando.
  • Marlon: O que eu sugiro é o seguinte, você gostando ou não: nós entramos no Noia se passando por visitantes e vamos ficar de olho no pessoal de lá, nos enturmarmos, "papapi papapá", e ai quando a gente se ver na frente dos caras certos nós começarmos a nos apresentar formalmente, e passamos o esquema todo. Você com esse seu jeito selvagem de ser, e eu com a minha "refinância" magnética.
  • Morre-Arth: O plano me pareceu sério de início, mas agora estou percebendo um interesse seu em gozação, como de costume, e tenho quase certeza que está me tentando para adentrar numa encrenca tal como foi na FonserNicol. Não é mesmo? Saiba que o jogo é real e se formos pegos vamos pra cadeia. E eu não saio daqui sem ver o crânio daquele playbozinho pegar fogo, entendido? É tudo ou nada, entendeu!?
  • Marlon: Então tá bom, pegamos um carro e vamos continuar nesse passeio até a zona leste, suscetíveis a mil e uma retaliações por parte dos Dendrovianos. Tranquilo. Deixamos a oportunidade de uma quadrilha nos encobrir e nos direcionar à presença de Arthur, com o apoio inclusive da Manulua que do jeito que ela é vagabunda vai pegar a nossa parte de ida à casa daquele idiota por uns trocados a mais, ou a chance de poder roubar tudo o que ver pela frente. Mas se seu gosto é outro, vai nessa. Não é por que tem medo de frissons que vamos perder a viagem.
  • Morre-Arth: Gostaria de falar com o Time e averiguar se está estória é autêntica. Pois tempo é algo valioso, e não quero perder o meu para interesses banais que podem ser feitos depois da execução de nosso alvo.
  • Marlon: Aff. Essa é pra acabar. (Marlon tira do bolso seu celular e passa a ele toda a conversa escrita, que é lida enquanto ele se esconde em uma plancha de madeira de eventuais passadas de viaturas.) Tá vendo. Eu quis sim curtir um pouco, mas a parada é séria, o NoiaTown é uma situação. E tem fama de problema pros panaquinhas do Conselho.
  • Morre-Arth: Muito bem, me convenceu. Vamos ao NoiaTown. Com o abandono do carro da polícia a academia de polícia deve pensar que seguimos apé até as casas do Arthur, se tiverem os arquivos já que eu corrompi os endereços que tive acesso. Seguindo este plano, estamos dando o baile nesses infelizes, usando da imprevisibilidade contra eles aliando-se a seus maiores inimigos. Não importa o que eles tenham a nos combater. Marlon, localize este clube. (Rodriguez faz o que é pedido, usando do GPS como objeto de busca.) E então?
  • Marlon: Calma, oxê. Aqui. Fica em menos de sete quadras. Dá pra ir andando numa boa até lá.
  • Morre-Arth: Já está quase ficando de noite, então já deve estar carregado de frequentadores. Excelente. Porém, quero que contenha sua animação pois isto aqui é uma missão, e depois dela que podemos curtir. Seriedade e sagacidade são a chave, Marlon. Aprenda, pois irei cobrá-lo naquele clube. Quero terminar isto ainda hoje.
  • Marlon: Gustavo, Gustavo, chato como sempre. Tá bom, saco! Vamos logo, já estou com raiva.
  • Morre-Arth: Use sua raiva como determinação. Agora vamos. Vamos acabar com essa história.

Assim eles saem daquele lugar e voltam a calçada, andando rumo ao The NoiaTown sem chamar a atenção entre os pedestres que cruzam. Poucos minutos depois, eis que chegam bem na frente da faxada do clube, que deixava seu lema de "sem regras" bem nítido bem na cara. Extravagante, diferente dos outros prédios, provocador, e enorme, o lugar - obra de Henry Mathut - era bem chamativo e com uma enorme porta automática dando entrada a um moderno e empolgante bar. Ainda no lado exterior, um smile amarelo com a capa do Batman olhando para cima piscava como muitas luzes e letreiros que encima do todo anunciava a certeza de que os dois haviam chegado no lugar certo, e eis que os dois entram com Gustavo um tanto impressionado e até amedrontado com o que estaria por vir, uma vez que só pelo que podia se ver de fora o que tinha dentro não era pouca coisa. Luzes artificiais vinda de um piso preto de mármore eram a entrada, com um mapa e textos da administração colocados numa vitrine colada à parede, apresentando os mesmos e os colaboradores. Morre-Arth dá uma olhada e nota empresas / comércios importantes vinculadas ao clube, tais como a Stillvolle Music Agency - uma entidade ligada a agenciação de iniciantes cantores, compositores e ligados a música - ; Kearlamber - uma marca de cervejas produzidas em Dendróvia ; e o que chama mais atenção: canal Undertown. Por trás de uma porta disfarçada de parede preta - um costume por ali - eis que eles cruzam com o bar mediante a uma música eletrônica fundo e pessoas conversando em mesas típicas de Happy Hours, vestidas para noitadas e uma mesa com mais cadeiras comemorando um aniversário. A primeira vista tudo aquilo era inocente, com um barman chamado Erick limpando taças servindo dois homens acabados. M-A se irrita com isso, mas Rodriguez o adverte que pelo que bem conhecia o lugar em suas lendas, o pior estava bem por baixo. Eles prosseguem ao bar, notando uma porta com os dizeres só para membros. Marlon pede uma tequila bem forte pois estava afim de gastar o seu dinheiro, e o rapaz atônito o faz e prepara uma conta para ser paga depois, com um olhar claro de rejeito por não estar tratando de membros. Homens de terno passam bem arrumados, e entram justamente para onde Ferreira olhava: a porta dos VIP's. Seu companheiro no entanto estava de olho num grupo de amigas que adentravam numa balada popular do outro lado, vestidas com vestes curtas um tanto vulgares chamando o lobo que existia dentro daquele terrorista pronto para sair. Há uma divergência de interesses.

  • Morre-Arth: Olhe, Marlon. Há uma porta desprotegida, sem seguranças, que dá entrada para o interior desse lugar. Podemos passar por lá sem sermos percebidos. Você notou a presença de câmaras? Pois eu não.
  • Marlon: Claro, claro. Pode ser. (percebendo o seu amigo babando, ele pega seu revólver e o lasca em seu quadril, fazendo o mesmo quase gritar de dor.) DESGraçADO! Filho de uma égua! Cretino!
  • Morre-Arth: Acho bom ter bons modos. Não viemos aqui olhar bumbuns e seios das mulheres, mas sim concluirmos nossos propósitos e sairmos de Dendróvia Dekan sem sermos percebidos. Por sorte pela ausência de luz que este lugar tem, duvido que alguém nos note aqui. Levante essa bunda dai e vamos lascar fora.
  • Marlon: Calma, calma. Deixa eu terminar de beber esse drinque aqui. Não vamos fazer a desfeita. (Rodriguez o bebe.) Agora, tenho que fazer uma ligação. (o homem sai do banco e pega seu celular. Morre-Arth igualmente levanta e vai com ele disfarçadamente.)
  • Morre-Arth: Aonde pensa que vai?
  • Marlon: Falar com a Manuela, porra. Me deixa em paz.
  • Morre-Arth: Acho bom colaborar, está bem. Senão eu o mato e o deixo aqui como quer. Agora, concentração.
  • Marlon: Ok, ok. Eu vou colaborar! Só me deixa contatá-la e eu já volto, e dai em diante nós vamos sem mais interrupções. Pode ser? (M-A não responde e Marlon disca o número de Manulua e sai de perto do mesmo. Ele ficava reflexivo, focando em seu ódio contra Arthur e tentando relacionar aquele clube, com aquelas pessoas as quais via, com a missão de matá-lo. Tudo o que via lá eram a iluminação que ascendia e apagava automaticamente, e grupos de amigos que comemoravam a situação com brindes de bebidas alcoólicas. Ao menos naquela sala nada podia ajudá-lo em seu objetivo. Com essa conclusão feita, Rodriguez volta.) Pronto, ela topou. Só por cinquentão a mais. Que menina barata.
  • Morre-Arth: Não importa. Vamos logo invadir aquela porta. Você me trouxe aqui, agora me instrua como esse lugar pode servir para nosso plano.
  • Marlon: Aff, calma! Eu te levo até a bandidagem, te apresento aos mesmos, e depois você larga do meu pé enquanto eu volto aqui pra alguns minutos fazendo meus gostos. Pois caso não lembre, eu to fazendo isso de graça. Combinado?
  • Morre-Arth: Desde que haja resultados, combinado. Senão, acho melhor fugir de mim.
  • Marlon: Devia agradecer por eu ser o único que não faz isso. (eles vão em direção à porta, e tentam puxá-la sem resultado. Um mecanismo presente nela os nega, pois conectada com um leitor de faces, nada no registros os creditava como membros do clube. Enervado, Gustavo prepara sua arma para uma invasão, mas Marlon o nega ataque percebendo dois homens vindo em sua direção. O garçom que os atendia, Erick, observava tudo. Do nada, Rodriguez começa a por em prática um plano para poder entrar.)
  • Marlon: O que está acontecendo com está máquina!
  • Homem #2: Ela está com problema de novo?
  • Marlon: De novo! O povo dessa joça aqui não sabe concertar seus próprios aparelhos! (o primeiro rapaz puxa a porta e o leitor o permite passagem.)
  • Homem #1: Recebi um e-mail de que o sistema foi reiniciado junto com os cadastros semana passada por conta justamente do computador que tinha quebrado. Sua identidade pode ter sido deletada, junto ao seu... (ele estranha as vestes de Morre-Arth. Marlon se arrumava bem, estava ainda perfumado já que seu perfume era forte e mesmo com um dia inteiro caminhando no sol quente e ficando esperando dentro do carro, ainda apresentava um bom aspecto. Já seu amigo demonstrava bem que não era muito vaidoso.) convidado?
  • Marlon: Sim. Esse aqui é o Juca Pal, da comunidade aqui perto. Ele me salvou de um problema que tive em minhas contas uma vez, e resolvi trazê-lo para conhecer já que tinha a curiosidade. Poxa, como o pessoal do Conselho maltrata seus cidadãos. (M-A se irrita.)
  • Homem #2: É verdade. Minha prima é dessa comunidade, e caramba. Como o sol desgasta, e ainda esses políticos que dizem que vão colocar saneamento básico. Poxa, bota básico nisso. Tem horas que a água nem vem. Sua família deve passar um sufoco.
  • Morre-Arth: Nem tanto. Moremos aqui, mas não somos tão pobres. O que a vida não nos deu de vantagem nós acrescentamos em nossos esforços, diferente de alguns que nm tentam.
  • Homem #1: É verdade. Luciano Oliveira. Mas, enfim. Podem passar. Se precisar vamos ao festival de drinques exóticos, podemos ter um alto papo sobre o sistema falho que é o Conselho.
  • Marlon: Já temos um objetivo traçado, mas se sobrar tempo eu estarei lá.
  • Homem #2: Ótimo. (os dois homens se afastam e os terroristas entram num corredor laranja, sendo olhados pelo barman que logo disfarça.)
  • Morre-Arth: A próxima vez que me chamar de mulato carente eu te viro em dois, moleque.
  • Marlon: Admita, foi brilhante. Você querendo "matar" a porta.
  • Morre-Arth: Foco!
  • (Dentro do espaço VIP o cenário era outro. Eles dão ao encontro de uma balada mais aberta, mais vulgar e ironicamente mais refinada, pela presença de pessoas acima da classe média. Palavrões, funk e muitas outras coisas denunciavam que mesmo ricas, os presentes não eram nada modelos na sociedade Dendroviana. Muitas portas que davam acesso a outros setores podiam ser vistas. Havia um motel recheado de quartos; um cômodo grande de strip-tease cheio de homens pagando as prostitutas por danças; um salão de filmes vinculados com o NoiaTown; uma sala aonde muitos casais e amantes flertavam com a presença de garçons, com um esquema original de portas de vidro que se fechadas, se tornam tão transparentes quanto uma parede; e muito mais. Ainda assim, nada que pudesse valer a pena a ida dos dois ao lugar. Até o momento. Eles descem uma escada e dão de cara com um imenso casino, e em mesas chefes de gangues faziam suas apostas. Era impressionante os sons de jogos de azar e máquinas da sorte tão parecidos com o cenário auditivo dos grandes prédios de Las Vegas, com até garçonetes usando roupas coladas servindo bebidas e um enorme globo no teto transparente recheado de notas de cem em acréscimo. Diante de tantos estímulos os olhos de Marlon quase explodem por excesso de cobiça, sendo reprimida por Gustavo que depois disto se inquieta, observador, procurando a pessoa certa para poder conversar. Jogando poker, ele visa um homem de terno marrom e barba bem feita ao lado de "amigos" disputando entre outros do mesmo feitio. Ele era intimidador, e Rodriguez até fica com um tanto de medo de se intrometer naquela disputa de titãs, mas Ferreira convicto que teria resultado prossegue. Afinal, ele era verdadeiramente temido, mas diante daquela máfia seria visto muito pouco como um igual. Bem próximo, chutes de chamam a atenção bem violentos com um gemido de raiva vindo com eles. Um funcionário vai logo acudir o cliente revoltoso.)
  • Funcionário: Hey, você! Pare com isso!
  • Rapaz: Só paro quando você me devolver o meu dinheiro, Drew! Essa porcaria de máquina comeu minhas fichas! Comeu, duas seguidas! Duas! Não vou dicar aqui jogando meu salário pros ares, isso aqui já é uma exploração; agora vê se pode chegar a esse ponto. Eu quero o meu dinheiro!
  • Drew: A culpa é sua de não saber colocar fichas na máquina, e se quebrar vai ter que pegar muito mais do que perdeu. Além disso, Kirito. Como saber se não é um outro golpe como fez o mês passado!?
  • Kirito: Isso aqui é uma piada. Sinceramente.
  • Drew: Se está tão abalado a porta da rua é a serventia da casa. Cale-se e pare de proliferar tumulto, se não eu tomo seu cartão de membro do NoiaTown e mando direto pra fragmentadora. Entendido!? (Drew se vê diante de dois olhos cinzas o olhando com bastante ousadia, mas com um toque de ceticismo. Kirito, um jovem morador de uma comunidade da zona norte, tinha audácia, e Morre-Arth apreciava isso.)
  • Kirito: Tá bom. Tudo isso pra não precisar abrir a carteira e me devolver o que me foi roubado. Pode ser, aqui não tem regras, não é mesmo? Que pena. Sinceramente, pena. Sabe, já que não tem regras não há nada que me empesa de fazer isso. (o rapaz de dezenove anos dá um chute baixo entre as pernas dos atendentes, fazendo-o sentir uma intensa dor. Ele ria sendo observado por alguns homens, e alguns deles gostavam do que viam.)
  • Drew: Cretino... Segurança! Segurança!
  • Kirito: Ué, aqui não tem regras até onde eu saiba? Nem pra mim, nem pra você. Não quer me pagar, eu entendo. Só não pode me tirar daqui, por que eu estou seguindo o lema da casa.
  • Drew: Se eu te pegar na rua, tu vai ver só.
  • Kirito: Tô aguardando, Drew. Que esse dinheiro venha a calhar. (Kirito sai da presença do funcionário, irritado. Ele passa tormentado por um grupo de comentadores, enquanto homens vão acudir o funcionário do Noia. Rodriguez admirava a irreverência do rapaz, e M-A a coragem. Coragem que podia ser muito bem usada a seu favor.)
  • Morre-Arth: Eu gostei desse Kirito. Ele tem feitio pra ser membro da Corporação.
  • Marlon: Eu não sou caça talentos, mas concordo. Mesmo assim acho que um rebelde não vai ajudar muita coisa.
  • Morre-Arth: Talvez. Ele pode servir nos informando mais dessa cidade e seus podres, quem sabe por uma certa quantia pode nos despistar da polícia, afinal um exército não seria o que mais precisamos, e sim pessoas competentes.
  • Marlon: Sinto já ter ouvido falar dele.
  • Morre-Arth: Vou ficar de olho nesse cara. Em todo o caso, vamos continuar procurando. Se nós esbararmos com ele de novo, dai é um sinal de que ele é útil.
  • Marlon: Muito bem, vamos.
  • (Flertando com duas garotas, estava um homem de terno elegante segurando um copo de cerveja. De repente, ele vê a dupla de criminosos passar e reconhece a face sombria do terrorista que atava Dekan. Seu foco sai logo das meninas, que são deixas, e vai para um evasão que o faz deixar o casino e prosseguir em um corredor laranja até uma sala de jogos, aonde depois de minutos ele se encontrará com um homem de gravata vermelha jogando sinuca e derrubando no buraco duas bolas. Ele se vira para o rapaz e o identifica como é: Victor Geeare. Sim, o policial. Ele estava lá no NoiaTown ao invés de estar indo até o prédio do Supremo Conselho como comunicou a Vinícius. Na realidade, aquilo não passava de uma mentira estratégica para justificar sua ausência junto a Batista no caso. Porém, este a sua frente não era seu companheiro de trabalho, era um afeto bem popular entre os Dendrovianos, por ser um "rosto bonito" dentre muitos comunicadores do ramo jornalístico. Em palavras mais precisas, um empresário e apresentador do canal Undertown. Este era Levine Tavares.)
  • Levine: Mega!? Por que tá com essa cara?
  • Mega: Aonde está o Batista?
  • Levine: O B foi encher a cara, aquele desgramado. O que aconteceu, levou um fora daquela ruiva?
  • Mega: Ha... Estou pensando em trabalho de novo, só isso.
  • Levine: Meus pêsames. Eu admito, pronto. Te atrapalhei hoje te trazendo pra cá, mas qualé, foi pelo Undertown não foi?
  • Mega: Aquele idiota do Morre-Arth roubou o nosso carro.
  • Levine: Ainda terá a sua vingança. Enquanto isso, deixa o Aquiles plantar cebola e vamos continuar curtindo. Não é por isso que ele vai te demitir, se tem autoridade e coragem pra isso. Qualquer coisa eu te arranjo um depoimento de que você perseguiu um cara que furtou uma padaria lá perto do Conselho, pois o resto da academia não podia lidar com crimes comuns, já que estavam ocupados demais lidando com um corno renegado.
  • Mega: Em todo caso... (com os olhos ele procura seu parceiro, e o encontra conversando com dois homens no banco do bar.) ...tenho que falar com o Pita. É importante.
  • Levine: Se insiste. Boa sorte. (ele vai até Batista, que igualmente estranha o aspecto sério de Mega.)
  • João Batista: ...pois é, meu caro. E ainda querem que pagamos pensão pra estas... Mega! Cara, o que aconteceu com você? A ruiva de chutou a bunda pra estar desse jeito?
  • Mega: O que? Todo mundo falando dessa bendita ruiva! Não. Eu vim aqui pois tenho algo importante pra falar com você.
  • João Batista: Fala.
  • Homem #1: A gente já tá indo. Não queremos atrapalhar.
  • João Batista: Falô. Não paga, cara. Escuta o que eu tô te falando.
  • Homem #1: Vamos ver o que a mãe vai dizer. Tchau. (os rapazes se retiram.)
  • João Batista: Agora pode.
  • Mega: Cara. Eu não sei se estou meio chapado, se tou inteiro, mas vi o Morre-Arth lá no casino há alguns minutos.
  • João Batista: Eu falei pra você não beber aquele vinho, tava estragado.
  • Mega: E se for verdade? Vá saber. Nós temos que fazer alguma coisa. Já não estamos colaborando com a tarefa que o Vinícius passou, agora vamos deixar o criminoso escapar sendo que ele veio até nós.
  • João Batista: Pois é. Eu to com vontade de bater na cara de besta daquele infeliz, então vamos. Não tenho mais nada pra fazer aqui mesmo. Quem sabe eu ainda não aposte em alguns jogos, e saia daqui com minha aposentadoria e não precise mais trabalhar pro Aquiles.
  • Mega:Então mete fora desse banco ai e trate de me acompanhar. Se for mesmo verdade, vamos fazer esse projeto de terrorista pagar por ter se metido conosco.
  • João Batista: Muito bem. (ele levanta-se e chega por trás de suas vestes para ver se a sua arma ainda estava lá, e a prepara.) Mas se for efeito da bebida vai ficar me devendo, e olha que eu cobro, hein.
  • Mega: Eu acho que não. Então se não for, é você que vai me dever.
  • João Batista: Veremos.

Aos olhos de Levine, os dois homens saem daquele salão de jogos e adentram num corredor preto com luzes artificiais laranja vindas do chão, afim de ir confirmar se Victor realmente tinha visto um terrorista em seus tempos de curtição no casino, o que para sorte financeira do mesmo era verdade. O dia já havia se passado quase por completo, e já ameaçava a qualquer momento dar o pôr-do-sol e iniciar uma bela noite de lua cheia. Cada minuto desde o início da tarde que se passava foi tomado por mais pânico e medo pelos cidadãos da cidade, e a esta altura eles já estavam se organizando para exigir um posicionamento do Supremo Conselho quanto a isso. Assim, o prédio estava saturado de tarefas e obrigações a cumprir, e toda a academia de polícia dispersa em cada canto da enorme Dendróvia em busca de ninguém menos do que Morre-Arth. O ponto zona norte era o que estava mais visto, e Vinícius nesta hora o adentrava recebendo um telefonema de Luciano que esperava por notícias, e soube que M-A foi perdido de vista pelo batalhão da polícia, para seu infortúnio. Ele já estava sendo muito cobrado por uma explicação oficial, e o parecer estava sendo organizado por encarregados para pouco tempo depois do amanhecer do dia seguinte, mas isto não era o bastante. Opositores temendo um prejuízo em suas propriedades incitavam cobranças e críticas, provando já estarem muito bem instruídos sobre o caso por muitos canais, como o Undertown que mesmo sem Júlio Tavares para anunciar a novidade contava com a ajuda de Emanuel Fernandes para a tarefa - ótimo para quebrar o galho da emissora. O caus floria em Dendróvia Dekan, e neste meio que Manulua - a agente da Corporação - andava pelas ruas da zona leste repletas de árvores e passava em frente de uma loja de televisores vendo a novidade, e uma reportagem sobre o passado de seu superior. Ela continuava caminhando, bem próxima da rua Reprolt e em menos de dez minutos obtém a localização do endereço passo, vendo uma grande casa de madeira com um mato indomado. O verde tomava conta da mesma, e discretamente ela caminha como se a casa fosse sua. Não havia nada que a impedisse de quebrar a porta com um chute; nenhum carro da polícia, nenhuma fita, nenhuma blitz, nada, embora ainda se possa ouvir o som regular de sirene que se passava de dez em dez minutos pela rua. Dentro da casa, ela caminha pelos corredores. Muitos livros, aparelhos eletrônicos, mesas, escritório, cozinha, itens de decoração, e muitas plantas selvagens. Os aspectos silvestres revelavam uma verdade: aquela casa estava abandonada. De repente ela abre uma maçaneta, e com ela adentra um grandioso quarto cheio de itens de conforto, como sofás, uma grande cama, muitas janelas, e até mesmo veludo. Muitos livros ali também tinham, mas nenhum Arthur L. Neto. Isso a irrita, indigna de ter ido até ali atoa, e para saciar a raiva ela localiza um cofre e com conhecimentos adquiridos antes o arromba, tomando o que tinha ali dentro para si. Assim, ela teria apenas que ir aonde a dupla não foi para completar sua missão, mas para informar os pagantes sobre o que viu ela liga para eles que circulavam pelo clube NoiaTown. Minutos já tinham se passado, e com eles passos haviam sido dados. Apostadores, bêbados, hipócritas e insolentes foram muito bem visto pelos olhos críticos de Morre-Arth, e considerados irrelevantes para a tarefa, mesmo com a aprovação de Marlon. O casino não foi o único lugar que perambularam. Muitos outros pontos do clube foram vistos, desde uma lanchonete até um motel aonde homens levavam prostitutas para se divertirem, e nada lá se mostrou útil. Mega e Batista foram aonde os dois foram apontados, e não viram nada de anormal lá. Victor ficou confuso, pois no fundo sabia que o que viu era verdade. João temia ter seu amigo louco e resolve voltar a companhia de Levine. Insatisfeito, Geeare impossibilita isso o empurrando para um passeio, e nele abordam de garçonetes a homens populares em busca de respostas, dando a eles a descrição física para informar sobre o paradeiro. Ninguém os viu, porém, Batista sabia que fazer isso era em vão e fala que a única possibilidade de saber disso era, pela ausência de câmaras naquela parte do casino - devido a nem tudo lá ser considerável legal - o único ponto confiável de se saber se realmente aquela visão era certa era justamente perguntando ao barman se ele viu os dois entrarem, uma possibilidade igualmente pequena. Era impossível deles terem passo pela segurança das portas automáticas. Somente com muita sorte. Isto desiludia Mega, sem saber que estaria dando benefícios a dupla de criminosos. Estes por sua vez recebem a ligação de Manuela, e têm em seu consciente o estado da casa situado em demais informações. Ela conta tudo o que viu, como o que assistiu brevemente nas telas de televisores em uma loja, na qual moradores da região eram ditos como fervorosos, e a polícia também, passando a real que seria uma questão de tempo para que os dois fossem descobertos e pegos. Terminada a chamada, Marlon conta para seu amigo tudo o que ouviu e uma pergunta em um campo intenso fica carente de uma resposta: "E agora, o que vamos fazer?".

  • Morre-Arth: Marlon; eu desisto. Desisto de continuar procurando. Somente vi uma aparente gangue aqui neste lugar, e estes por sinal estes já se foram. Neste clube não há quem possa nos ajudar, e você nos meteu em uma enrascada; novamente.
  • Marlon: Por favor, Gustavo. Aqui não é um poço sem água, porra. Tinha sim gente com pinta de malandro, e ainda, podemos sair daqui a hora que quisermos e nos misturar a multidão, ou roubarmos um carro aqui mesmo e vazarmos. Nada nos impede disso.
  • Morre-Arth: Como você mesmo ouviu, a polícia de Dendróvia Dekan está concentrada justamente na zona norte, e a própria população está alarmada! Palavras de Manuela. Traduzindo. As chances de sermos reconhecidos nas ruas são maiores, e isto nos limita á uma situação extremamente delicada. Acima de tudo, fugir nem é o que estou mais pensando. Ainda pretendo concluir a missão, e como fazer isso enquanto essa condição só promete em se dificultar!? Percebo que vir aqui foi uma furada, e que você só me anunciou aqui para conhecer o lugar, e como sempre, viver a vida de um playboy maldito que tanto almeja. Arthur deve estar rindo de mim neste momento. E a cula é sua!
  • Marlon: Deixe de ser pessimista, não é bem assim. O povinho daqui nunca foi tão bom, é um fato. Nem se a gente sequestrar um cara daqui e o obrigar a nos ajudar, ou sei lá. Sair daqui a gente vai, e mesmo se hoje não for o dia, podemos orquestrar uma guerra e voltar para cá piores. Se bem que acho que nem é tanto, pois com mais procura a gente acha. Esse clube não é tão pequeno o quanto andamos. (Ouvindo estes versos Gustavo se descontrola e agride seu amigo com o cano de uma pistola. A dor do golpe bem em seu joelho era tensa.) Desgraçado!
  • Morre-Arth: Você, Marlon. Você é culpado de tudo. Já sei, já sei qual é a tua. Trabalha para o Arthur, não é mesmo? Trabalha sim. É por isso que está me sabotando.
  • Marlon: Eu não, Gustavo. Tá doido?
  • Morre-Arth: Você sim! Desgraçado! (um tiro é dado e esquivado pelo parceiro que se assusta. A bala atinge em cheio uma parede e o som ecoa pelos corredores até ser dissipado pelo poder da música eletrônica que tocava na balada não muito longe. Ainda assim, pessoas curiosas correm para ver o que era.)
  • Marlon: Gustavo, está vendo com seus olhos quem que armou as confusões. Pensei que esse assunto já tivesse resolvido, cara. Eu sou inocente, agora os curiosos estão vindo aqui ver o que é. Temos que sair desse corredor, me entende. Será que é difícil pra você pensar na razão sem ficar mesclando outros pensamentos vingativos relacionados ao Arthur.
  • Morre-Arth: Só diz isso por que não foi com você, chupinha daquele infeliz.
  • Marlon: Ótimo. Continue dando vantagem a ele. (Marlon corre de M-A e o mesmo percebe passos cada vez mais próximos. Ele igualmente corre para não ser visto, antes confirmando se não tinha nenhuma câmara lá. Felizmente, nada a vista. Uma multidão de pessoas chegam lá, inclusive um jovem de olhos cinzas que já forrá conhecido.)
  • Kirito: O que que tá pegando aqui?
  • Moça: Ouvimos um tiro e é por isso que viemos. Parece que foi tirado pelo aquele cara que acabou de sair por aquela porta no fim do corredor. (Kirito observava curioso,, e esboça um sorriso nos lábios.)
  • Kirito: Deve ter sido briguinha de casal. Eu vou alertar a segurança, não se preocupem.
  • Homem: Ótimo. Eu já ia fazer isso. (Enquanto isso, em um salão de tiro ao alvo, a dupla corria um do outro e adentram num porão, cheio de itens de limpeza.)
  • Marlon: Parabéns. Só piorou nossa situação. E agora, o que vamos fazer?
  • Morre-Arth: Eu... eu não sei. Você! Você! Voc...
  • Marlon: Eu não. Cara. Eu já to quase desistindo é de você, caramba. O Arthur está protegido por uns tontos políticos, e tudo mais. Se não conseguimos sair daqui, nada melhor do que partir pra ignorância. Eu vou ligar pro pessoal da Corporação e mandar um ataque, e depois iremos ligar pro Conselho e exigir que nosso inimigo seja entregue para polpar um estrago que pretendo fazer como nada seja feito. Quinem da outra vez.
  • Morre-Arth: Estamos apenas repetindo erros, Marlon. Vinícius te derrotou quando fez isso, quem garante que não derrote agora.
  • Marlon: Eu garanto. Melhoramos muito desde a última vez. É só nos mantermos na incógnita até lá, e nesse tempos nós...
  • Morre-Arth: CHEGA! (com outro tiro ele quase mata seu amigo, passando de raspão por sua jaqueta de couro.)
  • Marlon: SABE QUANTO ME CUSTOU ESSA JAQUETA, CARA? MAIS DO QUE VOCÊ GANHA! Meu, por favor. Eu que digo chega! Me esforço pra bancar você no dia-a-dia, que fica só trancado no MEU apartamento assistindo Breaking Bad, e depois eu que sou o playboy. Aceito te ajudar numa coisa que nem me associei, em um plano que não tem pé nem cabeça, e depois eu que sou o culpado por querer fazer alguma coisa sã? No museu, foi você. Aqui...
  • Morre-Arth: Nenhum criminoso...
  • Marlon: Deixa de quanta besteira. O que aqui mais tem é marmanjo, porra. (no meio dos ânimos, a porta é aberta.) Droga! Droga! Droga! (Rodriguez vira-se e pega sua arma para atirar contra o invasor, que com suas vestes pretas se camuflando naquela escuridão se assombra quando reconhece os dois.)
  • Kirito: O Grito da Justiça!?
  • Marlon: Isso mesmo, somos nós. E pelo visto teve a sorte de nós conhecer bem agora, não é mesmo. Você tem carro?
  • Kirito: Tenho um que to pagando ainda, por favor não me roubem.
  • Morre-Arth: Eu conheço você. É o cara que tava brigando com um funcionário.
  • Kirito: Sim, sou eu. Esse lugar aqui é uma exploração mesmo. O que estão fazendo aqui?
  • Marlon: E o que te interessa?
  • Kirito: Só estou sendo sociável.
  • Marlon: Não precisamos disso. Vamos, que tenho planos para você sortudo da vez. Nos leve até seu carro e vemos o resto.
  • Kirito: E como vocês imaginam que seriam passar por todo o NoiaTown me levando com uma arma na cabeça. Poxa vida. Eu sei que vocês dois são cheios de problemas, mas usar armas jamais pode ajudar a aliviá-los. Como acha que cheguei até aqui.
  • Morre-Arth: Não queremos seu sermão. Queremos seu carro.
  • Kirito: E eu não vou dar pra vocês, não. Não de graça.
  • Marlon: Que pena então, presunto. Espero que consigam um bom lugar pra você como indulgente lá no cemitério, pois não pense você que irá ser reconhecido depois dessa.
  • Kirito: Morre-Arth, não lembra de mim? Já nos encontramos uma vez num terro baldio aqui perto de Dendróvia. Você também, Marlon. Numa vez que estavam fazendo um protesto sobre o Arthur. É verdade que ele te chifrou?
  • Morre-Arth: CHEGA! (ele prepara-se para engatilhar, porém, Kirito levanta as mãos antes e grita.)
  • Kirito: Espera! Eu vou ajudá-los, acalmem os ânimos. Se atirarem de novo o pessoal irá perceber. Eu acredito que não perceberam por causa da música brega que fica trocando.
  • Marlon: Ótimo, nos leve até seu carro.
  • Kirito: Posso fazer melhor. Posso levá-los até Arthur.
  • Morre-Arth: Como é que é?
  • Kirito: Eu não sou muito fã dele mesmo, o acho um chupa-ovo do S.C. Eu não o vejo muito, mas sempre ficou lá "fazendo justiça" contra o povo que realmente sabe fazer isso. Gente dessa laia me enoja, sabia disso?
  • Morre-Arth: Se fala que não o vê, como acha que...
  • Kirito: Vocês não me conhecem, tá legal. Prazer, André Kazimuruto, conhecido como Kirito do Sword Art Online. Se olharem bem pra mim irão reparar semelhanças com o personagem. Eu sabia que aqui hoje eu ia encontrar as pessoas certas pro serviço que estou planejando.
  • Marlon: Não espera que eu irei pagá-lo por algo, não é mesmo?
  • Kirito: Olha. Eu posso ajudá-los, não sou preconceituoso. Só quero verba, ou melhor, caixotes como pagamento por não ter feito nada. Eu dei um jeito de suavizar o primeiro tiro, então estão tranquilos.
  • Marlon: Caixotes de que, especificamente?
  • Kirito: Armas, drogas, explosivos, munição. Tudo o que seja bélico.
  • Morre-Arth: Se aceita nos ajudar, então quero que me diga uma coisa. O que está se passando com a sociedade de Dendróvia Dekan em nossa passada por cá, e como está realmente o progresso da polícia em nosso caso.
  • Kirito: Vocês estão mesmo precisando de ajuda... É o seguinte. (o telefone do garoto toca e irritado Rodriguez ameaça dar um tiro. Kirito desliga a ligação a força.) Tudo bem, já entendi. Não atender. Enfim. Eu não lá na academia pra saber o que eles fofocam que irão fazer, mas o povo tá bem doido com a presença doceis aqui. Estão achando que irá reprisar o que aconteceu anos atrás, e economistas temem um déficit na economia da cidade com seus estragos.
  • Morre-Arth: Se Arthur não estiver em minhas mãos, será muito pior que um "déficit" que a cidade irá ter como consequência.
  • Kirito: Excelente. Tem um policial em cada esquina mesmo, andando de carros e talz. Críticos creem que o Supremo Conselho irá pedir ajuda para os Vigilantes, para capturar vocês. Felizmente, eles não sabem que estão aqui. Temos essa vantagem, não é mesmo?
  • Marlon: Rapá, tu desatualizado. Sabemos que eles sabem que estamos aqui.
  • Kirito: Fodeu. Deve ter tira em todo o canto agora. Vão ter que redobrar a guarda, pois o NoiaTown é conhecido por não ser um bom lugar, e não é incomum que eles possam ver o que se passa aqui. Pobres traficantes.
  • Marlon: Uma pergunta. Gangues frequentam aqui?
  • Kirito: Oxê. Mas é claro. Trazer as amantes e jogar um bom Carteado lá no casino, ou tomar um belo vinho tinto no bar. Além de outras coisas. Aqui é top nisso. (Marlon olha para Gustavo rindo.) Mas, enfim. Vamos. Eu sei aonde o Arthur mora, podemos ir lá fazer uma visita. Porém antes, vocês concordam em me pagar?
  • Morre-Arth: Sabemos aonde ele a, e isso já está resolvido.
  • Kirito: Ok, ok. Saímos daqui então, e vamos para um lugar mais isolado e pensamos em um plano melhor.
  • Morre-Arth: Sabe de algum lugar aonde o sistema abriga pessoas que estão sendo protegidas de assassinos como nós?
  • Kirito: Não sei, mas conheço gente que sabe. Agora levantem o bumbum e vamos, e digam para mim: Vocês vão me pagar?
  • Marlon: Só que não.
  • Morre-Arth: Sim.
  • Marlon: Sim?
  • Morre-Arth: Se fizer o serviço bem-feito prometo lhe pagar, afinal o que está fazendo é algo digno de um pagamento.
  • Kirito: Oba.
  • Morre-Arth: Agora, vamos. Já deve ser quase noite, portanto não quero perder tempo. Ligue para seus contatos e busque a localização desta zona de reclusão, e quero que demonstre agilidade e coesão para poder receber a quantia que pede. Qualquer erro causará em um problema sério para sua pessoa, então, espero que não erre.
  • Kirito: Não erro mesmo. Já falamos para sair desse galpão ou sei lá umas três vezes, por que estamos aqui ainda?
  • Marlon: É melhor não ser abusado, garoto, ou senão irá tomar no rabo de uma maneira tão abominável que irá se arrepender dessa sua audácia toda ai.
  • Kirito: Ui. Sabia que era gay.

Marlon se irrita que parte para cima do garoto, mas ele é defendido por Gustavo. Por fim eles partem daquele lugar e saem discretamente daquela dispensa, passando por uma camada de pessoas que dançavam e se divertiam, como se não escutassem nada até então, indo em direção a garagem. No caminho, Kirito liga para seus colegas, e um a um recebe a desconcertante resposta que irrita pouco a pouco o terrorista anti-Arthur: "não sei". Sabendo que poderia ser morto, o rapaz vai além de preconceitos e liga para um amigo importante na sociedade que poderia lhe informar tal localização: Júlio L. Tavares - o Levine, que estava justamente no NoiaTown. Uma conversa calorosa se forma, como se fossem amigos chegados, algo que não eram. De repente Kazimuruto, por cobrança de M-A, revela o intuito da ligação, e Levine mostra-se curioso. Ele tenta indagar Kirito de vários modos, mas Kirito se esquiva como pode tentando proteger seus patrões de caírem justamente na boca de imprensa. Marlon percebe e quase mata o garoto verbalmente, porém por misericórdia Levine induz que o rapaz teria um plano contra a sociedade Dendroviana e o revela um endereço, pedindo para que tivesse juízo em suas atitudes. No fundo ele gostava da ideia. Assim, Morre-Arth consegue um endereço, e ainda detalhes que também foram dados por Júlio. Em paralelo, uma coisa que não sabiam é que aquela multidão de curiosos percebendo que o que se passou não foi dito, pela não-agitação da segurança, decidem agir. Assim, cada homem tem noção do tiro e o aviso de armas é dado para todos os funcionários. Um detector de metais é ativado na porta final entre a zona VIP e a não, e nela Mega e Batista, que indagavam Erick - o barman - notam a movimentação e complementando um comentário do mesmo, e a visão de Victor, eles chegam a conclusão: Morre-Arth está no NoiaTown. No mesmo instante, Batista sem saber da mentira do amigo liga para ninguém menos do que Vinícius Aquiles e contam tudo o que sabem. Um confronto final ameaça se formar, depois de uma severa bronca dada aos dois, Aquiles dirige sua moto para lá enquanto o agora trio estava bem próximo de sair do clube de diversões. Uma fila se formava na tal porta dos VIP's, que por trás dela se chegava a garagem. Um segurança olha para os dois, mas tira o olhar, e Gustavo percebia que algo estranho estava por acontecer.

  • Kirito: E essa agora, que porra é essa! Meu... Isso não acontece nunca, deve estar acontecendo algum problema.
  • Morre-Arth: Eles foram mais rápidos, e estão aqui por nossa presença. Essa é a única saída desse clube?
  • Kirito: Na verdade, sim. Ao menos se formos para a garagem.
  • Morre-Arth: Qual é a parede mais tênue para a rua?
  • Kirito: Ora, eu não sei. Pergunta pros seguranças, quem sabe eles vão te responder.
  • Marlon: Olha, moleque, você já tá por um fio aqui.
  • Morre-Arth: Não será nosso fim, eu garanto. Kirito. Fique na fila e vá até seu carro. Eu irei abrir um buraco nessa joça e abrir uma saída para essa cilada. É melhor estar na quadra seguinte, entendeu. Ou senão irá entrar para minha lista negra, e como vê com Arthur jamais será perdoado.
  • Kirito: Tranquilo.
  • Marlon: Mas com tanta gente e segurança aqui?
  • Morre-Arth: Eu sei dar um jeito, diferente de você.
  • (Os dois saem da companhia de Kirito e correm pelos diversos sectores daquele imenso clube, cheio de atrativos, de pessoas, de segurança, que parecia não ter fim. Morre-Arth focava nas paredes, grossas e finas, procurava por janelas que denunciassem a presença da rua no outro lado que eram bem ausentes naquele local. Minutos se passavam e nada, e isso já incomodava o garoto. De repente, num cinema próprio daquele lugar, ele percebe pelo som de motos estar bem perto de uma possível saída. Mais perto ainda seria um banheiro construído bem no extremo noroeste daquele campo, um tanto saltado para fora. Seria o meio perfeito de sair dali, se não fosse por uma coisa. Mesmo com boné, Gustavo é reconhecido por seu porte físico por um dos homens e estes se comunicam com um alguém. Ele corre para tentar abordá-los, um tanto oscilante.)
  • Segurança: Hey! Vocês! Parem, preciso fazer uma inspeção. (M-A vira e dá um tiro bem na perna do homem, que cai. As pessoas ao redor se assustam e meninas gritam apavoradas, acompanhadas de um homem franzino. Sangrando, ele vê a face morta de Gustavo Ferreira após deixar seu boné cair no chão, rindo. Marlon vai correndo ao banheiro preparar os explosivos, enquanto no centro das atenções Morre-Arth começa a se sentir poderoso.)
  • Morre-Arth: Quem diria, não é mesmo? Eu, um terrorista, bem junto a vós hoje. Quem sabe todos aqui não podem ser mortos como este cara?
  • Segurança: Por favor, não me mate. Tenho mulher e um filho que precisa de um pai. Eu já não tive pai, e não quero ver meu filho sem um.
  • Morre-Arth: Arthur já estava cheio de pretendentes e não teve problema nenhum em desejar a minha.
  • Segurança: Morre-Arth, não temos nada a ver com isso. Só queremos a segurança de nossa cidade.
  • Morre-Arth: Uma cidade que defende Arthur sem ver seus crimes, não é mesmo? (Gustavo aumenta o tom.) DENDROVIANOS, PAREM E BEM. COMO É BOM PROTEGER ARTHUR, NÃO É MESMO? UM HIPÓCRITA MENTIROSO, ARROGANTE E CORRUPTO; QUE SUPOSTAMENTE FEZ BEM A VOCÊS, CONSTRUINDO UM VILAREJO QUE MAIS TARDE SERIA O QUE VOCÊS VIVEM HOJE. DENDRÓVIA DEKAN, A CIDADE PRODÍGIO, CRESCEU EM SEIS ANOS E HOJE ESTÁ EM PÉ, MAIS FIRME DO QUE NUNCA. É ISSO O QUE O SITE DE SEU GOVERNO DIZ. E AINDA TRATAM ARTHUR COMO UM HERÓI. MALDITOS VASSALOS, EU VOS DIGO. ENQUANTO ARTHUR VIVER, ESTÁ CIDADE JAMAIS PROVARÁ DA PAZ, ESCUTEM O QUE EU DIGO! POIS JAMAIS PERDOAREI O QUE ELE FEZ! E AI DE QUEM TENTAR ME IMPEDIR. (uma explosão ocorre e todos os civis fogem para procurar abrigo. Ele se vira rindo como um louco, até ser atingido de raspão no ombro por um trio de seguranças.)
  • Segurança #2: Pare, agora mesmo! Não irá ficar em pune.
  • Morre-Arth: E ainda cometem os mesmos erros. (M-A engatilha sua arma na mira deles, até que nota-se na mira de outras.)
  • Mega: Belo discurso, devia ser palestrante.
  • João Batista: O Vinícius teve tanto trabalho e quem dera que veio parar justamente nas nossas mãos.
  • Morre-Arth: Trabalham para Vinícius Aquiles. Que encantadora surpresa.
  • João Batista: Então você o conhece, que legal. Mãos na cabeça. E vocês, vão pegar o cúmplice dele. (na mesma hora Marlon aparece para alertar que de fato o plano deu certo. Neste instante se depara com a situação e pega uma granada e mira contra os seguranças, causando uma explosão que causa danos na estrutura do prédio. Felizmente nada desmorona, mas cai na mira de Batista.) Nem precisou. Já era, acabou, perderam.
  • Morre-Arth: Não cairei sem a minha vingança.
  • Mega: Que poético. Já pensou em largar esse intento besta e virar poeta, Morre-Arth? Só que na cadeia, pois fora disso já eram-se as chances.
  • Morre-Arth: Senhores. Se é um tiroteio que querem, é um que terão. (mais seguranças "brotam" e retiram o outro ferido do local, enquanto os demais apontam contra os dois.)
  • João Batista: Opa. Por essa vocês não esperavam.
  • Marlon: Malditos. Nem a cadeia nos segura. Se nos prenderem o Grito da Justiça irá começar uma tremenda violência contra sua cidadezinha, sabiam? Irão se dar mal nessa tentativa idiota de se tornarem heróis. (a dupla de policiais ri.)
  • João Batista: Que seja. (ele caminha destemerosamente em direção ao terrorista que soa frio, pela mira. Ele olha para Marlon pedindo com os olhos por uma atitude. Ele afirma do mesmo modo que não podia fazer nada, e por fúria ele apenas queria atirar contra o rosto malandro-sorridente de Batista que com algemas caminha em direção a ele. Em sua frente, ele o desarma e prende suas mãos.) O Vinícius vai ter que nos dar um aumento. (pensando consigo que Arthur estaria rindo, protegido por uma fortaleza, apenas assistindo sua desgraça, e vendo cada homem daquele salão como um amigo de seu pior inimigo, ele tem um instinto forte e enlouquece.)
  • Morre-Arth: ARTHUR NÃO GANHARÁ DESTA! NÃO GANHARÁ! (com as duas mãos, ele soca as costas de Batista que cai de dor. Tiros se disparam e ele rola no chão, correndo para se abrigar no banheiro e com Marlon eles conseguem fugir daquele lugar. Mega teve sua arma travada e por isso não conseguiu atirar.)
  • João Batista: Mega! O que aconteceu aqui?
  • Mega: Travou o cano, que droga.
  • (O batalhão corre atrás deles, que fogem como nunca indo em direção a outra quadra. Morre-Arth estava louco, rosnando até e sem pensar em nada, fora sua vingança. Kirito poderia não estar lá, e na fúria ele poderia quebrar uma janela e roubar qualquer carro. Uma viatura aciona sua sirene e ameaça pegá-los, mas com um explosivo é explodida por Marlon antes que os homens desçam. Naquelas chamas, ele entra num beco e vê um carro preto com Kirito dentro. De repente, uma moto chega e dela rapidamente sai um homem bem vestido, de jaqueta preta, olhos verdes, armado, com o nome de Vinícius Aquiles.)
  • Kirito: Vinícius!?
  • Vinícius: Kirito? Você está envolvido nisso?
  • Kirito: Eu não, cara. Eu tava aqui curtindo, dai ouvi um boato de que Morre-Arth estava lá no NoiaTown e fui embora. E é o que pretendo fazer agora.
  • Morre-Arth: E o nosso acordo, Kirito?
  • Kirito: Quer saber. Eu fui obrigado sim a ajudá-los, como refém. Só que agora que está aqui, não preciso dar meu carro como de fuga pra eles. Com licença. (descaradamente, Kazimuruto se retira com seu carro deixando os dois desamparados e na mira da justiça.)
  • Morre-Arth: Cretino! (M-A aponta contra o carro, mas com um tiro de Vin a arma cai para trás.)
  • Vinícius: Até que enfim essa palhaçada vai acabar.
  • Morre-Arth: Jamais acabará até que Arthur ainda esteja vivo. E vocês. Como podem dizer que não são meros empregados de Arthur L. Neto sendo que o protegem de minhas garras em todas as minhas investidas neste lugar? Isso é nojento, e saiba que mesmo preso, jamais impedirá a minha vingança.
  • Vinícius: É mesmo? Saiba que se não for eu, meus homens estão prontos e cada vez mais presentes para acabar com vocês, mesmo que fujam de mim. Vão pagar pelas mortes que causaram, seus idiotas. (Vinícius abaixa a cabeça e a balança como sinal de reprovação.) Não consigo acreditar que tudo isso por uma garota.
  • Marlon: Mesmo se cairmos não polparemos você e sua cidade de uma desgraça. (Marlon o aponta sua pistola, e uma multidão de policiais e os seguranças do Noia aparecem fazem o mesmo contra ele.)
  • Vinícius: Fim da linha, otários.
  • Morre-Arth: Me derrotar não será tão fácil, Vinícius. Se me impedir de realizar minha vingança agora, irá pagar algo tao caro que irá se arrepender deste feito momentâneo para o resto de sua vida.
  • Vinícius: Que seja; não tenho medo dessa sua cara feia. Sabe o que é pior. Arthur nem estava em Dendróvia Dekan. Nem se escapasse de mim e de meus homens iria conseguir encontrá-lo e concluir sua investida, nem tivesse conseguido percorrer nosso município inteiro sem ser notado.
  • Morre-Arth: Como saber se isso é verdade?
  • Vinícius: Verdade ou não eu não sei, só sei que eu procurei, o Luciano também, e muitos outros por todos os cantos. Parentes, amigos e vizinhos não localizaram seu desafeto, Gustavo. É uma pena para você ter feito tudo isso em vão, e agora ser preso e humilhado como recompensa por toda a desgraça que nos fez passar.
  • Morre-Arth: Não pode estar falando sério.
  • Vinícius: Eu estou. Mas jamais terá como comprovar já que irá passar o resto da sua vida na cadeia. HOMENS! PRENDAM ESTES INFELIZES! (Seguindo seu instinto, Morre-Arth avança em Aquiles e o atordoa, e logo em seguida vai para trás dele tentando o agarrar e usá-lo como escudo humano contra sua própria tropa. Infelizmente para ele, a habilidade física do policial o faz subjugá-lo, quase o derrubando com um contra-ataque.) Ia se esconder atrás de mim? Típico de garoto mimado que se escondia quando pequeno atrás da saia da mãe quando fazia cagada com os outros, como você.
  • Morre-Arth: ISSO NÃO IRÁ ACABAR ASSIM! NÃO IRÁ!
  • Vinícius: E Marlon... (Vin aponta sua arma pessoal contra Rodriguez, que é obrigado a se render antes que pudesse vingar seu amigo.) Acabou pra você também. Lembranças para o Grito da Justiça. (Marlon esboça uma risada cínica.)
  • João Batista: Viu, Vinícius. Mesmo errando, nós acertamos. Tá entregue, e foi mais fácil do que pensa.
  • Vinícius: Isso só não os demite pelo fato de não ter cumprido minhas ordens.
  • Mega: Não cumprimos, mas veja que foi muito melhor.
  • João Batista: Mesmo por que, fui eu que desviei do caminho pois queria alertar Levine sobre tudo o que tive acesso a respeito do caso antes de adentrá-lo, porém fomos assaltados justamente por esses idiotas e perdemos nosso carro nisso, fazendo-nos depender justamente do próprio Levine que nos levou pro NoiaTown, aonde já estava indo, e é onde estávamos até agora. Está é a verdade, e como Mega disse, o que resultou foi melhor do que esperava. Não pode nos condenar por isso.
  • Vinícius: Poder até poderia, mas não é o caso, pois pela sorte de vocês a carniça tá aqui nas minhas mãos e isso é o que interessa. Agora quero que tirem-nos de minha presença.
  • João Batista: Vamos, Mega. (M-A olhava com seu olhar negro aquela cena. Sem saída nenhuma a vista, e com muito ódio usa seu corpo contra os dois policiais na esperança de conseguir tempo para se libertar, mas é abatido com um soco e cai no frio asfalto antes disso. De seus olhos saiam lágrimas enquanto era pego brutalmente por Batista, e viaturas surgiam para servir de seu transporte. Todos aplaudem o feito, e Aquiles se engrandece. O que não contavam era que na distração das atenções vindas para a derrota de Morre-Arth, Marlon aproveita para atacar com tiros em João e Aquiles, e mesmo sem acertá-los consegue dar um rápido espaço de tempo para Gustavo se soltar enquanto corria na direção do primeiro carro que via pela frente.)
  • Marlon: Vamos embora! (M-A obedece e corre, porém, neste tempo as bolças com armamentos acabam por ser deixas para trás afim de favorecer a velocidade da fuga. Infelizmente para eles, o esquadrão da polícia inicia uma sequência de balas que faziam da tarefa de se manter vivo um grande fardo. Nessa, Gustavo que estava mais perto é atingido por algumas no antebraço, nas coxas, e uma nas costas, e sentia cada vez mais dificuldades em prosseguir. Porém, seu desejo de se vingar era maior que a dor e conseguia lutar para resistir. Com brutalidade, Marlon arromba a porta de um carro e com sangue nas mãos fazem a ligação direta. O veículo deformando-se acelera a todo favor.)
  • Vinícius: Esse infeliz não pode ter tanta sorte. Não comigo aqui. Continuem atirando! (Aquiles se junta ao grupo de atiradores, que com tantos tiros contra o veículo consegue o tirar do bom-funcionamento antes que saísse de vista, perdendo a direção e batendo em um poste formando uma condensada fumaça que saia do capô.) Eu falei! Homens, vamos pegar aqueles patifes! (Todos correm para prender a dupla, que com o estado do carro poderia estar morta. Os vidros traseiros estavam quebrados, e as portas do carro fechadas. Quando dois policiais as abrem, anunciam uma surpresa dessagrável. Eles haviam fugido.)
  • Policiais #23 e #14: Eles não estão aqui!
  • Vinícius: Mas o quê!? Isso não é... (olhando para a rua de cruzamento com a esquina, percebe entre carros, comércio e maltrapilhos dois homens correndo, e um sendo arrastado pelo outro. Uma trilha de sangue também podia ser vista até lá, e bem rápidos derrubam um motobói frente a uma pizzaria e roubam sua moto, com um deles tendo dificuldade em se levantar.) Sortudos de merda.
  • Policial #45: Devemos atirar?
  • Vinícius: Não, podem acertar os civis. Droga. (Rapidamente, Aquiles pega seu telefone e toma contato com a academia.) Alô, central. Morre-Arth e Marlon fugiram de minha presença, e tomaram rumo da rua Sequoriaís, próxima da NoiaTown, para a rua Taparinga, em direção a avenida Bico-Tico. Zona norte. Preciso de reforços, mandem mais carros, alertem todas as viaturas. É de extrema urgência e necessidade de ser aprova de erros, pois quaisquer cometido poderá custar caro para toda Dendróvia Dekan. Homens armados, perigosos e violentos. Por sorte, um deles aparentemente está ferido. Imediatamente! Alertar todas as viaturas! Façam o seu melhor. (ele desliga o telefone.)
  • Policial #23: E agora, superintendente Vinícius?
  • Vinícius: Não acredito que fugiram. Eles estavam em minhas mãos, e as chances deles fugirem eram de uma em um milhão. (Aquiles suspira, enquanto todos eram visto pelos cidadãos apavorados.) Não queria tornar das ruas um cenário de guerra, mas já vi que será preciso. Alertei a todos os homens, e como sei que mais da metade das tropas estão aqui tenho certeza que não iremos falhar, felizmente. É só uma questão de tempo, e vocês não podem se acomodar pois o jogo continua. Vão para seus respectivos carros e os persigam. Não podemos deixar Morre-Arth livre circulando por Dendróvia Dekan. Ele tem que ser detido, e não permitirei que isto não aconteça hoje.

Como Vinícius disse, mais da metade das tropas estavam circulando pelas ruas da região norte indo para o local passado pelo superintendente, afim de capturar a dupla. Ele mesmo junto com Batista Pita e Victor Geeare vão para seus carros, deixando inclusive a dupla ir com outra dupla de policiais, e saiam daquela arapuca para prender os terrorista que em teoria não poderiam estar longe. E não estavam. Dirigindo com os braços raspados pela pressão mais o fogo que teve a bala após o tiro que passou por eles, estava Marlon com Morre-Arth em suas costas ainda mais ferido. Ele estava resistindo firme a uma dor gritante que passará com o tiroteio anterior, porém um novo se ameaçava formar quando uma viatura surge vindo em direção à moto forçando-os a mudar de pista. Forrá um milagre eles terem escapado das garras de Vinícius, porém, voltar a selva do trânsito poderia ser um risco ainda maior. Carros de civis atrapalhavam a livre circulação da dupla, e as condições penosas de Gustavo com cinco balas alojadas no corpo eram um fardo grandioso que dava a seu amigo, que tinha que salvar não só a si mesmo quanto a ele. Mais carros da polícia emergiam por todos os cantos, mas sem o GPS era difícil formular uma rota tendo que somente confiar na intuição para realizar a única coisa que podiam fazer: uma evasão dos meios urbanos. Porém naquelas condições pareciam-se impossíveis. Um dos carros que surge por trás dá um tiro que acerta na pintura vermelha da moto, e furando um sinaleiro Marlon corre em uma rua comercial sendo visto por um público de homens que estavam num bar, e logo que passa pelo mesmo uma dupla de carros faz o mesmo. Preocupado ele acelera, e corre ao perceber dois carros surgindo das ruas laterais, conseguindo escapar das mesmas e seus tiros. A impetuosidade da polícia mostrava que eles não tinham problema nenhum em matá-los, não só porquê não tiveram em um caso oposto, mas também porque valia tudo para a segurança de Dendróvia Dekan. Na mente de Gustavo apenas palavras rancorosas, de ódio e rispidez alimentavam um instinto selvagem de vingança contra todos, mas algemado não podia pegar sua arma para contra-atacar os homens da lei que os perseguem. Em tentativa desesperada de fuga, Rodriguez inclina a moto para um mini-shopping que lá tinha que o invadindo, quase atropela duas adolescentes que deixam suas compras cair para serem pisoteadas pelos pneus de três motos da academia de polícia, que iam a toda pegar os inimigos da nação. Ignorando as pessoas e lojas, Marlon sobe na escada rolante desesperando seu companheiro e rapidamente a usa como impulso até que os dois pairam no cair e pela gravidade caem fazendo ambos gritarem, e M-A culpar Arthur L. Neto por isso. Por um canteiro e um andar a menos, eles conseguem despistar as motos, e saem quebrando os vidros conseguindo tempo para fugir. Assim eles prosseguem, e correm pelas ruas a toda em busca de um meio de fuga. Passassem-se minutos em pura adrenalina, e angústia, já que caso eles se rendessem, seriam presos, fichados, e até presumivelmente mortos dependendo do como; coisa que aconteceria sem sombra de dúvidas caso resistissem como estavam fazendo. Passando por baixo de um viaduto, Rodriguez nota uma placa dizendo que em poucos metros estava a saída para aquela região, e em pouco tempo uma aparente ponte passando por cima de uma área de mata virgem, deixa ali ao acesso da população para poderem contemplar o verde. Infelizmente, eles enfim foram pegos quando bem nela um conjunto de carros fechavam a passagem, prontos para atirar. Por trás também vinham como sempre mais, e Rodriguez então não pensa duas vezes. Com o automóvel ele se joga para fora da pista, assustando seu companheiro, e entre rochas e gravetos perde a direção e caem rolando em alta-velocidade pela terra e lama até pararem em cima de uma moita, parando. A polícia parava os carros e iam a sua procura, e eles continuavam a fugir até se perderem, já no início da noite. Mesmo ferido, Morre-Arth foi valente e depois de minutos eles param por atrás de um pedregulho enfim crentes de que não estavam sendo perseguidos. Nessa em um surto de raiva Ferreira se rebela contra a situação e diz querer fazer algo ainda maior para contra-atacar, mas Rodriguez diz que a megametrópole provou estar mais forte e seria loucura revidar, pois ainda estavam em uma posição de xeque, e tinham que dar um jeito de se retirar independente que Arthur estivesse lá ou não. Explodindo de raiva, M-A culpa novamente Marlon por suas desgraças e esse se retira, dizendo que ia confirmar com sua agente de campo se o que Aquiles disse era ou não uma verdade. Nisso, Gustavo se fecha em seus pensamentos.

Incessantemente ligações são feitas para Manulua, que não atendia. Na última tentativa, atônita, ela o "dá a misericórdia" e Marlon logo a pergunta o resultado da invasão à última casa de Arthur. Ela responde que não deu em nada, que quase foi pega pela polícia, mas passou ilesa. Também complementa que ela estava abandonada por completo, e a prova disso era o mugo presente em um sanduíche abominável na geladeira que a deu nojo. O rapaz havia desaparecido. Um tanto desconcertado, Rodriguez então se obriga a passar uma nova missão: ele informa a condição dos dois, a qual ela nem acredita terem sobrevivido, e pede ajuda por um pouco amais de dinheiro para ela vir com um carro qualquer, e os levar de Dendróvia à Wikaner, que é aceita. O local exato ainda era precário, sem muitos dados que em breve seriam obtidos, todavia ele pede para ela se dirigir à zona norte, que até lá ele terminava de orientá-la até seu destino. Concordando ela desliga. Terminada a ligação ele volta a companhia de Gustavo informando o plano alternativo, e ele inicialmente se recusa a sair da cidade com muita fúria, mas é contido por fatos passos um por um por Rodriguez. Ele não conseguia empurrar o fato de "Arthur e os Dendrovianos" terem vencido, e sentia como se eles estivessem sentados, o assistindo, e rindo de toda a desgraça passa em seu plano mental. Marlon ao saber disso logo o corrige, re-dizendo que isso era "maluquice", o que servia apenas para afastar mais o amigo, que friamente se cala ignorando o parceiro. Mesmo assim, Rodriguez ordena que subissem para a zona urbana novamente, coisa que mesmo com dificuldades é feita solo por Ferreira, e depois de tempos de uma caminhada eles chegam a uma rua próxima a que estavam, mas que era mais calma e livre de qualquer preocupação por hora. A luz da lua era clara, e a noite bela. Mal chegando lá, Rodriguez levanta-se chamando Morre-Arth que se nega, para a busca de pontos de referência úteis para localizá-los. Caminhando então solitário pelas ruas quase desérticas com suas vestes um tanto sujas, mesmo tanto se passar por um civil em seus gestos, e armado para uma eventual surpresa, ele passa por gatos e latões de lixo, postes, e muito mais outros componentes que companhavam um cenário moderno para aquela região. Depois de muitos comércios fechados que foram passos, a presença de uma ronda de polícia faz com que Marlon esquifa-se a dentro de uma padaria. Antes que pudesse pegar seu revólver e anunciar um suposto assalto, ele percebe não ter sido reconhecido e discretamente se direciona a geladeira, até ter uma ideia. No caixa, ele faz de jovem de outras bandas que queria achar um meio de trazer seus amigos o encontrarem e o levar para sua casa bem na zona leste - caminho de onde a moça vinha vendo. O rapaz mesmo não sabe, mas seu superior o auxilia informando passo-a-passo e bons meios de encontrá-lo, usando como meio a única ligação de tal região com a norte, e o destino final a rua da padaria. Anotando em um papel, ele agradece e se retira, embora algo nele era familiar, mas ninguém soube dizer o que era. Com estas informações ele informa Manuela, que se melhor direciona para encontrá-los, e assim volta para a presença do amigo tendo uma surpresa. Em uma poça de sangue bem vermelho, o rapaz se levantava um pouco com dores, mas sem as balas que o perfuraram. Parecia que ele queria brincar com a sorte, e era impressionante ele ter feito isso mesmo algemado. Mesmo acudido, Gustavo pede para que Marlon não se apiede, pois já havia passado por isso antes. Ele parecia irritado, como se guardasse um desgosto profundo dentre de si, obviamente da situação de derrota que lhe foi proposta. Aceitando o fato do amigo estar perturbado, Rodriguez aceita o fato e deita novamente na grama, um tanto afastado da rua, olhando para o céu afim de economizar bateria do celular, só a espera de sua agente de campo em um pleno silêncio. Uns vinte e cinco minutos depois, ela chega com um Palio prata, se dirigindo a dupla que logo se levanta.

  • Marlon: Manulua; graciosa como sempre.
  • Manulua: Marlon. Belas instruções, hein. Se fosse alguém diferente de mim já teria se perdido desde a primeira quadra.
  • Marlon: Não exagere, Manuela. Eu achei que as instruções foram até melhores do que eu esperava. Agora olhe para isso, que belo carro, hein.
  • Morre-Arth: Digo o mesmo, nos será bem útil para meus planos. Só espero que não seja obra de um furto.
  • Manulua: Não um explicito, pois sabia que vocês me queriam longe dos olhares negros dos tiras. Tive que usar uma de minhas identidades falsas e pôr a cara a tapa pra conseguir alugar isso ai, e cada segundo que esperei naquela maldita fila lhes serão acrescentados na conta, já fiquem cientes.
  • Marlon: Que planos têm em mente, Gustavo?
  • Morre-Arth: Os de sempre, Marlon. Vingança. Que não podem ser contidos. Vamos entrar neste carro, enquanto eu dirijo para ela.
  • Manulua: Nem vêm que neste direito sou eu. Eu que dei duro pra consegui-lo, então acho que o direito de dirigi-lo é só meu. Não concordam?
  • Morre-Arth: Como quiser. (eles vão até o carro, e com a chave Emanuela destrava a porta do copiloto e dos bancos traseiros, e os três entram com ela no espaço do motorista, Morre-Arth ao lado, e Marlon se segurando nos fundos, indignado com sua posição. A garota começa a dirigir.)
  • Marlon: Até onde estou sabendo nós íamos sair dessa porcaria de cidade e voltar pra Wikaner! Não entrar em um novo plano, Gustavo. Eu não mando nada por aqui!? Pô. Sacanagem isso, hein.
  • Morre-Arth: Se pretende voltar a Wikaner sugiro fazer isto a pé, ou roubar um carro civil há alguns metros afrente. Não irá diluir meus desejos como se fossem naftalina na água, saiba bem disso.
  • Marlon: E o fato de sermos caçados a cada esquina e nenhum morador vai com a nossa cara!? E o fato que estamos quase sem dinheiro agora e perdermos praticamente todos os nossa armação e adicionais!? E o fato de ter sido baleado cinco vezes hoje e quase nós dois termos morrido ou irmos parar na cadeia!? E o fato de que você tá vendo que Arthur não está em Dendróvia Dekan!? Você não liga pra isso não ou nem percebe!?
  • Morre-Arth: QUER CALAR A BOCA!! (os dois o olham assustados.)
  • Manulua: Pelo visto esse time em que estavam não era muito bem alinhado.
  • Morre-Arth: Graças a interrupções e desvios de Marlon, não, Emanuela. Mas agora já chega. Escutem o plano ou saiam do meu caminho para que eu o faça. Nós esperamos até a manhã para o parecer ameaçar começar, descobrindo detalhes sobre ela como horário e localização, o que imagino não ser difícil, e nos infiltramos na guarda como policiais, antes que tudo comece. Na hora que Luciano se apresentar eu me apresento e deixo esse chupinha do Arthur na minha mira, enquanto Manulua dá seu jeito de tirar os demais policiais da zona, e Marlon mira em Vinícius que deve estar preparado junto a qualquer outro que possa me impedir ao seu redor. Tenho certeza que o prédio que for escolhido terá uma segurança extremamente reforçada.
  • Marlon: Muito bom o plano, meus parabéns. Só esqueceu de um detalhe, dois na realidade. Como pretende estar disposto a agir com os seus ferimentos, e como iremos conseguir nos infiltrar na polícia e ainda nos manter camuflados até o evento. Isso é doideira!
  • Morre-Arth: Iremos atacar uma dessas mil viaturas que rondeiam por ai. Não será difícil, e assim elas nos serão útil. E Marlon. Sabe muito bem que eu sei me virar muito bem baleado. Já teve muitas experiências comigo anteriores.
  • Marlon: Eu meio que perdi meu tempo falando com você naquela floresta. Você só escuta a você mesmo, cara!
  • Morre-Arth: Somente em mim eu posso confiar. Você nos meteu depois do museu em mais duas frias. Uma no NoiaTown Club, agora lugar asqueroso, e outra nos jogando contra aquela mini-floresta. Nesse momento sim eu achei que estávamos correndo perigo.
  • Marlon: E como esperava que agisse naquela condição. Quer saber, isso aqui já chegou ao ponto do ridículo. Você têm que engolir que seu inimigo não está aqui e viemos para cá atoa. Eu não confio mais nessa história de missão pois vi com os meus olhos que o fim ela não dá certo, e muito menos é palpável. É só uma conversa de "eu tenho que matar o Arthur, e por isso vamos fazer tudo o que for possível para realizar isso". Vinícius disse isso, as casas segundo a Manulua estão abandonadas, e nenhum vizinho ou parente. Cara! Eu respeitava suas intenções, mas agora você provou pra única pessoa que fazIA isso que elas não valem mais nada.
  • Morre-Arth: Emanuela. Ligue para nossos agentes em Galarza e certifiquem que os parentes realmente desconhecem sobre seu paradeiro. Vinícius, assim como Luciano e muitos outros destas redondezas fariam de tudo para proteger seu amado herói de nossas garras, e você sabe disso. Isso não passa de uma maquinação. Segundo os registros que obtive, Arthur só tem duas casas, mas posso ter sido encanado. Os governadores da cidade são nossa chave para a vitória. Não vim aqui para sair derrotado, mas você está desistindo fácil. Está me intrigando ainda mais se trabalha ou não para L. Neto, e sabia bem que traição para mim é algo imperdoável.
  • Marlon: O quê!? Não seja idiota, cara. Fácil? Quase fomos mortos, e por muito pouco sobrevivemos. É um sinal de que continuar com isso não vale a pena e irmos embora.
  • Manulua: Vocês precisam se decidir, tomar suas posições e descomplicar essa maldita situação, droga. Eu concordo que sobreviver a uma chuva de balas como tiveram é algo raríssimo, mas, o que Gustavo propõem tem nexo e pode ser feito. Não há por quê desistir, a menos que tiver medo, ai tá explicado.
  • Marlon: Concordo, Manulua. Mas está claro que Arthur não está aqui em Dendróvia! Eu percebi pelo tom de voz do Vinícius que era verdade. O risco que nos submeteríamos não vale o ganho, e mesmo porque, uma hora o bendito aparece, e nesse tempo se inseminarmos mais agentes de campo aqui, não será difícil pegá-lo. Já sabemos sua casa mesmo. (Morre-Arth tenta guardar sua raiva perante o que ocorria para si. Porém, deixar a missão em fracasso para ele era inaceitável, e depois de muito esforço interno ele conclui que nem mesmo seu colega de longa data poderia alterar suas pretensões.)
  • Morre-Arth: MARLON! Cala essa tua boca antes que eu a cale! Você só me atrapalhou muito hoje, não percebe! Como posso dar ouvidos a alguém que somente está errado! Se não tivesse o ouvido nada teria chegado a isso. Eu teria atacado de supetão e todos não teriam tempo de esconder Arthur de mim! Idiota! Você tem a culpa de tudo o que nos aconteceu hoje. Se é contra isso, rala peito. Você é desprezível tão quão é arrogante, e suas teorias são nitidamente mesclamentos de desejos de ostentação e vaidade como se ainda tivesse quinze anos, e mais nada. Se quiser que minha raiva não se recaia sobre você, ou me obedece ou desaparece.
  • Marlon: Então esse é o devido respeito que tenho por ter aguentado e ainda por cima bancado você todos esses anos. Você fala tanto, se faz de voz da razão, mas na vida cotidiana mesmo você não passa de um preguiçoso que fica só pensando todo o dia em maneiras de morte pra acabar com esse idiota que falando a verdade, não vemos há muito tempo mesmo. Fala mais do que faz, Gustavo! E as operações todas da Corporação são agenciadas a grande parte por mim, entendeu! Por mim! Mas quer saber. Eu não quero lhe impedir de nada. Quase morri hoje por sua causa, e só aprendi que eu não tenho nada haver com a Natália. Eu gostava da Julie, sim, mas hoje percebo que não foi o Arthur que a afastou de mim. Foi você e a sua companhia! Você é um inferno, um cara que vive no ócio e sempre se acha a voz da razão. Se enxergue, homem!
  • Manulua: Vocês são insuportáveis. QUEREM FAZER O FAVOR DE SE DECIDIREM LOGO!
  • Marlon: Já estou cansado de ser desrespeitado por conta da instabilidade de meu colega!
  • Manulua: E dai? Não venha com esse papinho de que não é reconhecido. Se tá em desacordos com a missão então saia você, pois tudo mundo é dispensável.
  • Morre-Arth: Emanuela, você falou tudo. Pelo visto posso contar com você para a operação.
  • Marlon: Sério? Manulua, logo você que viu as duas casas e sabe bem que não há como Arthur estar nessa cidade. Vai trabalhar nessa doideira?
  • Manulua: Marlon. Eu estou sendo paga pra ficar até o final nessa parada, e sair daqui com um desfecho final. Vai me pagar pra sair?
  • Morre-Arth: Chega. Cheguei a uma decisão. Pare esse carro. (a moça obedece, e quando o carro é enfim estaciona na rua Ferreira joga Marlon dele com extrema força, e fecha a porta a travando. Este por sua vez olha para M-A, não acreditando no que via.)</span> Encheu minha paciência, Marlon. Pode voltar para sua casa agora, e eu me viro como estou. Afinal, isso só prova ser problema meu. Acabou de comprovar que sente alguma coisa por Arthur que o faz defendê-lo, e isso para mim é inaceitável. Não o quero ver de novo, e boa viagem de volta.
  • Marlon: Que merda essa, Gustavo!! E Manulua... Qualé!?
  • Manulua: Você estar fora, então pelo menos não nos atrapalha.
  • Marlon: Quer saber, tudo bem. Até mais, e obrigado por tudo.
  • Morre-Arth: Igualmente. Passar bem.

Não acreditando no que via, ele contempla a arrancada da nova dupla o deixando solitário a mercê da polícia apenas com um revólver no bolço. Marlon então levanta-se e anda como se nada tivesse acontecido, embora por dentro caminhe com um extremo sentimento de revolta contra o amigo. Tantos anos em vão o ajudando, mas nada importava mais, e ele sabia que o desejo de Morre-Arth de vingança irá os levar a ruína. A partir de agora era ele e sua própria vida, tentando conformar-se de que todo o trabalho com M-A foi em vão. O mesmo continuava no carro, com pouco choque com Rodriguez. Sua visão era mais fria, apenas encarando o ex-parceiro como um soldado sucumbido pelos adversários. Além do que, aquilo para ele era não-substancioso e irrelevante, já que no momento ele tinha que se preparar para o ataque final à Dendróvia Dekan.

Na manhã seguinte...
Aquela linda noite de lua cheia dá espaço para um forte e radiante sol na cidade de Dendróvia Dekan. Todos estavam alvoroçados para a realização do mega-evento que iria acontecer no "Palácio dos Cortejos" - um grande prédio do distrito administrativo para grandes discursos serem feitos por homens importantes, como por exemplo a figura do Supremo Conselho - que estavam sendo cada vez mais enaltecido pela mídia local. O paradeiro de Marlon era desconhecido, mas Morre-Arth nem se perguntava muito para isso. Ele apenas reformula seu plano durante a noite e através do esforço conjunto do celular e do notebook da sua nova parceira por ancoragem de internet, eles conseguem dados importantes como a planta do prédio em que iam invadir, e ainda hackeiam com os conhecimentos de Manuela mais uma vez o sistema, desta vez da academia de polícia, para saber como a polícia estava sendo organizada. Essa ação passa despercebida para Vinícius Aquiles e seus homens, que passam a noite fora procurando vestígios de atividade criminosa, sem muitos resultados além de encontram manchas de sangue na grama e as balas usadas contra M-A próximas dos limites da zona norte, porém sem nenhum corpo. Uma confirmação de que Gustavo estava vivo e livre pelas ruas. Impressionado, Aquiles chega até mesmo comentar com seu parceiro Oliveira que meneava em seu escritório em busca de suavizações para o caso, lendo duras ofensas de anti-políticos que postam via redes sociais contra a sua pessoa. Algo desconcertante, mas muitos dos amigos os quais falou durante seu expediente, como o próximo Vinícius por exemplo, o davam força e resistência, além de sentimento de imponência, para aguentar firme e somente se concentrar em preparos já que ele que ia ser o principal orador do evento. Na madrugada, na zona leste - já que M-A exige ver as tais casas abandonadas de Arthur, porém falha pelo lacre dos policiais a área bem protegida aonde elas estavam - uma viatura dois homens é roubada pelo terrorista, assim como seus uniformes após serem silenciados por Manulua de uma forma bem silenciosa, e sem uso de armas de fogo para não prejudicar a qualidade das vestes. O Palio é deixo para trás para o uso do novo carro, com antes os sistemas sendo hackeados pela garota impedindo o rastreamento. Ferreira estava mais coeso. Com auxílio ainda da garota as algemas do assassino são abertas, e ele estava livre com mais armas para seu novo intento. Um boné, como Marlon fez, foi obtido para manter sua face ilesa, assim como óculos escuros. Assim passam a noite, dormindo na viatura, mas prontos para atacarem. Aquele parecer promete.

Dentro da construção às nove e meia, muitos homens importantes e cidadãos veteranos se sentavam ou conversavam com personalidades, descontraindo-se. Por trás do palco um corredor de salas reservadas e bem protegidas dava acesso a uma porta, e atrás dela estava o governante Luciano conversando com um dos guardas que o assegurava que tudo estava completamente protegido. Como se tivesse ouvido o palpite de Ferreira, ele havia pediu para Aquiles aumentar ainda mais toda a proteção e alargá-la até mais de uma quadra para o evento, afim de dificultar a entrada de invasores e trazer um ambiente de sucesso aos que iriam ouvir suas palavras. Enfim com sua moto, o superintendente chega e por meio de passagens oficiais ele dirige-se a presença de Oliveira, abrindo assim sua porta. "Funcionários da ordem" estavam fazendo todos os preparativos, e a bandeira de Dendróvia Dekan majestosamente estava já estendida, assim como uma bancada e uma mesa com muitas cadeiras para o time administrativo presente do município sentar. Fotos e vídeos já eram feitos pela imprensa. Um morador ilustre resolve fazer presença, mesmo que na incógnita, sendo este André Kazimuruto, suspeito de envolvimento em uma ajuda a Morre-Arth, mas que deu seu jeito de ser despistado e estava lá no hoje para ver o espetáculo. Neste mesmo momento que a equipe do canal Undertown chega e se prepara em seu lugar exclusivo de direito, chefiada por Levine Tavares bem arrumado e de terno, chamando a atenção de muitos da classe trabalhadora por conta de sua fama. Outros comunicadores menos conhecidos como o jornalista Cauã L. Curibato estavam presentes, preparando suas perguntas com sua equipe para fazer no momento conquistado por seu jornal. Abrindo a porta, Vinícius entra na sala particular dos governantes.

  • Vinícius: Espero que tenha acordado disposto, Luciano, pois hoje temos uma casa bem cheia.
  • Luciano: Olá, Vinícius. Eu não consegui dormir, estava preocupado mais com a reação de alguns moradores do que com a de Morre-Arth e Marlon. Afinal. Tem gente aqui que é muito pior do que eles. (eles apertam as mãos.)
  • Vinícius: Verdade. Eu achei que essa história de polêmicas e críticas foram muito exageradas quanto a esse caso. Tudo bem que temos um terrorista a solta, mas ninguém percebe que já fazemos até além do que podemos para prendê-los. Esse pessoal é uma piada, eu diria. Vi os comentários os quais falamos ontem. A academia mesmo da polícia está vazia, e todos os nossos estão trabalhando no caso firme e forte, e mesmo assim a maldita mídia ainda fica mais enaltecendo os questionamentos, e alguns ainda ficam nos chamando de corruptos e que M-A só não ainda foi preso por causa disso. É falta de desconfiômetro, eu diria. Não concorda, Luciano?
  • Luciano: Sim, concordo. As críticas vão muito além do que podem ser respaldadas pela razão. Embora de fato devem haver cidadãos sofrendo por conta das expectativas de ataques. Não é para menos. Mais de um terço da população Dendroviana é de migrantes de outras regiões. Pense. Não foi comum também para nós, que estamos aqui desde quase a fundação desta cidade, quando éramos quase uma colônia dos vigilantes nos tempos em que Morre-Arth deu as caras pela primeira vez. Ficamos completamente desnorteados ao saber que um terrorista andava por nossas matas, pronto para atacar a qualquer momento. Os nervos ficaram a flor da pele. Hoje nós somos os mais vividos, mais fortes contra essa pressão, por isso vemos de uma maneira mais realista, pois inclusive já derrotamos as forças de M-A uma vez. Mas os novos que chegaram em poucos anos e nunca viram isso. Infelizmente comunicadores como Levine se aproveitam disso.
  • Vinícius: Entendo perfeitamente. Embora se formos pensar bem, todos os casos de M-A ocorrem em grandes pontos, não em casas medianas ou comércios de igual tamanho. As concessionárias da Hunger's são imensas. O museu é um patrimônio histórico. O prédio do Supremo Conselho nem se fala. E o NoiaTown Club, embora seja uma porcaria, também é muito reconhecido entre os moradores do norte. Se formos analisar por isso, esse bando de aproveitadores estão apenas botando medo nos moradores com coisas que não existem. Não vi ninguém que não seja funcionários desdes lugares ou policiais que foi baleado.
  • Luciano: Isto é uma questão delicada. Mesmo assim as vidas que perdemos ainda são de extremo valor, e não podem ser amenizadas em nenhuma circunstância, foram perdas. Para as famílias trabalhadores que perderam seus filhos isto foi algo completamente desconcertante. Temos que ver por estes fatores também.
  • Vinícius: É verdade. Mesmo assim, é algo além do que se apresenta. Então... Já está preparado?
  • Luciano: Um líder tem que estar sempre preparado. Estou sim, Vinícius. Aproveitei a noite para ficar mais por dentro dos acontecimentos.
  • Vinícius: Entendo. Mas agora, eu pergunto. Não mudou de ideia em sair ou não de Dendróvia Dekan.
  • Luciano: Eu faço tanta falta assim, Vinícius.
  • Vinícius: Não, é que tipo. Você é uma peça importante para a sociedade Dendroviana. Sem você quem iria cuidar por exemplo de falar com as famílias das vítimas e agenciar todas as perdas. Eu, em meu normal cotidiano, apenas lido em prender esses criminosos, mas você é o az da burocracia.
  • Luciano: Que isso. Tem gente muito melhor do que eu. Nicrons por exemplo é um forte candidato. Ele sabe fazer seu trabalho e concordou em me substituir se preciso.
  • Vinícius: Sim, eu sei.
  • Luciano: Ele o Zé na realidade.
  • Vinícius: Mas você sabe que em sua ausência muitos destes aproveitadores podem se rebelar, e temo que com essa temporária anarquia a cidade de Dendróvia possa sofrer duros golpes.
  • Luciano: Não, não irá sofrer. Duvido que você iria deixar. E sinceramente, não podemos gerir Dendróvia para sempre. Um dia ou outro nós teremos que sair do comando e deixar o fardo para outrem. Como vi e exatamente por isso decidi fazer isto, tem muito mais coisas na vida fora administração. Se bem que na realidade, quando não for mais membro do Supremo Conselho, penso em me candidatar a algo maior. Quem saiba que eu faça parte da corporação política de Walker Luie, como um deputado por exemplo, ou até mesmo sendo muito ambicioso presidente deste país. O céu é o limite, afinal. Ou então ficar como "funcionário da ordem" pois não sei se consigo desapegar dessa cidade.
  • Vinícius: Entendo, e está certo. Fico feliz que esteja tudo em ordem. Tenho que ir agora. Irei me encontrar com o chefe da segurança para confirmar que tudo esteja em plena ordem
  • Luciano: Espero que este não seja Batista Pita.
  • Vinícius: Não é. Depois de ontem a possibilidade de uma demissão para ele ficou cada vez mais tênue. Embora ainda o ache de valor. Vamos ver se ele apronta de novo.
  • Blaze-Arth: Posso entrar, Luciano? (diz Blaze-Arth Kannath, um funcionário de uma loja de eletrônicos de cabelos castanhos aloirados, afeto de Oliveira.) Vim ver como estava o porta-voz do S.C para mais um de seus memoráveis discursos.
  • Vinícius: Artur. Como entrou neste corredor? Esta área é restrita a funcionários do governo Dendroviano, e não pode simplesmente invadi-la. A menos se quiser se passar por oferenda de troca pela paz de nosso município ao Gustavo, já que ele procura alguém com o mesmo nome que o dele. Vá que sirva.
  • Blaze-Arth: Não. Eu vim aqui só ver o Luciano mesmo. Mesmo por quê, eu sou bem diferente do Arthur L. Neto e... (ele retira do bolço de sua bermuda um crachá.) ...eu tenho um passe livre. Sinto muito.
  • Vinícius: Como conseguiu um desses, Blaze?
  • Luciano: Eu o dei. Estava até pensando em dar-lhe também um emprego, de "funcionário da ordem". Mesmo com os atrapalhos burocráticos que com isso se vêm, Blaze é um bom morador, sempre está com as contas em dia, e serve de grande ajuda policiando e combatendo virtualmente os sem-vida que ficam criando especulações falsas sobre o órgão do Supremo Conselho.
  • Blaze-Arth: Eu fico honrado com isso, mas acho que agora não. Estou terminando de acertar empreendimentos em minha vida e estou pensando em fazer uma mudança. Não de Dendróvia, mas sim mudar de emprego e começar uma carreira pública para depois ser escalado ao cargo de político, caso essa vaga perdurar. Mesmo por que. Não sei se tô afim de ficar acordando todo o dia às cinco horas da manhã ou coisa semelhante pra ficar cumprindo turno. Melhor continuar com a minha "vida de Kannath" mesmo.
  • Luciano: Uma pena.
  • Vinícius: Vou indo, tenho outros afazeres a resolver.
  • Luciano: Ok, Vinícius. Até daqui alguns minutos.
  • Vinícius: Até.

Vinícius se retira, e Luciano continua a dialogar com Blaze, trocando opiniões, comentários, e havendo uma explicação para Blaze detalhada sobre o por quê de sua saída temporária do Supremo Conselho, feita do mesmo modo que foi para Aquiles. Este por sua vez caminha até o chefe de segurança ao mesmo tempo que uma viatura estaciona à poucas quadras do evento em um lugar pouco suspeito, e justamente dela vestidos como homens da lei saem Morre-Arth e Manulua, bem armados e prontos para começar a operação. Eles vão à zona de supervisão dos policiais, antes olhando para o relógio do celular da garota para conferirem quantos minutos eles tinham antes que o parecer comece, e nela passam por uma blitz de policiais que vigiavam a entrada regular como benfeitores graças as insígnias roubadas da falecida dupla de policiais, com adulterações corretórias para contingência dos mesmos de Manuela, com seu talento especial para falsificação. Com a iluminação vasta do sol, cercados por postes e árvores, ambos caminham como se fizessem ronda, com Ferreira observando as movimentações da guarda e notando a presença de câmaras, que seguindo seus fios de instalação misturados a grama chegam à vans pretas que controlavam tudo visualmente e auditivamente que acontecia em todo o lugar. Sem mais delongas, Manulua entra na mesma fazendo-se de mensageira pedindo uma notificação do que foi visto até o momento, e na hora certa vai ao ataque aos homens pegando pequenas tarjas que com um veneno adormecedor em sua ponta que agia relaxando a musculadora, os derrubando com sucesso. A partir dai, ela consegue hackear o sistema e consequentemente desarmá-lo, no intuito de suas ações não serem notadas quando forem revelados, mesmo que um momento isso iria causar um alerta geral. Assim eles fogem para a entrada do evento. Neste tempo, Aquiles obtinha um relato de Carlos Almeida - o falado chefe de segurança - sobre a proteção do parecer, que estava preparado contra qualquer presença indesejada, e mesmo havendo possibilidade de falhas, ele diz ter caprichado na estratégia de distribuição de homens. Todos, segundo eles, estavam espalhados em todos os cantos daquela área, de uma maneira suave para não assustar ninguém, com comunicação entre todos, em grupos, e com armamentos e coletes - distribuídos no dia anterior - bem mais fortes do que os antigos, e que sugere posteriormente oficializar uma troca evitando assim casos com o de Morre-Arth. Ele conta também ter controle de quem entra e quem sai com um avançado e tecnológico sistema, o qual podia ser visto em vans estrategicamente disseminadas a qual ele aponta para Vinícius, uma vez que estavam fora das instalações no gramado. O próprio se interessa em ver, e então eles vão ao encontro dos mesmos. Ai que enfim com contato com os administradores do serviço que eles sabem que os foram sabotados, preocupando Vin que então emite tal previsto alerta. As possibilidades disso poderiam ser de uma queda de rede segundo Carlos e alguns técnicos ali presentes, mas o superintendente suspeitava de uma terceira opção e por isso pede para a segurança no interior do parecer ficasse ainda mais reforçado. Chegando a escadaria de marfim, a dupla se separa para irem a seus postos como o combinado e Ferreira entra em um corredor bem arrumado, antes cruzando com mais seguranças que lhe pedem a insígnia que depois de dita como verdadeira é concluído o passagem do assassino disfarçado, mesmo que um deles nota traços familiares conjuntos ao manco ocultado o qual M-A estava tendo em seu andar desde quando foi baleado, que se percebido poderia denunciá-lo por sua história recente. Felizmente para ele, aquilo foi deixo somente a um olhar incisivo até o perder de vista, e assim o terrorista se depara com um grande número de pessoas que ansiavam pelo discurso que quase ia começar. Um sorriso é esboçado pelo criminoso, que gabava-se por dentro de Marlon. Nisso, todos os outros guardas se movimentavam buscando qualquer suspeito, e Manulua consegue entrar por uma saída alternativa até chegar a uma sala que regulava o som do microfone dos governantes, da iluminação e similares, e desacordando com o mesmo veneno os gerenciadores ela se aproveita da mira excelente que teria contra seus alvos da pequena e quase invisível janela, estando pronta para um atentado. Beirando a hora do evento, Aquiles anda alarmado para suas posições e comenta com Oliveira as possibilidades de uma interrupção de Morre-Arth no evento, passando para ele assim seus temores, todavia mesmo com as possibilidades eles estavam dispostos a não contagiar os convidados com o medo da impressibilidade de um eventual ataque, e assim continuar normalmente o parecer. Sem mais delongas, enfim o time administrativo formado pelos "ordenários", "grão-mestres" vão a publico e sentam em suas respectivas cadeiras formando cerca de vinte homens, e no centro iluminados pelas câmaras embora não pela iluminação local, saem de uma porta Vinícius Aquiles e Luciano Oliveira, ou seja, o Supremo Conselho. Gustavo os vendo se movimenta para um ponto estratégico onde quando se manifestasse não fosse atingido por balas, ainda mantendo um ângulo de mira contra quem se apresentava. Caminhando a bancada com um microfone, Luciano imponente começa a falar.

  • Luciano: Bom dia, cidadão Dendroviano que me escuta neste momento. Como todos sabem nós todos estamos vivendo um velho stress ligado a volta repentina de um antigo vilão da história de nossa sociedade, cuja sua presença serviu para um marco aonde tempos de paz e harmonia foram substituídos por um ritmo de inovações, revoluções, e de certa forma evoluções. Desde quando Morre-Arth pisou pela primeira vez em nosso solo, mexeu em estruturas que até então tinham mantidas intactas desde a fundação de nossa cidade, provando a nós que antes pensávamos que aqui era um lugar isolado, protegido de influências vindas do exterior que é Walker Luie que estávamos enganados. Reformando o que aquele incrédulo destruiu vimos muitos déficits os quais antes passavam despercebidos e fomos cada vez mais melhorando, reparando os nossos erros e de certa forma ganhando a experiência e a maturidade que necessitávamos para ascensão, libertando-nos de travas como a ditadura de Caio Afonso e nos alinhando a um caminhar que resultou no que hoje somos, uma mega-potência. Uma ameaça vil que serviu muito para nossa progressão, mesmo que de uma maneira trágica que também propiciou medo, tensões, e traumas que com o tempo foram superados. Isso à sete anos aproximadamente, coisa que muitos que migraram para cá recentemente devem ter desconhecimento ou serem leigos baseando-se em artigos leram. "Morre-Arth", "Arth". Arthur L. Neto; o homem que deu vida ao trabalho conjunto de José Pedro e Heitor Zielon, e esteve conosco até muito pouco tempo, que também já esteve no Supremo Conselho, e hoje está desaparecido. Sim, isso mesmo. Desaparecido. Que momento mais oportuno, não sugerindo nada. (neste momento que Ferreira se prepara para atacar.) E em sua ausência lidamos com um problema que crê pertencer a nós, que chamamos de M-A, embora na realidade se chame Gustavo Ferreira. Alucinado que atacou nossa sociedade não por dinheiro, não por poder, tampouco status, mas sim por ciúmes. Uma prova de sua nítida de uma insanidade. Saindo enfim das explicações que fiz agora para todos terem uma completa noção sobre com o que estamos lidando, vou direto ao ponto e oficializar o que nós do Supremo Conselho estamos fazendo a respeito disso. (em voz bem audível e forte, Morre-Arth se revela puxando as atenções para ele. Ele havia tirado seu boné e óculos, e prepara-se para tirar a arma.)
  • Morre-Arth: Não precisa, Luciano. Já falou tudo, menos o que eu queria. Não acredito neste mentira que fala a respeito de não saber aonde Arthur está. E vim aqui saber a verdade.
  • Vinícius: Ele falou a verdade, e é bom ver que resolveu se render, Morre-Arth. Pois isso é o mais lógico que imagino que faça. Por sorte isso nos alivia.
  • Morre-Arth: Muito pelo contrário. Quem deverá se render hoje aqui são vocês.
  • Vinícius: Veremos. (M-A pucha rapidamente seu revólver contra Luciano, e Manulua aparece e puxa contra Vinícius, sem o próprio perceber. Todos os seguranças se posicionam contra Gustavo, mas aproveitando-se do que tinha a luz é apagada pela criminosa, dificultando a mira e apavorando a todos.)
  • Vinícius: Filho da mãe. Filho da mãe! GUSTAVO!
  • Morre-Arth: Eu não sou tão fácil, Vinícius. Aprenda isso. Quero a verdade e nada além da verdade. Aonde está Arthur L. Neto!?
  • Vinícius: No meu bolço, só se for.
  • Morre-Arth: Se não tiver o que pretendo hoje, todos os cidadãos mesquinhos e idiotas de Dendróvia pagarão pela displicência de seus governantes. E aliás, os próprios irão cair primeiro.
  • Luciano: Morre-Arth. Não sabemos aonde Arthur L. Neto está. E ninguém aqui sabe. Ele sumiu. Aceite.
  • Morre-Arth: Mais uma mentira e vocês não terão outra chance.
  • Vinícius: Chega, Luciano. Morre-Arth acha que nós fazemos mágica. (Gustavo dá um tiro passando de raspão em Luciano, mas pouco ferindo. Toda a guarda fica alarmada e trata de dar um jeito de parar, porém não podiam atirar pois a falta de visão poderia fazê-los a atirar contra civis. Felizmente para M-A, aquilo não era um problema. A primeira sala a ser vistoriada seria a sala usada por Emanuela, forçando-o a ser rápido. Ele corre para subir no palco, e entra no campo de visão de Aquiles que com sua pistola parte para cima dele, acertando a parede. Uma medida de evacuação é feita e as portas são abertas, trazendo um pouco do sol para dentro e quebrando a vantagem do terrorista. Todos se posicionam, mas acabam por ver Vin na mira de Manulua.) Quem é ela?
  • Morre-Arth: Abaixa a arma! (Vinícius obedece e seu revólver é chutado pela bota de Gustavo e cai daquela elevação. Todos obtinham um ângulo de tiro, formando um empasse. Todos os demais membros do time administrativo se amedrontavam, e alguns se indignavam com o que viam. Muitos outros dos convidados faziam o mesmo, e alguns comunicadores como Júlio Tavares por exemplo emitiam aquilo ao vivo para todos os demais Dendrovianos. Gustavo sorria e com força ordenava.) Pela última vez. Aonde está Arthur L. Neto!!?
  • Vinícius: Não sabemos, porra! NÓS NÃO SABEMOS! ELE SUMIU, E NINGUÉM O ENCONTROU. NENHUMA PISTA FOI ENCONTRADA, E SUSPEITAMOS DE UM SEQUESTRO.
  • Morre-Arth: Mentira!! Mais uma e Oliveira vai pagar por ela.
  • Luciano: Por quê!? Dendróvia Dekan não tem nada haver com suas rixas com Arthur, mesmo ele tendo sido um alicerce para nós. Eu, o Vinícius, os homens que matou e todos os aqui presentes nem conhecemos essa tal de Natália. Nem participamos do acontecimento. Todos os nossos esforços foram para proteger os inocentes dessa sua péssima noção de valores.
  • Morre-Arth: Mentira. Eu sei que vocês têm um lugar aonde guardam protegidos e quero que me levem até lá e revelam Arthur. Ele pela paz de toda essa nação. Temos um acordo?
  • Vinícius: Quer saber. Me mata, mas não aguento mais essa loucura. Vá em frente, atira aqui no peito. Dai acabamos logo com isso.
  • Morre-Arth: Isso seria pouco. Hoje não saio daqui sem a cabeça de meu inimigo. Se não conseguir isso de alguma maneira, eu fiz questão de espalhar muitos explosivos não só neste prédio, mas em cada lugarzinho de merda que visitei durante esses dois dias em que estive aqui. Se não encontrar meu velho amigo, se não deixarem dessa marra para libertá-lo de seu protegimento, vão se arrepender não só em suas vidas como também em suas mortes.
  • John: Gustavo, o Arthur não está aqui. E se matar a eles terão que matar a todos, pois não deixaremos matá-los sem lutar. Policiais fizeram uma busca completa, os melhores investigadores, eu tive acesso ao caso. Contataram os familiares do Arthur lá em Galarza, e nada. Tanto lá quanto aqui ele não está. Não tem por quê ficar fazendo isso. Eles falam a verdade, e te avisaram antes. Não vê que essa sua vingança não está o levando a nada. Eu aconselharia a você sumir daqui antes que for pego, aproveitando as chances que têm, pois não pode tirar leite de pedra.
  • Luciano: Não adianta, Nicrons. Ele não entende o que falamos. Se é isso que quer, vá, siga em frente. Não podemos fazer nada para ajudá-lo, mas não quero mais vê-lo trazer suas insatisfações contra nossa cidade. Se quer nos pôr a baixo, nos mate. Pelo menos morreremos como heróis.
  • Morre-Arth: Heróis!? Se querer morrer por Arthur, okay. E aliás, "Nicrons". Se querem morrer também. Tudo bem. Tenho munição para todos.
  • Vinícius: Mas tu é débil mesmo. Por quê que nós nos sacrificaríamos por Arthur dessa maneira. Como se ele fosse um Deus, me diga? Todos nós? Me diga!!?
  • Morre-Arth: CALEM-SE!! (Gustavo dá um tiro em Oliveira, o acertando e fazendo-o cair para trás. Aquiles reage partindo para cima de Ferreira que desvia, e uma chuva de balas vinham contra eles. Emanuela tenta atirar em Vin, mas notando homens quase chegando em sua sala decide se retirar, deixando M-A solo pulando daquela altura e indo entre os presentes. Logo, ele puxa um rapaz e o ameaça matar.) EU JÁ MATEI LUCIANO OLIVEIRA E POSSO MUITO BEM MATAR ESSE AQUI TAMBÉM!!
  • Cauã: CRIA VERGONHA NESSA CARA, MORRE-ARTH!! DESDE QUANDO SOUBE QUE VOLTOU PARA CÁ EU NÃO CONSEGUI ACREDITAR QUE UM BURRO ERA TÃO BURRO AO PONTO DE VIR AQUI PRA SE VINGAR DE UM RAPAZ QUE TOMOU A SUA GAROTA À CERCA DE UMA DÉCADA, ENQUANTO ERAM CRIANCINHAS NO COLÉGIO, SÓ PRA SABOREAR UMA VINGANCINHA PROVANDO ACIMA DE TUDO NÃO SER UM SER PENSANTE QUE NÃO É CAPAZ DE ANALISAR AS CONSEQUÊNCIAS DE SEUS ATOS!! POXA VIDA, NÃO ACREDITO QUE EXISTE SER TÃO IDIOTA QUANTO VOCÊ, SINCERAMENTE. A NATÁLIA DEVE ESTAR ORGULHOSA ASSISTINDO ISSO. NÃO É ATOA QUE ELA NÃO QUIS VOCÊ, SEU PROJETO PATÉTICO DE OZAMA BIN LADEN. (Curibato é ovacionado por uma grande maioria, ainda sendo filmado por seu cameraman. Aquiles aproveita para socorrer Luciano, mas nota uma feliz coincidência. Ele por baixo do terno e da sua clássica gravata roxa estava usando um colete a prova de balas.)
  • Luciano: Belas palavras, Curibato. Belas palavras. Quem diria um dia eu iria o elogiar por sua astúcia.
  • Daniel Thoy: Que pena, hein Gustavo. A única coisa que conseguiu aqui hoje na real não passou de uma primeira impressão. Tu vai é ser preso, pra largar a mão de ser vagabundo.
  • Morre-Arth: CALADO, SE NÃO EU MATO ELE!! (um policial posicionando-se estrategicamente atira contra a arma de M-A, a derrubando. Desarmado, o homem se liberta tornando o terrorista alvo de vaias e alguns tiros. Ele corria para a porta, enquanto mais homens vinham em sua direção. Vinícius o acerta nas costas, e alguns dos convidados partiam para cima do mesmo. Ele usa seu corpo contra os homens, depois de ter invadido a área em que as cadeiras e pessoas estavam posicionados, mas não adianta. Ele é segurado e algemado pelos homens da lei, e jogado contra o chão.)
  • Policial #9: Gustavo Ferreira. Você está preso.
  • Morre-Arth: MALDITO!!! (todos começam a rir, festejando a condição. Mesmo um tanto desgostoso com o que presenciou, Oliveira estava mais tranquilo sentindo que aquilo viria a calhar bem para a imagem do Supremo Conselho. Vinícius encarava Morre-Arth, que fazia o mesmo com seu olhar sombrio, mas profundo.)
  • Cauã: HAHA!! TEVE O QUE MERECE, SEU COMUNISTA DOS INFERNOS!!
  • Gabriel: Vai pagar pelas mortes que causou em nossas terras, seu desequilibrado endiabrado!
  • Blaze-Arth: Tomou no rabo, cretino!! Que tenha valido a pena suas ações, pois vai é PRA CADEIA!!
  • Daniel Thoy: Falou e disse Blaze-Arth!!
  • Morre-Arth: ARTHUR!! (ele luta contra todos com sua fúria interna, tentando ir em direção ao suposto Arthur que escutou menções. Desta vez, aquilo para ele o falha.)
  • Blaze-Arth: É "Blaze-Arth", otário.
  • Morre-Arth: O Grito da Justiça não deixará barato, isso podem apostar. (um dos oficiais da academia de polícia de Dendróvia Dekan vai notificar Vinícius Aquiles sobre uma revisão feita no perímetro.)
  • Oficial: Buscamos por todo o local e nenhum explosivo foi identificado. Morre-Arth não forjou nenhuma bomba nesta instalação, e presumivelmente em nenhum outro lugar que mencionou, Vinícius. E a parceira dele, cujo nome não foi identificado, escapou.
  • Vinícius: Droga. Ela, assim como Marlon, ainda estão à solta. Pelo menos pegamos o seu mandante, o que já nos dá um grande triunfo. PODEM LEVÁ-LO!!
  • (Em um clima de festa por todos os moradores, mas de pura ira e rancor vindo de Gustavo, este é levado ainda vivo para fora daquele evento, e consequentemente para uma viatura. Todos estavam alegres, contentes, e despreocupados.)
  • Levine: E assim acabou um atentado terrorista contra os membros do Supremo Conselho, de uma maneira simplesmente impressionante. Morre-Arth enfim foi detido pela polícia de Dendróvia Dekan, e seus dois cúmplices continuam livres, mas por pouco tempo. Tudo transmitido ao vivo pelo canal Undertown, sempre buscado dar a nosso expectador as notícias mais frescas e verdadeiras encontráveis não só em Dekan, mas também em toda Walker Luie. Agora vamos ver os finais do parecer, com o que Luciano Oliveira e Vinícius Aquiles tem a dizer sobre o que acabaram de presenciar neste momento. (ele disse isso pois Luciano ia em direção ao microfone dar de fato uma conclusão a multidão.)
  • Luciano: De fato o que ocorreu hoje foi algo que não estava marcado, não estava previsto, mas resultou no melhor para todos nós. Todos tiveram um desempenho excelente, como a performance do esquadrão da polícia, a atuação de John Nicrons enquanto estava na mira daquele infeliz, as manifestações de Cauã Curibato. Tudo estava perfeito, e esta ocasião especial denotou como a força de nossa cidade pode agir, se em conjunto, para lidar com todas as ameaças. Nosso município pode dormir em paz, pois o caso de Morre-Arth está encerrado, e tenho certeza que jamais será reaberto. Seus parceiros serão caçados e presos como ele, mas sem um cabeça imagino que eles não sejam mais grande ameaça. Porém, tenho mais algo a dizer. No próximo mês a partir de amanhã, o Supremo Conselho contará apenas com um de seus integrantes na ativa, com uma substituição do outro posto entre o grão-mestre John Nicrons... (Nicrons se levanta.) ...e o grão-mestre José Luiz. (este também se levanta.) Eu me ausentarei em um período que será contabilizado como de férias, já adiantado grande parte de minhas funções, para que possa visitar minha família em minha cidade natal, em especial, e cuidá-la afinal de contas assim como muitas famílias as quais busco cuidar a atender em meu trabalho, também preciso fazer a mesma coisa com a minha. Todavia, em breve voltarei a meus serviços e que Dendróvia Dekan continue a prosperar como sempre. Agora sim, isto é tudo. Podem se retirar agora.

Levantando seu braço direito, símbolo de sua autoridade, Luciano se retira dando início a uma salva de palmas de moradores contentes. Alguns, como Levine Tavares e André Kazimuruto, ficam intrigados sobre a saída temporária do membro do Supremo Conselho. Para eles havia algo mais escondido sobre panos. Enquanto isso, Morre-Arth é jogado em um camburão - isto é, na viatura - e dois oficiais tratam de transportá-lo para a Penitenciária de Segurança Máxima de Dendróvia Dekan, afim de nunca mais soltá-lo, depois obviamente de desarmá-lo. Um conjunto de outros carros os acompanhavam, e sem poder fazer mais nada mais contra isso M-A apenas olha com remorso para a rua pela janela, chorando em uma explosão de ira interna triste por tudo o que aconteceu, e pela vitória humilhante de Dendróvia Dekan sob a sua pessoa. Deste jeito tudo o que o resta a pensar é no que Marlon o advertiu, e se remoer tendo que admitir que ele tinha razão. Mal admite e paralelamente do lado dos motoristas, a dupla percebe uma camionete vermelha vindo na direção oposta a deles, como muitos outros carros. Ele era luxuosa, por isso chamava a atenção. De repente justamente dela, tiros sequenciais eram disparados chamando a atenção dos mesmos. Os vidros eram blindados o que os davam suporte, e no tiroteio muitos carros estacionavam deixando a rua uma arena, com seus respectivos motoristas fugindo para não serem acertados. Chamando a atenção de Ferreira que via tudo pela grade, os dois oficiais contra-atacam junto aos outros carros, mas de repente um dos pneus de um dos mesmos é acertado, murchando, e não tarda para que a tática se repita, com o automóvel que transportava o terrorista também sofrendo avarias. O motorista do veículo vermelho o posiciona contra os carros inimigos, e pula para fora do mesmo com o próprio aumentando de velocidade, e indo contra eles. Mesmo em meio de tiros, que não o são acertados, este obtém um sucesso quando a camionete cabota e por fim cai em cima dos carros dos policiais, causando uma explosão. Morre-Arth assistia perplexo, quando é tirado de onde estava por três homens mais os motoristas que o transportavam e é tido como refém, embora não tarda para alguns morrerem a tiros e M-A mesmo conseguir se libertar das garras de outros fugindo. Enquanto a situação parecia estar limpa, ele corria para um carro preto, enquanto quem o ajudava fazia o mesmo. Ele olha para o rosto deste que vai no banco de motorista, e entrando no banco ao lado ele vê Marlon Rodriguez fazendo uma ligação direta, no tempo que mais sirenes podiam ser ouvidas forçando-os a uma escapada.

  • Morre-Arth: Marlon!?
  • Marlon: Tá surpreso? Eu também estou. Vamos sair daqui e depois trocamos as nossas experiências longe um do outro.

Assim, Rodriguez pisa fundo no acelerador e eles fogem daquele cenário, mesmo ainda sendo impetuosamente seguidos por mais carros como esperado, no entanto nem o motorista, nem o acompanhante ligavam para isso e prosseguiam destemidos. Usando um GPS que por sorte estava embutido no veículo roubado que foi destinado a guiá-los até Wikaner, a dupla consegue sair fora da vista e de tiros da polícia indo para um cruzamento que mudava a rota das ruas que tomavam do centro para a zona leste, e por um túnel escuro de duas direções, eles mudam a rota despistando os últimos dois carros da polícia que os seguiam, mesmo sabendo que toda a academia de polícia estaria em estado de alarde. Emergindo e se disfarçando no trânsito comum, a situação se tranquiliza. Agora a adrenalina liberada perderia espaço no corpo para o ritmo de reflexão. Tudo o que poderia ter sido feito foi feito, e o que isso resultou: obviamente em experiência. Marlon respira fundo depois de todo o stress passo na perseguição ocorrida há pouco, e enfim outra para Morre-Arth que estava calado e fechado na dele. Isso o causava desgosto, e queria mudar isso já.

  • Marlon: Eae, Gustavo. Passou muito sufoco sem mim?
  • Morre-Arth: Eu teria me virado para contornar a situação, mas afinal... O que você estava fazendo aqui? E por que resolver meu ajudar?
  • Marlon: Tem razão, eu deveria ter te deixado sofrer mesmo. Você merece.
  • Morre-Arth: Sem enrolamento... Diga logo!
  • Marlon: Aff. Ainda tá se achando.
  • Morre-Arth: Se você continuar com esse clássico nariz empinado seu, eu irei...
  • Marlon: Pois muito bem. Eu ia mesmo sair daqui, e dei muito duro caminhando pela madrugada para achar um lugar ingênuo o bastante para deixar carros desprotegidos ou mal-protegidos, já que ninguém ousou nem estacionar seus automóveis na rua, e tava praticamente todo mundo trancado por onde eu vasculhei. Tava ficando duro ficar andando aqui entre tantos tiras, que aliás o que essa cidade é melhor é nisso. Enfim, eis que eu consegui um lindo carro vermelho, sem muita dificuldade fora a fome e o cansaço que eu tava tendo. Depois disso eu ia voltar pra Wikaner, só que dai eu fiquei pensando comigo mesmo: e eu ia deixá-lo aqui pagar por seus crimes? Ser preso por um bando de vagabundos e ainda dar prestígio pro pessoal daqui, já que somos praticamente venerados por toda a Walker por sermos perigosos.
  • Morre-Arth: Então quer dizer que ficou com dó de mim e decidiu fazer isso em nome dos velhos tempos?
  • Marlon: Que nada. Eu vou inclusive retribuir o que me fez mais tarde, é só aguardar. Só que tipo assim: Você nem pensou no quanto estaria denegrindo a imagem da Corporação, de ser brava e valente, poderosa e invicta? Porra. Logo pra uns merdinhas desses. Eu não ia pagar por suas cagadas, e nem deixar ninguém de nosso grupo pagar também, então vi que fazer o que eu fiz agora ia ser menos dolorido pra todos do que o que estava fazendo e mudei de rota. Fiquei no aguarde e com o sinal certo eu ataquei, e pronto. Está aqui em minhas mãos. Satisfeito com a satisfação?
  • Morre-Arth: Entendi. Embora isso não explique como conseguiu me ajudar na hora exata em que a situação ocorreu, e nem como.
  • Marlon: Uma coisa que ninguém pode reclamar do Undertown é que ele sempre passa a notícia na hora exata. Eu estava escutando os micos que passou e ri muitos de alguns. Ai, já avisado por torpedos a Manulua me liga e me conta a história de que você ia ser preso, e eu fico rondando as viaturas pra saber em qual seria. A propósito, a noite ele me enviou uma mensagem pois ela sabia que alguma coisa ia acontecer de errado, e queria que eu quebrasse o galho com o que acontecesse. Fazer o quê. Tive que vir.
  • Morre-Arth: Faz sentido, ela ficou mexendo naquele celular antes de dormir mesmo. Agora que está explicado pode se calar e me leve para minha casa. Arthur, o objetivo principal de nossa missão, não estava em Dendróvia Dekan. Ou seja, ninguém aqui merece comemoração ou uma salva de palmas. Fracassamos, infelizmente; e ele ainda está andando por ai em algum lugar.
  • Marlon: Tá achando que eu sou seu chofer? Depois do que me fez, tá se achando mesmo. E a casa em que mora é minha na realidade! Não tá defendo alguma coisa? (Ferreira o puxa a arma.)
  • Morre-Arth: Pode estar em seu nome, mas o dinheiro que entra pelos tráficos da Corporação, por ser o time liderado por mim, também pode ser considerado meu. Não importa os seus esforços nisso, não passa de meu funcionário. Se vier fazendo chantagem, será alvo de toda a raiva que estou tentando conter disso. Arthur ainda está impune!!!
  • Marlon: Impune pelo quê, caramba!!? Por ter beijado uma garota. Meu. Eu salvei a tua vida e você nem reconhece isso!!? E ainda eu sou obrigado a compactuar com essa sua visão maníaca que tem das coisas? Vá caçar outro.
  • Morre-Arth: Se não calar a boca e voltar a sua posição, farei questão de te dispensar não só dessa tarefa como também do Grito da Justiça.
  • Marlon: Esse grupo é tanto meu quanto seu, porra. Afinal. Dói você dizer: eu errei, Marlon. Me desculpe, Marlon. Desculpe por ser tão teimoso e ingrato??
  • Morre-Arth: Você foi um grande atrapalho para mim hoje.
  • Marlon: Eu fui o único que te apoiou e foi contigo do começo ao fim nessa missão. O Ice falou mais que fez, e a Manulua... bom, ela só aceitou trabalhar pra você por dinheiro, e foi pouco. Afinal, ela mesma disse que foi "paga pra trabalhar no esquema".
  • Morre-Arth:' O que que aconteceu com a mesma?
  • Marlon: Tá se virando pra sair daqui. (um carro de polícia é notado logo a frente, e Rodriguez com mais uma manobra dá um jeito de sair daquela rua e seguir em outra.)
  • Morre-Arth: Pelo visto essa droga de ficar se escondendo ainda não acabou.
  • Marlon: Irá acabar em breve. É difícil eles lembrarem em que carro nós estamos, só se um deles tiver memória boa. Em todo o caso. Não vai assumir seus erros? Posso te chamar de covarde?
  • Morre-Arth: E você só fez tudo o que fez por isso, não é mesmo? A vontade de me ver se humilhar perante a você foi o principal combustível de suas ações. Pode falar.
  • Marlon: Se humilhar mais do que você foi humilhado hoje?(Gustavo, que já tinha abaixado a pistola, a levanta de novo.) CHEGA DISSO, GUSTAVO! Trabalhamos juntos, tamos nessa há muito tempo juntos... Por que ficar me ameaçado toda a hora, ou então ficar nessa comigo!? Quer saber de uma coisa, não vejo por quê brigarmos fora de um ficar querendo jogar a culpa pro outro. Você aprontou, eu também, você pagou mais, e mesmo assim eu te ajudei. Acha abuso eu EXIGIR uma desculpas só pra acabar com esse assunto?
  • Morre-Arth: Não consigo me conformar com o que desenrolou nossa missão.
  • Marlon: Se parar pra analisar, não foi tão ruim assim. Viemos aqui, e agora pelo menos podemos dizer que somos imbatíveis. Nós botamos medo nesses "dezentos" ai e com toda a certeza quando o Arthur sair do buraco que fugiu ele irá se ressentir por ser o medroso que é, pois causamos muito estrago. Podemos não ter conseguido o que queríamos, mas com toda a certeza conseguimos muito. (as palavras de Rodriguez conseguem adocicar a alma daquele terrorista, o cativando. Ele começa a se sentir mais contente, e as nuvens que em sua mente se tradicionalmente formavam começam a se diluir. Nisso, ele decide dizer uma coisa:)
  • Morre-Arth: Me desculpe.
  • Marlon: Como é? (Ferreira o encara com seu olhar sombrio.)
  • Morre-Arth: Me desculpe, e esquece. Vamos por uma pedra nessa missão e direcionar nossas atenções para frente. Quando voltarmos para Wikaner, eu irei me dedicar todos os dias para localizar Arthur L. Neto e qualquer chance que tiver de encontrá-lo, não hesitarei de ir atrás dele. Um homem não desaparece assim tão fácil.
  • Marlon: Mas, torça que isso seja só no próximo mês. O terreno que está Dekan nesses temos é impossível. Tá terrível de andar em paz agora, e acho que por mais uma semana as ruas vão continuar assim. Não só pelo trânsito que já é insuportável, mas também pelas polícias. Tem quase uma em cada esquina, variando de momento pra momento.
  • Morre-Arth: Não importa quanto tempo dure, não importa como isso irá acontecer. O que importa é que um dia eu irei me vingar. Um dia Arthur irá perecer. E espero que quando ele resolver dar as caras, ele sofra por tudo o que eu já fiz aqui. Ao menos a confusão que a operação gerou, como disse, já é o primeiro estágio de minha vingança. Talvez não era pra ser hoje, talvez algo melhor me provará amanhã. Tudo o que tenho que fazer é continuar investindo, e nada deixará de fazer com que ela aconteça.
  • Marlon: Tô sabendo. É só agir com os instintos selvagens mais controlados da próxima vez, fora isso você foi homem. Só fico pensando uma coisa.
  • Morre-Arth: O que?
  • Marlon: O que será do homem que se casar com a Natália?

A ideia faz M-A pensar na hipótese, enquanto Rodriguez dá uma larga risada. Mesmo com todos os problemas que vinham em passar despercebido por toda a armada da academia de polícia, até o fim da manhã a dupla consegue sair de Dendróvia Dekan e em Wikaner voltar para seus respectivos lares, e mesmo com todos os resultados da missão Morre-Arth permanecia irredutível em sua vingança. Seu sentimento de ódio era uma chama que nunca se apagava, e aquilo que vivenciou só serviu para deixá-la ainda mais forte. Ironicamente no mesmo dia, à noite, um carro azul chega a frente um ponto de ônibus no município de Dekan, deixando um jovem magro de cabelos cumpridos lá, somente com sua roupa do corpo. Este era o tão falado Arthur, que estava sumido depois de aventuras trancadas em puro verde, e estava perplexo e perdido pela paisagem urbana e evoluída que sua amada cidade tinha. Depois de ser deixado pelo motorista chamado Edgard, ele olha para uma circular e com pouco dinheiro no bolço, mas o suficiente, ele direciona-se para comprar uma passagem. Como que por intuição, a primeira coisa que passava em sua cabeça era saber mais do que lhe foi perdido naquele município. Logo ele fala para si mesmo:

  • Arthur: Vou compensar o tempo perdido.

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