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Era manhã na cidade de Wikaner, sete horas para melhor exatidão. Tudo parecia indicar que seria mais um dia normal para estudantes do Everyday Academy. Alguns carros já vão indo, outros preverem ir de bicicleta, outros ainda não saíram do banho, mas todos vão ao mesmo objetivo. No geral focam-se em seis jovens, comuns de estatura mediana e pele caucasiana. Dois usam bicicleta, outro vai de carro, outro utiliza o ônibus, outro vai apé, e um ainda está no banho. Das bicicletas, um era mais rápido e outro mais lento; logo o primeiro passa pelo primeiro desafio, um caminhão que estava saindo de uma indústria e com isso ocupava a rua toda, ou pretendia já que ainda estava fazendo este processo; hora perfeita para demonstrar ousadia e em um ritmo mais rápido desafiar o veículo e passas pelas suas traseiras nos últimos segundos que lhe possibilitaria uma chance; de fato uma vitória. Ele passa correndo e chega até uma avenida, e o carro passará por lá e os dois se cruzam e o jovem o observa, mas ele não era o motorista. Pegando sua mochila, ele abre um caderno claramente estudando, como se tivesse uma prova, mas isto dura pouco e o caderno é colocado de volta. O carro vai reto e logo uma garota andava a pé pelo mesmo caminho, ou melhor corria já que aparentemente estará atrasada. Ela passa por uma casa onde gritos insanos podiam ser vistos, mas precisamente do banheiro. Era o prefeito da cidade que estará dando estes gritos?, seria sua esposa?, ou seria seu filho que estará preso no banheiro para terminar de tomar banho. De fato a última resposta, e até a porta é obrigada a ceder pela loucura quando jovem a derruba para sair do banho, e é notável que seus pais já estavam angustiados, já se é de imaginar o porquê. O jovem vai até seu quarto e exige ao seu mordomo roupas limpas, e de sua janela dá para ver um ônibus público, típico para fazendeiros. Lá um garoto estará lá, apenas observando o ritmo da cidade grande, logo ele tira de uma mochila humilde um mesmo livro revelando que todos estavam indo para mesma escola, e começa estudar. Próximo da escola, ele reconhece um ciclista, sendo o último dos jovens citados. Por sua vez estava bem arrumado, com uma bela bicicleta indo pela ciclovia em velocidade normal, mesmo que o horário o insista que estará atrasado. Depois de alguns minutos, eis que praticamente todos chegaram ao seu destino, nem um pingo cansados já que iam ter que encarrar a velha rotina. Da ordem o primeiro a chegar seria o primeiro ciclista a ser citado. Este entra triunfantemente pela entrada da frente e encarrando o relógio nota que havia chegado na hora, um alívio; este por sua vez usará jaqueta azul e camisa preta, e como causas um jeans. Fora de uniforme é claro. Indo em direção a sala, outro chega no colégio sendo o segundo ciclista, realmente as bicicletas eram o melhor meio de locomoção em Wikaner. Usando o uniforme e com cabelos penteados, logo é assediado por uma garota que perguntará que ele já poderia abrir a sala, eis que o garoto tinha cargos em seu colégio como "representante de sala", e responde que sim. Fora do colégio um carro preto estaciona e dele sai um jovem vestindo uma jaqueta preta com uma espécie de inseto pintada em seu tórax, embora era indistinguível uma vez que a mesma estava aberta mostrando o uniforme branco e azul da instituição. Com olhar de sério ele entra pela porta da frente e vai em direção à sala. O carro preto logo sai e outro há por vir. Um garoto estranho de olhar parado entra pelo colégio e passa pelos outros alunos desfilando e chamando a atenção pelas ações claramente baseadas em Élvis Prasley. Ele olha para as garotas imitando um galã e é obvio que elas não perdem a chance de dar uma risada; uma professora passa um várias folhas e ele o pega pela cintura e a joga em direção a lata de lixo como se "fosse uma dança", fazendo-a ficar irritada e perder seus papéis no chão. Chegando a mesma instituição um jovem com clara e típica cara de fazendeiro de baixa estatura chega ao local, e vendo que todos estavam comentando algo, que não sabia o que era, que na verdade era a última ação de Burro, discretamente passa pelos corredores e vai em direção a sua sala. Por fim o sinal toca e a pedestre chega ao colégio a tempo, e correndo vai em direção a sua sala sem dar satisfações. Realmente mais um dia levito acabará de começar. Assim o tempo passa, os jovens se dividiam em três salas de aula: a oitava série, o segundo ano do ensino médio e o terceiro. Claramente nas três salas as aulas eram do mesmo estilo, algo que irritava e entendiava um pouco os alunos. Alguns até obedecem o sistema, mas todos estavam cansados e louvando por ser Sexta-feira. De professor de Matemática à professor de Ciências, todos chatos e alguns até indecentes deixando sua cueca amostra enquanto elaboravam o teorema de Baskara, um horror. O dia se passa, e finalmente as aulas chegam ao fim. Ao final de tudo os seis jovens mostram se conhecer e na frente do colégio se reunirem para discutirem e trocarem experiências sobre como foram seus dias, e nem todos tinham agradecimentos a dizer sobre. Eles eram todos membros de um grupo chamado de "Os Besouros-Negros", e nele, cada um continha um apelido, embora somente um deles "O Beetleleader" ainda o usava com frequência, já que os outros mantinham mais seus verdadeiros nomes.

  • Stephanie: Graças à Deus é Sexta-feira, agora é só descansar.
  • Beetleleader: Olha hoje foi um dia puxado, um descanso é realmente merecido.
  • Bruno Torres: Merecido é pouco. Vocês não estavam na minha pele quando o professor Valdecir começou a explicar a lei de Newton. Nem o próprio Newton ia parar em pé depois de ouvir aquela explicação.
  • Robert Sonson: Vocês reclamam atoa, as aulas de hoje foram bem legais.
  • Bruno Torres: Muito legais... Vocês do terceirão devem viver em outro mundo mesmo.
  • Robert Sonson: Falando a verdade. É só questão de gostar, não é problema com os professores ou com as apostilas, é gostar ou não.
  • Beetleleader: Isso é verdade. Mas, então praticamente todos os alunos de nossa escola não gostam de aula, porque não somos os únicos a ter comentado isso.
  • Robert Sonson: Deviam gostar, não é tão ruim quanto pensam.
  • Bruno Torres: Não... Como eu disse; não está em minha pele.
  • Stephanie: Mas se formos ver, não é tão ruim não. Nunca tiramos uma soneca tão boa quanto aqui no colégio. Só isso não tem preço.
  • Bruno Torres: Para ser sincero, só elogia a escola porquê é "represante do terceirão", só isso. Se não fosse ia ver o que é bom pra tosse.
  • Robert Sonson: Sem querer ofender, mas não mata prestar atenção no quadro pelo menos cinco minutos. Só ai ia ver o quão bom é.
  • Beetleleader: Robert, vou ser sincero; realmente os professores não sabem explicar. É muito chato mesmo.
  • Robert Sonson: Eu não acho chato.
  • Bruno Torres: Então você é o único. Poxa, teve gente na minha classe que desmaiou do sono. E o pior de tudo foi na quarta aula, do professor Jubaka...
  • Stephanie: Jubaka? Que nome estranho.
  • Robert Sonson: Não é tão estranho. O professor Jubaka é indígena, e seu nome nem é Jubaka, esse é o sobrenome.
  • Bruno Torres: Índio? Já imaginava. Aquele homem não sabe o que quer dizer causas e fica ando aula de Português, é pra acabar com a credibilidade dessa escola.
  • Marcelo: Professor Jubaka... nome diferente.
  • Bruno Torres: Então. Ele tem a língua enrolada, fica estranho o que ele fala, e a única parte boa da aula dele foi quando ele recitou a carta da Independência do Brasil; não dava pra entender nada do que ele falou.
  • Stephanie: É essa parte até que foi engraçada.
  • Bruno Torres: Parecia até o Burro falando.
  • Robert Sonson: Eu acho engraçado mesmo, que vocês ficam falando mal dos professores por trás e querendo ajuda para passar de ano pela frente. Isso é muito mais engraçado que a aula do professor Jubaka.
  • Marcelo: Professor Jubaka... que tribo será que ele veio?
  • Bruno Torres: Aff. Vai dar uma de certinho em outro lugar.
  • Beetleleader: Vão começar? Brigar por isso é coisa digna de retardado.
  • Robert Sonson: Sim. Só estava comentando. (um garoto se aproxima do grupo.)
  • Thiago Soares: Ai. Souberam da novidade?
  • Beetleleader: Que novidade?
  • Thiago Soares: Vão lá na sala de Detenção. Tá rolando um babado lá, vem ver.
  • Bruno Torres: O que foi? O Hector tá brigando com o Nathan de novo?
  • Thiago Soares: Muito melhor, vem ver.
  • (os cinco vão até a detenção. Lá o diretor (Rogério Lombad) estava gritando com um aluno, que derrubava tudo questionando o sistema do colégio.)
  • Aluno: Isto tudo é falso! É corrupción! Não mereço ser tratado como igual perante a sociedade?! Liberdade!
  • Rogério: Garoto! Fica quieto! Pare de agir como louco uma vez na vida!
  • Aluno: Libertinagem! (os seis chegam e todos espiavam pela porta a discussão.)
  • Beetleleader: O que é isso?
  • Thiago Soares: O professor de História deixou o Leonardo na detenção, olha só o que deu.
  • Marcelo: O Burro vai ser expulso rapidinho. (a mesa do professor atinge a porta, a quebrando.)
  • Leonardo: Justiça! (por incrível que pareca, os alunos celebram o feito.)
  • Rogério: Grrrrrrrrrrrrrrrrrr... Vai pagar por isso agora mesmo!
  • Leonardo: Chega desta pólica falha! Esta quente e eu posso andar do jeito que eu quiser! (Burro tira a roupa; todos comentam e o diretor fica pasmo. Não demora para que comece as fotos.)
  • Rogério: Mas o que?
  • Leonardo: Liberdade aos Burros! (como um louco, Leonardo - o Burro - corre celebrando uma vitória, porém escorrega e cai de maduro no chão. Todos riem.)
  • Rogério: JÁ CHEGA! Cansei de maluquices em meu colégio! Burro você está expulso!
  • Thiago Soares: Tomo veio Burro!
  • Bruno Torres: Vai aprender a lição! (todos riem; menos Beetleleader, Robert e Stephanie.)
  • Leonardo: Meu pai é o prefeito desta cidade! Não podem fazer isto!
  • Rogério: Caia fora daqui, senão eu chamo a carrocinha.
  • Leonardo: POLÍTICO! (Burro sai chorando.)
  • Rogério: O próximo louco que pisar aqui será levado para o manicômio, ouviram! (ovações podem ser ouvidas.)
  • Thiago Soares: Viram. Que hilário.
  • Bruno Torres: Até que enfim uma coisa boa nesse colégio.
  • Robert Sonson: Boa? Isso degrada a imagem de nosso colégio.
  • Beetleleader: Esse Burro...
  • Marcelo: Nossa. (as pessoas vão saindo, e os Besouros e o Thiago também.)
  • Thiago Soares: Essa épica. O João gravou tudo, postem no Facebook pra gente ganhar mais de um milhão de acessos!
  • Stephanie: Poxa. Postar no YouTube isso.
  • Thiago Soares: Qualé gata. Se isso nos faz rir, imagine os outros.
  • Bruno Torres: Eu posto! (os dois apertam as mãos com irreverencia.)
  • Thiago Soares: Então falô. A gente se esbarra.
  • Bruno Torres: Falô. (fora do colégio Burro estará quieto em uma árvore. Os Besouros passam por ele.)
  • Leonardo: Hey! Venham cá.
  • Bruno Torres: Eu que não piso ai.
  • Beetleleader: Burro...
  • Robert Sonson: O que deu em você? Espera continuar nos Besouros-Negros depois dessa?
  • Leonardo: Sim. Só estava cansado das aulas, eram muito chatas.
  • Robert Sonson: Então decidiu sair nu pelo pátio só pra varia um pouquinho?
  • Leonardo: Sim. É tão anormal assim?
  • Beetleleader: Aff.
  • Stephanie: Meu...
  • Leonardo: Mas passado é passado. O que vamos fazer no fim de semana. Hoje foi um dia tenso, precisamos de algo legal para relaxarmos.
  • Bruno Torres: Seja o que for, você não vai. (Burro tenta fazer um olhar meigo.) Nojento.
  • Beetleleader: Não temos nada programado. Agora tchau, tenho muito mais o que fazer.
  • Robert Sonson: Eu também, até.
  • Marcelo: Boa sorte no manicômio.
  • Stephanie: Poxa cara...
  • (os Besouros saem do local; Burro fica frustrado. Minuto depois, em um lugar próximo...)
  • Bruno Torres: Até que o Burro falou uma coisa coerente. O que vamos fazer nesse fim de semana?
  • Beetleleader: Não temos nada programado.
  • Robert Sonson: Seria sim uma boa ideia uma atividade para os Besouros, algo bacana para esfriar a cabeça.
  • Bruno Torres: E então? (todos ficam quietos pensativos.)
  • Marcelo: Eu moro numa fazenda. Podemos ir pescar.
  • Bruno Torres: Nossa. "Ai que semana chata, no final dela vamos pescar?" Com certeza ia ser mais animado que as aulas, mas poxa vida... pescar?
  • Marcelo: Foi só uma sugestão.
  • Robert Sonson: Que tal então ir em vez de pescar, nadar. Está um calorão nos últimos dias.
  • Marcelo: Pode ser. Já sabem o endereço.
  • Bruno Torres: Nadar? Não, tem que ser algo grande!
  • Robert Sonson: Tipo o que?
  • Bruno Torres: Não sei, mas tem que ser algo que faça valer a pena as cinco horas por dia que sofro ouvindo o blá, blá, blá de coroas de meia-idade.
  • Stephanie: Tipo? O que tá pensando? (Bruno pega sua bicicleta, e com olhar malandro olha para os Besouros.)
  • Bruno Torres: Não sei. Mas quando eu saber eu falo. (assim ele sai do local; logo um ônibus chega.)
  • Marcelo: É o meu ônibus. Já vou indo. (Marcelo se retira.)
  • Beetleleader: Pelo que eu bem conheço o Bruno, vai ser uma coisa perigosa e impensada.
  • Robert Sonson: Concordo.
  • Beetleleader: Deixamos isso pra lá.
  • Stephanie: Não. Ia ser mesmo uma coisa legal, e se tem uma coisa que o Bruno sabe fazer é achar desafios legais para fazer no fim de semana. Aguardamos notícias, quem sabe seja de fato algo legal.
  • Robert Sonson: Eu prefiro pensar eu mesmo.
  • Beetleleader: E eu prefiro não fazermos nada.
  • Stephanie: E eu prefiro deixar para pensar quando tivermos opções. Eu fiquei animada com a ideia de aprontarmos algo diferente neste fim de semana, e não quero perder uma boa chance de se divertir. Vamos esperar, depois decidimos. Mesmo porque, vocês estão com medo do que o Bruno possa pensar para fazermos nesse fim?
  • Robert Sonson: Claro que não.
  • Stephanie: Então. Esperem... (Miss se retira; Robert pega sua bicicleta.)
  • Beetleleader: E então? Levamos essa ideia adiante? Será mesmo relevante uma atividade extra de nosso grupo para mudar de ambiente?
  • Robert Sonson: Eu gostei da ideia, sendo bem sincero. Posso adiantar meus deveres e então podemos fazer alguma coisa amanhã. Mas, como a Miss disse, vamos aguardar.
  • Beetleleader: Certo. Minha opinião então será imparcial, não quero me meter. Resolvam vocês, e eu concordarei com a ideia.
  • Robert Sonson: Ok então. Até mais.
  • Beetleleader: Até.

E os dois vão para suas respectivas casas. O dia se passa e Bruno liga para Miss com uma ideia assustadora: quebrar o mito das matas de Wikaner e acampar em meio aos "fantasmas" por uma noite. As matas de Wikaner eram conhecidas por ninguém que foi explorá-las dar notícias de vida, e além de vários boatos sendo um deles de ser assombrada, possuía animais selvagens e era extremamente perigosas. A garota hesita em concordar, mas Torres a incentiva, confiante de que seria uma atividade legal, e assim ele consegue fazê-la passar a ideia para Robert em busca de uma resposta. Robert acha um absurdo e comenta com Beetleleader que demonstra indiferença em sua opinião, e então a opinião prevalecente no momento foi o "não"; mas instigado em saber mais sobre as matas, Robert pesquisa no Google sobre e nisto se interessa por uma coisa: a diversidade de fauna e flora do lugar; isto o faz concordar e automaticamente Beetle concorda. Com dois votos de "sim", Miss concorda com a ideia para não contrariar os demais e ao se oficializar que às duas horas no Sábado eles iriam começar a ir e preparar um acampamento nas tão temidas matas de Wikaner, Bruno fica feliz e convencido que teria um ótimo fim de semana. O dia se passa e nele cada um faz o que pode para arrumar os itens necessários para um acampamento e uma mochila ideal para o tal, e obviamente cada um uma barraca; Rangoo (apelido de Marcelo Aticato no grupo, usado ainda com frequência por sua semelhança física com o personagem) é comunicado do compromisso logo após a oficialização do mesmo e concorda com a ideia. Logo era Sábado, e o sol brilhante com uma brisa fresca diziam que aquele era para ser o dia perfeito para um acampamento, e todos ficam felizes com isso, menos Beetleleader, que era o único que não estará tão animado com a ideia. Eles combinaram em se encontrarem na saída da cidade para a direção das matas, sendo o ponto de referência à Praça da Boa Esperança, um pequeno espaço arbóreo muito bom para encontros. O tempo passa, já eram uma hora e cinquenta minutos, faltando dez minutos para a hora deles se encontrarem e partirem em direção às matas; Beetleleader pontual estava lá esperando vendo a meteorologia em seu laptop.

  • Site: [...]"Nenhuma nuvem no céu até o próximo fim de semana, isso mesmo, para os amantes de verão este é o ponto auge, já que depois da temporada de chuvas que tivemos mês passado a nuvem acabou embargando para o norte deixando o sul do país livre de quaisquer gota. É aconselhável sempre ter uma garrafa de água onde quer que vá, já que o calor será nosso convidado nos últimos tempos. Felizes são os que moram em praias ou em regiões altas, devido à brisa gelada vinda dos ventos ou dos mares."[...]
  • Beetleleader (pensamento): Aff. Será que é uma boa ideia, nesse calorão correr um risco desses desnecessário. Eu estou levando água à granel, mas e os outros? Será que são responsáveis o suficiente. Vou ligar para o Robert e dizer que mudei de ideia, melhor não. (Beetle pega seu telefone e liga para Robert.)
  • Robert Sonson: Alô.
  • Beetleleader: Tomei minha decisão quanto a esta história de ir acampar nas matas de Wikaner. A resposta é "não", não irei ir correr riscos desnecessários só para reanimar os ânimos, não vale a pena.
  • Robert Sonson: Em cima da hora você diz isto? Os outros já devem estar indo ao lugar marcado, e você vai ficar sem ir. Seria normal que eu fizesse isso, não você. Por que não quer ir?
  • Beetleleader: Como eu disse, riscos desnecessários. (logo uma bicicleta suspeita estaciona por perto e Beetle repara; ele logo é abordado. Não se tratava de um criminoso, mas sim de Bruno Torres.)
  • Bruno Torres: Eae Beetleleader, só veio você? (Robert escuta.)
  • Robert Sonson: Bruno? Você já está no lugar marcado, cara. O que é que está acontecendo?
  • Beetleleader: Eu cheguei até aqui sim. Mas tomei a conclusão mesmo que em cima da hora que não devo ir, e acho até que não devemos. Além dos riscos dos animais selvagens, temos também o próprio clima quente que só há de piorar. Estarmos fora da cidade será sofrer os danos disto com maior intensidade e seria uma burrice absurda continuar.
  • Bruno Torres: Sério? Tá com medo de um calorzinho xexelento? Me poupe cara.
  • Robert Sonson: Até concordo com a primeira ideia, mas com a segunda discordo. Li sobre as matas de Wikaner, e são fechadas. Quanto mais verde, menos calor. Quanto mais concreto, mais calor. Se for pelo clima, vale a pena mesmo ir acampar.
  • Beetleleader: Olha. Desde o primeiro momento em que acordei hoje, estou com um mal pressentimento. Acho melhor não sermos tão imaturos e parar enquanto é tempo.
  • Robert Sonson: Como você fez ontem, minha opinião é imparcial. Eu concordo com os dois lados, estive pesquisando sobre a região e admito que me interessei. Mas se não formos, aceito numa boa. Daí eu adianto o conteúdo da semana que vem. (Beetle suspira.)
  • Beetleleader: Ok. Resolverei aqui com o Bruno, mas minha opinião é "não".
  • Robert Sonson: Certo. Mas já estou a caminho. (Beetle desliga o telefone e vira-se para Bruno.)
  • Beetleleader: Bom, Bruno. Como já deve ter escutado, eu estou contra essa acampada nas matas de Wikaner; acho um risco desnecessário. Robert é imparcial, mas pelo que sei você é o mais interessado nesta ideia de irmos para as matas nos aventurar.
  • Bruno Torres: Na minha opinião está sendo muito medroso Beetle, por favor. Não é tão ruim assim passar um fim de semana na floresta. Poxa, por favor hein...
  • Beetleleader: Uma coisa é ter medo, outra é ter razão.
  • Bruno Torres: Aff. Cara, eu já to pronto, você já tá pronto, a Miss já tá pronta. Tá tudo mundo pronto, se tinha que discordar discordasse ontem, não hoje. Em cima da hora...
  • Beetleleader: Já leu a meteorologia?
  • Bruno Torres: Não, pra que? Tá quente, mas meu, prefere ficar aqui sem fazer nada do que ir na mata e fazer alguma coisa. Hoje amanheceu sem nuvens no céu, nadinha. É obvio que é para irmos, não embaça cara.
  • Beetleleader: Só estou sendo realista. Riscos são desnecessários, não quero...
  • Bruno Torres: Pra mim isso é medo. (Beetle demonstra não ter gostado do que ouviu.)
  • Beetleleader: Bruno. Entendo bem que você quer muito ir para mudar de ambiente e tudo mais, e se estiver disposto a correr o risco tudo bem, pode ir, não estou lhe privando a nada. Só estou dizendo que não acho necessário um risco desnecessário deste por um motivo banal, e por isso eu não vou.
  • Bruno Torres: Falô, então. Não precisa ir, já que tem medo que pode encontrar lá, não faça nada. Fique à vontade.
  • Beetleleader: Não é medo, é cautela.
  • Bruno Torres: Se prefere chamar disto, falô. Só digo que ficar aqui assistindo TV, suando feito um condenado só esperando Segunda-feira para assistir mais uma semana inteira de aula chata lá no colégio com o professor Jubaka, fique à vontade. Só estou dizendo que seria muito legal irmos fazer alguma coisa nova, alguma coisa realmente emocionante para sentirmos que todos esses dias em Everyday valeu a pena. Esses riscos não passam de mitos urbanos, vai ser legal ainda nós sermos os primeiros a quebrá-los.
  • Beetleleader: Então vá você. Se por um acaso desidratarmos, onde prefere estar: na mata fechada ao lado de um bando de onças ou perto de um hospital ou meramente de um posto com água potável.
  • Bruno Torres: Tá sendo muito paranoico.
  • Beetleleader: Como eu disse, estou sendo realista.
  • Bruno Torres: Então falô, pode ficar. O resto da galera vai, e isso não se pode mudar nada. Mas se um posto é mais emocionante que uma selva fechada, então se divirta no posto.
  • Beetleleader: Ok, caso encerrado. (Torres demonstra descontentamento com Beetle em seu rosto; ele senta em um banco e nota que Beetle ainda estava lá sentado.)
  • Bruno Torres: Não vai embora?
  • Beetleleader: Vou esperar o Robert, quero lhe dizer uma coisa.
  • Bruno Torres: Aff. Cara se quer ir, vá. Não fica botando empestante em copo d'água.
  • Beetleleader: Já tomei minha decisão, só quero lhe avisar pessoalmente. (Bruno se silencia e Beetle pega seu laptop. Não demora muito para uma bicicleta estacionar próximo a eles, Beetle olha, mas não era Robert, era Stephanie Liccon.)
  • Stephanie: Sie. Só vocês que chegaram?
  • Bruno Torres: Eae gata. Só eu, o Beetle tá aqui só de penetra, ele não vai.
  • Stephanie: Por que não vai?
  • Bruno Torres: Tá com medo de ficar desidratado.
  • Stephanie: Sério...?
  • Beetleleader: Não é isso. Acho que irmos para uma mata fechada, sem contato com a sociedade, correndo riscos como sermos atacados por animais selvagens ou a desidratação; tudo isso atoa. É completamente desnecessário.
  • Stephanie: Não exagera.
  • Beetleleader: Não estou exagerando.
  • Bruno Torres: Está e muito, bota exagero nisso.
  • Beetleleader: Já disse, se querem ir eu entendo, mas já tomei a decisão que não vou.
  • Stephanie: Poxa. Vai ficar aqui fazendo o que?
  • Beetleleader: Com meu tempo livre posso atualizar a página dos Besouros-Negros na internet, por exemplo.
  • Stephanie: Falô. Hey e os outros, já estão vindo?
  • Bruno Torres: O Robert já deve estar chegando, e o Marcelo, se a picape pegar também. Mas seria legal então só irmos eu e você, sei lá, se os outros também embaçarem.
  • Stephanie: Não. Duvido que os outros embacem, fiquei até surpresa que o Beetle não quis ir.
  • Bruno Torres: Eu esperava isso do Robert, não dele. (Bruno olha para Beetle, que demonstra indiferença mexendo em seu laptop.) Fazer o que... (uma outra bicicleta estaciona. Enfim era Robert.)
  • Robert Sonson: Oi. Estão todos prontos, e então? Vamos ou não.
  • Bruno Torres: Nós vamos, só o Beetleleader que não vai.
  • Beetleleader: Robert pode vir aqui um instante.
  • Robert Sonson: Posso. (os dois são de perto do local onde estavam e vão conversar.) E então, fala.
  • Beetleleader: Tomei minha decisão quanto ir ou não para esse passeio, e a resposta é não. Mas quero que alguém fique tomando conta deles, e como o líder dos Besouros-Negros e nomeio você para o serviço.
  • Robert Sonson: Obrigado. Mas cara, vem sim. Vai ser legal, eles querem ir pela aventura, mas eu pesquisei sobre àquelas matas e não são perigosas, são é bem encantadoras. Vale a pena ir sim, lá ainda é quatro graus abaixo da cidade, por conta que é mata virgem e fechada. Vai ser legal, confie em mim.
  • Beetleleader: Eu tentando ser maduro e vejo claramente que riscos são desnecessários.
  • Robert Sonson: Concordo com você, mas veja. Não tem risco nenhum, os animais selvagens de fato estão lá, mas... não são ameaças são não formos.
  • Beetleleader: E a desidratação por exemplo? Eu não vou.
  • Robert Sonson: É mata fechada, o sol não irradia com tanta intensidade. E lá tem lagos e rios, eu vi pelo mapa. O único risco é dos animais, e, não tenho medo deles, são mansos. Veem, vai ser bacana.
  • Beetleleader: Não. (Robert suspira; isso é o suficiente para fazer Beetle mudar de ideia.) Ok. Eu vou. (Robert se anima.)
  • Robert Sonson: É assim que se fala. Veem vamos. Todos já chegaram?
  • Beetleleader: Só falta o Marcelo, mas ele deve estar por vir. (indo em direção onde estavam, logo o vêm lá.)
  • Robert Sonson: Ele já chegou. Podemos ir. Trouxe bicicleta?
  • Beetleleader: Não.
  • Robert Sonson: Droga cara, tudo mundo trouxe. Para ir mais rápido.
  • Beetleleader: Então é melhor eu não...
  • Robert Sonson: Vai na carupa da minha então.
  • Beetleleader: Nossa, você fazem mesmo questão que eu vá.
  • Robert Sonson: Fazer o quê. O que é um grupo sem um líder. (Beetle se anima.)
  • Beetleleader: Ok; então vamos.

Com um sorriso no rosto, os dois vão até os outros Besouros e dão a novidade de que Beetleleader irá sim junto a grupo a excursão nas temidas matas próximas à cidade de Wikaner, e todos ficam contentes com isso. Cada um com sua bicicleta, tirando o próprio Beetle que estará na carupa da de Robert Sonson, os Besouros saem dos limites do município e se aventuram, cada um com sua mochila nas costas, pela estrada WP-18, uma das mais movimentadas e a única com acesso à mata. O horário de partida era pensado para que não ter muitos carros na estrada, deixando-a mais segura. Além disto, a pista em si já era ampla possibilitando o circular pacífico entre automóveis e ciclistas, mais um ponto favorável para o tráfego seguro. A viagem é maravilhosa, com uma conversa simpática que agradava os humores dos Besouros até a entrada para a mata fechada, que além de tudo era à pelo menos vinte metros de profundidade do nível de relevo da pista, ou seja, ia ter mais uma aventura para chegar lá. Chegando ao acesso à mata pesquisado por Bluebeetle (apelido do grupo de Bruno Torres) pela internet, Beetleleader nota uma coisa estranha em uma camionete preta que em um segundo passará por eles, como se o motorista e o passageiro estivera de olho neles, os vigiando; já é o suficiente para um olhar amargo vindo do rapaz para o passeio que iriam fazer, como se fosse mais uma prova para sua intuição de que algo iria dar errado. Depois de meia-hora de viagem, eis que o grupo chega em seu objetivo: um pedaço de mata aberta com uma espécie de trilha que levava o visitante para o interior do local, e lá tinha uma placa escrita: "Cuidado! Morte afrente." Eles logo estacionam suas bicicletas e param para um merecido descanso, tomando obviamente água após o aviso dado pelo líder antes de embarcarem na missão de passeio. Bruno é o primeiro a notar a placa e dá uma risada, paralelamente a isso, a mesma camionete decide mudar de curso e voltar, provavelmente para encontrar os Besouros.

  • Bruno Torres: Olha só isso aqui, que piada. (todos se aproximam para ler o que era.)
  • Beetleleader: "Cuidado". Mais um ponto negativo para este passeio.
  • Bruno Torres: Não começa cara, é só uma placa para botar medo em amadores, pessoas que tem medo até da própria sombra, mas nós somos profissionais.
  • Stephanie: Pior que eu tenho que concordar, "morte afrente", é mesmo piada de mal-gosto.
  • Bruno Torres: É isso ai. Não tem nada pra ter medo aqui, só pura diversão pela frente. Além de uma baita caminhada.
  • Beetleleader: E se não for. Já pararam para pensar nisto?
  • Bruno Torres: Se veio aqui só para achar defeito, pega minha bicicleta e pode ir embora. Cara, acho que viemos, temos que curtir! (Beetle não gosta da atitude de Blue / Bruno; Robert o puxa para o canto.)
  • Robert Sonson: Homem, entenda, todos estão aqui para se divertir. Sei que não queria vir, mas todos queriam que viesse e está aqui, mas agora que está por favor não banque o cético e não fique desdenhando do passeio. Isso não vai acabar bem. E quanto ao Bruno; ele gosta de você, mas do jeito que está agindo; pode pegar uma inimizade atoa.
  • Beetleleader: Olha. Só estou dizendo que acho que pode não ter sido uma boa ideia nós...
  • Robert Sonson: Pare de imitar!
  • Beetleleader: Como é?
  • Robert Sonson: Seria normal caso eu fizesse isso, mas você? Um homem tão centrado e organizado, ficar agindo desse jeito. Pare, cara. Como o Bruno disse, se já veio então agora é hora de curtir.
  • Beetleleader: O Bruno disse: "agora que viemos, temos que curtir"; mas... ok. Mas admito que eu estou estranhando uma atitude, de incentivar esse passeio. O que está lhe acontecendo?
  • Robert Sonson: Ok... eu pesquisei sobre essas matas. São milagrosas, esses mitos são só boatos. Eu super-interessados em adentrá-las, para vê-las por dentro. Além da flora abundante, a mata é virgem! E em relação a fauna, exuberante. Pretendo tirar fotos, escrever sobre, e sair daqui com muito conteúdo nas mãos. Aproveitar este passeio. E sugiro que faça o mesmo. Pela primeira vez EU concordei com o Bruno, e você... (Beetle fica pensativo; enquanto isso...)
  • Bruno Torres: Por mim a gente já entrava é agora.
  • Stephanie: Vamos esperar o Beetle e o Robert terminarem de conversar.
  • Bruno Torres: Esse Beetleleader... estou estranhando muito ele hoje. Amanheceu do lado errado da cama. Não quero ele estragando esse passeio.
  • Stephanie: Deixa ele, ele é muito cauteloso. Mas e você... porque que quer tanto entrar nessas matas? O que vê de tão interessante nelas?
  • Bruno Torres: Eu vejo tudo. Enfrentar a selva, os animais selvagens. Já pensou. Somos os primeiros a entrar e sair das tão temidas e tão famosas matas de Wikaner!
  • Stephanie: Entendi.
  • Bruno Torres: Isso ia ser tipo assim, algo incrível para os Besouros. Íamos ser o grupo the best da escola, talvez da cidade. Essa fama ia ajudar muito o grupo, mas o Beetleleader tá nem ai. To até suspeitando que ele e o Robert trocaram de corpo, sei lá... (Miss dá uma risada.)
  • Stephanie: Vai ver é isso.
  • Bruno Torres: Pois é... mas, mesmo assim. Se ele não quiser, melhor para nós. E você, tem alguma ambição nesse mundo verde?
  • Stephanie: Não... tô na indiferença. Só tô aqui para fugir daquela rotina entediante, fugir dos meus pais que são um saco.
  • Bruno Torres: E são mesmo, sem querer ofender.
  • Stephanie: Não estou ofendida. E você Rangoo, quetinho ai no canto. Por que topou vir até aqui?
  • Marcelo: Nada muito importante. Só que sempre tive a curiosidade de conhecer essas matas.
  • Stephanie: Ahhh... legal.
  • Bruno Torres: E então. Vamos deixar esse casal de lado e nos impor nesse bagulho louco! (Miss olha para o lado e eles já estão vindo.)
  • Stephanie: Já podemos, eles já estão vindo.
  • Beetleleader: E então vamos entrar?
  • Bruno Torres: Vamos. Vai ser uma baita caminhada, depois já podemos sei lá, armar a barraca.
  • Beetleleader: Sim, podemos.
  • Robert Sonson: E então, vamos deixar dessa conversa e vamos meter perna nessa estrada.
  • Stephanie: Só como pergunta. Por que que você e o Blue estão falando feito fazendeiros?
  • Bruno Torres: Vai ver trocamos de corpo com o Rangoo. (os quatro dão risadas.)
  • Marcelo: Eu vim da fazenda, mas eu falo certinho ouviu. (antes de realizarem a ação, uma buzina pode ser escultada, era personalizada e passava a impressão de vitória.)
  • Beetleleader: Da onde está vindo isso?
  • Bruno Torres: Deve ser mais um desses carros na estrada. E então vamos, peguem suas bicicletas.
  • Robert Sonson: Eu acho que as bicicletas... (a buzina se aumentava, cada vez mais próxima.) da onde é isso? (logo a camionete preta pode ser vista.)
  • Passageiro da Camionete: Eles estão ali, pode parar.
  • Motorista: Como quiser. (a camionete para; todos estranham.)
  • Bruno Torres: Mas o que...
  • Beetleleader: Droga! (o motorista sai vestido como um mordomo, e com aparência de tal e abre a porta do passageiro. Ao ele sair, uma surpresa...)
  • Beetleleader / Bruno Torres / Robert Sonson: Burro!
  • Leonardo: Hola los dos! Sol Burro! Mucho prazer.
  • Stephanie: "Burro do Shrek", o que aqui?
  • Beetleleader: Não o chamem de seu apelido no grupo, pode o chamar de seu nome verdadeiro: Leonardo.
  • Leonardo: Por que? Sou Burro.
  • Bruno Torres: Disso ninguém dúvida. O que faz aqui?
  • Leonardo: Vim acampar com vocês. Jarbas... (Burro dá duas palmas.) pegue minha mochila.
  • Mordomo: Como quiser, e meu nome não é Jarbas.
  • Leonardo: Trabalha para mim e eu o chamo do que eu quiser! (o mordomo suspira.)
  • Beetleleader: Como soube que iriamos acampar?
  • Leonardo: Internet.
  • Robert Sonson: Fale sério.
  • Leonardo: Ok, mas só por que são meus amigos.
  • Bruno Torres: Não somos seus amigos.
  • Leonardo: Então nada feito.
  • Beetleleader: Fale. Como soube que íamos acampar? Andou nos seguindo, é isso?
  • Leonardo: Sendo sincero... sim. É legal seguir vocês, é ótimo para matar o tédio. (Blue suspira.)
  • Bruno Torres: Que tal levar uma surra, é ótimo para matar o tédio.
  • Leonardo: Não, obrigado. Estou de dieta.
  • Robert Sonson: Você não irá conosco Burro, pode dar meia-volta e partir.
  • Leonardo: Eu gosto de você.
  • Bruno Torres: Eu não gosto de você, e não te quero ver aqui. Vai correr nu em outro lugar.
  • Leonardo: O que... aquilo. Já faz tannnnnnto tempo.
  • Stephanie: Foi ontem Burro.
  • Leonardo: Então. Hoje é hoje, e hoje eu vou passear com vocês. (Blue vai em cima de Burro que se assusta.)
  • Bruno Torres: Não vai.
  • Leonardo: SE ENCOSTAR EM MIM UM DEDO QUE SEGE EU TE PRENDO! MEU PAI É POLICIAL! MELHOR AINDA O PREFEITO! SE EU NÃO FOR, VOU PRENDER TODOS VOCÊS POR SEQUESTRO! O QUE ACHAM!
  • Marcelo: "Se eu não for, vou prender todos vocês por sequestro." Frase interessante.
  • Beetleleader: Mas uma prova de sua loucura, e por isso não vai. É perigoso demais e você só serve como atrapalho, e nem faz parte de nosso grupo.
  • Leonardo: Eu sou Besouro sim! Moro até num formigueiro. (Rangoo demonstra descontentamento com o que ouviu, batendo a mão no rosto; Beetleleader suspira.)
  • Beetleleader: Não é um Besouro-Negro, foi deposto ontem depois de seu último ato de loucura. Não merece ser membro de nosso grupo, e a muito tempo para sua informação, ensaiamos para fazer isso.
  • Bruno Torres: Isso mesmo. Não somos seus amigos, CAIA FORA! (Burro vai para perto da camionete, e sentando em posição fetal começa a chorar.)
  • Leonardo: Não me deixar ir com vocês... são maus. Meu pai vai prende todos vocês...
  • Bruno Torres: Aff. Deixem esse bebê chorão e vamos. (eles partem para a mata, mas antes o mordomo os para.)
  • Mordomo: Por favor, levem o mestre Leonardo com vocês. Depois de ser expulso da escola, está abalado; mesmo que tenha o direito de voltar, está triste. Os Besouros-Negros são a única coisa que o estabiliza, ele acha que é amigo de vocês. Por favor, coloquem a mão no coração e permitam. (Blue demonstra desprezo pelo que ouviu; Beetle fica pensativo; Robert olha para Burro e vê o escândalo que estava fazendo.)
  • Leonardo: POR QUE! POR QUE! MUNDO CRUEL! A CONTA POR FAVOR!
  • Robert Sonson: Desculpe, mas... não tem como levá-lo. Estamos aqui para nos divertir, não para sermos babás.
  • Bruno Torres: Exatamente.
  • Mordomo: É somente para levá-lo e suportá-lo um pouco. Eu serei a babá dele, por favor, nem se não for por ele, mas por mim e pelos pais deles. Ele pior em casa do que na rua.
  • Beetleleader: Ele aumentará os riscos de todos. É desastrado, e creio que não valerá a pena.
  • Mordomo: Faço questão de pagar pelo serviço. Que tal cinco mil reais. (Blue se interessa.)
  • Bruno Torres: Cinco mil reais?
  • Mordomo: Para cada.
  • Bruno Torres: Então nesse caso... (Blue olha para Burro.)
  • Leonardo: POR QUE NÃO PASSA MAIS BANANAS DE PIJAMA NA TELEVISIÓN! ISSO É UM ABSURDO!
  • Bruno Torres: ...não. Acho que não há preço que pague esse cara.
  • Mordomo: Pensem pela faculdade. Podemos bancar os custos, só permitam que neste dia...
  • Beetleleader: Uma coisa que me chamou atenção. O pai do Burro é rico?
  • Mordomo: Sim, o sr. Platino é...
  • Beetleleader: ...o prefeito, não é mesmo?
  • Mordomo: Sim. Mas...
  • Beetleleader: Então esse dinheiro que está nos oferecendo é da população de Wikaner, não é? (os Besouros acabam concordando entre si.)
  • Mordomo: Não. É do salário do...
  • Beetleleader: Vamos embora. (Os Besouros dão as costas e adentram nas matas.)
  • Mordomo: ESPEREM! POR FAVOR VOLTEM!
  • Bruno Torres: Boa sorte em ser babá de Burro.
  • Mordomo: POR FAVOR, PAREM! (os Besouros saem de vista; Burro para de gritar e vai para perto do mordomo.)
  • Leonardo: E então funcionou?
  • Mordomo: Receio que não mestre Leonardo.
  • Leonardo: Eu quero passear com os Besouros.
  • Mordomo: E irá. Talvez não oficialmente, mas podemos adentrar com eles nestas matas. Embora pessoalmente falando, não é muito seguro. Quer mesmo fazer isto?
  • Leonardo: Muuuuhhh!
  • Mordomo: Então fazemos isto. Esperamos um pouco e os seguimos, pode ser então mestre Leonardo?
  • Leonardo: Sim.
  • Mordomo: Então está certo.
  • (dentro da estrada, os Besouros comentam o acontecido.)
  • Bruno Torres: Aff. O que o Burro tinha que fazer aqui.
  • Robert Sonson: Estou mesmo é indignado com o prefeito. Poxa, tirando o dinheiro da população para nos pagar para aguentar aquele filho chato dele. Mandou é muito bem Beetleleader!
  • Beetleleader: Obrigado. Mas essa família do Burro devem ser todos doentes, devemos é somente manter distância. Só temo que não foram embora.
  • Stephanie: Já devem ter ido.
  • Beetleleader: Bom. Agora cuidado, essa estrada é perigosa. Atenção redobrada, para não nos perdermos um dos outros. O desafio começa agora.
  • Bruno Torres: Pode ficar tranquilo, eu sei o que eu faço. (Beetle olha para Blue com certo medo de não ser verdade.)

Eles prosseguem a trilha e o ar ficava cada vez mais úmido e a sensação de estarem sendo observados era cada vez mais constante, se não por seres humanos, sim por animais. Bluebeetle com astúcia no espirito se aventura na frente e corre em direção ao desconhecido, e sua bicicleta é levada por Rangoo que prossegue calado. As vinhas e ramos junto a magnificas árvores tornam-se cada vez mais presentes no cenário o enfeitando de uma maneira encantadora, e Robert não hesita em tirar uma foto e com Miss se encanta com a paisagem. Em uma significativa distância; Burro e seu mordomo seguiam os Besouros e o primeiro comia um sanduíche de peito de peru e ouvia em um IPhone músicas para se distrair, e seu mordomo o conduzia fazendo todo o papel; não demora muito para desastradamente Burro escorregar na terra e cair de madura no chão fazendo um grande estrondo que faz os pássaros pularem e partirem pelos céus fazendo diversos sons que assustam alguns, dentre eles Beetleleader que é satirizado por Blue, mas ele o ignora com pensamento frio e objetivo em apenas seguir em frente. O mordomo presta socorro com seu mestre que responde aos choros e gritos que queria ir para casa, e obedecendo os dois voltam até Burro levantar a cabeça e reordenar que deviam seguir em frente, irritando seu lacaio que obedece. Eles infelizmente haviam se perdido dos Besouros, mas decidem seguir em frente confiantes que ainda os achariam. O grupo desce praticamente calado, com apenas comentários recorrentes sobre a teoria da selva ser assombrada, e todos quebrados pelo Beetleleader que demonstra seriedade e ceticismo quanto as lendas. Enfim eles chegam ao fim da descida e se deparam com uma floresta cheia de flores e lagos, e estruturas de madeiras dadas por Robert como primitivas, algo que assusta Miss que comenta do lugar estar sendo habitado, teoria ignorada por Blue. Haviam três direções, uma com menos verde e céu visível, outra com mata fechada, e outra que parecia ser uma ladeira com terra molhada. Beetleleader decide ir pelo caminho seguro, mas Blue o contraria querendo ir pelo caminho perigoso (o segundo) e uma queda de braço entre olhares é enfim vista entre os dois, e o último cede permitindo que o grupo vá em segurança, porém estava insatisfeito. Cinco minutos de diferença o "time Burro" chega ao local e notam dois locais e pegadas que levavam ao local seguro e o mordomo sugere segui-los por lá, mas Burro o ignora dizendo que era "uma artimanha dos índios" e manda irem pelo caminho mais improvável, a ladeira; por seu serviço, o mordomo é obrigado a aceitar e os dois descem ladeira abaixo. Enquanto isso os Besouros continuam andando por uma trilha aberta recheada de verde em vinhas e caules que junto aos arbustos se tornam o cenário do local e claramente Miss Martie (apelido de Staphanie no grupo em seus primórdios) já estava cansada, enquanto Blue estava tão energizado que não ligava de já tinham percorrido cerca de cinquenta minutos no trajeto, e ainda levando suas bicicletas. Robert Sonson estava também cansado, mas nem tanto como Miss, e em suas mãos havia uma câmara a qual usava para tirar fotos. Rangoo estava andando valente sem qualquer sinal de cansaço, mas estava calado e ao seu lado também mudo estava Beetleleader, com rosto de sério. Os dois levavam bicicletas para ajudar os outros, mesmo Beetle não tendo levado a sua. Eles seguem até o término da trilha e se depara com um solo rochoso e um panorama espantoso mostrando que tal trilha era apenas a ponta do iceberg, levando em conta que o coração da selva era bem mais fundo do que pensavam. Mesmo assim o que viam era bem bonito e animador, e a noção do céu junto ao brilho solar tornava a paisagem ainda mais encantadora, com um som fundo de cachoeira dando a impressão do paraíso. Uma trilha de rochas levava até a mata, a qual estava em um solo bem mais profundo do que estavam.

  • Robert Sonson: É lindo.
  • Beetleleader: Pelo visto isto aqui é só a ponta do iceberg, tem muito mais estrada pela frente.
  • Bruno Torres: Isso mesmo. Mas encarramos com força e coragem! Sugiro que bebemos um pouco de água e seguimos em frente! (Miss suspira profundamente.) O que foi? Está cansada?
  • Stephanie: Estou. Já estamos andando há um bom tempo, e o calor...
  • Robert Sonson: Em baixo é mata ainda mais fechada e pelo vento que essa cachoeira está fazendo, deve ser mais fresco.
  • Beetleleader: Uma coisa que me intriga é essas bicicletas. Foram úteis para chegar até aqui, mas agora... foi besteira ter trazido.
  • Marcelo: Concordo.
  • Robert Sonson: Receio concordar. Meu pai podia ter nos trazido e...
  • Bruno Torres: E depender de nossos pais... mais uma vez! Poxa. Não somos mais crianças de três anos, somos adultos. Adultos que não necessitam de pais para nada!
  • Stephanie: Dá pelo menos uns dez minutinhos para descansar e pensar melhor, depois a gente faz alguma coisa.
  • Beetleleader: Essas bicicletas são um tremendo atrapalho. Devíamos deixá-las em algum lugar seguro e...
  • Bruno Torres: Perder minha bike. Não. Se não quiser levar eu levo, vai ser legal andar de bike na floresta mais temida do mundo.
  • Robert Sonson: Essa aqui não é a floresta mais temida do mundo, só da região. E de dia pelo menos, aqui é incrível. Olhem esse panorama. É de arrasar.
  • Beetleleader: É bonito... mas temos que pensar no agora. E outra, sabem o caminho de volta?
  • Robert Sonson: Seguir reto para trás. Não fizemos muita aventura.
  • Beetleleader: Sugiro focarmos em saber como voltarmos. E todos trouxeram os celulares? Eu trouxe o meu.
  • Stephanie: Eu também.
  • Bruno Torres: Falando assim até parece inspetor de acampamento.
  • Beetleleader: Só falo o que precisa ser dito. Somos adultos, agimos com responsabilidade. E o que faremos com as bicicletas, deixamos aqui? O que todos acham
  • Stephanie: Fazem o que quiserem.
  • Robert Sonson: Podemos deixar aqui nessa parede rochosa. É seguro e bem visível. Essa montanha é um ponto que pode ser visível em praticamente tudo. Mesmo em mata fechada.
  • Bruno Torres: Eu vou com minha bike. Vou encarrar a aventura.
  • Beetleleader: Rangoo...
  • Marcelo: Bom, eu...
  • Bruno Torres: Aff Beetle, pare de agir feito mulherzinha. Não tem perigo nenhum poxa vida. Riscos... viver é estar em risco.
  • Beetleleader: Um homem inteligente sabe evitar que riscos existam e possa causar danos.
  • Bruno Torres: Não vai ser menos inteligente se deixar de ser tão responsável. Poxa. Qual é o próximo conselho responsável; deixar migalhas de pão para não se perder? Aqui é a selva, baby!
  • Beetleleader: Eu não estou aqui para ser devorado por algum urso, e até onde saiba ninguém está aqui para isso. Isso é apenas para, pelo menos pelo o que eu entendi, "fugir do cotidiano".
  • Bruno Torres: Fugir? Não. Detonar. Se podemos encarrar uma mata fechada em um fim de semana, não podemos encarrar o professor de Física? E outra. Essas aulas são uma merda, estamos aqui para fazer algo de verdade que vale a pena de verdade.
  • Robert Sonson: As aulas não são uma merda, o problema é do aluno. Espero que esse passeio dê para puxar interesse em você sobre Física por exemplo. Veja só essa pedra, se eu jogasse desse penhasco ela ia sofrer pressão causada pelo peço do ar e a força da gravidade causando um impacto no chão pela energia cinética distribuída no corpo. Isso é a Física da vida, e esse campo é o melhor para aprender sobre esses meios. Além de fazer energia térmica e principalmente sonora com o impacto desse corpo no solo. É demais!
  • Bruno Torres: Eu dormi depois de "pedra", qual é a moral da história?
  • Robert Sonson: Que depois dessa experiência no campo selvagem, você com certeza vai puxar mais interesse pelas disciplinas do colégio.
  • Bruno Torres: Desde que não faça um comentário chato sobre cada coisa como fez agora por mim tá na boa.
  • Beetleleader: Irreverência não nos ajuda a lutar contra os problemas da vida, mas sim, a inteligência. Por mim a gente nem vinha aqui, mas já que vimos, vamos ser coerentes e pensar na segurança antes de qualquer coisa. Principalmente já que a cautela mesmo foi-se para o espaço.
  • Bruno Torres: Aff. Beetle, para não estragar nossa amizade cale a boca. Miss, tá pronta?
  • Stephanie: Espera mais um pouquinho, está tão gostoso...
  • Bruno Torres: Ok...
  • Beetleleader: Cale a boca? Como assim; alguém ter que passar a real aqui. Poxa. Isso é uma aventura perigosa e desnecessária...
  • Bruno Torres: Sério? Vai passar mais uma semana assistindo a bunda do Valdecir. Toda a vez que ele se acacha dá para ver onde o Judas perdeu as botas, e é horrível. Tem sorte de não estar no primeiro ano, é muito tenso. Isso aqui é muito legal, olhe só isso. Em Wikaner não tem isso.
  • Beetleleader: Tem um ou dois bosques só na nossa região. Podíamos ter feito alguma coisa mais segura.
  • Bruno Torres: E agora já fizemos. O que nos sugere agora?
  • Robert Sonson: Rapazes...
  • Beetleleader: Voltar. (Blue se cala com um olhar tenso.)
  • Robert Sonson: Parem. Estamos aqui, agora é só aproveitar o que aqui tem a oferecer. Cedemos um pouco para os dois. Seguimos em frente, e temos cautela. O que acham?
  • Stephanie: Eu achei uma boa ideia.
  • Bruno Torres: O que? O que está acontecendo com você? Encorporou o Douglas da sétima série? Hoje tá agindo como se tivesse uns sessenta anos. Poxa vida. Cautela aqui, responsabilidade ali, problema axi... Qualé a tua? Para de ficar desdenhando de nosso passeio, já encheu, falô? Miss tá pronta, podemos ir?
  • Stephanie: Bom... eu...
  • Beetleleader: Só estou sendo coerente. Alguém tem que ser o cérebro desse grupo, ao menos por hoje.
  • Robert Sonson: Man... se abra. Se tem alguma coisa para falar, fale agora. Está sendo muito esquisito agindo sempre contra essa aventura. Eu que sou eu não estou fazendo isso. Se é por medo, pode ficar seguro; as lendas são falsas. Eu pesquisei sobre aqui e só tem flores, grama e animais mansos. Nada com o que se preocupar. E esses mortos das matas de Wikaner é lenda urbana, história para boi dormir, não é real. Só pare de ser inconveniente. Seja mais otimista. Onde está o líder dos Besouros-Negros que conheci? (Beetle cruza os braços e olha para baixo, logo ergue a cabeça.)
  • Beetleleader: Só tenho a má impressão de que algo está errado, só isso. Poxa, somente que algo de errado está prestes a acontecer. Só estou tendo me proteger, nos proteger disto. Jovens da nossa idade vão em shoppings nos finais de semana, em parques aquáticos, fliperamas, alguma coisa mais normal. Mas sair da cidade para cair de boca numa floresta desconhecida... admita, é super-diferente. Me entende.
  • Bruno Torres: Por isso que eu quis vir, é super-diferente. Uma boa maneira de cortar o tédio pela raiz.
  • Beetleleader: O problema é que quando eu analiso os meus argumentos e analiso os meus, vejo logo que isso é pura incoerência.
  • Robert Sonson: Bom... seus argumentos são mais bem elaborados. Mas... às vezes, errar se divertindo é melhor do que acertar por sacrifícios e tristezas.
  • Beetleleader: Acertar é o meu motivo de felicidade.
  • Bruno Torres: Poxa vida... é medo isso. Pare de agir feito um velho gagá e venha embargar com jovens da sua idade. Pare de resmungar. Venha. Deixamos nossas bikes aqui então e seguimos em frente, onde o sol levar.
  • Stephanie: Eu topo!
  • Robert Sonson: Vamos... (Beetle pensa em seu íntimo e após significativo tempo descruza os braços.)
  • Beetleleader: Certo. Vamos em frente.
  • Bruno Torres: Não foi tão difícil assim não é? Agora vamos, que sege a última vez.
  • Beetleleader: Certo. (Miss se levanta e deixando as bicicletas nas rochas eles prosseguem.)
  • Stephanie: Tchau bicicletas, fiquem comportadas até nós voltarmos...
  • Bruno Torres: Falar com objetos inanimados. Sintoma de doença isso hein... acho que ar puro não te faz muito bem.
  • Stephanie: Aff.
  • Bruno Torres: Tô zoando. E então. Agora só vou falar com todas as garotas de nosso passeio presentes. E então Miss, descansou?
  • Stephanie: Todas as garotas... sei...
  • Bruno Torres: Você não é a única garota desse passeio, devia é me agradecer por ser a primeira com quem falo.
  • Stephanie: E quem é a segunda? Sua bicicleta?
  • Bruno Torres: Sim. Bike minha é fêmea. Mas ela eu sei que se eu precisasse dela ia dar conta do recado.
  • Stephanie: E eu não dou.
  • Bruno Torres: Não sei... quem sabe... (Blue tropeça em uma rocha e quase cai; Miss tenta fazer acudi-lo, mas nada consegue fazer.) Não deu conta do recado.
  • Stephanie: Seu tonto...
  • Beetleleader: Não brinquem aqui. É perigoso. Há significativa distância entre onde estamos e o solo, e uma queda seria bem dolorosa.
  • Bruno Torres: Já ia me esquecendo. Olha a terceira garota aqui... reclama como uma, de sessenta anos ou mais.
  • Beetleleader: Eu já disse que...
  • Robert Sonson: Também não provoca.
  • Bruno Torres: Aff. Que falta de senso de humor. (Beetle se cala.)
  • Stephanie: Não mandou muito bem agora não.
  • Bruno Torres: Eu sei...
  • Marcelo: Aquilo ali é uma cachoeira?
  • Robert Sonson: É. Muito bonita, vou tirar uma foto. (ele tira uma.)
  • Marcelo: Eu tirei uma foto com meu olho e só. Pra que isso?
  • Robert Sonson: Para o meu blog.
  • Bruno Torres: Aos que não sabem. O blog de Robert é uma espécie de Facebook para nerds. Ele posta tudo sobre anatomia do dia-a-dia, Teve uma vez que li uma matéria sobre o coco que ele fez numa Quinta. A melhor parte foi quando ele explicou sobre o processo digestivo presente nas fezes do ser humano. Parecia bosta de cavalo.
  • Stephanie: Eu achei o blog do Robert legal.
  • Robert Sonson: Muito obrigado pela preferência. Pelo visto minha matéria sobre fezes é bem mais benquista que essa sua tirada.
  • Bruno Torres: Eu não disse que não achei, só disse que achei engraçado.
  • Robert Sonson: "Facebook de nerds", ok...
  • Bruno Torres: Aff. Só estou tentando puxar assunto. Vamos continuar calados da Silva até o fim dessa trilha?
  • Robert Sonson: Sim.
  • Beetleleader: É o que eu pretendo.
  • Bruno Torres: Ok então. (eles continuam calados.)
  • Stephanie: Quando a gente chegar lá em baixo vamos preparar o acampamento?
  • Bruno Torres: Eu to pensando em só pararmos para comer, descansar, mexer na internet, e depois continuar.
  • Beetleleader: Pode ser.
  • Bruno Torres: Ok. Alguma objeção?
  • Robert Sonson: Não.
  • Stephanie: Naum.
  • Bruno Torres: Rangoo, gostaria de compartilhar opiniões?
  • Marcelo: Não, só to aqui vendo a paisagem mesmo. (Blue se silencia pensativo.)
  • Bruno Torres: Ok...
  • (por mais vinte minutos de caminhada eles continuam, e depois deste tempo eles chegam exaustos com a exceção de Blue ao solo da floresta e veem de perto a beleza da selva.)
  • Robert Sonson: Uau. A mãe natureza se superou desta vez, hein.
  • Stephanie: Nossa que lindo. Olhe só essas flores, são tão bonitas.
  • Bruno Torres: Uma beleza. E então... podemos continuar?
  • Miss Martie, Rangoo e Robert Sonson: NÃO!
  • Bruno Torres: Aff. Vocês são muito moles.
  • Stephanie: Moles? Cara, eu que faço tudo a pé não estou mais aguentando.
  • Robert Sonson: Com toda a certeza. Nenhum ser humano consegue ficar caminhando por mais de duas horas, isso é loucura.
  • Bruno Torres: Então é oficial, não sou humano, sou um extraterrestre.
  • Beetleleader: E como é em outro planeta então.
  • Bruno Torres: Muita mata, muita trilha, sem buzão pra quebra o galho. A gente aprende tudo na raça. Vocês humanos são muito molengas.
  • Robert Sonson: Então. Eu esqueci meu notebook em casa. Já que gosta tanto de andar e está tão acostumado, pode ir lá buscar para mim.
  • Bruno Torres: Posso fazer melhor. Já que estamos na Terra, toma um bilhete de circular e vai sozinho. Além tudo estou lhe ensinando uma lição; o poder da independência.
  • Robert Sonson: Obrigado; mas não era você que dizia que era incansável
  • Bruno Torres: Ainda sou incansável.
  • Robert Sonson: Então... já que é tão apto...
  • Bruno Torres: EU ATÉ POSSO FAZER... (olha para Stephanie.) Mas só se minha parceira "extraterrestre" for comigo.
  • Stephanie: Olhem só como sou importante.
  • Bruno Torres: Estava falando da minha bicicleta, mas já que se habilita pode vir junto...
  • Stephanie: Idiota.
  • Bruno Torres: É por isso que me adora. (Miss responde com um sorriso sarcástico que notavelmente revela que a garota gostou do que ouviu. Blue responde com um olhar malandro e um sorriso interesseiro que passava a imagem de confiante.)</span>
  • Beetleleader: Se os dois terminarem de se comer com os olhos, poderiam ingerir seu alimento e continuarmos com nossa expedição. (Robert, Rangoo e a própria Miss Martie riem.)
  • Bruno Torres: Olha. Não entendi uma palavra que disse, mas é assim que se fala! É nóis! (Blue faz um coração com suas mãos claramente brincando com seu líder.)
  • Beetleleader: Só precisava responder "tá", ok. (Robert e Miss riem de Besouro.)
  • Bruno Torres: Aff. Até ele me zoa gente. Olha como sofro Bullying... (Miss, Robert e Rangoo terminam de pegar seus lanches.)
  • Stephanie: Nossa. Que dó...
  • Robert Sonson: Desculpe caso eu esteja incomodando, mas... me permitem fazer uma pergunta boba?
  • Stephanie: Não. Pode falar.
  • Bruno Torres: Pronto, já fez uma. To zoando, fala.
  • Robert Sonson: É que estou analisando e... o Blue chamou a gente tão eufórico para vir aqui na mata fechada, e pelo visto ele fez questão que você Miss, viesse, e ainda ele fica mexendo com você desde que a gente chegou... aí eu fico pensando... sei que essa pergunta é digno de um retardado, mas... você só quis vir para tentar uma chance de ficar com a Stephanie no mato?
  • Stephanie: O que? Tai uma pergunta BEM idiota mesmo...
  • Robert Sonson: Concordo.
  • Bruno Torres: Para de tentar fazer graça, não é muito sua praia.
  • Beetleleader: Besouros. Tempo é dinheiro. Vamos...
  • Bruno Torres: Aqui não é o exercito não...
  • Stephanie: Ele tem razão, essa conversa não vai levar a nada. Agora, rapazes; me deixe descansar e vão fazer outra coisa.
  • Robert Sonson: Ok...
  • Bruno Torres: Convencida, hein...
  • Stephanie: Sou e muito.
  • Bruno Torres: Ok então... descanse em paz comendo seu sanduíche de peito de peru e seu suco de laranja, enquanto eu como comida de verdade.
  • Stephanie: Espionou minha bolsa?
  • Bruno Torres: É que você só pede isso lá no colégio, e tinha certeza que hoje isso não podia ser diferente. (Blue sai convencido de que tinha "ganhado pontos" com a garota, que prova com seu sorriso ao ver seu "colega" saindo. Ele vai em direção ao Beetleleader para falar a sóis com ele.) Eae, deixou seu lado reclamão de lado?
  • Beetleleader: Blue; nunca reclamei de algo, apenas passei os fatos de modo...
  • Bruno Torres: Tá, tá... ok... Ouviu a conversa que eu tive com a Miss Martie?
  • Beetleleader: Eram os únicos que estavam conversando, então... não deu como não ouvir, principalmente por conta ainda do eco que fez.
  • Bruno Torres: Perfeito. E o que que você me diz?
  • Beetleleader: Não sei... sobre o que mesmo?
  • Bruno Torres: Sobre a visita do Papa ao Brasil... É claro que sobre a Miss Martie!
  • Beetleleader: Uma garota boa... tira boas notas, é muito prestativa...
  • Bruno Torres: E então... acha que ela caiu na minha lábia masculina?
  • Beetleleader: Ahhh... se ela se interessou pelo seu papinho mole. Para mim você estava só de zoando...
  • Bruno Torres: Eu tava, mas... sabe como é. Eu sei que sabe como é. O que me diz sobre ela? O que acha que ela sentiu?
  • Beetleleader: Sei lá... vontade de rir da sua cara, talvez...
  • Bruno Torres: Aff, cara...
  • Beetleleader: Sendo sincero Bruno. Bancar o idiota por causa de uma garota não é meio humilhante?
  • Bruno Torres: Não, porque seria?
  • Beetleleader: Passar a imagem de carente, sei lá...
  • Bruno Torres: Poxa vida cara, precisa aprender a viver.
  • Beetleleader: Bom... essa é minha opinião. Faça bom uso dela. (Blue estranha a reação de Beetle e desistindo dele, vai em direção aos outros Besouros decepcionado.)

Em outro lugar... Burro e seu mordomo andavam já dentro do coração da selva, onde era recheado de árvores e arbustos, inúmeras folhas que caiam formando uma camada em cima da terra. O ar era puro e o sol coberto pelas copas das árvores deixando um pequeno brilho entrar, deixando o lugar com um panorama que ninguém poderia questionar. Notavelmente o mordomo já estava exausto e muito nervoso, principalmente por não ter comido ou descansado nada desde que começou a adentrar nas matas, e ainda seu mestre comia, dormia e relaxava em suas costas a mais de uma hora. Burro estava lambuzado de chocolate, deixando o terno de seu mordomo no mesmo estado. Ele estava apressado, queria chegar dentro da selva primeiro, mesmo sem notar que já estava lá, e o mordomo que sofria com este erro. Eles não sabiam, mas estavam muito próximos de onde os Besouros pararam.

  • Leonardo: Mais rápido! Mais rápido! Vamos ande mais rápido meu criado!
  • Mordomo: Se pronuncia mordomo. Senhor.
  • Leonardo: Senhor está no céu! Me chame de Senhorita, e até onde eu saiba criado é mudo.
  • Mordomo: Certo, senhorita.
  • Leonardo: É assim que eu gosto. Estamos indo bem, logo logo vamos chegar primeiro que os Besouros-Negros na selva. (o mordomo demonstra tremenda insatisfação com sua face.) Mal posso esperar. (logo um barulho de uma cachoeira pode ser ouvido.) Criado mudo, o que é isso?
  • Mordomo: Se chama água.
  • Leonardo: Água... uma ligação covalente microscópica entre duas moléculas de hidrogênio e uma de oxigênio. Nunca ouvi falar, mas vou adorar conhecer. (o mordomo suspira.) Criado... (Burro dá um soco em suas costas.) ...haya! Vamos a água!
  • Mordomo: Grrrrrrrrrrr... Porque vossa majestade não anda com as próprias pernas?
  • Leonardo: Porque ESTOU CANSADO, COM FOME E UMA ESPINHA! Isso é demais para mim. (o mordomo joga Burro no chão, bem em cima da lama.) POLÍTICO! ISSO É MOTIM!
  • Mordomo: JÁ CHEGA! EU NÃO SOU PAGO PARA IR AO MEIO DO NADA, PRESO COM UM LUNÁTICO ATÉ MORRER DE FOME. William Platino, me perdoe, mas seu filho é um tremendo de um asno e merece ser deixado onde não pode causar nenhum mal!
  • Leonardo: Asno é seu tataratarataratatrataratrartatratarataravô seu filho de uma égua!
  • Mordomo: CHEGA! Esse loucura acabou, divirta-se sozinho Leonardo, viva o resto de sua vida finalmente com independência! (o mordomo deixa Burro sozinho e sai correndo de perto dele, pulando de alegria.)
  • Leonardo: CORRUPCÍON! TIRANIA! CÂNCER DE PRIVADO! Volte aqui! Quem vai me dar comida e ficar em olhando para não me sentir sozinho! Quem vai lustrar meu sapato quando eu estiver com sono! Quem vai me limpar quando eu cair na lama! Quem vai me ajudar a fazer coco! É SÉRIO! Eu quero fazer coco! Volte aqui! Merda. Eu acho que já fiz na cueca. É ASSIM QUE A HISTÓRIA TERMINA!? PRESO NA FLORESTA TOTALMENTE CAGADO POR CULPA DE INDIGÊNCIAS ALHEIAS! Ainda bem que eu trouxe uma cueca reserva, não sou bobo. (Burro vai até sua mochila e nota que em vez de uma cueca pegou o sutiã de sua mãe.) Deve servir. Mas agora! CORRUPCÍON! (Burro tenta vestir o sutiã como se fosse uma cueca, mas em cima da causa, e ao se ver e achar que estava bom continua gemendo e vai até a cachoeira que escutará.) EBÁ! Uma privada! BURRO UM, NATUREZA ZERO! TOMA ESSA BRASIL! (Burro tira suas causas e começa a urinar, mas notavelmente ele estará sendo observado por alguém, que não gostará do que via.)
  • Leonardo: Eu acho que vou ligar para meu pai e demitir aquele criado duas caras, me deixou sozinho no deserto e nem me avisou. (Burro pega seu celular luxuoso e nota que estava sem torre, mas mesmo assim tenta e nada consegue.) Deve estar ocupado, meu pai tem tanta coisa para fazer. Se ele foi ver minha madrasta eu vou querer um presente. Minha mãe nunca dá nada mesmo. Bom, agora é só fazer coco e ir para casa. Mas... eu acho que posso me virar sozinho! Sou homem! Homem formado, jamais será casado! YES! Hora de arrebentar a boca do balão, isso mesmo. Vou botar para quebrar. Não botar ovos, vai ser do jeito antigo mesmo. Mas e agora... o que faço. Devo comer uma banana? Isso me deu uma ideia. Vou escrever mais um episódio de "As Crônicas de Burro", perfeito! (Burro pega seu notebook de sua mochila, senta em uma pedra e começa a escrever. O mesmo que o espiona observa calmamente, com fúria nos olhos, esperando para dar o bote. Passasse alguns minutos.)
  • Leonardo: ...um macaco pega uma banana e atira no policial. Muito bom... (o computador dá sinal de bateria fraca.) Droga. Sem bateria. Será que tem uma tomada por aqui? (Burro sai para procurar uma tomada, e a criatura se posiciona para sair.) Não..., não..., não..., não..., não..., com toda a certeza não..., EBÁ ACHEI! (Burro posiciona os cabos e quando ia conectar seu notebook à tomada, descobre que era um ninho de passarinho que havia caído.) Droga, não está funcionando. Ô casinha de gente pobre. Só tem uma tomada e ainda não funciona, o que que é isso... (ele volta para onde estava, e senta triste.) Queria ter um sorvete... (de repente o monstro se revela ao Burro, sendo um tigre muito feroz que rapidamente avança para matá-lo.) QUE ISSO! (o animal o derruba e o imobiliza, e não demora para começar a atacá-lo com mordidas, embora, o garoto rapidamente dá um soco no animal conseguindo escapar.) SEU ANIMAL IMUNDO! SE NÃO GOSTA DE MIM ME FALA NA CARA, NÃO FAÇA PELAS COSTAS! QUE FEIO DA SUA PARTE! (o animal avança em cima de Burro que foge como uma garotinha gritando com o tal; de repente ele para e encarra o tigre.) EU JÁ SOU HOMEM! DEVO ENCARRAR MEUS PRÓPRIOS PROBLEMAS COM CORAGEM! HORA DE SER BURRO! (como um animal ele avança em cima do tigre, e um começa a morder o outro. Os dois gritam de dor, mas continuam...)
  • (uns dois quilômetros à direta, os Besouros terminavam de lanchar e estavam prontos para adentrar nas matas e todos muito animados para continuar mais um pouco do percurso, embora ainda um pouco cansados. De repente, os gritos de dor da briga entre Burro e o tigre chegam aos ouvidos de todos como um furacão, e todos ficam horrorizados.)
  • Stephanie: O que é isso?
  • Robert Sonson: Nossa. Devem ser dois animais selvagens brigando entre si.
  • Beetleleader: E ainda disse que todos os animais eram mansos.
  • Robert Sonson: E são. Só que isso me estranha: pelo que li, aqui só contém animais herbívoros. Por conta do verde, é o único tipo de animal que melhor se adequaria ao tipo de ambiente daqui.
  • Beetleleader: Mas ninguém nunca entrou até aqui para comprovar.
  • Robert Sonson: Sim. Mas já tiraram algumas fotos de helicóptero e nenhum animal carnívoro foi encontrado. Eu mesmo tenho certeza que aqui não tem animais carnívoros.
  • Bruno Torres: Vai confiar no Google?
  • Beetleleader: Olha, que isso sirva como um alerta. Ainda bem que aconteceu antes que uma enrascada pior acontecesse. Pelo menos aqui é perto da saída para a civilização. Espero que o passeio já tenha valido a pena, por que vamos voltar.
  • Bruno Torres: Poxa vida, por isso. Pensei que tinha já tirado da sua cabeça essa besteira. São coisas tão tolas. Deve ser um coelho ou uma capivara brigando entre si, nada de mais.
  • Beetleleader: Pode ser. Mas para que arriscar.
  • Bruno Torres: Aff. Cara, chega. Tu tá a maior mala hoje, se quer voltar volte, mas eu vou ficar aqui. (Beetle fica nervoso.)
  • Stephanie: Nossa dá a maior dó ficar ouvindo esses gritos, pelo menos vamos para outro lugar.
  • Robert Sonson: É. Poxa vida, parem de bancar os dois moleques mimados. Isso aqui não é nada, não precisam ficar brigando por qualquer coisa. Lembrem-se que aqui ou não, nosso grupo será unido. Não desmanchem algo tão forte. Aliás são amigos, pra que isso?
  • Bruno Torres: Cara, esse ceticismo do Beetle é irritante. Poxa. Para de se achar com a razão. (de repente um grito humano pôde ser ouvido.)
  • Robert Sonson: O que é isso?
  • Stephanie: Parece ser um ser humano.
  • Beetleleader: É um ser humano. DROGA! Acho que sei quem é. O Burro deve ter nos seguido.
  • Stephanie: O Burro? Não.
  • Beetleleader: Quem mais seria? Vamos confiar na teoria de Robert e vamos averiguar melhor o que está acontecendo.
  • Bruno Torres: Certo. Vamos.
  • Stephanie: Mas, e se for um animal feroz mesmo?
  • Bruno Torres: Daí eu te protejo. (a garota olha admirado à Blue.) Mas não deve ser nada.
  • Robert Sonson: Vamos. Eu tenho certeza no que estou falando. Mas se for o Burro, não podemos perder tempo.
  • Beetleleader: Certo, então Besouros, corram! (eles obedecem, e Rangoo sai por último por conta de um vago medo.
  • Havia muitas vinhas e mato que tiravam a visão de tudo, e eles mesmos nem viam o que tinham a sua frente, nem mesmo se tinha algum buraco no chão, deixando a situação com um grave risco. Beetleleader e Blue correm como um raio e não temem por nada, e ainda tem a sorte de só seguirem por caminhos planos sem nenhum obstáculo a frente, sendo que eles só seguiam os gritos. Robert e Miss vão mais atrasados, ambos com muito medo. A garota como era mais rápida acaba o passando, mas não era tanto para chegar até os dois líderes da situação ficando praticamente sozinha. Eles correm por minutos, mas por conta da adrenalina do momento nem parece, e como as copas das árvores tampavam o sol em maior intensidade, o local era escuro deixando principalmente Miss Martie, ainda mais apavorada. De repente ela sente um cansaço decorrente da caminhada de horas atrás somada a corrida intensa no presente, e prende seu pé em um buraco e então acaba tropeçando e caindo uma ladeira de terra, machucando seu braço, e então para batendo sua cabeça em uma árvore, e acaba consequentemente perdendo a consciência, desmaiando. O corrido passa despercebido por Robert e Rangoo que prosseguem sem ela. Após dois minutos de caminhada, Beetle e Robert chegam ao local onde Burro e o tigre lutavam. Por incrível que pareça, a luta estava entre iguais e ambos estavam feridos.
  • Beetleleader: BURRO!
  • Leonardo: Beetleleader? (o tigre consegue subjugar o garoto.) Feio! Muito feio! Você vai para o canil!
  • Bruno Torres: Aff. É você mesmo. Que piada. (Beetle pega uma pedra e joga com força nas costas do tigre o provocando.)
  • Tigre: Grrrrrrrrrr... (Burro derruba o tigre e agora tem o controle da situação, o mordendo como um animal.)
  • Bruno Torres: Mas o que que é isso. Não sei quem é mais perigoso. (após um assobio ser ouvido, o animal recua em direção ao coração da selva.) Mas o que. (Robert e Rangoo chegam, e olham admirado Burro, que estava ferido com marcas de mordida no braço e diversos arranhões nas costas, face, braços e pernas; além de sua roupa estar rasgada.)
  • Robert Sonson: Mas o que? O que aconteceu aqui?
  • Beetleleader: Não sei, mas é mais uma razão para voltarmos. (ele olha para Blue.) Espero que agora assuma que é a hora de voltar para a cidade.
  • Bruno Torres: Mas... como que isso aconteceu?
  • Leonardo: Ele me atacou sem motivos, eu tentei conversar, mas o tigre era ignorante.
  • Bruno Torres: Você que é o ignorante.
  • Leonardo: FUI ATACADO E ELE AINDA ME XINGA! Que dó... que dó do pobre e miserável Burro.
  • Bruno Torres: Pobre e miserável... ahahan... sei. Queria pagar cinco mil para a gente ter que te aquentar.
  • Robert Sonson: Falando nisso. Onde está seu mordomo?
  • Leonardo: Me largou na floresta sozinho, sem comida, sem roupas, sem abrigo... (Blue aponta para a mochila de Burro, perto de seu notebook.)
  • Bruno Torres: E o que é aquilo ali?
  • Leonardo: Pertence ao tigre, não a mim. Que coisa.
  • Beetleleader: Você, cale-se. Vamos voltar, é uma ordem.
  • Bruno Torres: Certo... vamos. (Blue nota a ausência de Miss Martie.) Ué. Onde está a Miss Martie? (Robert se assusta, pois nota que ela já deveria estar junto ao grupo.)
  • Robert Sonson: Puts, é mesmo. Ela estava na minha frente e... (Beetle coloca a mão na cabeça.)
  • Beetleleader: DROGA! Ela deve ter se acidentado, voltamos e veremos com calma o que aconteceu.
  • Bruno Torres: O que... se acidentado? Não. Ela deve ter, sei lá, voltado.
  • Beetleleader: Isso é o que vamos descobrir, vamos.
  • Leonardo: E eu posso ir junto com vocês? Se não eu mato todo mundo. (Blue suspira com raiva.)
  • Beetleleader: Cale a boca e me siga. (Beetle, Blue, Robert voltam para procurar a garota.)
  • Leonardo: No Twitter? Só me passa de novo porque eu não tenho. (apenas Rangoo ainda estava lá, que fica o olhando estranhado.) Você tem o twitter do Beetleleader? Se tiver, passa para mim? (Rangoo sai ignorando Burro com ar de desprezo, e então o garoto é obrigado a segui-los.)
  • Voltando aquela passagem fechada eles vasculham cada canto com mais calma, demoram muitos minutos em cada canto, mas nenhuma marca de nada. Beetleleader liga para Miss em seu celular, mas repara que estavam sem torre, piorando ainda mais a situação e deixando Beetle ainda mais irritado. A garota estava desacordada ainda, porém onde caiu estava fora do trajeto e muitos arbustos a escondiam, e após hora de procura, enfim Miss é dada como desaparecida e Blue é que mais sofre com isso. De volta aonde deixaram suas bolsas...
  • Beetleleader: Droga, ela não está aqui também.
  • Marcelo: Como que pode ela ter sumido desse jeito? O trajeto é um pouco grande, mas não é tão difícil de passar.
  • Beetleleader: Ai que está. Como? Bom... ela é experta, sabe se virar. Ou esperamos aqui, ou continuamos as buscas.
  • Bruno Torres: Vamos procurá-la! Claro!
  • Beetleleader: Viva ela está. Deve ter no máximo tropeçado e ido parar nas laterais daquela trilha. É o mais provável.
  • Bruno Torres: Mas se tiver sido atacada por algum animal? Temos que agir!
  • Robert Sonson: Aquele tigre era estranho. Quando chegamos ele hesitou em atacar o Burro e saiu.
  • Leonardo: É!
  • Bruno Torres: Um atentado ao filho do prefeito, grandes coisa... Mas temos que achar a Stephanie! Já pensou como os pais dela vão ficar quando a gente chegar lá e dizer: "perdemos sua filha na floresta, tudo bem?". Temos que achá-la!
  • Leonardo: Eu sou rico, compro outra e acabou-se o problemas. Vamos embora. (Blue avança em Burro.) BLASFÊMIA!
  • Bruno Torres: Cale a boca. Vamos procurá-la agora!
  • Beetleleader: Aonde? (os dois se encarram.) Droga. Isso é tudo culpa minha. Não devia ter chamado todos para ver o que estava acontecendo, nem era algo tão relevante.
  • Leonardo: Hey! Um tigre maluco tentou me matar, e te garanto que ele não tomou vacina.
  • Bruno Torres: Nem um pingo relevante, impedimos um bem a humanidade.
  • Leonardo: ISSO É BULLYING! BULL-LINQUE!
  • Bruno Torres: Mas a verdade é culpa minha, não devia ter trazido para cá atoa. Devia ter pensado melhor.
  • Beetleleader: Pelo menos agora admitiu isso, e conseguiu o que queria: uma emoção que não se encontra na rotina.
  • Bruno Torres: Temos que procurá-la!
  • Beetleleader: E nós vamos. Nos dividimos. Robert, Rangoo e Burro vão ficar aqui a esperando. Eu e Blue vamos adentrar na mata a procura dela. Isso é uma ordem.
  • Leonardo: Eu quero ir embora. (Blue dá um soco em Burro o derrubando.) ISSO É BULLYING!
  • Robert Sonson: Certo. Boa sorte.
  • Beetleleader: Ótimo. E assim que a encontrarmos, partiremos desse lugar infernal. E que sirva de lição a todos, vejam o quanto eu estava certo.
  • Bruno Torres: Aff. Vai ficar tirando vantagem disso, por favor... SE CONCENTRA LOGO E PARA COM ISSO, ISSO É UMA ORDEM. (Blue e Beetle se encarram.)
  • Leonardo: Heeeeeeeeyyyyyyy! Motim!
  • Beetleleader e Bruno Torres: Cale a boca!
  • Leonardo: BULLYING!
  • Beetleleader: Certo. Vamos logo, quanto mais tempo demorarmos, menos tempo teremos de dia.
  • Bruno Torres: Ok. Vamos. (os dois vão em direção à mata objetivados em encontrar a garota, e Burro logo se joga em cima da grama e deita.)
  • Leonardo: O que tem para fazer hoje? (os dois o ignoram.)

E assim Bluebeetle e Beetleleader se dirigem à mata sem pensar duas vezes, encorajados pelo senso de responsabilidade e preocupação com o que pode ter acontecido com a moça, um ato nobre de lealdade. Em um ritmo agitado e ao mesmo tempo determinado, os dois refazem a busca do grupo por toda a área onde percorrerão em busca de respostas; ao mesmo tempo a cena se dirige para Miss Martie que aparentemente acorda de seu desmaio e lentamente se levanta para se dirigir a algum lugar; voltando aos dois, eles continuam em sua busca incessante e após inúmeros passos rápidos, eis que chega o momento de Blue cair em meio a um buraco e bater o rosto no chão. Beetle corre para socorrê-lo, sem necessidade já que resistente Blue apenas sofreu alguns arranhões, mas um fato curioso o intriga: ele havia escorregado em uma terra molhada, mas a mesma estava seca. Beetle concorda com o que Blue disse e logo nota que além de tudo, aquela terra estava aprofundada em um pequeno buraco, que poderia passar despercebido por pessoas que corriam e se desviassem de vinhas assim como seu colega fez; uma possível teoria para o que acontecido com Miss. Após os dois trocarem olhar-sérios, a cena volta para Miss que pegava uma folha de bananeira e colava em seu braço, como uma faixa, e ao realizar tal ato logo uma mancha de sangue pode ser percebida, e ao mover bruscamente seu braço ao vê-la sente uma enorme dor, revelando que estava quebrado. Um fato notável era que ela estava com suas roupas rasgadas, diferente de quando havia caído antes. Voltando para os garotos. Eles continuavam gritando pelo nome verdadeiro de Miss Martie, Stephanie, mas não obtinham nenhuma resposta, e então Beetle pede para Blue parar para evitar atrair animais selvagens, mas ele insiste demonstrando enorme ligação com a garota ao demonstrar sua preocupação com ela, e assim sendo ele decide abandonar sua postura de cético e conversar com ele a respeito.

  • Beetleleader: Bruno. Vai ficar tudo bem, nós vamos encontrá-la. Acalme-se logo está bem. Não precisa e nem adianta continuar desse jeito, pois se adiantasse eu já teria feito.
  • Bruno Torres: Eu só digo para mantermos o foco, não podemos deixar a Miss desaparecida na floresta. Se ela estiver ferida, ou mutilada por algum animal selvagem, ou se for tarde demais, e ela tiver sido devorada. E então... já pensou nisso?
  • Beetleleader: Bruno. Pensar nisto não vai adiantar em nada. Quem tem que manter o foco é você, e pare de bancar o pessimista que vamos encontrá-la.
  • Bruno Torres: Você é o expert no assunto, é o melhor exemplo de otimista. Desde o começo do passeio só mostrou ao que veio; espero que esteja feliz agora.
  • Beetleleader: E estou. Em ver que estava certo...
  • Bruno Torres: Aff. Tinha que ser. Faz o seguinte...
  • Beetleleader: Eu sabia que ia acontecer algo, e vim preparado. Mas não pode me culpar pelo o que aconteceu, ninguém tem culpa de nada. Agora seja realista e deixe essas picuinhas de lado, e olhe para frente. Você me conhece muito bem, sabe que quando eu acredito que algo é errado eu faço de tudo para mostrar o que é e sempre acerto em meus julgamentos. Não queria bancar o pessimista, mas com tantas arestas mal-resolvidas eu tinha que ao menos fazer um comentário. Robert me convenceu em ceder dessa vez para você, mas como vi, a razão nunca pode ser deixada de lado. Se é o que é preciso para parar com tantas frescuras, então desculpe por ter estragado o seu passeio, mas agora aga para que outros possam vir para Stephanie, e vamos encontrá-la sob qualquer custo. E então, está comigo ou prefere ficar pensando na morte do bizera do que enfim seguir a razão. (surpreso, Blue não reage. Depois de uns segundos pensando sob pressão...)
  • Bruno Torres: Está bem. Vamos encontrar a Stephanie.
  • Beetleleader: Excelente. E Blue...
  • Bruno Torres: O que?
  • Beetleleader: Depois de hoje está na cara que você está apaixonado por ela. (Beetle segue rumo deixando Blue mudo, invertendo os papéis que os dois fizeram no decorrer da excursão.)

Os dois continuam e nada, até quando Blue olha uma mochila jogada em um arbusto Blue e preta muito familiar, e ao analisar o conteúdo conclui que era da Miss Martie. Isso surpreende aos dois que concluem que ela caiu na falha de relevo que o local possuía, e decidem explorar para verem o que achavam, porém não era ali que a garota havia desmaiado. Enfim a cena passa para a garota que andava lentamente por uma trilha escura e sombria, onde petá-las de rosas brancas caiam sobre o chão. Confusa e com medo, ela olha para trás e para os lados em busca de uma explicação de como teria chegado aonde chegou, e como ela iria fazer para achar o caminho de volta. Ela andava em direção a uma luz notavelmente vinda do sol, e uma saída para aquele assustador caminho que parecia até então não ter fim. Ela acessa seu celular, e estava sem torre para fazer chamadas a desanimando, e ao ver braço ferido se entristece. Refletindo sobre o passeio, logo concorda que foi uma tremenda má ideia que demonstra raiva direcionada para Blue isso. Uma broa de ar frio cruza com Miss a fazendo tremer, e como suas vestes já não estavam em perfeitas condições, sentia com mais intensidade o impacto de sua má escolha. Depois de minutos caminhando, eis que chega a um espaço ainda fechado, porém mais luminoso e repleto de flora selvagem e hostil, e possíveis animais a sua espreita. Três caminhos poderiam ser escolhidos, três trilhas que levariam a três diferentes resultados, e a escolhida é a do meio a dedo, e ao ela se aproximar de seu destino, um ser a observa com o corpo magro e ao mesmo tempo esbelto, mostrando um grau considerável de força, e uma máscara pintada de branco e verde de madeira que mesmo que ocultasse sua identidade, revelava que tratava-se de um humano. Ela segue e logo sente uma sede, e para sua sorte cruza com um riacho que cruzava seu caminho. Ela procura algo para pegar a água, e tenta se arriscar em procurar na mata ao seu redor, porém com tantos espinhos entre as vinhas ela estava literalmente presa naquela trilha, só podendo voltar ou prosseguir. Com suas mãos com um pouco de sangue, ela pega a água e a toma, as lavando antes é claro. Ela olha para os lados sempre revelando estar apavorada, e enfim toma coragem de gritar para seus amigos em busca de uma salvação, mas para seu desanimo nada acontece. Com um olhar triste, ela prossegue sua trilha temendo ser observada, esperando um animal selvagem como um tigre ou um leão. Ela no caminho cruza com uma árvore enorme, porém sem espinhos ou itens cortantes que possam a ferir, e assim ela tenta a escalar para obter visão, mas seu braço a impede passando uma tremenda dor graças ao recém esforço do mesmo, impulsionando-a para fazer um intenso grito. Corvos podem ouvi-la voando como morcegos e assustando Miss que cai no chão frio e áspero, fazendo-a a dizer "basta". Ela levanta com dificuldade, mas olha para a natureza com astúcia, dizendo com seu olhar: "pode vir, que eu posso te vencer quando eu quiser", e assim, corre em direção a sua saída. À medida do possível, Miss consegue terminar o trajeto sem sofrer lesões ou nenhumas feridas, e se cruza com uma paisagem desanimadora. Ela estava diante de uma espécie de sala natural com diversas "salas" que levariam-a à caminhos diferentes, e no canto mais baixo havia uma enorme árvore que chegava até os céus passando as copas das árvores. Era um labirinto sem fim. O ser que a perseguia se rasteja nos galhos das árvores e para ao ver a garota olhando seu próximo desafio, e antes de qualquer conclusão pega um arco e uma flecha de seu traje natural que pareciam estarem grudados em sua cintura e apenas aparecendo sua máscara de madeira esculpida ele mira em direção à cabeça de Miss que sente uma sensação estranha e anda em direção à árvore central. Ela sentia que não importasse o que fizesse ou que caminho tomasse, nunca iria conseguir sair daquela floresta, e que a saída estava escondida em um lugar inimaginável; uma boa intuição. Ela desce calmamente o trecho e vai em direção à árvore mais alta, que destaca-se no centro, com um aspecto belo e exuberante sendo a mais alta de todas e passando as copas das outras, tendo ainda por cima o brilhar do sol. A garota a olha de baixo para cima e depois olha para os lados, e o ser que a espionava começa a temer algo, tremendo com seu olhar e suando frio. Ela rela na árvore e logo após a bate com a mão duas vezes, e nota que ela estava oca, como se fosse falsa. Com o estado empírico tomando conta de suas ações, Miss começa a inexplicavelmente chutar a madeira com tanta força que lhe proporcionava rachaduras a cada chute, e após vários, eis que um buraco há de surgir. Uma luz ilumina o sorriso de Miss que era notável assim como uma sensação de orgulho, facilmente percebível com o termo "yes!" vindo logo após a ação; atrás daquela árvore estava uma nova e exuberante passagem que com toda a certeza poderia levar a saída do local, algo que faz o homem que a espionava apontar seu arco para a garota, mas perde a mira quando ela resolve entrar, desconcertante. Mesmo assim ele decide segui-la, e continua andando pelas copas das árvores.

No céu o sol dava seus últimos minutos de presença, sendo logo tomado pelo brilhar de uma lua cheia. Em um campo de mata virgem grandemente arbóreo, com uma cachoeira como fonte de água dentre as montanhas e uma abertura há poucos metros para a mata grossa estavam Robert Sonson, Rangoo e Burro que haviam terminado de montar o acampamento, ao menos os dois primeiros. Deitado na grama com um mato na boca está "Burro do Shrek", tomando uma lata de Coca-Cola e arrotando e produzindo gazes em escala crescente. Os outros dois estavam extremamente cansados e até sujos, mas Burro estava lá, folgado até lendo uma revista pertencente a revista MAD. Robert e Rangoo conversavam entre si.

  • Robert Sonson: ...para o que precisar temos aquela água, então não iremos morrer de sede. As bicicletas estão logo ali subindo a montanha, e para ir embora é só seguir reto. Qualquer coisa, estamos garantidos.
  • Marcelo: Mas o Bruno e o... qual é o nome do Beetleleader?
  • Robert Sonson: Eles podem voltar a qualquer minuto, mas, se há tigres... não garanto.
  • Marcelo: Okay. Então, vamos descansar?
  • Robert Sonson: Já está ficando noite, temos que dar um jeito de contatar Bruno e Beetleleader, tem alguma ideia?
  • Marcelo: Bom...
  • Robert Sonson: Tem um sinalizador? É útil para estas horas.
  • Marcelo: Não, mas...
  • Robert Sonson: Já sei! Podemos fazer um barulho alto como sinal, tipo... sei lá. Temos uma bacia?
  • Marcelo: Não. Mas nós podemos...
  • Robert Sonson: Será que a torre voltou a funcionar. Vou conferir. (Robert vai em direção ao celular.)
  • Marcelo: Okay.
  • Robert Sonson: Droga. Já está acabando a bateria. E agora. Eu tenho o mapa em mãos; acha que deveria ter cedido a eles?
  • Marcelo: Eu acho que seria melhor, já que eles poderiam se localizar e...
  • Robert Sonson: Também acho. Lá não é perigoso, eu li sobre os animais da região de Wikaner. São herbívoros, mas este tigre... AI! Que nó que está dando em minha cabeça!
  • Marcelo: Percebi.
  • Leonardo: Deixe a vida te levar meu amigo, deixe a vida te levar.
  • Robert Sonson: Explica-se.
  • Leonardo: Faça como eu. Não pense em nada, pois pensar só faz mal.
  • Robert Sonson: Ahahan; sei. E se não tivéssemos pensado nós não teríamos ter te salvado daquele tigre, e se tivéssemos pensado não teríamos perdido a Miss Martie! E se tivéssemos pensado! Teríamos ido até a guarda costeira e... AHGRN!
  • Leonardo: Se tivessem pensado, eu teria morrido nas mãos frias de um felino. Isso que é a verdade.
  • Marcelo: Guarda costeira não é só para casos de...
  • Robert Sonson: Eu sei! Se pensasse não ia ficar ai sem fazer nada feito com morto pra vida.
  • Leonardo: Relaaaaaaxa, mano. Viva a vida que você vive mais.
  • Robert Sonson: Não vou nem perder tempo em discutir com você. (Robert deita em cima de um colchonete.)
  • Marcelo: Onde está a bolsa da Miss Martie?
  • Robert Sonson: Ela está... (Robert nota a falta da bolsa da garota.) Onde está. Droga! Ela pode ter vindo aqui e nós não vimos. Droga!
  • Marcelo: Pode ser.
  • Leonardo: Viu. Então relaxa.
  • Robert Sonson: Olha aqui Burro, você só está aqui como um agregado, o favor de ficar quieto senão te largamos na floresta.
  • Leonardo: E eu os acho de volta. É o ciclo natural da vida.
  • Robert Sonson: Aff. (Robert se choca de volta para o colchonete, e Rangoo se senta nele.)
  • Marcelo: Por mais loucura que pareca, Burro está certo, você tem que relaxar.
  • Robert Sonson: Não posso, tenho que ficar alerta. Bruno e Beetle vão chegar a qualquer momento e tenho que estar preparado para o próximo passo. Por mais lindo que sege, não podemos viver aqui. Perdemos a Miss Martie, uma verdadeira lastima, mas temos que ainda nos manter unidos para não perdermos mais um, e Blue e Beetle são alvos fáceis ali naquela mata, então tenho que estar pronto para o que precisarem! Por mais cansado que eu esteja, devo estar pronto para agir!
  • Marcelo: Okay.
  • Robert Sonson: Mas se quiser descansar, sem problemas, descanse. Um em pé já o bastante. (Rangoo deita e usa seu chapéu para tampar a luz, deitando-se para cochilar.)
  • Leonardo: Hey Boberto, quando vamos embora?
  • Robert Sonson: Fique á vontade, pode ir a qualquer momento.
  • Leonardo: Mas quando o grupo, Os Besouros-Negros, vão embora?
  • Robert Sonson: Quando estivermos em cinco de novo.
  • Leonardo: Então é quando o Bruno e o Felipe voltaram, ótimo.
  • Marcelo: O nome do Beetleleader é Felipe?
  • Robert Sonson: Você não faz parte do grupo.
  • Leonardo: A página do meu Facebook diz o contrário! Eu curti vocês, então sou um Besouro E NÃO HÁ NADA QUE POSSA FAZER A RESPEITO DISTO! Sou BURRO!
  • Robert Sonson: Quer fazer o favor de ficar quieto.
  • Leonardo: Não. Você não merece. (Robert fica irritado, e Burro volta a ler sua revista; Robert suspira.)
  • (Por alguns minutos, apenas o silêncio reinava naquele acampamento, até que já de noite Beetleleader e Bluebeetle voltam com desânimo.)
  • Leonardo: Oie Felipe, oie Bruno! (os dois o olhar com má vontade.) Que foi?
  • Beetleleader: Robert, está acordado? (Robert se levanta, com aspecto cansado como se tivesse dormindo, algo que já prestes a fazer pelo cansaço e o silêncio.)
  • Robert Sonson: Estou. E então, onde está a Miss?
  • Bruno Torres: Não achamos.
  • Leonardo: Então já podemos ir embora!
  • Bruno Torres: Claro que não seu retardado anão de meia-tigela.
  • Leonardo: Ninguém tem paciência comigo... Isso não é justo! Vou ligar para o um nove zero e denunciar todos por Bullying.
  • Bruno Torres: Tenta.
  • Leonardo: Eu vou.
  • Beetleleader: Parem vocês dois. Não a achamos, mas achamos sua mochila pendurada em uma árvore. (Beetle joga a mochila de Miss no chão, ato que deixa Blue notavelmente indignado.)
  • Robert Sonson: Estranho. Como ela pode ter andado sozinha? E sem percebermos?
  • Bruno Torres: Sem perceberem é até compreensível, mas ter andado, não.
  • Beetleleader: Suspeitamos a presença de uma sétima pessoa nesta mata. Que possa ter raptado Miss em busca de algo.
  • Leonardo: Quem sabe um resgate. Não é mesmo? (Burro olha para Blue que fica furioso.)
  • Bruno Torres: Eu? Resgaste! Tá maluco seu Burro desgraçado! A Stephanie some e você acha que eu quis raptá-la por resgaste!? Tem cabimento.
  • Leonardo: Eu não disse nada, muito menos de "cabimento".
  • Bruno Torres: AFFS!
  • Robert Sonson: Mas em relação ao rapto, pode até ser tanto um canibal, quanto um animal experto por exemplo.
  • Bruno Torres: Canibal?
  • Beetleleader: Pode.
  • Robert Sonson: Alguma coisa está errada.
  • Bruno Torres: Claro. É muito estranho isso. Procuramos por todos os lugares e nada. Só uma terra tão fofa que qualquer um escorrega.
  • Robert Sonson: E aquele tigre ter fugido de nós quando nos viu, estranho.
  • Bruno Torres: Temos que nos aprofundar nisto!
  • Robert Sonson: Ou talvez não seja a hora de fazer justiça com as próprias mãos. Podemos sair daqui e ir falar com a polícia rodoviária. Eles saberão o que fazer.
  • Beetleleader: Concordo.
  • Bruno Torres: Concorda? É brincadeira!
  • Beetleleader: Temos que preservar nossas vidas. Vá que outro tigre ou algo do gênero apareça, e então? Já errou uma vez, quer errar duas.
  • Bruno Torres: Encontrar a Stephanie não é um erro.
  • Beetleleader: Mas morrer procurando é.
  • Leonardo: Então já que está todo mundo bem vamos embora.
  • Bruno Torres: Mais uma dessas seu elfo, e eu te dou um soco tão forte que não vai conseguir andar por duas semanas!
  • Leonardo: Ótimo. Não gosto de andar mesmo. Cansa minhas perninhas.
  • Bruno Torres: Não é atoa que está uma baleia. (Burro olha Blue com raiva, que se levanta.)
  • Leonardo: Baleia é a sua mamãe, que fica comendo bolo e torta o dia todo com o dinheiro dos outros...
  • Bruno Torres: Bela descrição sobre a sua.
  • Leonardo: AGRESIÓN!
  • Robert Sonson: Bruno. Deixe isso pra lá, não vale a pena.
  • Bruno Torres: Com toda a certeza. Dentro desse balão ambulante não há nada que preste.
  • Leonardo: Pelo menos eu faço sucesso entre as crianças. Não sou um aborrecente esquisito que fica só brigando com todo mundo.
  • Bruno Torres: Falando mais uma vez de você. Mas ok. Não vale mesmo a pena. (Burro tem um ataque de loucura pela pressão lhe jogada.)
  • Beetleleader: Vamos parar com isso. Parece uma criancinha pior que ele.
  • Leonardo: QUE VOCÊS GOSTAM MAIS DELE, QUE FICAM COM ELE! SÓ QUERIA FAZER AMIGOS E TER UMA FAMÍLIA FORA DO CASAMENTO, MAS VOCÊ ESTRAGARAM TUDO! SATISFEITOS! AGORA EU VOU CHORAR NO QUARTO ENQUANTO COMO BOMBONS E FICAR ASSISTINDO OITO HOMENS E UM SEGREDO! E QUAL É O SEGREDO!? HEIN!
  • Bruno Torres: Ótimo, faça isso. Se não estiver mais aqui.
  • Robert Sonson: Bruno!
  • Leonardo: JÁ CHEGA! ADEUS IDIOTAS! EU VOU FICAR MUITO BEM SEM VOCÊS. BURRO DIZ, GOODBYE E VÃO CIS... MISS... BISS... VÃO FAZER ALGUMA COISA DE ÚTIL! ADEUS OTÁRIOS! VOU ACHAR A SAÍDA DESSE LUGAR SOZINHO! (feito um louco, Burro corre desenfreado rumo ao norte, com todos o olhando totalmente desconcertados, menos Blue, que o olhava com sorriso no rosto.)
  • Robert Sonson: BURRO! VOLTA AQUI!
  • Bruno Torres: Deixe-o ir, me sinto até melhor.
  • Robert Sonson: Você não entende...
  • Bruno Torres: Entender o que? Burro era um peso morto, e fico aliviado de agora podermos agir sozinhos.
  • Beetleleader: Leonardo não tem competência de ficar sozinho em uma floresta, é um alvo fácil e é perigoso até para si mesmo. Deve ficar conosco para sua própria proteção. Ínsita-lo só resultaria nisso. Mas agora... ele se foi.
  • Bruno Torres: Melhor assim.
  • Beetleleader: E a culpa de tê-lo deixá-lo morrer, como se sentiria? (Blue suspira.) Temos que recuperá-lo, não deve ter ido longe.
  • Robert Sonson: Não está pensando em ir atrás dele agora, de noite?
  • Beetleleader: Estou pensando sim. Eu irei sozinho, me desejem sorte.
  • Bruno Torres: Pode ser perigoso. Não podemos perdê-lo como aconteceu com a Miss.
  • Beetleleader: De fato. Por isso a sorte.
  • Bruno Torres: Eu irei com você, pela Miss. Pedirei desculpas a este lunático assim que o virmos, não pode estar longe.
  • Beetleleader: Está certo. Então vamos.
  • Robert Sonson: Mas...
  • Beetleleader: Robert; cuide do acampamento. Rangoo; juízo.
  • Marcelo: Pode deixar.
  • Robert Sonson: Mas o Burro pode voltar e...
  • Beetleleader: Não posso perder tempo. Vamos. (Beetle e Blue se retiram em busca de Burro, e Robert fica preocupado e se deita com a mão na cabeça.)
  • Robert Sonson: Isso não vai acabar bem.
  • (os dois correm em direção ao norte, apenas usando como iluminação a luz da lua. Beetleleader estava sério e determinado, enquanto Bluebeetle estava desanimado e irritado com a situação.)
  • Bruno Torres: O Burro não pode ter ido muito longe, não é mesmo?
  • Beetleleader: Não. Mas, sugiro que preste atenção por onde anda, não sabemos aonde pisamos e não podemos acabar como a Miss. Me entende?
  • Bruno Torres: Entendo. Saudades dela.
  • Beetleleader: Não se preocupe. De um jeito ou de outro vamos encontrá-la, fique tranquilo. Se não encontrarmos, ela nos encontra. E sendo sincero. Essa história de animais selvagens pelo que noto é quase que desprezível, fique tranquilo. É só uma questão de tempo.
  • Bruno Torres: Assim espero.
  • Beetleleader: Assim será.
  • (eles correm por minutos, mas nada. Burro realmente foi rápido em sua fuga, e sua localização era indeterminável. Mesmo assim, a dupla decide prosseguir. Eles acabam por adentrar na mata, e não demora muito para Bluebeetle cair após tropeçar em uma pedra e machucar seu nariz. O perigo e logo apontado, e visto a situação Beetle decide voltar. Infelizmente, um uivo pôde ser percebido.)
  • Bruno Torres: O que é aquilo?
  • Beetleleader: Não importa, voltamos e deixamos isto para lá. Agiremos melhor pela manhã.
  • (os dois vão correndo para o acampamento, mas um animal os segue. Parecia ser uma espécie de lobo, mas nada muito descritível. Pela distância entre os dois corpos, a dupla logo o despista, mas ele parecia estar com vontade de continuar, e que poderia atacar em breve.)

Os dois voltam para o acampamento e explicam a situação para Robert Sonson e Rangoo, e não demoram para ceder ao sono e irem dormir, antes jantando com os itens trazidos na mochila, e sempre Blue se preocupa com Miss que poderia estar ou não com fome. Burro por outro lado corria desesperado pelas matas, e se refugia em uma gruta escura e sombria onde se posiciona em posição fetal para passar a noite, com medo do que lhe poderia acontecer, principalmente ao ouvir os uivos constante que os lobos faziam na região. Enquanto isso. A lua brilhava mais intensamente no interior da mata, onde por ventura as copas não cobriam mais. O ambiente estava mais iluminado, e dava-se para ver melhor as rochas que estavam no chão e as estacas de madeira que estavam fincadas na terra como um indicador de trilha, com mais terra lisa do que grama prantada no chão. Neste cenário com uma nova ferida na bochecha estava Miss Martie correndo e deslizando na terra rumo ao norte, seguindo as estacas. Curiosamente, haviam várias tochas fincadas em algumas árvores, e várias bananeiras estavam brotando deliciosos frutos que quando notados são logo atacados pela garota que estava praticamente "morta" de fome, e ao se alimentar de pelo menos quatro bananas se acalma e começa a pensar melhor. Ela estava com muita fome para pensar, e isso a causará um enorme desespero, mas não era o único fator; ela estava agora com muito medo do lugar onde estava. Avistando uma rocha maior, ela senta de pernas cruzadas e medita em busca de uma resposta de como sair daquela prisão. O cenário era assustador demais e intimidador, principalmente pelo fato de parecer ter sido moldado por mãos humanas nativas, ou seja, indígenas ou até mesmo canibais, o que causava medo na garota de arriscar continuar, porém, não podia voltar; uma sinuca. Olhando para os lados, mata fechada, e lá onde estava era o único ponto aberto de toda a floresta, que parecia estar recheada de tigre, onças e outros animais selvagens. Após minutos refletindo ela abre os olhos já mais calma e deita na terra suspirando e não hesita em olhar para as folhagens, e não demora para escutar um ruído estranho e sem parar para distingui-lo ela foge desesperado rumo ao desconhecido apenas seguindo as estacas; mal ela sabia que elas levavam a um lugar, mas o ser que a espionava sabia, e queria impedir que isso aconteça. Após minutos correndo muito cansada ela tropeça em uma raiz e se depara com mais metros de mata selvagem, a noite um perigo, mas vendo que não tinha escolha prossegue. Várias vinhas, galhos, troncos e árvores compunham um cenário similar ao que Miss caiu e isso até a fez ficar esperançosa que tinha chegado onde havia caído, mas estava enganada. Animada ela anda mais rápido, atenciosa desta vez, mas depois de minutos ela não encontra absolutamente nada, além de uma rocha gravada: "wisdow" com vários riscos em volta; algo muito estranho. Uma luz a chamou atenção e ela decidiu ver o que era, e nota que as árvores tinham tochas acessas para iluminação e que as árvores estavam riscadas, algo muito estranho. Não demora muito para a garota começar a tremer por conta do frio que se aumentava já que o horário já era dez horas e meia da noite, e as brisas começavam a aumentar. Ela nota que estava em um beco sem saída quando vê uma enorme montanha impedindo a passagem para o outro lado, e nela várias bandeiras verdes vincadas, não tinha como dizer que não era humano. Mas por incrível que pareça, uma passagem foi aberta e bem arquitetada e edificada com barro, argila, pedras e areia com até mesmo um espaçamento de passagem e em sua volta vários desenhos, impressionante. Curiosa, a garota olha as pinturas e vê desenhado nelas com uma tinta natural negra um garoto pulando, voando, encarrando diversas situações tribais e ao seu lado duas mulheres: uma jovem que se parecia com ele, e uma mais velha um pouco diferente, mas que também aparentava um aspecto jovem. Ela estranha e prossegue pela passagem, mas uma gota que passa despercebida chega até o solo que estava coberto com uma extensa camada de folhas, vindo do alto onde aquele ser que se revela com a luz da lua ser um humano que aparentemente estava chorando ao ver a garota olhando suas construções, e encorajado ele pega seu arco e suas flechas e olha para diversas vinhas, as pegando e pulando para outros galhos no intuito de segui-la. A garota vê que o túnel era quentinho e aconchegante, e parecia ser seguro e então senta em posição fetal e após olhar para os lados, decide dormir. O ser em cima da montanha olha para o outro lado, e após minutos nota que ninguém saiu e decide fazer uma abordagem direta.

Enquanto isso no acampamento dos Besouros. Robert e Rangoo dormem como crianças, calmos e serenos enquanto Blue próximo a fogueira ficava parado, apenas olhando para o céu a espera de sua pretendente, e Beetleleader na sua pensando curiosamente na mesma coisa. Ele nota o amigo solitário com até mesmo sentimento de culpa, e decide ir para lhe dar um conforto. Vários uivos podem ser ouvidos, algo que chama a atenção do líder, mas que ignora rumo ao seu objetivo.

  • Beetleleader: O que foi? Pensando na Miss?
  • Bruno Torres: Aff. Sim, estou. Está uma noite perigosa, e fico preocupado em saber que ela está naquele frio todo, enquanto nós estamos aqui com uma fogueira.
  • Beetleleader: Ela sabe fazer fogueira, não sabe?
  • Bruno Torres: Não sei, acho que sim.
  • Beetleleader: Bruno. Ela foi escoteira, é claro que sabe.
  • Bruno Torres: Aff, então por que perguntou?
  • Beetleleader: Para ver sua reação. Acalme-se, tudo irá dar certo.
  • Bruno Torres: É engraçado você dizer isso por que... (Blue olha Beetle que estava com olhar de sério.) Está bem. Só fico pensando, será que ela precisa de ajuda? Será que ela está sabendo se virar. E como ela sumiu assim de repente? Algum animal pode ter a levado.
  • Beetleleader: Pode ser. (Blue o olha com olhar de desaprovação.) Mas só o tempo responderá está pergunta. Só acho que não deveríamos ter vindo, mas agora que o pior aconteceu, vocês vão me ouvir da próxima vez.
  • Bruno Torres: Mas será que vai ter próxima vez?
  • Beetleleader: Vai. Tenho certeza que vai. (com as palavras confiantes, Blue se encoraja e os dois parecem refirmar uma amizade.)
  • (Enquanto isso. Miss começa a falar com sigo mesma, fazendo anotações sobre o que aconteceu e tentando se acalmar do medo de qualquer coisa que poderia lhe acontecer.)
  • Stephanie: Droga, droga. Como eu saio disso aqui. Nossa, como eu pude me deixar vir parar aqui. Não. Não. Não. Aff. AONDE TEM UMA LUZ AQUI, HEIN!? POR ONDE EU SAIO! CADÊ AS PLACAS!? Aiiiii... estou começando a falar sozinha. Estou ficando louca. Quem falou que a mãe natureza é boa? Hein? Que loucura é essa! (ela movimenta bruscamente o braço ferido.) AIiiiiiiii! DROGA! Acalma-se Stephanie, acalma-se. Você já passou por coisas piores, já sim. Tudo vai acabar bem. Como acabar bem? Tem gente aqui! Canibais! Vão me comer viva. (com a mão esquerda a garota lhe dá um tapa no rosto.) AI! aiiiiiii... Droga. Eu tinha que vir num acampamento no meio do nada. Se um dia eu ver o Bruno, eu o mato. Perai. Se eu conseguir achar eles. Eles podem estar aqui perto e eu nem pensei nisso! Vamos! (animada a garota se levanta e corre para a outra ponta gritar pelos Besouros. De repente, ela se depara com um ser de máscara que pula para sua frente bem quando ela estava próxima da saída, a assustando.) AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH! O que é você? Quem é você? Quem construiu tudo isso? (o ser pega seu arco e sua flecha e mira bem no coração da moça, mas acaba tremendo e hesitando em atirar dando tempo da moça fugir em direção contrária.)
  • Homem: Droga.
  • (o ser a persegue com uma velocidade impressionante e com um empurrão, derruba a moça assim que a alcança. Ela cai bruscamente no chão e olha para cima com medo.)
  • Stephanie: Quem é você? (o ser não responde, e pega de suas costas que pareciam estar armadas com muitos itens e objetos de luta uma espécie de pano, e coloca nele rapidamente um liquido Blue e vai bruscamente em direção ao nariz da moça, que estava horrorizada com o que via. Sem pensar duas vezes, ela chuta o joelho do ser o fazendo parar por alguns segundos, e assim ela se levanta e volta a correr, correndo para onde o ser apareceu. O homem se levanta, e ao ver a situação e ao notar que estava perdendo pega seu arco e flecha e mira em direção a garota e então atira velozmente contra ela. Nenhuma flecha a acerta, mas uma passa em cima de sua ferida na bochecha causando ainda mais dor.)
  • Stephanie: Ai... Droga. (saindo do túnel, ela pula para fora sem pensar duas vezes e se depara com um cenário que jamais poderia imaginar. Uma espécie de cidade construída artesanalmente entre as colinas do mais puro verde, recheada de árvores e água com um tamanho inimaginável. O que ela via era somente o começo, mas ela nota uma área florestal e corre temendo de haver mais homens que poderia matá-la. Ela corre bruscamente, mas acaba sendo abordada pelo ser que a encontra e salta de uma árvore a seu encontro.)
  • Homem: Saia daqui agora.
  • Stephanie: AGORA RESOLVEU FALAR! ME TIRE DAQUI AGORA! QUEM É VOCÊ E O QUE QUER COMIGO, RESPONDA JÁ! O QUE É VOCÊ! O QUE É ISTO! QUERO SATISFAÇÕES AGORA, NESTE INSTANTE. (o ser responde com um soco na cara da jovem.)
  • Homem: Exijo mais respeito. Saia de minha cidade agora! E mande seus amiguinhos fazerem o mesmo!
  • Stephanie: Por que? (o ser tira uma faca das costas e faz um corte bem em cima de braço bom, o esquerdo.) ARRGGH!
  • Homem: Não quero ninguém em minha liberdade, isso é uma ordem! Saia, ou morra.
  • Stephanie: Me mostra a saída e eu saio seu animal! (o ser se cala, e fica parado esperando uma reação. A garota fica em estado de choque com medo da criatura que estava em sua frente. Ela decide voltar, mas a olha com um rosto de desaprovação. Vendo que estava sem saída, a garota decide fugir do homem indo em direção contrária, e o ser a deixa ir.)
  • Homem: O recado já está dado.
  • (Com dor do último ataque que levou, a garota corre em direção ao nada, apenas sabendo que lidava agora com um homem desconhecido e sanguinário, e que estava armado com armas artesanais e que poderia estar em um bom número. Olhando para trás e agora mostrando sinais de fragilidade chorando, ela vai até uma outra área florestal mais perto da cidade. Desnorteada, a garota encontra uma cabana com cara de habitada, e em busca de ao menos algum remédio ou algo que a ajude a diminuir a dor, ou alimentos para re-estabelecer energia. Ela abre a cabana que era feita de troncos, madeira e uma espécie de pregos feitos de rochas, mas que era perfeita tanto por fora quanto por dentro. Ela se depara com um espelho e nota sua lastimável situação: com sua camiseta branca rasgada e ensanguentada com o sangue vindo do peito com um corte que o pegava por inteiro; cabelos despenteados e rosto ferido, com além de tudo um leve borro de maquiagem; tênis rasgado e shorts com a mesma impressão; além do braço direito ferido e engessado em folhas de bananeira precariamente e algumas picadas de insetos; realmente a garota estava acabada, e tem um choque ao ver isto. Ela entra na casa e vê alguns vasos de argila com água e os pega para tomar e se limpar, e logo então nota que a casa parecia ser muito perfeita para um selvagem. Com tapetes de folhas e tecidos, e até sofás e mesas, uma beleza, mas que não é tão apreciada por ela com medo de se esbarrar com o proprietário. Ela corre para a saída e se depara com um diário, e não hesita em lê-lo em voz alta com uma voz tremula, mas ainda assim audível.)
  • Stephanie: Onze de novembro, dois mil e treze. Hoje foi um dia muito forte para mim e não sei se vou aguentar. É muito diferente para mim. Agora estou por mim só, sem ninguém para me acudir, e nestes dias difíceis eu ainda tenho que ter forças, mas aonde vou tirar? Preciso de paz e harmonia para sobreviver, senhor. Acho que vou enlouquecer com tanta pressão e mal, e tenho medo do que posso fazer de errado. Não sou mal de verdade, mas não posso deixar a situação me deixar ser. Tenho que lutar contra, e fico com medo de ter errado em minhas escolhas, mas eis os resultados... (de repente uma voz pode ser ouvida.)
  • Homem: ...e não posso mudar jamais, infelizmente. Mas quem sabe, a vida pode me melhorar até o que me afrigia não me afrigir mais. É só a lei da evolução, e um dia, eu serei melhor do que sou assim do que sou melhor do que fui. Assim que é a vida.
  • Stephanie: Você que escreveu isto?
  • Homem: Saia agora da minha cidade, saia de minha LIBERDADE! (o ser pega uma faca de suas costas e mira em Miss.)
  • Stephanie: Por favor, não faça isso comigo, por favor! Deixe-me ir embora, por favor. Eu deixo a cidade, sua liberdade, tudo, só quero voltar para casa. Eu queria voltar mas não sei o caminho, e você deve saber, por favor. Me deixa ir! (o ser fica sem reação, pensativo.) Por favor. (a garota começa a chorar com toda a pressão e o ser mostra-se compadecer, até a garota não resistir a tanta emoção e desmaiar com medo da morte. Assim, o ser a olha e toma uma decisão.)
  • (um novo dia nasce, o sol irradia os campos verdes e neles estavam Miss Martie, caída como se tivesse morta com passarinhos cantando para todo o canto. O ser havia lhe poupado a vida, e parecia ter lhe dado alguns bônus. A garota estava melhor tratada, com um gesso de folhas melhor feito e ser corte no braço estava melhor tratado, e não lhe havia marcas de sangue no corpo e nem nas roupas, impressionante. De repente suavemente a garota acorda.)?
  • Stephanie: Eu vou lhe dar sua liberdade, só me deixa ir para casa. Aonde eu estou? Estou em casa? Maaaanhe. Paaae. Bruno. Beetleleader, está aqui? Pessoal! Eu morri? (a garota se levanta ainda com sono, mas nota que estava em melhor estado.) O que é que tá havendo. Onde eu estou? O que aconteceu? (ela se espreguiça, mas acaba caindo no sono de novo e indo dormir. Nisso dá para ver que de longe nas árvores, o ser estava a espiando.)
  • Homem: Espero que esteja satisfeito, pois eu nunca mais farei isto de novo. Agora... tenho que fazer alguma com os outros, eles sim são a verdadeira ameaça, e deve ser neutralizada de uma vez por todas.

O ser sai do local, deixando a garota em paz por mais um tempo, e parte rumo ao acampamento dos Besouros, com um novo foco em mente. No mesmo espaço de tempo, no acampamento, após uma noite pesada e um pesadelo profundo, Bluebeetle acorda apavorado, como se acabasse de vivenciar um ataque sanguinário, e ao olhar para os lados, nota que estava acampamento nas matas. Eu olha às horas no celular e vê uma foto dele com seus amigos como plano de fundo, e nela estava Miss Martie, o remetendo a infame lembrança de que a garota havia se perdido misteriosamente nas matas, mas, por incrível que pareça, desta vez ele não tem uma reação triste e com essa ideia; como se lhe tivesse vindo esperança. Fora de sua barraca, Robert Sonson estava sentado beira à cachoeira, estudando a vida marítima do lago e a fotografando com a câmara fotográfica, como uma atividade para lhe recuperar a calma perdida com a situação. Quieto em seu canto estava Rangoo, que passava a impressão de estar dormindo por estar encostado em um canto com um chapéu cobrindo seus olhos para tapar o sol, mas não estava. Alguém não estava lá, e Blue ao sair nota isso. O garoto vai a procura de Beetleleader pelo acampamento e pergunta sobre ele para Robert, que responde que ele adentrou às matas logo cedo sem dar notícias, fato que estranhou Bruno, e o fez querer fazer o mesmo. Ele corre para o território onde Miss passou pela última vez, e com mais calma, examina todos os indícios, embora quem realmente procurava era Beetleleader, e nada. Ele anda, anda, e anda e não encontra nada nem ninguém que possam responder quaisquer questão, mas vê um macaco andando pelos galhos rapidamente, e resolve voltar. Já no acampamento hora depois, ele chega e se depara com o time todo reunido e as coisas brevemente organizadas e arrumadas para uma saída definitiva das matas, e como orquestrador do feito, Beetleleader, com um aspecto frio e cansado como se tivesse passado toda a noite em claro. Ao seu lado, Robert Sonson que conversava com ele sobre os rumos dos Besouros e da operação de busca pela Miss Martie, e Beetleleader desapontado e rancoroso respondendo as questões de acordo com seus pensamentos. Ao ver Blue, o líder logo se irrita.

  • Beetleleader: Onde estava?
  • Bruno Torres: Onde você estava? Eu fiquei te procurando por todo o canto.
  • Beetleleader: Não podemos perder mais um! Sege coerente, garoto!
  • Bruno Torres: Eu tô aqui, não estou?
  • Robert Sonson: Está. Arrume suas coisas, vamos embora.
  • Bruno Torres: E a Stephanie?
  • Beetleleader: Eu... resolvo isso. Por hoje, vamos embora e eu irei contatar a polícia rodoviária e virei como testemunha do ocorrido em busca da moça. Vocês irão embora, estão entendidos.
  • Robert Sonson: Eu irei junto com Beetleleader...
  • Beetleleader: Você não vai. Vamos sair daqui, hoje. A guarda irá resolver isto, e eu... falarei com... (Beetleleader fica mudo, como se seu rancor tivesse falado mais forte; Robert suspira.)
  • Robert Sonson: Bruno. É o melhor voltarmos para casa.
  • Beetleleader: Se eu tivesse sido mais forte e...
  • Bruno Torres: Nós podemos ir atrás dela. Não pode estar muito longe...
  • Beetleleader: Somos garotos. Eu odeio admitir isso, mas... somos garotos. Viemos aqui por imaturidade, e agora, pagamos as consequências da melhor forma. Pelo menos, eu pago. Estou sendo muito otimista e bonzinho de livrar-lhe da culpa de ter perdido uma de nós aqui nas matas...
  • Bruno Torres: Minha culpa?
  • Beetleleader: Sim. Não deveria ter-nos excitado com essa ideia medíocre de... aff. Só me obedece, ok?
  • Bruno Torres: Eu dei a ideia, mas vocês a seguiram por que quiseram! Poxa! Isso eu não podia prever, ora bolas!
  • Beetleleader: Eu podia!
  • Robert Sonson: Parem.
  • Bruno Torres: Não podemos deixar a Stephanie assim! Sem apoio!
  • Beetleleader: Perdemos também o Burro por sua causa. Graças a você, o prefeito vai nos atacar geral pelo resto da vida. Sabe os problemas que eu irei passar por sua incompetência! Não poder entrar na faculdade de Wikaner ou da região por conta do prefeito me odiar. O William Platino, por conta que perdi o filho dele na floresta e ele... morreu.
  • Bruno Torres: Ele morreu?
  • Beetleleader: Quem sabe?
  • Bruno Torres: Ele já era um peso morto... a questão é que...
  • Beetleleader: Me obedece. Nós vamos e iremos contatar a polícia rodoviária, capite!
  • Bruno Torres: Eu não acho justo deixarmos a Stephanie assim. Devíamos, ao menos tentar. Quem sabe dê certo. Nós buscarmos ela...
  • Beetleleader: E quem garante nossa sobrevivência? Você não pensa? Não... não... não... Chega. Vamos e ponto. Robert, coloque aquelas garrafas de água nas mochilas, podem ser uteis. (mudo, Blue olha para as mochilas e nota a presença da de Miss Martie.)
  • Bruno Torres: Nós vamos levar a da Miss também?
  • Beetleleader: Se quiser deixar aqui é menos peso... é claro que vamos! Pode ter algo que possa ser útil. DNA...
  • Bruno Torres: DNA? Aff. O que está pensando. Que já é caso perdido e que só vamos encontrar restos mortais? O que que é isso? Aff, cara. Para de bancar o bobão! Podemos até contatar a polícia. Mas eu quero ir junto. Capite. (acuado e sem respostas, Beetleleader fica mudo por alguns segundos, pensativo.)
  • Beetleleader: Está bem. Faça o que quiser. (Blue faz um sorriso.) Mas saiba que terá consequências.
  • Bruno Torres: Não ligo para as consequências.
  • Beetleleader: Este é o seu defeito. (Blue demonstra não gostar do que ouviu, e Beetle muda o assunto da conversa.) Agora, prepare suas coisas e vamos sair daqui. Quero que as deixe no posto da guarda onde formos, pois é menos peso e preocupação, e siga comigo para o que for preciso. Levamos conosco na busca apenas a roupa do corpo, um meio de comunicação que existir, além é claro da hidratação. Não sei o que enfrentaremos, se apenas seremos testemunhas, ou seja lá o que possa ser... só quero estar preparado para tudo, e será para valer. Mesmo que não participarmos muito da busca, faço questão de estar ciente de tudo o que acontece. E... por favor, siga o que eu mandar; e tome cuidado. Não quero perder nenhum homem, certo?
  • Bruno Torres: Bom... aceito ser termos, certo. (os dois apertam as mãos, e Blue vai arrumar suas coisas para sair, olhando para trás ainda triste e sentindo-se um traidor por deixar Miss nas matas sem chances de encontrá-los, mas segue com esperanças de que vai dar certo.)
  • (do alto das árvores, um homem olha atencioso às atividades dos Besouros, ouvindo tudo o que conversam. Ele demonstra não estar feliz com o que ouviu com sua expressão facial, que levemente transparece pela sua máscara feita de madeira colocada para ocultar sua identidade. Com a luz do sol, pode-se ver que suas vestes são simplórias e se resumem a um calção feito de folhas de bambu, uma mochila feita de bambu e folhas, e possuía olhos castanhos e longos cabelos pretos revelam ser um indígena, provavelmente, um nativo da região das matas. Ele está com seu arco-e-flecha, sendo que as flechas estavam molhadas com um misterioso e inflamável liquido vermelho bem escuro, e os aponta calculadamente para a mochila de Miss Martie pronto para atirar, e então ele esfrega a flecha na árvore em forte, produzindo o fogo e enfim, atira.)
  • (O tiro acerta o alvo, produzindo um veloz fogo por todo o objeto, o queimando junto a flecha, mesmo que a segunda ainda esteja um pouco reconhecível.)
  • Bruno Torres: Ahhn? O que...
  • Beetleleader: Mas o que? (Robert ao ver isto pega algumas folhas de bananeira e começa a produzir vento, sem resultado, e o item é enfim queimado por completo.)
  • Bruno Torres: Droga! O que aconteceu aqui?
  • Beetleleader: A pergunta certa é: Quem fez isto. É uma flecha de madeira, provavelmente artesanal... mas, da onde veio? (Bluebeetle olha para o céu em busca de algo e encontra o homem, que rapidamente atira mais duas na grama que dava acesso à mata grossa, formando um incêndio que impedia a passagem.)
  • Bruno Torres: Tem um homem ali em cima! (todos olham para cima.)
  • Beetleleader: Um nativo! Deve vir de uma tribo de canibais! (todos se apavoram; ele atira mais uma flecha em direção aos Besouros.) CUIDADO! (a flecha não atinge ninguém, mas queima uma das barracas que aparentemente era de Robert Sonson e então queima as outras, queimando todas as mochilas também.)
  • Robert Sonson: Minha mochila!
  • Bruno Torres: Desgraçado! (o ser atira várias flechas sem estarem inflamadas com força, causando um belo impacto no solo levando em conta também a velocidade dos tiros. Isso faz os Besouros recuarem.)
  • Beetleleader: Vão em direção às bicicletas! (eles obedecem. No correr, são ainda perseguidos pelo ser que atira ferozmente.)
  • Bruno Torres: MAS O QUE É AQUILO?
  • Beetleleader: NÃO SEI! MAS DEVE SER O RESPONSÁVEL PELO SUMIÇO DA Stephanie, O SÉTIMO HOMEM QUE ESTAVA NESTAS MATAS, COMO MINHA TEORIA COGITAVA! ELE E SUA TRIBO DEVEM ESTAR QUERENDO NOS EXPULSAR... OU COMER NOSSA CARNE, OU SACRIFICÁ-LA PARA ALGUM DEUS!
  • Robert Sonson: MAS O QUE!?
  • Bruno Torres: COMO SABE SE ELE TEM UMA TRIBO, OU É UM CANIBAL?
  • Beetleleader: NÃO SEI, MAS MINHA INTUIÇÃO TEM ESTADO MUITO BOA ULTIMAMENTE... (Blue faz uma cara de desconforto, mas admite o fato. Calados, eles correm até as montanhas e continuam a andar, subindo pelo mesmo caminho em que vieram quando chegaram nas selvas. No meio da correria, Rangoo tropeça e cai, e como já estavam à uma certa altitude, poderia ser letal.) RANGOOOO...!
  • Bruno Torres: DROGA! TEMOS QUE FAZER ALGUMA COISA! AGORA!
  • Beetleleader: PROSSEGUIR É O MELHOR... INFELIZMENTE. (Blue não concorda com o que ouve, e faz uma expressão de irritação para Beetle, e decide voltar para ver como Rangoo estava.) BRUNO! NÃO BANQUE O IDIOTA... (ele não responde, e volta corajoso, desviando das flechas do ser com perfeição.) DROGA! DROGA! VAMOS EU E VOCÊ ROBERT, AGORA! (eles prosseguem, e continua a persegui-los, atirando cada vez mais. Após minutos chegam até as bicicletas, mas para surpresa dos dois, todos os pneus estavam furados, impedindo assim seu uso.) DROGA!
  • Robert Sonson: E AGORA?
  • Beetleleader: VAMOS APÉ! (com o pouco de tempo que os dois gastaram para olhar as bicicletas, o homem chega até eles, descendo das árvores, e se aproxima dos dois rapazes com um aspecto feroz e selvagem.) QUEM É VOCÊ? (o ser não responde, e Robert demonstra medo dando um passo para trás. Já Beetle, encarra o homem olhando para sua máscara, e se aprofundando em seus olhos castanhos pelo buraco que a mesma possuía.) QUEM É VOCÊ!? RESPONDA JÁ! (o ser coloca seu arco nas costas, junto com outras armas que estavam em uma espécie de bolsa feita por bambu e folhas, e encarra Beetle ferozmente, formando uma disputa de olhares.) VAI ME RESPONDER OU NÃO? (o ser tira de seu arsenal de armas, uma faca, e rapidamente se aproxima de Beetle e o derruba com as mãos, e com seu pé, segura-o para não se mexer. Robert tenta defender seu amigo com um soco, mas o ser rapidamente troca sua faca de mãos e segura com força a mão do rapaz, e a usa para puxá-lo apenas para receber um forte soco no rosto e o fazer deitar no chão. Aproveitando-se do momento, Beetle empurra o homem que cai no chão e tenta pegar sua faca, que é logo pega, e Beetle que mal havia levando cai novamente no chão. Então é subjugado quando o homem pega seu pescoço e aproxima a faca dele, deixando o rapaz imóvel. Robert nota e começa a se levantar, querendo fazer alguma coisa.)
  • Homem: Mais um movimento, e eu mato o seu amigo. (Robert fica imóvel.)
  • Beetleleader: Quem é você? Me responda! O que quer conosco!
  • Homem: Quero que saia da minha Liberdade, deixa-a em paz, e nunca mais volte. É meu último aviso, senão...
  • Beetleleader: Liberdade? Como assim liberdade? Afinal, você mora aqui? E tem mais homens com você?
  • Homem: Não é informação que precise saber, apenas saiba que não quero que isto seja dito com mais ninguém. Saia de minha Liberdade, e nunca mais volte, nem traga ninguém para cá. Está me entendendo!?
  • Beetleleader: Então aqui é Liberdade? Saiba, que eu já estava... (furioso, o ser joga a cabeça do jovem contra o chão, apontando sua faca a seu rosto, prestes a lhe dar um ataque.)
  • Homem: Eu sei de tudo aqui, e assim sei que está mentindo. Se você me prometer e me provar que nunca mais vai contar sobre aqui para ninguém, eu o deixo ir, mas... caso o contrário.
  • Beetleleader: Obtemos um acordo então, mas antes, quero saber onde estão os outros, os qual sei que sabe onde estão. Os outros que pertencem ao meu grupo!
  • Homem: Não são de sua conta. E como disse, só lhe deixarei ir se tiver uma prova de sua palavra, caso contrário... irei fazer de tudo para que você e seus amigos apodreçam aqui, e nunca contem ao mundo sobre o que nós fizemos. Nós não lhe... arrghhh...! (o ser começa a rosnar, com raiva como se fosse um animal, e coloca as mãos na cabeça, como se tivesse com dor, e nesta Beetle o empurra e foge, e Robert faz o mesmo. Retomando a consciência, o ser vira-se para trás e ainda os vê.) Sua escolha foi feita. Seu destino está zelado. (então o homem rapidamente corre, e pega seu arco-e-flecha nas costas e atira duas flechas flamejantes que causam um incêndio na direção onde os dois corriam, alimentado por pequenos matos fincados ao solo, os impedindo de passar. A única saída era passando pelo homem, que sorri.)
  • Beetleleader: Ok. Eu prometo não falar nada sobre aqui, minha palavra. Mas nos deixe ir, todos. Não quero nunca mais pisar aqui, mas não quero deixar ninguém para trás. (o ser fica parado olhando para os dois, e ri fortemente.)
  • Homem:Não pode, nunca mais. Sua escolha foi feita, e morrerá aqui em Liberdade. (Beetle diante da cena, fica em estado profundo de raiva, enquanto Robert, perplexo, fica imobilizado sem fazer nada.)
  • Beetleleader: O QUE QUER PARA DEIXAR-NOS SAIR DAQUI? E O QUE AQUI TEM DE TÃO ESPECIAL! PROVE-ME QUE NÃO É LOUCO! OU DIGA-ME LOGO QUE É! (o homem o olha, mudo. Após alguns segundos...)
  • Homem: Pois bem... fazemos um acordo. Eu lhe deixo ir agora, não para fora, mas sim para dentro de Liberdade. Lhe darei alguns minutos, e logo após irei atrás de cada um de vocês. Caso você ou algum de vocês conseguírem me pegar, estarão livres... caso contrário, nunca mais sairão daqui... ao menos com vida... (Beetle se vê acuado, e olha com temor para a máscara do sujeito, seus olhos castanhos, e após um minuto toma uma decisão.)
  • Beetleleader: Pois bem... que assim seja. Mas me diga. Onde estão os outros, onde está a Stephanie ou o Leonardo? Eles estão bem?
  • Homem: Eu não quero estragar a surpresa. Agora, que o melhor sobreviva, e que os Besouros-Negros tenham o que realmente mereçam. (Beetle o olha estranhado, como se tivesse já ouvido isto antes, e com dúvidas de como o ser sabia o nome de seu grupo. Logo então, sem pensar duas vezes, corre para sair daquele beco sem saída, com Robert o seguindo, e o homem lhe dá espaço para fugir. O rapaz olha para as bicicletas, mas rapidamente desce as montanhas com medo do que lhe poderia acontecer.) Besouros-Negros... cada ano ficam mais ingênuos.
  • (O ser espera alguns minutos, enquanto Robert e Beetle correm desesperados até o chão, precisamente aonde era o acampamento. Após pelo menos uns dez minutos, eles chegam até o objetivo, com Robert já cansado.)
  • Robert Sonson: E agora?
  • Beetleleader: Procure o Bruno e o Marcelo.
  • (E assim é feito, e Beetle corre beirando a pequena montanha de onde Rangoo caiu, a possível hipótese de como se localizar os dois. Não demora muito, e enfim ele os acha. Rangoo estava bem, sentando em uma rocha aparentemente apenas arranhado e com alguns rasgos em suas vestes, e Bruno ao seu lado pensativo.)
  • Bruno Torres: Beetleleader?
  • Beetleleader: Seu idiota! Olhe no que nos meteu! Olhe a confusão que nos meteu!
  • Robert Sonson: Marcelo. Está bem?
  • Marcelo: Sim. É que eu e minha família somos de ferro, nada nos atinge.
  • Bruno Torres: As plantas lhe amorteceram a queda. Mas, como assim? O que aconteceu?
  • Beetleleader: Eu sei de tudo agora, e sei também que sofremos um grande perigo. O pior é que a culpa é sua.
  • Bruno Torres: Como assim?
  • Beetleleader: Não temos tempo! Agora, temos que fugir para as matas! Sofremos um grande perigo!
  • Marcelo: Como assim perigo?
  • Beetleleader: E desta vez me obedeça! Ouviu! Agora vamos, rápido! (sem perguntar, os quatro correm e adentram desnorteados nas matas, procurando um lugar seguro. Do alto, o homem os vê.)
  • Homem: Oito, sete, seis, cinco, quatro, três, dois, um... e meio... um... quarto... um. Hora destes invasores me divertirem um pouco. (então ele rapidamente sobe em uma rocha e alcança um galho, e com ele salta até as copas das árvores, rumo a uma caçada, e com um sorriso nos olhos.)

E assim uma guerra estava formada, entre os Besouros-Negros e maligno ser que estava "defendendo" sua "Liberdade" dos visitantes, com Beetleleader não gostando nada do assunto. Minutos se passavam desde o último evento onde os quatro entraram em uma espécie de floresta de árvores médias, parecendo ser macieiras, deixando o local onde era o acampamento para trás. Mal eles sabiam que o caminho que eles adentraram era o caminho que levava a parte mais distante da saída de Liberdade, algo que poderia ser até calculado, mas todos com medo apenas corriam sem pensar nas consequências. O homem que os perseguia até parecia saber como encontrá-los, mas ele para em cima de um galho próximo ao acampamento, e se delicia com uma laranja vendo as cinzas dos pertences dos jovens, enquanto pensará profundamente em algo, e tira seu arco-e-flecha de seu arsenal e os olha, como se tivesse arrependido de ter feito tal guerra, mas logo após, segura com força sua arma e olha para o alto destemido e apenas diz uma frase, aparentemente para si mesmo.

  • Homem: É isso que tem que ser feito. É você, ou eles.

Voltando para os Besouros-Negros. Já se passaram mais de meia-hora de correria, e toda vez que Beetle era questionado por algum dos três sobre o motivo de estarem fugindo rumo às matas, apenas uma frase era dita, "ainda não é a hora". O tempo foi se passando, e cada segundo sob total adrenalina e pavor, apenas correndo pelas macieiras até não sobrar mais uma na paisagem, mudando agora para árvores mais cheias mostrando que já haviam andado pelo menos seis quilômetros, e Beetleleader nem sequer nota. Foi um momento fora do tempo, e do espaço para ele, preenchido pelo medo de estarem sendo seguidos, e de nunca mais saírem daquelas matas. Robert Sonson era o único que já estava se cansando, enquanto os outros ainda tinham bastante fôlego. Finalmente quando Beetle olha para trás depois de milhares de vezes, ele se convence de que não tinha ninguém, e então começa a diminuir a velocidade gradualmente e nisso passava mais calma aos demais, e após cerca de um minuto eis que eles enfim param, querendo logo saber o porquê daquela corrida movimentação desenfreada. Beetle e Blue são os primeiros a se sentar, cada um em uma pedra a beira de um lago que era alimentado pelas águas de uma cachoeira, e ao seu redor várias pedras de diversas formas, e muitas árvores cobertas por vinhas faziam uma agradável paisagem, e uma parede de pedra servia quase como uma parede, e acima dela mais árvores e pedras mostravam que lá se dava ao um novo lugar, um novo território pronto para ser explorado. Infelizmente, os Besouros não pareciam estar ligando muito para o panorama. Iluminados pelo único ponto onde o sol não estava coberto pelas copas das águas, ouvindo o doce som da água correndo, eis que Bruno olha para o rosto de Beetle, que estava totalmente atordoado com a situação, e o garoto exige com seu olhar uma resposta, e eis que em resposta o rapaz o dá uma expressão de fúria. Ao redor dos dois, sentando na grama, Rangoo e Robert aguardam ansiosos por um debate, e obrado a dar satisfações, Beetle pisca e olha para todos com um rosto extremamente sério, e desconfortado e rapidamente olhando para baixo e depois voltando a sua posição, ele decide passar ao seu grupo o que tinha que falar. Antes de começar, é interrompido por Blue, que pela demora já estava levemente irritado.

  • Bruno Torres: E então. Agora, pode falar? (Beetle demora um pouco para responder, colocando as mãos na cabeça.)
  • Robert Sonson: É complicado...
  • Beetleleader: Não é complicado, é bem simples de entender. Aquele homem que nos perseguia foi bem claro.
  • Bruno Torres: Como assim foi claro? O que está havendo? (Beetle suspira.) Fale!
  • Beetleleader: Sabe o nome desde lugar? Não o apelido, mas o nome? Então... este lugar se chama Liberdade, e ninguém pode saber de sua existência.
  • Marcelo: Liberdade?
  • Beetleleader: Que má sorte nós pisarmos aqui, e ainda mais má sorte ter sido por teimosia, não é mesmo Bruno? (Bruno mostra-se desgostoso com o que acabará de ouvir.)
  • Bruno Torres: Como assim? Vai voltar ao velho sarcasmo? Achei que tivéssemos resolvido isso!
  • Beetleleader: Não pode tapar o sol com uma peneira, Bruno. E é exatamente isto que está querendo.
  • Bruno Torres: Mas...
  • Beetleleader: Você nos motivou a vir aqui, e sob sua ideia, sua força de vontade, é que todo o nosso grupo veio até aqui. Porquê? Para fugir da rotina! Mas não podia ser em lugares comuns, tinha que ser nas tão TEMIDAS matas de Wikaner, que agora pelo que vi, se chamam Liberdade. E não podia prever isto? É claro que não. Por que... só me pergunto... porque ninguém nunca saiu com vida desse lugar? Motivo de tanta lenda. Por que? Porque ele é um lugar amistoso, confortável, receptivo? Me responda! Por que? (Bruno começa a se irritar, e os outros dois ficam mudos apenas observando a discussão atentos.)
  • Bruno Torres: E dai! Isso não passa de uma insistência em me jogar culpa, como se fosse totalmente minha! E nem respondeu ainda o que todos nós queremos ouvir: o que está acontecendo aqui?
  • Beetleleader: Como se não estivesse claro! O porquê de tanta correria: estamos sendo perseguidos Bruno! E é tudo culpa sua! (Bruno para alguns segundos para pensar em uma resposta, abominado com o que acabará de ouvir.)
  • Bruno Torres: Que quer ouvir: "ohhh... Beetleleader, você tinha razão. EU ERREI!" Pronto! Agora fale! O que está havendo! O que está acontecendo? Queremos respostas!
  • Beetleleader: Aquele homem... ele não nos quer aqui...
  • Bruno Torres: Quem é aquele homem?
  • Beetleleader: Eu não sei! Mas tenho certeza que é um nativo, ou o responsável por estas terras. Claramente ele é perturbado, mas também é perigoso.
  • Robert Sonson: Ele nos derrubou facilmente enquanto se apresentava, e dizia para sairmos de sua Liberdade.
  • Beetleleader: Exatamente. Íamos fazer um acordo: nós íamos sair daqui, e nunca contaríamos daqui para ninguém. Mas ele queria uma prova, e depois começou a enlouquecer, e desfez o acordo.
  • Robert Sonson: Na realidade... eu acho que ele dizia apenas para você sair? Ele não contava com a Stephanie, nem com o Leonardo em nossa conta.
  • Bruno Torres: Como assim? O que ele tem haver com eles?
  • Beetleleader: Não percebe! Ele é quem está por trás de tudo! Ele quem sumiu com a Stephanie. Por motivos os quais ninguém sabe. (ao ouvir isto, Blue se mostra raivoso, com ira agora voltada àquele homem.)
  • Bruno Torres: Por que que aquele homem iria fazer isto? Por que ele atacou a Stephanie!
  • Beetleleader: Não sabemos dos detalhes... ele não revelou mais nada. Depois disto, a única maneira de fugir foi nos submeter a um novo acordo, mais cruel e ilógico. Que pode custar as nossas vidas. (ao ouvir isto, Blue demostra curiosidade e Rangoo se assusta.)
  • Bruno Torres: Que tipo de acordo? Diga!
  • Beetleleader: Uma perseguição. (ao ouvir isto, Bruno começa a mostrar melhor entendimento sobre o assunto, embora levado pela emoção de ira contra a situação em que se encontravam.)
  • Bruno Torres: Uma perseguição? Por isso que estamos fugindo? Que tipo de acordo é esse?
  • Beetleleader: Ele nos persegue, tenta nos matar, e se nós conseguirmos o derrotar, derrubando-o, matando-o ou seja lá como for... ele nos deixa ir. Mas, caso contrário... (por pelo menos um minuto, ninguém se atreve a dizer nada. Bruno fica pensativo quanto ao caso, enquanto Beetle e Robert acabam por fazer o mesmo.)
  • Marcelo: E o que vamo fazer? Qual é a ideia de vocês?
  • Beetleleader: O plano mais sólido é tentar driblar os olhares daquele homem, e fugir das matas seguindo o relevo presente neste solo, pois já notei que mais para dentro das matas, mais se diminui o relevo, e assim chegamos as pistas. Depois, pegaremos carona, e dali o plano volta ao antigo. Eu e o Bruno vamos a polícia rodoviária, passamos o caso, e deixamos nas mãos deles.
  • Bruno Torres: Mas se este ser está nos perseguindo, ele deve saber praticamente tudo sobre nossos passos, ou sempre se empenhar em saber. São muito poucas as chances de sairmos invisíveis daqui, não acham?
  • Robert Sonson: Na realidade...
  • Beetleleader: Esta é a melhor ideia que temos. Tem outra ideia? (Bruno fica apreensivo, pensativo, buscando uma ideia alternativa. Já Beetle e Robert, ficam calados, aguardando uma resposta.) E então?
  • Bruno Torres: Se formos seguir pelo caminho que vimos, só para voltar ao acampamento de lá seguir ao caminho que viemos apenas para sair, tenho certeza que bateremos de frente com ele.
  • Beetleleader: Não vamos pelo mesmo caminho, só vamos por um que não sege tão distante deste, e que dê ao mesmo resultado, ou outra rota que chegue a pista.
  • Bruno Torres: Mas... então, porque saímos de perto da saída, para depois voltarmos? Não há lógica nisto.(Beetle fica mudo por alguns segundos.)
  • Beetleleader: Não sei! Minha cabeça não estava no lugar! Como acha que eu estava pensando depois deste acontecimento! A única coisa que penso é uma maneira de sair daqui!
  • Bruno Torres: E a Stephanie? Aquele homem deve saber aonde ela está! Não podemos deixá-la aqui! E mesmo se conseguirmos sair daqui, sem aquele homem ver... ele pode querer se vingar, e descontar nela! Por que? Pois nós deixamos ela para trás!
  • Robert Sonson: Ela não é tão indefesa...
  • Bruno Torres: Para um homem que conseguiu te domar? Levando em conta que foi você e o Beetleleader juntos. (Robert se cala, e fica pensativo junto ao Beetle.) E então?
  • Beetleleader: Qual é a sua ideia então? Conte-nos, qual é sua sugestão? (Bruno por alguns segundos, e logo lhe veem uma ideia.)
  • Bruno Torres: Temos que dançar conforme a música. Jogar o jogo que nos foi proposto. Eu tive uma ideia para acabarmos com isto, mas creio que não vai gostar em nada.
  • Beetleleader: Que ideia?
  • Bruno Torres: Vamos enfrentá-lo! (Beetle e Robert não acreditam no que ouvem.)
  • Robert Sonson: Como assim! O que! Ficou maluco!
  • Beetleleader: A chance de sobrevivermos indo de frente com ele é muito menor... e além do que, como vamos ir assim sem um plano. Ele pode ser só um, mas é perigoso e conhece isto aqui melhor que a gente. Por quê acha que levaríamos a melhor contra ele?
  • Bruno Torres: Por que está é a melhor ideia que temos! Se ele está nos perseguindo, não deve estar muito longe, e não vai descansar até nos encontrar.
  • Beetleleader: Quanto a isto eu já pensei, e vamos pegar um caminho diferente, despistá-lo.
  • Bruno Torres: E é exatamente assim que penso em derrotá-lo. Usando a inteligência.
  • Beetleleader: Então diga-nos, qual é o seu plano?
  • Bruno Torres: Vamos enganá-lo. Vamos nos separar, um serve de isca, os outros servem de apoio. Não vamos ficar um longe do outro, apenas o levar até um lugar onde ele se revela, e os outros o atacam de surpresa. Assim, usamos as matas a nosso favor.
  • Robert Sonson: O que!?
  • Beetleleader: Este plano não é nem um pingo sólido, Bruno. Arriscar nossas vidas assim! E se der errado?
  • Bruno Torres: Ele não pode seguir a todos. Somos quatro, e ele apenas um. Vamos usar isto a nosso favor.
  • Beetleleader: Ele ataca pelas árvores.
  • Bruno Torres: E dai, eu sou bom de mira.
  • Robert Sonson: E quem pretende ser a isca?
  • Bruno Torres: Eu não teria medo de enfrentá-lo. Mas parece que quem ele quer é você, Beetleleader.
  • Beetleleader: Como assim?
  • Bruno Torres: Ele seguiu você ao invés de mim e do Rangoo, quando estava nos atacando. Ele quer a você, não nós.
  • Marcelo: Eita! É verdade.
  • Robert Sonson: Ele não me deu atenção quando estávamos próximos, apenas olhava para Beetle.
  • Beetleleader: E mostrou saber sobre os Besouros-Negros.
  • Bruno Torres: Então... dos quatro, é você que ele seguiria.
  • Beetleleader: Mesmo assim... este plano não é sólido. Para onde iremos? Nem conhecemos estas matas direito!
  • Bruno Torres: Seguimos reto. Se bem que... podemos esquecer essa de nos separar. Nos separamos quando ele nos atacar. Nos fazemos de fáceis até lá.
  • Beetleleader: Assim só estará nos levando para um guerra. O que o faz garantir que nós iriamos vencer?
  • Bruno Torres: Simples. Não temos opção. Ele de qualquer forma iria atacar. Pelo menos estamos preparados. O que você acha? Vamos dar tudo de si para vencê-lo e sair daqui com vida, ou então... vamos torcer por piedade. (Beetle e Robert viram para trás, pensativos e após um olhar para o outro, Beetle olha com seriedade para Bruno, com uma resposta pronta para sair.)
  • Beetleleader: Ok. Seguimos o seu plano.
  • Bruno Torres: Excelente. Seguimos reto, e esperamos o ataque.
  • Beetleleader: Mas saiba que o que acontecer lá, estará por sua responsabilidade. Se alguém morrer, a culpa será sua.
  • Bruno Torres: Sem problemas. Tenho certeza que nada vai dar errado.

E neste instante, os Besouros se levantam e seguem reto, prontos para um ataque, com Bruno agora liderando-os, confiante de que seu plano iria dar certo. Em outro lugar totalmente distante de onde os quatro estavam, do lado oposto de onde partiram quando foram atacados, ou seja, do acampamento, uma silhueta pisa com os pés descansos uma grama verde, e próxima dela há um córrego iluminado pelo brilho do sol de águas que desciam de uma montanha por meio de uma cachoeira, sendo esta o ponto mais destacável da paisagem, formando um lindo lago repleto de peixes e estrelas do mar, que ocupava mais de setenta porcento do cenário da região. Haviam várias bananeiras, rochas cobertas por musco e cavernas cobertas por vinhas, além de é claro, muitas árvores maiores que cobriam como sempre o sol com suas copas. Mais um ponto extremamente belo, e muito agradável de ver. Tal pessoa se acacha para tomar um pouco de água e com a mão a leva até sua boca, e logo e levanta olhando para os dois lados, e prossegue seu rumo, indo em direção a uma entrada que levava a uma trilha em uma mata completamente fechada, mas tal ser estava decidido em prossegue. Antes, coloca a mão em seu estomago mostrando estar com fome, e decide tentar subir na árvore para comer algumas bananas, típicas da região. Ao sol iluminar seus cabelos castanhos, eis que o obvio é revelado, se tratava de Stephanie, também conhecida como Miss Martie. Ela estava com rosto mais sério, objetivada, mais concentrada no que estava fazendo. Sua camiseta branca estava ainda mais rasgada, e seu estado comparado aos outros Besouros era com certeza o pior, com inclusive a mão direita enrolada por folhas de bananeira, mostrando-se quebradas, embora em estado melhor comparado ao dia anterior. Com seu braço esquerdo cortado, ela alcança pelo menos cinco bananas e logo desce para ingeri-las. No meio da refeição, a garota olha para o alto desconfiada, e logo volta a comer. Minutos depois, um som de galho se quebrando é ouvido, e a garota rapidamente pega uma pedra que lhe estava próxima e atira contra o autor de tal deslize, acerto em cheio um macaco que estava passando por um galho de uma das árvores, que consigo levava uma banana. Vendo o que fez, ela vai logo acudi-lo, mas o animal ao vê-la foge, deixando a banana, e a garota descontente com o que fez, ainda mais que foi medo de rever tal homem que para ela já havia se tornado assombração.

  • Stephanie: Calma... ele não vai mais aparecer... calma garota. Agora é só achar a saída, ou encontrar os outros Besouros que devem estar te procurando. Relaxa.
  • (Claramente ela estava certa, porém não tinha nenhuma menção do que estava acontecendo. O macaco que foi acertado corre dolorido pela grama, até alcançar uma vinha e subi-la, onde em solo rochoso se encontra com muitos de seus iguais, que estão fazendo montes de banana mostrando que faziam parte da mesma tribo. De repente um homem descalço pisa no mesmo solo rochoso sendo temido pelos primatas presentes, e vai em direção ao monte de bananas, porém nota o macaco que foi acertado, levemente machucado, e vai em direção a ele com passos mais grosseiros mostrando estar irritado.)
  • Homem: Como housa não me trazer alimento seu primata egoísta! Como!? (o macaco o olha com submissão.) Já falei que eu exijo respeito! Sou um homem importante nesta sociedade e posso te processar quando bem entender por não servir aos seus deveres. Pois todos sabem que são os deveres que geram os direitos, e você, claro símio, tem o direito de ser um macaco, então tem o dever de me servir como dever a ser isto o que é. Fui claro? (o macaco o olha com medo e abaixa a cabeça tremulo.) Isso mesmo! Agora... volte e me traga uma banana imediatamente! Macaco burro! (o homem vira-se indo em direção às muitas bananas, e os macacos se afastam do monte com medo, pois estavam lidando com um animal maior, sendo que tais macacos eram pequenos e frágeis. Quando ele enfim ia comer sua primeira banana, ele repara que o macaco que gritará estava ferido, e se dirige de volta à ele.)</small> O que aconteceu com você, caro símio? (o macaco aparentemente responde, em seus limites de expressão como um macaco.) </span>
  • Macaco: Uhhahahahahahaha!
  • Homem: Como assim? Pensei que estivessem todos mortos. (o macaco se encolhe com medo) E o que mais?
  • Macaco: Uhahahahahahhh!
  • Homem: Mas o que isto tem haver com alguma coisa? Até onde vi, a conversa não chegou a isto. Por favor...
  • Macaco: Uhahahahahahahhh! (o homem dá um chute no pobre primata irritado com o que deduziu.)
  • Homem: housa tirar as pulgas da sua mãe com esta boca? Quanta mediocridade. Saia daqui seu ignorante! Não é digno de minha presença. (o primata se mostra desagradado, e bravo sai de perto do homem. Todos os demais fazem a mesma expressão.) É isto mesmo! Mas antes, volte... quero sua última banana. (com uma mudança repentina de opinião, o homem corre atrás do macaco que foge dele querendo que ele volte. Ele desce do ponto onde estava e segue o caminho que o macaco trilhava, aparentemente indo para onde estava.) Volte aqui. Eu ordeno! Não é permitido desacato a minha autoridade! Isto gera muitas a cadeia seu garoto peralta! <style="color: gray">(Pouco tempo demora para o homem cair totalmente suado e cansado, e nessa, os macacos fogem de local com todas as bananas que haviam o trazido, decepcionando seu aparente mestre.) Traidores! Seus CORRUPTOS, APROVEITADORES! APROVEITADORES! APROVEITADORES! (o homem se levanta e ao ser irradiado pelo sol, sua cor de pele caucasiana e seus olhos negros são logo distinguidos pelo brilhar, revelando que se tratava de ninguém menos do que "Burro do Shrek", que estava sumido desde sua fuga do acampamento dos Besouros-Negros.)
  • Leonardo: PODEM IR! NÃO PRECISO DE VOCÊS! SEI ME VIRAR MUITO BEM SOZINHO! Não é atoa que macacos tem uma imagem tão mal-vista pela sociedade. Sinceramente...
  • (Então Burro continua o trajeto que andava quando perseguia o macaco, agora com o objetivo de coletar algumas bananas para seu consumo. No mesmo espaço de tempo, Miss Martie continuava próxima ao lago, agora refletindo sobre seu comportamento e seu temor ao homem que a atacou durante a noite passada, desapontada. Sentada em cima de uma rocha, de pernas cruzadas, ela tenta em sua mente de todas as formas se passar esperanças, se passar coragem para re-encarrar àquele que a atacou, e ainda faz esforço para entender sobre os porquês de tais atos, sem resultado. Assim ela enfim assume que estava perdida dentro daquelas matas, e deixa nas mãos do universo em retirá-la de lá, convicta de isso seria a única coisa que poderia tirá-la de lá. De repente, algo a chama atenção, e ao olhar nota uma espécie de túnel de pedra posto em uma espécie de montanha não muito longe dali, coberto por vinhas e flores, e toda a decisão de ir para lá. Enquanto isso, Burro continua andando se distraindo fácil com esquilos e borboletas, e enfim chega perto de uma bananeira e assim, perto ao lago onde Miss estava meditando. O encontro entre os dois era inevitável. Leonardo chega até a primeira bananeira que ainda estava escondida entre os arbustos e árvores maiores, e ao não gostar das bananas que vê, Burro prossegue até estar plenamente no campo de visão de Miss. Ao vê-la, Burro foge antes de ser percebido, já que a garota estava olhando ainda para o túnel. Escondido, Burro fica perplexo em saber que agora havia uma nova companhia presente em sua região.)
  • Leonardo (em voz baixa): Não acredito. Não pode ser. Não é provável. Não é possível. Será ilusão? (Burro espia de novo e nota a garota lá, agora já não distraída com tal túnel que a chamou atenção.) É verdade. Tem uma nova pessoa aqui no pedaço, e pelo que vejo... é fêmea. Só pode ser duas pessoas: uma garota que jamais conheci, ou... mamãe. Só pode ser a mamãe. Ela soube do meu desaparecimento e veio me buscar, só pode. (Burro espiona a garota de novo para vê-la melhor e nota que não se tratava de sua mãe, mas a garota lhe era familiar.) Esta garota me é familiar. Será que pode ser considera uma ameaça, ou um interesse romântico. Será que ela trás consigo uma barrinha de chocolate para minha enorme fome? Como descobrir isso sem saber descoberto? Como? Somente se eu fazer um intimado. Ou mandar um SMS perguntando. Mas como não estou com meu celular aqui, prefiro a primeira opção. (Burro a espiona de novo, e nota que a garota se levanta pronta para partir.) Ela já está indo. Tenho que agir antes que seja tarde. (o garoto adentra o arbusto e sai para o outro lado, onde ele não se dava de frente com ela. Encorajado para e mostrar, Burro respira bem fundo.) Hora das respostas. (Burro neste estante corre em direção à Miss que estava distraída com seus pensamentos, porém Burro decide chamar sua atenção com um grito de guerra, se fazendo de índio ou uma pessoa hostil para lhe dar autoridade, já que seu objetivo era ter informações sobre a garota a força, sem saber que ela era a Miss Martie. Neste instante, a garota olha assustada para Burro e o confundindo com seu temor, ela corre para atacá-lo, lhe aplicando um forte golpe e o subjugado no chão, com sua mão prensando sua cabeça sobre o solo, com fúria nos olhos e ar de selvagem, como se a natureza já a tivesse dominado. Isso o faz gemer de dor.)
  • Stephanie: ME DEIXE EM PAZ SEU MALUCO! (a garota nota que bateu em Burro.) Burro?
  • Leonardo: Quem mais seria! Hein! ME SOLTE... ME SOLTE! (a garota o deixa solto, e então ele logo se levanta, e Miss esbanja um enorme sorriso no rosto, enquanto Burro mostra-se irritado.)
  • Stephanie: Burro!? É você mesmo. Não sabe como estou feliz em te ver.
  • Leonardo: Todos ficam feliz em me ver. SUA MALUCA! O QUE FEZ COMIGO! POR QUE FEZ ISTO?
  • Stephanie: Ora... me assusta ainda gritando feito um lunático e esperava o que?
  • Leonardo: Eu que faço as perguntas. Quem é você? O que faz aqui? O que trás com você? Para quem você trabalha? Você está solteira?
  • Stephanie: Ahhhnnn?
  • Leonardo: Responda já.
  • Stephanie: Aff, Burro. Onde estão os outros?
  • Leonardo: Como assim outros? Já disse. Eu que faço as perguntas!
  • Stephanie: Se não me responder, eu te derrubo e te prenso de novo. (Burro fica mudo.) E então? Onde estão os Besouros? Eles estavam me procurando?
  • Leonardo: Como sabe dos Besouros-Negros?
  • Stephanie: Que isso, Burro. Não está me reconhecendo. (Burro balança a cabeça respondendo que não.) Sou a Miss Martie. Stephanie Liccon. Agora lembrou? (olhando-a melhor, Burro enfim a reconhece.)
  • Leonardo: Stephanie? É você? O que aconteceu com você? Virou mendiga?
  • Stephanie: Não. Só passei por algumas desventuras enquanto estive aqui.
  • Leonardo: E qual é dessa braçadeira ai no teu braço. Caiu bem em você, combina com seus olhos.
  • Stephanie: Ahhhhnn... obrigado por notar. E então, onde estão os outros?
  • Leonardo: Não sei. Seu namoradinho me expulsou do acampamento ontem. Tive que dormir nas matas no frio, e com lobos assassinos. Me abriguei em uma caverna, e de manhã eu apareci aqui.
  • Stephanie: Como assim, "namoradinho"?
  • Leonardo: O Bruno. Não estão de namorico?
  • Stephanie: Não. Da onde tirou isto?
  • Leonardo: Ele vivia falando de você lá no acampamento. (Miss fica surpresa com a notícia.) Mas, então... quais são as novidades. Por que sumiu de repente?
  • Stephanie: É uma longa história. Mas... pode me levar até o acampamento dos Besouros? Precisamos sair daqui imediatamente.
  • Leonardo: Não posso. Fui expulso do grupo, infelizmente.
  • Stephanie: Se aparecer comigo, creio que Beetleleader possa re-pensar sobre sua expulsão. O que acha? (Burro para por alguns segundos, pensando se deveria aceitar.)
  • Leonardo: Eu até poderia. (Miss se anima, e ao ver-se com fome e ver a garota sorridente, feliz com a ajuda que ele iria a dar; Burro decide se aproveitar da situação.) Mas, antes... preciso de alguns favores.
  • Stephanie: Que tipo de favores?
  • Leonardo: Estou com fome, sede, e muitas outras necessidades básicas pendentes as quais não consigo realizar. Não posso fazer isto de graça.
  • Stephanie: Então quer que eu faça o que? (Burro fica sorridente.)
  • Leonardo: Quero que me ajude com três favores simples. Então, eu te mostro de onde eu vim, e você segue de lá até os Besouros-Negros.
  • Stephanie: E você?
  • Leonardo: Eu não ligo. Posso me virar sozinho. Agora... já que parece ter maior disposição, poderia me arrumar um punhado de frutas.
  • Stephanie: Tipo essas bananas das bananeiras?
  • Leonardo: Estava pensando em variedade. Tipo laranjas, mangas, uvas, maças... Se não for muito incomodo, é claro. (Miss não gosta muito, mas como era sua única esperança, não hesita em aceitar.)
  • Stephanie: Está bem. Vou procurar o quem ali naqueles campos, mas não há tanta variedade assim nesta selva.
  • Leonardo: Sem problemas, faça o seu melhor. E depois, quero que me arranje um bom gole de água, em um copo bem feito que dê um gosto especial ao líquido, de modo que me incentive a beber mais. Se não for muito incomodo. (Miss começa a ficar mais desgostosa com os pedidos de Burro, mas aceita novamente.)
  • Stephanie: Não sei se há um copo aqui nestas matas, mas vou ver o que consigo.
  • Leonardo: Excelente. E a última coisa, e a mais importante... preciso que me ajude a fazer uma coisa que não consigo fazer há tempos. Quero ajuda para fazer coco. (a garota tem um susto, seguido de estranhamento quando ao pedido do Burro.)
  • Stephanie: Como assim? Eu te ajudando a fazer coco?
  • Leonardo: Eu até conseguiria fazer sozinho, se tivesse um banheiro ou uma privada, mas... não tem. Então, preciso de ajuda com isso. No caso do papel higiênico, também precisava, mas caso não encontre pode ser sua brussa mesmo. (ao escutar o último pedido, Miss sente um forte repúdio em aceitar, que era confrontado com sua vontade de sair das matas pelo medo de reencontrar tal homem que tanto temia. Isto a deixava em conflito.) E então?
  • Stephanie: Burro. Não vou te ajudar a fazer coco, é muito nojento.
  • Leonardo: Trato é trato. Agora é o seu dever, e deve cumpri-lo. Agora.
  • Stephanie: Burro. Não acha que esta pedindo muito só para me mostrar onde estão os Besouros-Negros? Não reconhece que não só eu, mas nós dois precisamos nos reunir com os demais para sairmos destas matas. É esse o nosso objetivo. Ou quer ficar aqui?
  • Leonardo: Bruno disse que não quer sair daqui por sua causa, e além do que, eu fui expulso... por sua causa!
  • Stephanie: Como assim, por minha causa? O Bruno estava me procurando, devia estar preocupado comigo, e por isso não quis sair dessas matas até me encontrar. E eu estou aqui, se nos reunirmos de novo, já podemos ir. E então?
  • Leonardo: Para mim, essa teoria não passa de manipulação barata para você não realizar meus favores. Que veio de sua parte Stephanie. (Stephanie começa a se irritar.)
  • Stephanie: Como assim manipulação, Burro? Só digo que...
  • Leonardo: Então me prove que não é manipulação. Não tenho tempo a esperar, não quero sujar minhas mãos com tarefas suas. Você aceitou, então agora é seu dever.
  • Stephanie: Burro...
  • Leonardo: AGORA! (eis que a garota agora começa a ter o desejo de deixar seu colega para trás, aceitando o fato de que ele não estava disposto a ajudar.)
  • Stephanie: Bom... se não quer me ajudar, ok.
  • Leonardo: Não é que não quero te ajudar. É que você precisa a apreender a cumprir suas promessas, e só poderei te ajudar se me ajudar antes.
  • Stephanie: Se é de tanta importância sua, eu dou um jeito de fazer seus dois primeiros pedidos. Mas... te ajudar a fazer coco... isso eu não posso fazer. Nem nenhum nexo, e não é nenhuma criança para eu precisar fazer isto.
  • Leonardo: Ou é tudo, ou não é nada Stephanie. Trato é trato. Se não me ajudar a fazer coco, pode partir já. (Miss para por alguns segundos, já estando com repúdio de fazer tais tarefas, e uma certa irritação para com Burro, que a encarrava com um olhar de arrogância. Por um lado, ela teria a chance de rever os Besouros, por outro, estaria se sujeitando a uma situação humilhante, nojenta e totalmente desnecessária visto que Burro já tinha dezesseis anos.) E então?
  • Stephanie: Burro. Se se acha mais importante que a oportunidade de sairmos todos juntos desta mata, e acabar com este episódio, então, pode ficar aqui e se virar por você mesmo, que eu dou um jeito de me virar sozinha.
  • Leonardo: Quanta preguiça... (a garota o olha, o vendo como é, e decepcionada vira-se para trás e segue rumo a seu primeiro objetivo. Insatisfeito, Burro começa a gritar não se dando como vencido.) VENHA CÁ AGORA! NÃO VIRE AS COSTAS QUANDO FALO COM VOCÊ! EU EXIJO RESPEITO, JÁ! EU MANDO EM VOCÊ, E NÃO PODE FAZER NADA! OU VOCÊ ME OBEDECE, OU FICARÁ AQUI PARA SEMPRE. ISSO... PARA SEMPRE!
  • Stephanie: Então está bem, fique como achar melhor. (enfim, Burro não consegue segurar mais tal informação.)
  • Leonardo: SE QUER TANTO SABER, ENTÃO, ESTÁ BEM! FIQUE COMO ACHAR MELHOR! EU CHEGUEI ATÉ AQUI POR MEIO DE UMA CAVERNA! EU DORMI NELA A NOITE, E QUANDO EU ACORDEI SEGUI A LUZ E CHEGUEI ATÉ AQUI! SATISFEITA! (Miss fica contente, ao ver que aquele túnel que viu enquanto estava pensando provavelmente era o lugar por onde ela poderia sair.) MAS PARA EU TE INFORMAR AONDE É, SOMENTE ME SERVINDO SUA ESCRAVA! ESCRAVA!
  • Stephanie: Obrigada pela informação, Burro. Eu me viro daqui.

E assim, Miss deixa Burro sozinho e prossegue rumo ao túnel que viu, na esperança de assim que o passar encontrar os Besouros e conseguir enfim sair daquele lugar, deixando aquele episódio como apenas história, que seria esquecida beirando sua vida. O que ela não sabia, é que essa informação foi tida tarde demais, uma vez que os Besouros não estavam mais lá, e sim sendo caçados pelo homem o qual mais temia, lutando para garantir suas vidas, e descobrir onde por ventura ela estava, algo que nem o homem selvagem sabia exatamente. Enquanto isso, durante o por-do-sol do dia, uma pata felina negra pisa em cima de uma rocha, de modo seco e impetuoso. Pertencia a um animal perigoso e feroz, que se localizava em cima de uma montanha, olhando para baixo com uma extrema atenção, e vendo apenas um espaço de terra posto em uma espécie de penhasco ainda no território de Liberdade, sendo um dos poucos pontos onde nenhuma árvore ou folhagem conseguia segurar brilho do sol, graças ao fato de estarem em pouca quantidade. Por baixo, o solo, diferente de muitos outros lugares onde a terra era marrom e com aspectos que indicavam que era grandemente produtiva, era seco e formado por uma vasta quantidade de areia, seguida por muitas pedras pequenas ou não, e estranhas esculturas de barro que indicavam que algum homem já havia passado por ali. De tudo, enormes segmentos de rochas era o que mais se destacava por ali, sendo que eles por ventura dividiam o território em vários campos dando a impressão de se tratar de um labirinto, e nas árvores que embora se diferenciavam pelo tamanho, sendo a maioria pequenas e mais magricelas sem nenhum fruto, todas continham algumas vinhas, úteis para de escalada para transporte. Também havia uma enorme mudança de relevo que ocorria em toda a região, que com um pequeno grau de frequência entre os metros, fazia com que o solo não fosse plano, facilitando a possibilidade de quedas para quaisquer ser que sege desatento. Passava minutos, e o animal continuava lá olhando firmemente, e ao ser visto detalhes de sua face, é logo visto que se tratava de uma espécie de tigre, e ao seu lado, um homem. Este por sua vez, irradiado completamente pela luz do sol, mostrava ter pele morena levemente puxada para o caucasiano, e usava uma máscara de madeira pintada com as cores branca e verde, sendo que a primeira abrangia maior território no item do que o segundo, que estava presente apenas em três listras, duas em cima de cada olho, e outra onde deveria ser a boca; servindo apenas para proteger a identidade de quem a usa. Ao seu lado, uma bolsa de bambu cheio de flechas de madeira e um arco. Claramente se tratava do homem por trás de todo aquela situação, o ser que habitava em tais terras, e o ser mais temido daquela região. Ele olhava para tal paisagem com orgulho, mas algo o afligia, fazendo parar de acariciar o animal por alguns segundos e colocar a mão na cabeça, como se tivesse com uma dor forte em sua nuca. O tigre que estava ao seu lado logo percebe, e o homem continua, por mais alguns segundos, mas depois volta a acariciar o animal, e continua a olhar para o cenário, apenas pensando. De repente, duas pessoas se aproximam em seu campo de visão. Eram Beetleleader e Bluebeetle, e os seguindo, Robert Sonson e Rangoo. Ao vê-los, o homem fica contente, e olha para sua bolsa e faz um sorriso em seu rosto, pegando seu arco, e levantando sua bolsa, fazendo seu tigre, que notará o movimento, se preparar para o ataque.

  • Homem: Hora da diversão.

No lado de baixo, dentro do pequeno penhasco, estão os Besouros andando, preparados para qualquer coisa. Já se passavam uma hora desde quando Beetle e Robert aceitaram o acordo de Bruno, e o primeiro já estava convicto que não estavam sendo seguidos, já que permaneciam intactos desde quando fugiram do acampamento há já uma bela quantidade de tempo, porém, ainda estava atento para não ser surpreendido, como o resto do grupo. Bluebeetle por incrível que pareça era o que menos estava preocupado com tal ameaça, apenas observando a paisagem e notando a estranha presença de esculturas barro que pareciam ter o formado de um homem, mas não qualquer homem, uma figura familiar, mas por conta do desgaste do tempo somado com o passar dele, Blue não conseguia distinguir o que elas representavam. Os outros três estavam mais estranhando a mudança no estilo do solo, e isso chamava maior atenção em Robert, que estava só esperando o primeiro comentário para comentar em seguida. E eis que o primeiro comentário é dito, feito por ninguém menos do que Bruno.

  • Bruno Torres: Estas estátuas me são familiar... alguém mais as reconhece?
  • Robert Sonson: Como assim familiar?
  • Bruno Torres: Sinto como se já tivesse as visto em algum lugar.
  • Robert Sonson: O que me chamou mesmo a atenção foi o fato do solo agora ser formado por areia, e não mais por terra. É curioso esta mudança...
  • Beetleleader: Blue, realmente essas estátuas me intrigam. Parece que todas representam a mesma coisa, e por existirem, estou suspeitando que há mais de um nativo por estas terras onde andamos. Podemos estar perto da aldeia, e com isso... mais próximos deles.
  • Bruno Torres: Se aquele homem capturou a Stephanie... pode ser que ele a tenha deixado em sua aldeia, e se estamos nos aproximando dela...
  • Beetleleader: Sim, podemos estar próximos da Stephanie, porém, mais próximos da luta. Pois bem... estão todos prontos para esse tal confronto eminente? Pois, com toda a certeza... este deve ser nosso campo de batalha.
  • Bruno Torres: Com toda a certeza. Já sabem o que fazer?
  • Robert Sonson: Sim. Felizmente esse lugar está cheio de pedras, podem ser úteis. Mas, algo que me chamou a atenção foi a mudança da geologia desta região em relação ao ponto em que estávamos. Tipo... agora o chão está formado por areia.
  • Beetleleader: Sim, já andamos um bom tanto. Algo que me veio a cabeça é que, caso não formos atacados, podíamos seguir reto até sairmos destas matas. Pelo visto, este lugar tem um fim, e como não fomos atacados por nenhum animal...
  • Robert Sonson: É verdade. Sabia que não tinha muitos animais perigosos aqui.
  • Beetleleader: Estou começando a rever se nosso medo quanto aquele homem e este lugar. Parece que não era tão preocupante quanto havia imaginado.
  • Bruno Torres: Eu já sabia disto. Principalmente do fato de você estar com medo. Mas foi uma boa aventura.
  • Beetleleader: Sim. Mas o prejuízo dos itens que foram perdidos foi também em um bom tamanho, não acha? Mas... fico feliz que sinto que isto já está acabando, ou esteja próximo de acabar.
  • Bruno Torres: Igualmente.
  • Robert Sonson: Caso não conseguirmos sair daqui hoje, o que acham que nossos pais vão fazer?
  • Beetleleader: Ficar apavorados, e ligar para polícia rodoviária. Ou para a política talvez. Mas não quero apavorar meus pais com isso, então ainda pretendo resolver tudo ainda hoje.
  • Robert Sonson: Está bem convencido que sairemos daqui hoje, Beetleleader. Mas... se isso não ocorrer?
  • Beetleleader: É bem provável que ocorra. Talvez, o homem nos tenha perdido de vista, já que não fomos atacados desde aquela intimidação. Não sei. Só não digo que devemos abaixar a guarda. Ainda estou preocupado com a segurança de todos, uma vez que nada ainda é garantido. Mas algo que diz que vai dar tudo certo.
  • (Ouvindo tudo, o homem em cima de uma árvore estava pronto para atirar, com seu arco-e-flecha, levando em conta que as flechas não estavam com nenhum líquido inflamável ou algo que possa as adulterar, apenas com sua ponta de metal, esculpida de modo artesanal, que a deixava ainda mais cortantes.)
  • Homem: Se acham que não devem ter medo de mim, e que poderão sair de Liberdade sem eu saber. Estão muito enganados. (a primeira flecha é atirada, e vai em direção a Beetleleader que logo a percebe, e se desvia pulando para trás e caindo, fazendo a mesma se cravar no solo onde pisava, revelando que estavam sendo atiradas com muita força.)
  • Beetleleader: ELE ESTÁ AQUI!
  • Bruno Torres: ESPERO QUE ESTEJA PRONTO PARA CAIR SEU INDIOZINHO BARATO! (Blue olha para o céu para ver de onde veio o ataque, e logo vê outra flecha vindo em sua direção, a desviando. Beetleleader fica de início apenas observando atento, e ao ter mira se levanta e pega uma pedra, atirando-a contra o homem. Acertando seu alvo, ele quebra o galho onde o ser estava apoiado, o fazendo pular usando de uma vinha para chegar até outro.) BELEZA! BOA MIRA BEETLE!
  • Beetleleader: OK. TODOS... SE DIVIDAM E FAÇAM O MESMO. JÁ! (e assim, os quatro se dividem correndo cada um para um lado, com uma pedra nas mãos, buscando ter a mira do homem que agora estava começando a perceber que foi atraído para uma armadilha, e ficando nervoso com isso.)
  • Homem: Crianças... se acham expertas. (Beetleleader atira mais uma pedra contra ele, mas o homem contra-ataca com uma flecha tão forte que a quebra, e vai em direção a ele. Desatento, o ser é pego de surpresa por um ataque de Bluebeetle, que quebra seu apoio o assustando, e após uma pequena queda se apoia em outra vinha e sobre de volta a uma árvore, agora em um ponto mais alto pretendendo não ser acertado.) Pois bem. Minha única pretensão aqui é apenas me divertir, mas agora, hora de encerrar este assunto. (do alto, o homem atira duas flechas contra Beetleleader e Rangoo, dois que estavam em sua visão. Beetle escapa da flecha e contra-ataca com uma pedra, mas Rangoo é atingido de raspão por ela, rasgando sua camisa. A pedra de Beetle não alcança o homem, porém outra é atirada por parte de Robert Sonson, que consegue além de tudo acertar sua nuca, fazendo-o cair.)
  • Bruno Torres: BOA! (o homem cai de costas no chão em uma dolorosa queda, mas ele parecia não ter graves lesões. Os Besouros vão em sua direção, preparados, e de longe olham o homem imóvel deitado no chão, acordado. Bruno arrisca chegar mais perto, e o homem se levanta pegando seu arco-e-flecha. Bruno o olha, e vê que ele se parecia com as estátuas.) POIS BEM... QUERO RESPOSTAS AGORA.
  • Homem: Muitos tentaram, mas nenhum conseguiu. Eu já disse...
  • Bruno Torres: SE TENTAR ME INTIMIDAR, EU TE MANDO DAQUI ATÉ A CASA DA SUA AVÓ. ENTENDEU. O QUE EU QUERO SABER É...
  • Homem: Quero ver você tentar, hein Romeu. Eu tenho o que você quer. (Bruno começa a ficar intrigado.)
  • Bruno Torres: ME DIGA! QUEM E VOCÊ? E POR QUE ESTÁ FAZENDO ISSO!? (o homem cai na gargalhada, irritando Bruno. De repente, ele pega sua faca na sua mochila e vai em direção a Bruno com muita fúria, mas ele consegue se desviar e o contra-ataca com um soco no rosto. Beetle e Robert se aproximam da luta, e o homem furioso mais uma vez o ataca, mais uma vez tendo seu ataque desviado. Na terceira vez, o jovem o dá uma rasteira fazendo-o cair, e nesta Bruno chuta a faca para longe o olhando nos olhos. O ser tenta segurar o garoto, mas ele dá um passo para trás, e assim o homem chuta sua perna o jogando contra o chão. O nativo se levanta, mas Bruno o joga para trás com um empurrão e se levanta se afastando do homem.)
  • Beetleleader: NÃO ACREDITAVA EM MIM? ELE É PERIGOSO! E AGORA?
  • Bruno Torres: NOS ESPALHAMOS!
  • Beetleleader: VOCÊ QUASE MORREU AGORA! (Enquanto isso, Rangoo pega a faca caída entre a areia e foge, e o homem olha para os três, se levanta, parte para cima de todos com muita violência.)
  • Bruno Torres: VÃO! (os três se espalham, e o ser pega seu arco e escala uma árvore chegando até um galho, obtendo visão dos três, e atira três flechas com muita precisão. Felizmente, nenhuma o acerta seu alvo, e ele salta apoiando-se em uma vinha, atira de maneira frenética contra todos enquanto estava em movimento. Rangoo, observando o que estava acontecendo, vê que em suas mãos estava a faca usada pelo homem, e vendo que conseguia ter mira, decide atirá-la. Mesmo que o tiro tenha sido oscilante, a faca atinge o cipó o cortando, e fazendo o homem que estava em movimento cair de onde estava e se dirigir bruscamente em cima de uma grande e sólida rocha, e com a queda, ele a quebra junto com seu arco, e suas armas são espalhadas pelo local, deixando-o não só desarmado, como também ferido. Robert pega o "arsenal" do ser, e todos vão vê-lo, sendo que ele estava no momento desacordado. Poucos segundos depois ele se levanta, assustando os três em sua volta, mas estava mancando mostrando-se ferido, e ao olhá-los, vê a situação que chegou.)
  • Homem: Não acredito. Não pode ser verdade! (ele vê suas flechas caídas no chão, e algumas quebradas.) Não posso deixá-los ganhar. Não estou pronto para este momento. O mundo não pode conhecer Liberdade! (os três pegam três flechas para ainda estavam boas, e as apontam contra o homem, como s fossem lanças.)
  • Bruno Torres: ACABOU SEU PIRADO! NÃO TEM MAIS ARMAS, E NADA QUE POSSA AJUDÁ-LO A SAIR DISTO! NÓS VENCEMOS! PARECE QUE ESTE LUGAR MESMO ERA DO NOSSO LADO, SEU CRETINO! (insatisfeito com sua derrota, o ser se levanta e corre como pode buscando não ser vencido. Os Besouros não reagem, facilitando uma fuga.) DEIXAMOS ELE IR?
  • Beetleleader: NÃO. TEMOS QUE TER CERTEZA QUE ISTO FOI UMA VITÓRIA! (os dois o perseguem, sendo mais rápidos que seu inimigo inclusive. O homem se depara com uma parede rochosa, as naturais de uma montanha, e vê que estava sendo perseguido por seus "invasores". Ele corre para não ser pego, e adentra entre arbustos, mas é ainda seguido. Os Besouros estavam valentes, correndo como se os valesse a vida. Porém, quando eles pensam que iam pegá-lo, atrás de um arbusto onde pareciam ter visto ele entrar, eles se deparam com o nada. Haviam o perdido de vista.)
  • (Minutos depois, depois que os Besouros procuram e não encontram nada, voltando para onde Rangoo deveria estar para discutirem sobre o feito. Eis que do outro lado da montanha, o homem estava cansado, sentado beira a uma paisagem de árvores e folhagens, pensando enquanto com uma erva tratava de suas feridas nas costas.)
  • Homem: Ahhhrr... eles parecem ser mais fortes do que você pensava. Como pude deixar isto acontecer. Como você pode? Mas, não fui vencido. Só preciso de uma nova tática de impedi-los de... (o ser tem uma forte dor de cabeça, o provocando raiva, com sigo mesmo.) NÃO AGUENTO MAIS VOCÊ! QUERIA VÊ-LO VENCER ESTA LUTA! VOCÊ A FEZ! Quer saber, não ligo para o que diz, agora eu agirei por conta própria.
  • (E assim, o homem se levanta com fúria e olha para os céus, que já ficavam escuros pelo fim do por-do-sol, e pouco tempo depois recua objetivado, e após segundos de caminhada se depara com um túnel de pedra coberto por vinhas escuro, que por ventura cortava a montanha.)

E assim, uma novo plano, agora de vingança, se inicia, mostrando-se mais perigoso que todos os antecessores. Em clima de desfecho, cada Besouro-Negro estava convicto que todo o episódio tenebroso de Liberdade estava passando, próximo de acabar. De um lado distante, Miss Martie ainda caminhava pelo angustiante e escuro túnel rumo à uma saída. Burro havia seguido um novo caminho pelas árvores o qual seria seguido pela garota e se alojava e um bosque onde muitas folhas caiam como se fossem outono, e nelas ao sereno da noite que se formava, era onde ele pretendia dormir. De alguma forma, ele estava contente. O único de todos que não estava tão crente era Beetleleader, que com seu pensamento lógico não descartava as possibilidades de uma retaliação, e estava super-aflito com isto. Os outros três que com ele acompanhavam estavam mais quietos, alguns em estado de choque, porém Bluebeetle, não. Estava extremamente confiante, achando que sua presença foi crucial para a vitória dos Besouros sob o nativo, e de certa forma foi. Sua única preocupação era com Stephanie, que para ele estava realmente presa em condições desumanas em alguma aldeia, de até uma população inteira de índios como o que enfrentaram. Trágico. Ainda assim não se desiludia de que tudo estava bem, e sua maior vontade era de resgatá-la e dar fim a tal loucura. Todos formavam pensamentos, e ao longo do tempo os quatro vitoriosos montaram um acampamento visto que não poderiam nem se quisessem sair das matas no mesmo dia, tendo o desafio de passaram a noite naquela selva. Ninguém ainda havia conversado sobre o que o grupo ia fazer com suas questões pendente, todos estavam quietos, contidos em seus pensamentos, mas nem por isso deixavam de ter dúvidas sobre o que o grupo decidiria sobre o que seria feito. Depois de meia-hora desde que o sol se pôs, frente a uma fogueira, eis que era a hora da verdade.

  • Beetleleader: Gostaria de um minuto de atenção a todos os presentes. Robert, Marcelo, Bruno. Tenho um discurso para fazer, e creio que estarei falando por todos que estão apreensivos desde àquela luta que tivemos hoje.
  • Bruno Torres: Diga.
  • Beetleleader: Pois bem... como todos viram, ganhamos uma batalha hoje. O homem que mais cedo nos intimidou agora está subjugado por nossas mãos. Cada um teve significativa participação no que pode ser encarrado com uma vitória, uma vez cumprido o acordo daquele duelo proposto entre nós e o homem que apesar das inúmeras perdas materiais, teve um resultado. Eu pessoalmente não acho que nossa vitória seja mesmo uma vitória, uma vez que não conseguimos derrotar nosso rival por completo, permitindo-lhe sua fuga. Mas... isto é um enorme passo para nós hoje, pois isto nos garante a... ao menos a esperança de podermos sair deste lugar que deve agora ser desprezado por muitos de nós, depois dos eventos estranhos que passamos aqui, somados as perdas. Uns sabem mais sobre isto do que outros. (Beetle olha para Bruno, dando a impressão que era para ele o que estaria prestes a falar.) Mas... vencemos a batalha. Mas a guerra? A guerra contra Liberdade? Será possível derrotar este lugar? Eu digo que não. Há possibilidades de estarmos cercados agora mesmo por uma tribo. Mas, juntos somos fortes, mas separados? Bruno deve ser o que mais pensou neste fator, e com ele nos deu a brilhante estratégia de derrotarmos aquele que mais nos desejou mal aqui. Mas... por que tanto segredo sobre este lugar? Não sabemos. E nem pretendemos. O que acontece em Liberdade, fica em Liberdade. (estranhado, Blue se posiciona para esclarecer suas dúvidas.)
  • Bruno Torres: Pode ir direto ao ponto? (Beetle não gosta da indelicadeza.)
  • Beetleleader: Posso; claro. Enfim. Perdemos dois membros aqui. Um por conta de um tropeço, e outro por uma discussão. Stephanie e Leonardo. Não sabemos como estão, e nem o que iremos fazer. Dedicar nossas vidas a sua busca, ou preservar nossas vidas para as deles serem lembradas? Pergunta difícil. Podemos sair Liberdade. Mas temos uma só chance. E então. Sei que decidir o futuro sobre vidas é difícil...
  • Bruno Torres: Cara...
  • Beetleleader: ...mas é o pior papel de um líder. A vinda para cá não foi ideia minha, fui neutro no início, e contra no fim. Mesmo assim estou aqui. Mas não é está a questão. Não quero provocar indiretas, Bruno. Mas quero expor minha opinião antes da discussão geral. E então. O que acham que devemos fazer de hoje, agora em diante? (Robert e Rangoo ficam quietos, acostumados com a clara interversão de Bruno.)
  • Bruno Torres: Me chame de louco. Mas devíamos procurar a toca dos lobos para saber aonde eles guardam a Stephanie.
  • Beetleleader: Enfrentar milhões dos que quase nos tirou a vida. Uma missão suicida, eu presumo.
  • Bruno Torres: É a melhor que temos. Pode ser que conseguamos...
  • Beetleleader: Acho que um plano é melhor que um impulso, Bruno.
  • Marcelo: É estranho o jeito que ela sumiu. Tipo... assim do nada. Esse lugar é bem esquisito.
  • Robert Sonson: Concordo. Primeiro, o misterioso tigre que sumiu com nossa presença. Depois...
  • Beetleleader: Para mim é mais que óbvio que todos estes eventos são só obras de nosso amado mascarado.
  • Bruno Torres: Então... devemos achar a Stephanie. Temos que dar um jeito. Se sairmos, a vingança caíra sobre ela.
  • Beetleleader: Se ficarmos, a vingança se caíra contra nós.
  • Bruno Torres: Temos que ajudá-la a lidar com isto! Não sabemos onde ela está.
  • Beetleleader: Não sabemos de nada aqui. Somente o caminho de volta, e só. A identidade daquele homem. Seus motivos. Suas habilidades. Seus cúmplices. Seus feitos. Nada. É tudo incerto aqui, e o melhor a fazer é fugir enquanto é tempo. Ao menos para termos alguém ao nosso lado, para voltarmos com mais força.
  • Bruno Torres: Mas...
  • Beetleleader: Respeito você, provou sua inteligência hoje. Mas, isto é uma questão de lógica. Sinto muito. Mas, prometo que darei meu melhor amanhã nas buscas por ela, e o Leonardo. Só espero que seu pai não sinta sua ausência, pois pode recair sobre nossos ombros.
  • Bruno Torres: O Leonardo só sabe andar nos ombros alheios. Mas... ainda assim...
  • Beetleleader: Não tem o que discutir quanto a isto. O que quero é uma ideia que ainda não sege dita. Algo que me surpreenda. Ou ao menos ouvir as opiniões de todos quanto minha ideia.
  • Robert Sonson: Eu acho mesmo que é a melhor. Ainda assim correremos riscos. Nesta noite, e amanhã.
  • Beetleleader: Dormiremos em turnos. Sempre algum acordado para proteger os demais.
  • Bruno Torres: Não acho isto muito legal, principalmente pelo fato de... (Beetle o olha com olhar de reprovação.) Mas... se amanhã dermos um jeito.
  • Beetleleader: Ótimo. Marcelo. Alguma opinião a declarar?
  • Marcelo: Não.
  • Bruno Torres: Ainda assim...
  • Beetleleader: Não podemos correr riscos... infelizmente. Aquele homem voltará, e teremos que estar preparados. Entendeu? Quanto antes partirmos... melhor para nós. (Bruno suspira.)
  • Bruno Torres: Entendi.
  • Beetleleader: Ótimo. Então seguiremos minha ideia. Mesmo porquê, a Stephanie sabe se virar.
  • Bruno Torres: Está bem...
  • Robert Sonson: E quanto a janta?
  • Beetleleader: Sairei para procurar comida. Usarei alguns destes gravetos na fogueira para fazer uma tocha, e conseguirei neste local alguns frutos suficientes para nosso mantimento. O que resta a decidir é em relação aos turnos da noite. Como iremos dormir. (ao ouvir isto, Blue tem uma ideia.)
  • Bruno Torres: Eu ficarei acordado.
  • Beetleleader: Sim. Dividiremos entre eu, você e o...
  • Bruno Torres: Não... ficarei acordado sozinho. Podem dormir, eu zelo por vocês. (todos se admiram pela astúcia, menos Beetle que estranha e se enche de suspeitas.)
  • Beetleleader: Não. Se é assim, dividiremos entre eu e você. Metade da noite eu fico acordado, e a outra metade até o amanhecer, você. Aceita? (Blue se decepciona, mas aceita.)
  • Bruno Torres: Tudo bem... (após segundos pensados, Beetle...)
  • Beetleleader: Ótimo. Que tenhamos uma boa noite, e irei começar a preparar uma tocha e irei atrás de alimento. Este assunto está encerrado.
  • Robert Sonson: Ok. Boa sorte.
  • Beetleleader: Obrigado, e igualmente. Liberdade mostrou-se ser um lugar perigoso, cheio de surpresas. Algo me diz que as confusões não acabam por aqui, e para um futuro evento pior que o que vivemos, protejam-se. Podem ser lobos, podem ser tigres, até seres humanos... tudo o que não conhecem é uma ameaça.
  • Bruno Torres: Fica tranquilo, Beetle. Já vencemos, agora aquele infeliz tem que correr para saia da mãe e nos deixar em paz, senão vai levar mais. (todos o olham passivos, alguns como Robert e Beetle o contrariando. Parecia que ele era o único que continha este pensamento.) É verdade. Poxa...
  • Beetleleader: Bruno... Enfim. Tomem cuidado. E ainda redobrado para não perderem nosso "troféu" da nossa vitória. A bolsa que o homem usará como guarda armas em seus ataques. É muito perigosa, e contém muitas armas que foram confeccionadas pelo selvagem, e aposto que com elas ele não terá nenhuma dificuldade em realizar um mortal contra-ataque. A proteja e se ele reaparecer, façam de tudo para retirar este utensílio da jogada. Fui claro? (Rangoo e Robert balançam a cabeça concordando. Blue, rebelde, não faz nada.) Bruno. Sabe que eu estou falando o que precisa ser feito.
  • Bruno Torres: Sim. Mas, cara. Admita que está exagerando.
  • Beetleleader: Isto, meu caro amigo, se chama cautela.

Blue se cala, e Beetleleader prossegue com a tocha, e ao terminá-la com gravetos e fogo da fogueira, ele parte para buscar o alimento dos Besouros, deixando Bruno aflito com a liderança cautelosa de seu amigo. De um lado sabia que estava certa, mas de outro, algo o instigava a questionar. Dez minutos atrás, uma estranha silhueta cruzava os arbustos se aproximando ao cenário da guerra crucial entre o ser nativo e os Besouros. Nitidamente não se tratava nem nenhuma pessoa citada antes, e este segue seu rumo com uma direção deixando apenas um mistério, um mistério em seus passos. Voltando a linha do tempo original, é exibido logo um labirinto, um labirinto escuro e úmido onde gemidos seguidos de passos em poças da água são feitos. Uma respiração ofegante resultado da falta de oxigênio é ouvido, e uma certa pessoa corre em direção a uma luz proveniente ao luar. Depois de horas percorrendo pelo angustiante obstáculo, eis que Miss Martie entra enfim o fim do túnel. Com aspecto cansada e rosto de apavoramento, ela logo se deita na doce grama levemente molhada e já descalça sente a sensação pura de terra, que no local era pura rocha. Ela se vê rodeada de árvores familiares e logo as associa com sua esperança de ser o acampamento, e algo confirma suas expectativas: fumaça. Esta queima não poderia ser de nada menos do que uma fogueira, e onde há fogo, há pessoas, e onde há pessoas, há Besouros-Negros. Um pensamento nítido que deixa a jovem moça com uma sensação de satisfação tão grande que ela ergue as mãos e dá um grito de vitória, espantando aves. Isto seria o fim do episódio mais traumático de sua vida, mesmo que já estava face-a-face com verdadeiros terroristas e não tinha nada mais que nove anos, impressionante. Mesmo que o seu físico não estivesse mais em plena capacidade de continuar, sua força interior de liberdade era tão forte que a deu forças de correr como uma atleta indo rumo a fumaça, somente para poder se jogar no acampamento e se rechear de alegrias enquanto contava seus sufocos perdida rumo as matas, e seu encontro com o temido homem selvagem, que a sufocou pedindo que vá embora. Ela continuava, continuava, continuava. Cruzando com arbustos, e cada vez mais perto do fogo. Ela vê logo um lago, reconhece com o do acampamento, e ao ter certeza que estava lá cruza seu último arbusto e se surpreende com o que vê.

  • Stephanie: Não... não....

Para o desanimar da moça, era verdade o que ela mais temia. Ela havia se enganado, não estava no acampamento Besouro. Ao chegar ao fim de seu percurso, se dá de frente com um penhasco e embaixo dele, a origem da fumaça. Uma aldeia composta por casas de madeira, e construções diversas com o mesmo elemento. Para piorar, a geologia e esquema de arquitetura ainda lhe eram familiares, vindas de um trauma de sua noite anterior que a fez quase perder o ar quando relacionou suas memórias com o que via. Era nada pior do que o interior das matas, a cidade artesanal de onde foi expulsa; Liberdade. Suas forças internas logo se transformam em confusão, e diante do cenário aterrorizador tudo o que faz é se ajoelhar, e quase desmaiada pensar em como foi parar naquele lugar.

  • Stephanie: Como eu cheguei até aqui? Não faz sentido. Não faz sentido. Eu... o túnel... Burro... O Burro. Ele, me enganou. Só pode, só pode. Por que? Aff! Só pode ser por que eu não fiz aqueles favores para ele. Mas, por isto, ele manda justamente de onde eu fujo. E depois de tanto trabalho, tanta esperança, é aqui onde eu vou parar? Sem volta, ou forças para voltar? Não pode ser... não... não... NÃO! E. Se aquele homem me encontrar aqui? O que vai ser de mim? Eu não posso ceder assim tão fácil, mas... presa aqui, sem ninguém. Com não só um homem, quanto uma tribo agindo assim contra mim. Isto não pode ser real... não pode...

Desolada, a garota reúne suas forças e vai até uma árvore, onde senta e descansa meditando em estado de choque. Seu maior problema não era só o fato de estar cercada em território perigoso, onde sabia e sentia que podia ser morta a qualquer momento. O que mais a afligia era justamente ter medo deste fato, uma vez que se julgava até entrar em Liberdade uma moça destemida. Isto a causava maior rancor, a decepção consigo mesma. Um pouco afastado do local, um animal vassalo do responsável pela tamanhos estragos, precisamente um tigre, a olha chorar lágrimas de desconforto. Isto parecia até ser sinal de perigo, porém por incrível que pareça, o felino não demonstra nenhuma reação ao ver a invasora, como se não fosse uma ameaça, e não hesita em continuar seu rumo a deixando só. Ao quebrar um galho o animal chama a atenção da moça, que para de chorar ao ver que animais passavam por todo o local, volta a razão transformando toda a sua tristeza de volta em temor, temor por sua vida. Ela se levanta silenciosamente e olha para todos os ângulos, e todos estavam vazios. Ela então tem o impulso de contornar Liberdade por cima, indo atrás de comida, e um abrigo que serviria para repouso até a manhã seguinte. Está missão era arriscada, uma vez que a moça não conhecia nada sobre tal região, ou sobre a cultura da aldeia de onde passava. Podia ser vista, caçada, morta, mas isto a pressão do momento impedia que chegasse a sua cabeça. Só sabia que era o que tinha para ser feito. Minutos foram se passando... ela continuava contornado... sempre olhando para baixo. Ela via muitas construções de madeira que pareciam muito com uma cidade de meio urbano, uma vez que identificou uma biblioteca, uma espécie de hotel e até mesmo algo parecido com uma exposição de peixes. Isto só o que conseguia ver de tão longe. O cenário de Liberdade era espantoso, e surreal demais para ter sido feito por um indígena ou uma tribo deles. Este fato só afligia ainda mais a moça, que continuará seu percurso. Felizmente depois de quatorze minutos de caminhada na defensiva, fugindo dos olhares de tudo o que tinha olhos, a moça enfim se depara com muitas macieiras e laranjeiras e, por sorte, lhe serviram perfeitamente como uma janta. Após deliciar-se com os frutos ela continua, agora mais calma após se alimentar, e mais curiosa em entender mais sobre aquele lugar tão estranho o qual redondeava. Uma construção de bambu foi o que mais alimentou a chama deste interesse: uma espécie de tocha com uma enorme chama no coração da cidade. O propósito de tal tocha era inexplicável. Uma construção de marco histórico, talvez. Forçando a vista ela vê que a lado da tocha havia uma espécie de pedra com um texto escrita nela. Não dava para ler o que estava escrito, mas dava para ver que eram letras pois quanto mais caminhava, mais a "depressão geológica" em que Liberdade se fundava deixava de existir, se igualando a altitude de onde estava. Mais um fato curioso da geologia daquelas matas. Isto a deixava ainda mais curiosa. Mais minutos se passavam, e eis que ela se encontra em um ponto conhecido: o primeiro túnel que adentrou, e o meio em que conheceu tal cidade, além do mesmo ter sido onde sofreu seu primeiro ataque do homem selvagem, e que recebeu um de seus inúmeros cortes. Mais calma, ela se aproxima e logo entrando, nota uma gota de seu sangue impregnada nas rochas. Mesmo que isto lhe traga más lembranças, a garota enfim achou saída para a cidade pavorosa que tinha tanto medo. No entanto, estranhamente, não se alegrava. Como se seu nojo pelo medo que estava tendo de reencontrar aquele homem tivesse ultrapassado o seu temor pelo mesmo caso; e apoiado com sua enorme curiosidade de descobrir mais sobre a estranha cidade artesanal construídas as moldes da sociedade atual, ela contraria todos os seus pensamentos anteriores e decide fazer algo de tremenda astúcia.

  • Stephanie: Este lugar, este medo tosco não podia me dominar! Quer saber. Eu vou entrar nesta cidadezinha, e descobrir tudo sobre ela.

E assim, é feito, motivada pela raiva de um dia ter temido algo, que podia ser denominado como um enorme surto de coragem. Seu primeiro objetivo naquele lugar já estava traçado, claramente escolhido a dedo para ainda testar sua coragem: ir até a cabana do homem, e nela ler o diário o qual poderia lhe explicar tudo, tudo sobre Liberdade. Em outro lugar, "Burro do Shrek" estava dormindo sobre as folhas, relaxado e com um sono que parecia ser mais forte do que uma pedra. Três lobos surgem em cima de um morro, o vendo eles uivam para lua. Logo eles saem, e Burro continua lá, dormindo. De repente, um ser humano anda próximo a ele, e muitos outros fazem o mesmo. Poderia ser obra do ser selvagem. Seu primeiro passo de vingança: convocar sua tribo. Eles o espiam, prontos para atacar, e Leonardo estava lá, quieto, inocente. Um homem acena para outro, todos com pele pintada, e eles se aproximam cada um com uma arma rústica. De repente, ao notar os movimentos, Burro acorda, desesperado. Um grito é ouvido, e muitos outros surgem cada vez mais fortes e partem para o ataque. O jovem tenta se defender, mas é levado para uma tribo. Depois de minutos, ele está frente a um cacique, em uma espécie de santuário de madeira. Todas as esculturas tinham o mesmo rosto, muito familiar por sinal. Ao menos para o garoto.

  • Leonardo: Me solta! Me solta! (Burro é deixado preso em um tronco, beira a uma fogueira.) Aff! (o jovem enfim nota sua situação.) Por um acaso vocês pretendem me cozinhar neste tronco? (ninguém responde.) Olha... eu não tenho gosto de frango. Mas acho que no meu caso, com um bom caldo de galinha, eu daria uma ótima sopa. (todos o olham secos, como se quisessem matá-lo.) Bom... se tiverem um computador, eu lhes cozinho uma ótima receita de Burro. Eu pesquisarei os temperos certos, e vocês terão que obtê-los. Tipo em um mercado. Então, me soltam para depois de algumas horas fossemos saborear um autentico e delicioso Burro. O que acham? (o cacique logo avança, calando Burro com o medo. Ao encarrá-lo rosto no rosto, ele fala com sua voz muito parecida com os caciques de televisão.)
  • Cacique: Eu não gosto de engraçadinhos.
  • Leonardo: Eu também não. Na escola eles vivem pegando no meu pé.
  • Cacique: Chega! Sua voz me enche o saco.
  • Leonardo: Acredite, todo mundo diz isto.
  • Cacique: Insolente. Chamem o carrasco. Cortem-lhe a língua. (obviamente apontando durante a última frase para o Burro.)
  • Leonardo: Não estou gostando nada disto. (os índios seguem as ordens do cacique, e chamam o carrasco. Ele pisa onde sua tribo estava, com uma máscara de madeira e uma lança na mão. A máscara era muito familiar, pintada de branco e verde, de uma pessoa que já era temida por todos por todo o território de Liberdade. Burro ao vê-lo, engole sua saliva simbolizando medo.) Com isto que irá me cortar? Isto me faz ver o quanto a medicina evoluiu nos tempos modernos.
  • Cacique: Basta! Carrasco. Mate-o. (o homem obedece, seco, andando em direção a Leonardo, que estará assustado, enquanto o cacique olha admirando o que via.) Ele irá pagar por invadido as terras de Liberdade. (antes do primeiro corte. Uma luz branca surge do alto, chamando a atenção de todos. Sua sombra era dourada e todos temem sua presença.)
  • Índio: Olhem lá no céu! (eles fogem assustados, todos menos o homem de máscara e Burro, sendo que o último estava preso.)
  • Leonardo: O que ser isto? (a luz para, criando uma forma astral. Era brilhosa, como se fosse um anjo. Burro na hora se libertará, e ao cair pisará na terra, sendo que a fogueira havia sumido. O homem ficará congelado, imóvel, apenas olhando. A luz desce e chega próximo aos três, com uma voz profunda fala com a alma do rapaz.) Quem é você!?
  • Áurea dos Solos: Prazer, Leonardo. Meu nome é Áurea dos Solos. Sou zeladora e protetora de todo o território de Liberdade.
  • Leonardo: Deve ganhar uma boa quantia com isso, hein... Este lugar é gigante! Mas... como sabe meu nome?
  • Áurea dos Solos: Sei o nome de todos, Leonardo. Agora, preciso que me escute com bastante atenção. Vidas estão correndo perigo neste exato momento, e somente você pode ajudá-las.
  • Leonardo: Uiiii! Sou um super-herói!
  • Áurea dos Solos: Por favor, Leonardo. Me escute. Este homem que está ai ao seu lado é muito perigoso. Temos que detê-lo antes que...
  • Leonardo: Perai. Você não disse que eu era o bom da vez. Por que está se incluindo? Isto é hipocrisia, sabia! (o ser de luz suspira, vendo que Burro não era nem um pouco paciente a ponto de escutar o que tinha a dizer. Logo, o ser vira as costas e parte deixando Burro solitário. Nada mais era que uma estratégia de fazê-lo ouvir de um outro jeito. O garoto sai da local e adentra as matas um pouco irritado, pois acreditava que a criatura havia somente tentado o enganar. Típico de sua infantilidade. Logo ele chega e se depara com um abismo profundo, e do céu uma ponte colorida se aproximava cada vez mais próxima do rapaz. Curioso o rapaz olha para ver quem era, e se depara estranhamente com um personagem de televisão famoso, de um programa infantil. Por loucura que pareça, se tratava de Pinkie Pie.) Pinkie... Pie? (a falta de lógica da situação era perfeita para tornar Burro audível para uma mensagem. Obviamente uma armação de tal espirito. O pônei se aproxima.)
  • Pinkie Pie: Oie, eu sou a Pinkie Pie.
  • Leonardo: Muito prazer, sou Burro.
  • Pinkie Pie: Você me parece legal. Quer sentar nas minhas costas e voar para explorar a região?
  • Leonardo: Calma. Vou checar meus compromissos. (Burro para por um instante, pensativo. O pônei espera impaciente.) Pode ser. (e assim. Os dois voam por Liberdade, indo em direção a cidade artesanal. Burro estava muito feliz, e o pônei nem tanto, mas mesmo assim continuava doce e amigável.)
  • Pinkie Pie: Hey! Você já viu aquilo ali?
  • Leonardo: Não. (o jovem olha para baixo, e vê a cidade de madeira, sem saber do que se trata.) É um parque de diversões?
  • Pinkie Pie: Não. É uma cidade de madeira, construída por um cara com uma máscara má.
  • Leonardo: Legal.
  • Pinkie Pie: Há muito tempo, lá não era nada. Era mata virgem, intocada, obra da natureza. Sempre tinha muitas árvores, até que ele chegou. À principio construiu sua casa, depois...
  • Leonardo: Vamos tomar sorvete?
  • Pinkie Pie: Burro. Me escute. Seus amigos correm grave perigo se não me escutar. Somente você pode salvá-los, mas para isto tem que me escutar.
  • Leonardo: Sou todo ouvidos!
  • Pinkie Pie: Muito bem. Desconfie da razão, e confie somente em seus instintos. Siga seu coração que as angústias se desfazem. Tome cuidado com o que nunca viu. Não alimente mais nada que não seja a esperança. Estes são os melhores conselhos para sair deste lugar. Até o amanhecer encontre os Besouros-Negros. Sua presença é crucial para...
  • Leonardo: Besouros-Negros? Pensei que falássemos do velho Mc'Donolts. Eles não são meus amigos! (o pônei e todo o cenário se torna um imenso branco. Burro estava diante de um corpo cor de ouro, com medo.)
  • Áurea dos Solos: Me escute! Vá até os Besouros-Negros e os dirija primordialmente para a saída. Siga seus instintos para chegar até lá, e sustente seus ideais. É uma ordem!
  • Leonardo: Se não o que?
  • Áurea dos Solos: Senão um erro acabará com outro. (o ser desaparece, e tudo o que Burro enxerga é a máscara de madeira com um olhar sombrio por trás, olhando para ele com expressão pura de morte.)
  • (Isto e o suficiente para fazer Burro acordar. Sim; claramente tudo isto não passava de um sonho.)
  • Leonardo: Tenho que achá-los.

E assim, Burro deixa o sono de lado para realizar o que o espírito havia lhe dito, mesmo não acreditando que fosse real. Podia até mesmo não ser, ser só um pesadelo, mas algo em seu âmago dizia o contrário, e foi isto que o fez prosseguir. A noite prossegue com sua beleza. O luar refletido pelas águas ou iluminando as lindas copas verdes era um cenário único, não importando em que lugar de Liberdade ocorria. Após hora sumido, Beetleleader chegará com algumas laranjas trazidas em suas vestes, e distribuídas entre os quatro para servirem de janta. Eles se alimentam, ficam mais alguns minutos beira a fogueira, desta vez conversando, e daí enfim o sistemas de turno elaborado por Beetleleader é posto em prática. Tudo ocorria conforme planejado, porém algo chamava a atenção do líder que não só estranhava o que ocorria, quanto suspeitava que ocorria algo por trás. Bluebeetle - o mais faladeiro dentre os presentes - estava quieto, na sua, guardado dentre os seus pensamentos. Em muitos casos, olhava fixo para as matas, e dava a impressão que estava planejando algo. Quando Robert e Marcelo vão dormir, ele continua lá na fogueira pensando, mesmo que sege no tempo de Beetle cuidar do acampamento. Blue parecia estar esperando algo, e Beetle queria saber o que era.

  • Beetleleader: Não vai dormir, Bruno?
  • Bruno Torres: Não. Estou sem sono.
  • Beetleleader: Tudo bem, então. (o silêncio volta, e Blue volta a ficar quieto.) Em o que está pensando, está tão pensativo nestes últimos tempos, estou até mesmo estranhando vindo esta atitude de você.
  • Bruno Torres: O mesmo de sempre. (isto faz calar Beetle por alguns instantes.)
  • Beetleleader: Hmm... então deve estar pensando novamente na Stephanie. Sabe que assim que sairmos daqui, e dermos notificações a nossos pais a primeira coisa que pretendo fazer é...
  • Bruno Torres: Sim, sei. (segundos depois...)
  • Beetleleader: Então está bem. Mas então, por que tanto foco para esta questão? Está realmente me estranhando...
  • Bruno Torres: Só estive re-pensando. Eu estou também muito estranhado. Com o seu comportamento.
  • Beetleleader: Meu comportamento? Estranhado com o que?
  • Bruno Torres: Você sabe...
  • Beetleleader: Bruno. Você reconhece a situação em que nós estamos. Tem muitos talentos, não deixo de vê-los, mas para este momento o que precisamos usar mais é o que justamente não valoriza: a razão, e a cautela.
  • Bruno Torres: Mas. Se isso não for o bastante. Sabe que nós não somos os únicos aqui desta mata que estão sob a mira de um Tarzan problemático.
  • Beetleleader: Está subestimando demais a Stephanie. Eu acredito que esteja tudo bem. Tudo bem que nem temos notícias dela, mas duvido que tenha acontecido algo de grave. Senão aquele homem já teria nos revelado de alguma forma, para tentar nos assustar. É lógico.
  • Bruno Torres: Mas, pense. Ela sumiu do nada, e não foi por conta dela isso, mas sim por um terceiro. O que este terceiro pode ter feito neste tempo onde a pegou, me diz?
  • Beetleleader: Matar é o que não foi. Senão veríamos sangue aonde vimos que ela possa ter escorregado. O objetivo dele é, ou melhor, era nos expulsar daqui, não...
  • Bruno Torres: Então porque ele desintegrou nosso grupo? Para manter-nos aqui. E por que?
  • Beetleleader: É...
  • Bruno Torres: Então concorda que a Stephanie pode ou podia estar correndo um grande risco sozinha nestas matas?
  • Beetleleader: Assim como nós. Como disse, se ela tivesse sofrido algo estaríamos sabendo. Mas, concorda que antes de mais nada teríamos que sair daqui para voltar com reforço para não corrermos mais grandes riscos?
  • Bruno Torres: Sim. Mas...
  • Beetleleader: Então, Bruno. Caso encerrado. Pare de se preocupar tanto. Vá dormir e guarde forças para seu turno.
  • Bruno Torres: Você não entende...
  • Beetleleader: Entendo bem, de tudo aqui. Temos que ir no que é lógico. Sei que seus desejos e vontades são por uma boa causa, mas, não são exatamente o melhor que tem que ser feito.
  • Bruno Torres: Mas...
  • Beetleleader: Fim da discussão. (Blue fica desgostoso, ele queria fazer algo mais, e viu que não podia contar com "seu líder".)
  • Bruno Torres: Está bem. Se achas que não há utilidade em procurar a Stephanie, tudo bem. Mas eu não acho. Quero descobrir o que há aqui na frente, e farei isto você concordando ou não.
  • Beetleleader: Bruno. Não pode ir sozinho, é muito perigoso.
  • Bruno Torres: Não tenho medo de correr riscos. (o jovem levanta-se, pega alguns gravetos anteriormente usados como tocha por Beetle, e ao ter o mesmo, vira as costas e parte.) Voltarei antes do amanhecer.
  • Beetleleader: Bruno! Pare com esta loucura. Não podemos perder mais um homem!
  • Bruno Torres: Tarde demais.

O jovem prossegue até ser perdido de vista por Beetleleader, que desaprova o que acontecia, mas acaba permitindo achando que isto pelo menos iria sossegar Blue que estava há dia aflito com esta situação. O tempo se passa, e a noite torna-se mais selvagem. Lobos saem para a caçada, e seu uivo forma uma sincronia que podia ser ouvida em todos os pontos das matas. Uma forte garroa fria ia para todos os cantos, e muitas folhas caiam das copas. A grama estava úmida, molhada, e a lua estava cheia, se destacando nos céus. Neste clima não só Bruno andava a procura de Miss Martie, quanto também a própria andava na cidadela de Liberdade em busca da cabana, e após mais alguns minutos, eis que a moça enfim achou seu objetivo. Discretamente ela vai até a edificação rústica, sendo bem cuidadosa, e verifica se não havia ninguém em seu interior. Visto que não ela abre a porta, e entra dentro da residência e começa a procurar pelo livro que para ela continha todas as informações necessárias para descobrir sobre Liberdade. O medo ocorria sim no coração da moça, ela podia ser pega e morta a qualquer momento, mas mesmo um pouco oscilante, a coragem lhe tomava conta para continuar. Nisto, Bruno continua a andar para frente e chega até um bosque sombrio único, pois as árvores já velhas não continham nenhuma folha, todas esparramadas no chão e secas, e ao lado uma enorme montanha. De lá também era de onde se vinha os uivos, mas mesmo assustado Bruno não se deixa desistir e prossegue, armado somente com uma frágil tocha improvisada. Para ele, chegar até lá era pouco uma vez que pensava que Beetle chegou até o mesmo local para apanhar as laranjas. Na moita, olhos castanhos o observava passar, e logo depois eles desaparecem na calada da noite. O garoto prosseguia olhando para todos os lados, e tudo o que via eram arbustos e árvores totalmente negros, escuros. Somente um pouco do luar e sua tocha faziam sua visão. Ao mesmo tempo, Stephanie continuava a procurar na luxuosa e caprichada cabana e nota uma estranha sigla esculpida na parede, cuja primeira e a última letra estavam borradas por desgaste do tempo. Ao menos sobrará a o do meio e a única legível, um "I", em maiúsculo e com um ponto em sua frente. Isto a deixa um pouco estranhada, mas já servia de informação. Continuando a procurar, Bruno continuava a caminhar. Seus passos já eram trémulos, uma vez que o vento frio soprava mais forte. Do alto via lobos, e usava sua tocha para ver se havia alguns deles ao seu redor. Ele mal percebia que a chama servia de chafariz. Passando minutos, ele termina de passar pelo bosque e estava diante de uma enorme parede de pedras. Era impossível de se passar por elas, parece que chegará até o fim do trajeto como queria. Ao ver o espaço, sem nenhuma árvore, algumas rochas, e algumas tochas colocadas na enorme coluna de pedras, algo que até o estranhará. Ainda tinha algumas estátuas similares as que viu anteriormente. Bruno concluía que aquele lugar, embora sem saída, poderia ser bem próximo a fortaleza do silvestre. Assim, olha para os lados vendo se tinha algo para escalar, ou sequer ver o que tinha atrás, e nada encontra. Pensa em contornar, mas, de repente, um som é ouvido. Era um grito de guerra, alto e em bom som, bem próximo a ele. Isto confirmava que ele estava diante da fortaleza do selvagem, e assim, bem próximo da Stephanie. Uma movimentação entre as algumas rochas cravadas no solo é vista, e bem rápida, parecendo ser de indígenas, ou quem sabe até mesmo do mascarado. Mas, era de qualquer forma um inimigo. Bruno trata-se de se armar com algumas pedras, confiante que já era o bastante. Logo dá um grito.

  • Bruno Torres: HEY! QUEM SEJA QUE ESTAR AI SE ESCONDENDO FEITO BOBO, SE FALAR MINHA LÍNGUA, PODE ME DIZER O QUE TEM ATRÁS DESTA MONTANHA? HEIN? (ninguém responde.) CLÁSSICO... EU TENTEI DO JEITO FÁCIL, AGORA VAMOS DO DIFÍCIL!

Uma luta aparentemente se inicia. No escuro da noite. Bruno se arma com pedras, e pega sua tocha e joga contra a grama do chão, a inflamando e começando um incêndio. Isto tirava a falta de visão do jovem, uma vez que esta era a arma do nativo. Experto. Pegando uma das tochas vingadas na rocha, ele se arma de uma mão com algumas pedras, e em outra com o fogo. De repente, atrás de um imenso pedregulho, um homem se revela. Embora com leves aspectos indígenas, o jovem mais lembrava um ocidental. Usava uma camisa verde e calças verde-musgo (ais quais curiosamente eram tecidas de folhas), estava descalço, e possuía longos cabelos pretos. A sua mão, espécies de flechas de madeira, e em seu rosto, embora que pela distância não dá para ver os detalhes, esbanjava uma expressão que claramente denunciava um eminente ataque.

  • Bruno Torres: QUEM É VOCÊ?
  • Homem: EU LHE PERGUNTO O MESMO.
  • Bruno Torres: AFF! COMO SE NÃO ME CONHECESSEM! O QUE QUER AQUI? É UM VASSALO DAQUELE NATUREMAN PSICOPATA?
  • Homem: NATURE... O QUE?
  • Bruno Torres: ME RESPONDA!
  • Homem: EU NÃO SEI DO QUE ESTÁ FALANDO. PRA QUE ISTO?
  • Bruno Torres: ISTO O QUE? ME DIZ?
  • Homem: SEI QUE SABE. APOSTO QUE FOI O MASCARADO QUE TE MANDOU AQUI!
  • Bruno Torres: ENTÃO O CONHECE...
  • Homem: QUER SABER. NÃO VOU PERDER TEMPO COM VOCÊ.
  • Bruno Torres: VAI FAZER O QUE ENTÃO?
  • (Antes de concluir a frase, seu adversário lança com força as flechas que estavam em sua mão, quase acertando o jovem. Assim, Bruno contra-ataca com as pedras de sua mão, e após errar o alvo, seu inimigo faz o mesmo. Assim formam uma guerra de tiro ao alvo, e perdura por minutos, usados pelo desconhecido para se aproximar.)
  • Bruno Torres: AFF! PARA COM ISTO E SE MOSTRE LOGO! (logo, o homem aparece de surpresa e dá um soco em Bruno o derrubando. Insatisfeito, com as pernas o jovem faz o mesmo com seu inimigo. Eles estão começam uma disputa de socos e pontapés um no outro, até quando o jovem se levanta, e com força o Besouro dar-lhe um soco no rosto, ficando por cima. Assim, Blue vê melhor seu adversário e ao ver os detalhes de seu rosto tem um enorme espanto.) Não acredito. (distraído, é logo derrubado pelo contra-ataque de seu oponente. Este posiciona seu pé direito sobre o peito de seu inimigo, e diz...)
  • Homem: Chega destas tolices, agora mesmo. Eu sei muito bem o que querem, mas antes que continuem com tal loucura quero que saibam que não perecerei tão fácil. Já faz ano que estou aqui, e com este tempo aprendi todas as fraquezas de seu povo. Diga ao mascarado que mandei lembranças, quando estiver ao seu lado no céu. (ele pega sua flecha, que por ventura estava cravada quase ao seu lado, e a posiciona contra o tórax de Bruno, pronto para a usar para perfurar o coração de seu vencido adversário. Logo ao ver o que ia acontecer...)
  • Bruno Torres: ESPERE! CARA, EU TE CONHEÇO. ISTO NÃO PASSA DE UM MAL ENTENDIDO!
  • Homem: Explique-se.
  • Bruno Torres: CARA! EU SEI QUEM É! Trabalhava lá em Dendróvia Dekan, não é?
  • Homem: Sim. Mas, isto...
  • Bruno Torres: Eu sou de Wikaner. Um Besouro-Negro. Não se lembra de mim, Arthur? (ao ouvir tal nome, o homem o deixa levantar, tirando seu pé e deixando sua flecha cair no chão. De fato se tratava mesmo do ex-governador do município de Dendróvia, quem descobriu tal cidade em condições precárias e a ergueu sem esperar nada em troca. Um homem de vinte e cinco anos alto e robusto, também sendo grandemente virtuoso, destemido e astuto. Possuia grandes ideais diferentes dos convencionais, e era um artista, esforçado, detalhista, habilidoso com ferramentas, e até mesmo um perfeito soldado, embora sua função lendária seja relacionada à política. Isto deixava o Besouro perplexo, com uma forte curiosidade no peito, quem estava a sua frente era mesmo o grande Arthur.)
  • Arthur: Você... você sabe quem eu sou.
  • Bruno Torres: Prazer. Sou, "BN Bluebeetle" - do grupo Besouros-Negros. Acho que temos muito o que conversar.

Dez minutos atrás, Miss Martie estará em um quarto com várias estantes de madeira a qual alguns livros se estavam. Lá também continha uma cama de bambu com cobertores tecidos com folhas, penas de aves, e algodão, revelando se tratar do quarto pessoal do mascarado. O teto, revestido com grandes pedras sustentadas por fortes vigas de bambu posicionadas em locais estratégicos, continha alguns esboços de desenhos, e o mesmo podia se dizer do teto, ambos relacionados com o mesmo rosto. Havia também uma espécie de criado-mudo, que continha em seu interior diversos arquivos que por ventura, estavam sendo mexidos pela moça. Dentro dele, em muitas pastas, que intragavelmente eram feitas de plástico e não de materiais encontrados na natureza, tinham muitos projetos de arquitetura. Ela os via, e notava que se tratava das construções da cidade artesanal de Liberdade, e com o passar das folhas, via também alguns esboços de mapas que indicavam que as matas possuíam muitos atalhos, naturais ou não, que davam em lugares uteis para se chegar a quaisquer objetivo que lá podia oferecer: achar comida, água, e até mesmo a saída! Claramente, ela separava para si algumas pastas, que colocava na cama ao lado do diário, que aberto, mostra que já foi lido. Miss já sabia de muito sobre as matas, mas mantinha uma curiosidade incessante: a de saber quem era o homem por trás daquela tão sombria máscara. Vasculhando todos os pertences do ser, ela busca um nome, busca uma resposta, e nada. Após minutos, usados para procurar em todo o cômodo, ela vê que não ia achar mais nada nos arquivos. De repente ela vê uma folha em baixo da cama, ponto onde não procurou, e ao olhar a pega na esperança de achar alguma pista. Para sua tristeza, era apenas um esboço de uma cabana, mais parecida com um quiosque de bairros de classe média. Ao menos ela já estará armada com mapas e digas de como sair de Liberdade, e então satisfeita, sai do quarto com algumas pastas e com o diário, o qual pretendia ler melhor em outro lugar. Ela vai para os quartos dos fundos da construção, e vê uma janela com folhas de bananeira como cortina o forte luar, e para para refletir quem poderia ser o homem por trás da máscara, e nada. Porém, seus pensamentos lhe dão uma inspiração um pouco irônica, mas que a deixa extremamente animada: ir atrás dos outros Besouros-Negros usando os atalhos e conselhos obtidos naquelas anotações, e uma vez que se reencontrasse com eles, eles sairiam juntos de Liberdade e ao final ela era que iria salvar todos do um ataque de quem a atacou. Para ela, era um plano perfeito, e já com sono decide procurar algum lugar para dormir, uma vez que na própria cabana ela poderia correr o risco de se reencontrar com o ser selvagem. Voltando para Bruno, eis que ele estava frente a Arthur, o ex-governador e ainda o primeiro do município de Dendróvia Dekan, conhecido por ter erguido do nada a cidade que antes era apenas uma humilde estrutura de madeira feita pelos primeiros a pisar nas terras de Dendróvia. Eles já se conheciam graças a eventos dos primórdios do grupo os Besouros-Negros, que surgiram mediante a situação de sequências de atentados que ocorriam na cidade de Arthur graças à imposições de um grupo terrorista chamado de "os M-A's", liderados por um homem autodenominado de "Morre-Arth".

  • Arthur: Bluebeetle? Besouros-Negros? Afinal, o que você faz aqui? Se perdeu?
  • Bruno Torres: É uma longa história... e você?
  • Arthur: Eu gosto de histórias, poderia me contar essa?
  • Bruno Torres: Tudo bem... eu mais quatro do meu grupo, e o "Burro do Shrek", que veio de penetra, acabamos meio que vindo aqui para relaxar da rotina estressante de Wikaner. Conhecemos esse seu amigo, o mascarado, e depois de uma sequência de loucuras a qual viemos parar aqui, tivemos duas perdas em nosso grupo: uma grandiosa, outra nem tanto. E depois de muita caminhada o vencemos, o mascarado, mas ele fugiu. Felizmente deve estar machucado depois da surra que demos nele.
  • Arthur: Derrotar apenas um NÃO é o suficiente.
  • Bruno Torres: Como assim? "Apenas um."
  • Arthur: Entenda uma coisa. Este território é cercado um grande povo tribal, nativo destas matas, e eles nunca permitiriam que vocês saíssem daqui com vida, temem serem revelados para o mundo e dizimados pelas tropas do governo. Podem estar espionando os outros neste momento, e nos espionando também. Nunca se dá para saber quando estamos sozinhos, e quanto a suas perdas, lamento muito.
  • Bruno Torres: Ainda é cedo para lamentar. Suspeitamos que eles foram só sequestrados.
  • Arthur: Sequestro. Hmmm... entendi. O mascarado os pegou para transformá-los em angorá, prendê-los psicologicamente aqui para poder caçá-los um por um, e fazer o que achar melhor. Querem os impedir de sair daqui a qualquer custo.
  • Bruno Torres: Isso mesmo, ele mesmo, o mascarado, já disse. Você parece conhecer muito sobre aqui, não estou certo?
  • Arthur: Absolutamente certo. Quando se fica preso em Liberdade por muito tempo, o mínimo é ter aprendido sobre o lugar. (o homem dá sua mão para Bruno, o puxando e fazendo com que ficasse em pé, e antes que soltasse a mão, o rapaz dá um forte aperto de mão, que é aceito pelo garoto.) Muito prazer, Arthur L. Neto, ex-governador do município de Dendróvia Dekan, e um sobrevivente da rústica cidade de Liberdade.
  • Bruno Torres: "Rústica cidade de Liberdade"?
  • Arthur: Acho que não deve ter ido muito longe daqui. Existe uma cidade de madeira, construída pelos nativos, bem no coração desta selva.
  • Bruno Torres: Sério?
  • Arthur: Seríssimo. É lá onde eles moram, produzem alimento, e sobrevivem. É governada principalmente pelo mascarado, aquele que como disse, já deve ter conhecido. Ele é tipo, o líder ou quase deles.
  • Bruno Torres: Nossa. Então, será que não é lá onde eles levam os que foram sequestrados?
  • Arthur: Não. Lá é uma cidade de ouro para eles, sagrada e preciosa demais para ser submetida à "impurezas" de encarceração humana. São muito supersticiosos. Eles preverem prender seus prisioneiros em prisões espalhadas pelas matas, feita com rochas e vinhas. Há pelo menos umas quinze neste local. Infelizmente é difícil de saber em qual seus dois amigos foram trancafiados.
  • Bruno Torres: Suspeito de uma atrás desta montanha. Há uma destes prisão aqui perto, não estou certo?
  • Arthur: Atrás disto não há nada, só matos. Lamento.
  • Bruno Torres: E essas tochas? Devem ter uma razão especifica.
  • Arthur: Iluminação. São o registro que eles usam para eles mesmos para saberem se estão ou não perto de algo deles. Explicando melhor... Eles criam estes locais para se localizarem, caso estejam perdidos. É tipo um marcador, e estas tochas serão úteis na iluminação. Marcam, neste caso, o fato de estarmos próximos da coleção de estátuas úteis para adoração e rituais dos mesmos.
  • Bruno Torres: E quem são naquelas estátuas?
  • Arthur: Um deus chamado de "Aliguará Nutorunynoru". Dizem que é o rosto por trás da máscara do mascarado, mas deve ser uma lenda.
  • Bruno Torres: Nossa.. Impressionante seus conhecimentos.
  • Arthur: É que aprendi com escrituras da tribo roubadas o que certos desenhos querem dizer. E também, pois eles falam mesmo a língua portuguesa, algo que sou fluente desde quando me conheço por gente.
  • Bruno Torres: Entendi... Então; posso lhe fazer duas perguntas?
  • Arthur: Claro. Mas antes quero lhe fazer uma. Quanto tempo faz que estão aqui?
  • Bruno Torres: Uns dois dias, indo pro terceiro.
  • Arthur: Hmmm... E quantas vezes se depararam com o mascarado?
  • Bruno Torres: Eu, só duas, e só em uma eu o vi direito. Mas o Beetleleader se deparou duas vezes com ele, sem falar da BN Miss Martie, que está perdida pelas matas. Eu diria que ele já agiu uma três vezes. Ou melhor, quatro. Ele parece que mandou um tigre contra a gente.
  • Arthur: Devem estar alquebrados com tanta pressão. Isso aqui não é coisa para pessoas normais, deviam fugir enquanto é tempo!
  • Bruno Torres: Realmente, estamos exaustos. Mas, sairemos daqui amanhã cedo, e voltaremos com a polícia rodoviária para achar a Miss. Pelo menos foi o que o Beetle disse. Aqueles índios malucos vão ter o que merece.
  • Arthur: Sério? Mas, não têm medo que eles a matem por conta desta ação?
  • Bruno Torres: Acha que ele seria capaz?
  • Arthur: Em teoria, tudo é possível. Se é que ele já não tenha feito.
  • Bruno Torres: Olha. É melhor nem pensar nessa possibilidade.
  • Arthur: Concordo, mesmo por que, isto seria até um certo exagero de minha parte, pensar nisto. Quem sabe ela já saiu daqui?
  • Bruno Torres: Se isso aconteceu mesmo fico muito feliz.
  • Arthur: Se não for ser muito atrevido, mas... Posso ir aonde estão alojados, e conhecer os outros de seu bando. Quem sabe tenha algo que possa ajudar?
  • Bruno Torres: Ajudar-nos a se certificar se a Miss está bem seria um bom começo. Salvá-la daquele ninho de homens sem camisa se preciso. Já que conhece tanto daqui.
  • Arthur: Posso ajudar sim, claro. Embora, terá que esperar o amanhecer, e teremos uma boa caminhada.
  • Bruno Torres: Então, fechô. Agora, conte-me algo que não me quer calar. O que aconteceu com você? Como veio parar aqui? Cansou de viver em Dendróvia?
  • Arthur: Quem dera. Foi uma coisa de louco. Há um ano, a prefeitura de Wikaner estava omitindo uma história bastante polêmica. Uma jovem de uma família bastante rica decidiu vir aqui com seu namorado, para flertarem. Eles entraram com um carro, uma picape, e ficaram lá... eles avisaram a mãe, mas o pai não ficou sabendo de nada. No outro dia, eles ainda não voltaram e o pai ligou para polícia sem saber do que se passava, achando que eles pudessem fazer alguma coisa, e assim eles ficaram alertados, algo que a mãe não queria. Após uma conversa entre a família e uma ligação à delegacia da cidade, eles foram obrigados a conversaram com o delegado sobre o caso, e este foi ver o que era. Depois de muita procura, acharam o carro totalmente desmontado, e dois corpos ensanguentados, e mutilados. Com alguns ossos caídos nos arredores, pois foram comidos por canibais... Cena que apavorou o pobre funcionário da lei...
  • Bruno Torres: Os nativos daqui são realmente canibais?
  • Arthur: Sim. O prefeito ficou sabendo da história e não ficou nada contente, e para evitar que mais desavisados pisassem lá, ele ordenou que uma tropa fosse formada pela polícia para ver o que estava acontecendo aqui. Eu na época morava em Wikaner, pois meus dias de glória em Dendróvia já haviam acabado. Sabendo disso, os policias me convidaram para fazer parte do caso, uma vez que atuei como civil em um caso parecido, o do José Pedro, que resultou na criação de minha grande Dendróvia! Eu pensei, re-pensei, e achei que isto fosse reaver meus dias de glória, já que passei por uma fase difícil quando resolvi voltar para Galarza, minha cidade natal, e não deu muito certo. Depois de dias, eu aceitei o convite, ignorando que podia ser uma missão suicida. Fui então posto em uma tropa de cinquenta homens e viemos aqui nestas matas, com nosso capitão que ordenou que nos dividimos em grupos, todos com comunicação uns com os outros via alque toque, e dos cinquenta formaram-se dez grupos, com dez líderes. Os dias foram se passando, e nós descobrimos a presença dos canibais e tentamos revidar, no entanto, as batalhas eram horríveis e embora estivéssemos armados, fomos um por um derrotados por aqueles monstros, principalmente pelo mascarado. Quando estávamos em menor número, tentamos nos reunir, mas era impossível. Sempre algo nos separava, algo que era manipulado sempre por este maldito índio! Eu estava no time do capitão, e o vi morrer com uma flecha no coração, no meu colo, me deixando sozinho na batalha. Depois de dois meses, tive a confirmação em um confronto que era o último sobrevivente. Fiquei chocado, aflito, e enfim vi o que não queria admitir: a sinuca em que me meti. Passei então dia após dia aqui, procurando uma saída, mas o tempo foi se passando, e cada dia me vi definhar mais. Agora que vi alguém fora eu, me sinto mais em paz. Quanto tempo que não vejo a civilização, Dendróvia Dekan, o mundo que tanto ajudei.
  • Bruno Torres: Mas, depois de um ano, com o insucesso de sua missão. Por que Wikaner não mandou mais homens, ou avisou a população sobre estas matas?
  • Arthur: Se a cidade mandou mais homens, provavelmente foram subjugados. Quanto a divulgação, para não manchar imagens talvez...
  • Bruno Torres: Nossa! Deve ter sido traumático mesmo sua estadia aqui.
  • Arthur: E foi, mas, é hora de ser otimista! Uma vez que você e seu grupo sabem a saída, não desperdiçarei a chance de ir com vocês. Ofereço meus serviços de protetor de seu grupo e como concordamos, ajudarei na achada da BN Miss Martie. Quem sabe até conseguimos derrotar de uma vez por todas o mascarado.
  • Bruno Torres: Não posso dizer não a este acordo. Vamos ao acampamento improvisado de nosso grupo. Quero dar as boas novas para o Beetleleader.
  • Arthur: Que a caçada comece! Vamos em todas as prisões se for preciso, em todas as construções, enfrentando todos os índios até não sobrar mais nenhum! Não exitarei esforços em ajudá-los em troca desta poderosa ajuda!
  • Bruno Torres: Fico feliz que fica contente. Nem parece que há dez minutos atrás tentou me matar com uma flecha de madeira.
  • Arthur: Como não ficar? Isso foi mais que um milagre para mim!
  • Bruno Torres: Menos... Agora, só me diga uma coisa. E sobre aquela aliança fajuta que fez entre Dendróvia e os Besouros? O que que tem a nos dizer sobre isto?
  • Arthur: Nossa, eu já tinha me esquecido. (Blue lembra-se do passado do grupo com o ex-governador, e isso o traz um sentimento frio que o faz ter uma postura mais áspera com seu "companheiro".)
  • Bruno Torres: O Beetleleader, não. Ninguém esqueceu o que fez. Explique-se sobre aquele evento passado.
  • Arthur: Foi um acordo, entre eu e os M-A's, por uma trégua. Eles estavam preocupados com a possível ameaça dos Besouros-Negros, e eu bem cansado dos ataques do Morre-Arth. Era um acordo para acabar com as guerras. E pelo que saiba, ninguém se feriu.
  • Bruno Torres: Não, mas foi traumatizante. Foi a única vez na minha vida que vi o Beetleleader demonstrando sentimentos, e oferecemos ajudas contra eles. Você que não quis. Por sorte o pegamos falando com ele, mas, imagine o que é aquele que é dado como o generoso de repente ser pego sendo um grande traidor. O que me diria disto?
  • Arthur: Desculpem pelo meu erro, mas não podemos negar que eram apenas crianças diante de uma crise séria de governo. Uma sequência de atentados.
  • Bruno Torres: Nunca fomos crianças, e sabíamos do que se tratava. E outra. Se eramos tão ingênuos, por que não nos poupou da mira de um terrorista?
  • Arthur: Pois ele me prometeu que não ia fazer nenhum mal de verdade. Apenas ameaças verbais. Ele com o tempo até provou seu valor.
  • Bruno Torres: Não está ajudando a melhorar sua imagem, infelizmente. Eu até quero acreditar em você, mas tem que fazer por onde.
  • Arthur: Só estou colocando os fatos. Mas, vale lembrar que estava passando por momentos difíceis. Imagine estar na mira maior de um psicopata, e não era algo controlado. Por favor, não me perdoe pelo o que fiz. Sabem que no fundo não foi por mal. (Blue para um pouco para refletir.) Além do que, isso foi há mais de seis anos!
  • Bruno Torres: Tudo bem. Mas o que vale mesmo, é a palavra de Beetleleader sobre sua pessoa. Não quero me aprofundar em algo que não fui eu a maior vítima, mas sim quem irá tomar a decisão suprema sobre sua pessoa. Agora, vamos prosseguir.
  • Arthur: Eu não quero que fiquem com uma má imagem sobre minha pessoa. Mas, mesmo em uma armação, sempre tentei ser simpático e bondoso. (o homem vai até a parede de rocha e pega uma tocha que lá estava fincada e volta até onde estavam.) Agora, vamos. Quero esclarecer algumas coisas para o Beetleleader.
  • Bruno Torres: E o incêndio?
  • Arthur: Não se preocupe. Ele não irá se espalhar. O vento o apagará em poucos minutos, fique tranquilo.
  • Bruno Torres: Então me siga, espero poder confiar em você.
  • Arthur: Não se preocupe comigo. Sou uma pessoa confiável. Sou, Arthur L. Neto!

Assim, eles partem rumo ao acampamento provisório dos Besouros-Negros. Enquanto isso, Miss Martie segurando cerca de sete pastas e o diário do mascarado após poucos minutos de procura achará uma espécie gruta dentro do bosque próximo à cidadela de Liderdade. Ela segurava uma tocha obtida em sua expedição e decide explorar tal local, e após ir até seu sombrio fim, via que parecia ser um bom lugar para passar a noite. O tempo vai se passando, já era mais de duas da manhã, e o líder dos Besouros se mantinha acordado, zelando por seu grupo. De repente, uma silhueta humanoide passa despercebida por suas costas. Percebendo ter perdido algo, ele olha para todos os lados, e não via nada de suspeito. Ainda assim, olhava para os arbustos, olhava para a montanha, olhava para as pequenas árvores, e nada de estranho. Até que chega a hora de encontrar algo estranho, um par de olhos estava o observando, e rapidamente se levanta e se prepara com uma rocha para um ataque, em vão. Apenas se tratava de uma coruja, que ao se sentir intimidada se assusta e bate as assas para outro galho, fazendo o jovem recuar-se. Ele volta a sentar em uma espécie de tronco beira a uma fogueira, e olha para trás vendo uma espécie de pano de folhas de bananeira sustentados por uma pilha de galhos e gravetos, e neles Robert e Marcelo dormindo. Ou melhor, só Marcelo, pois nota que seu melhor amigo estava faltando. Ele logo acorda preocupado, e vai chegar para ver o que estava acontecendo, e na barraca improvisada eis que ele não estava lá. Beetle olha as redondezas, nada, vai até um canto, e em outro, e tudo o que acha é o que não estava procurando. Quando ele começava a pensar o pior, se perguntando o que estava acontecendo, uma voz o assusta quando menos estava preparado. Era quem mais estava procurando, seu melhor amigo desde sua infância, quem havia desaparecido, voltando de algum lugar dentro de tais sombrias matas.

  • Robert Sonson: Beetleleader?
  • Beetleleader: Robert? O que...? Como saiu da barraca e eu nem vi, e o que foi fazer?
  • Robert Sonson: Como saiu eu não sei, mas... Oras, sou um ser humano, e assim sendo, sempre tenho uma hora de ter "necessidades biológicas", por assim dizer.
  • Beetleleader: Como saiu?
  • Robert Sonson: Eu sai pela frente da barraca, normalmente. Fui em direção a uma árvore próxima. Imaginei que tivesse me visto.
  • Beetleleader: Não o vi, no entanto, é melhor eu ficar atento para próximas vezes.
  • Robert Sonson: Certo. (segundos de silêncio...) Se me permite perguntar, tenho a curiosidade de saber no que estava pensando que o deixou tão envolvido que não me viu sair? Caso seja sono, insisto que me deixe trocar de turno com você.
  • Beetleleader: Não precisa, estou desperto. Só estava pensando em minha antiga vida em Wikaner, e o que deixamos para trás para realizar está excursão.
  • Robert Sonson: Entendo, perdemos muitas coisas, principalmente materiais vindo para cá.
  • Beetleleader: Não só, mas com toda certeza pode ter causado certos traumas para alguns, como por exemplo Bruno ou Stephanie. O primeiro está quase que obcecado em encontrá-la, como se fosse uma realização de uma vida, e a segunda deve estar desolada por simples solidão nesta selva indômita.
  • Robert Sonson: Verdade. Falando nele, ele saiu da barraca durante esta noite, interessantemente sem ser visto.
  • Beetleleader: Na realidade, ele nem entrou na barraca, Robert, e eu o vi saindo. Foi em uma missão de resgate e exploração destas matas no intuito de encontrar a Stephanie.
  • Robert Sonson: E já faz quanto tempo isso?
  • Beetleleader: Uma hora, no mínimo. Eu o deixei ir, pois não vi muitos problemas que isto possa causar.
  • Robert Sonson: Imagino. Mas, no que pensava em sua antiga vida em Wikaner? Desculpe caso eu esteja sendo ingerido, só estou curioso.
  • Beetleleader: Não está sendo, na verdade é até bom trocar de ideias. Só lembrava de minhas antigas ambições, a vontade de contribuir em algo para nossa cidade, projeto que já caminhava há tempos. E também lembrava de nosso último dia em casa, falando de modo dramático. Eu acordei com um mal pressentimento, e com o tempo foi-se provando. Desde quando encontramos Leonardo com aquele tigre...
  • Robert Sonson: Que aliás foi bem suspeito, já que ele obedecia a um chamado para atacar.
  • Beetleleader: ...tivemos uma desventura seguida de outra. A Stephanie desaparece, depois Leonardo foge, depois enfim o responsável por tudo se rebela nos atacando e queimando nossas coisas, nos forçando a recuar e aqui estamos. Agora que ele caiu uma vez por nossas ações, conseguimos seu arsenal, mas sinto que ele ainda arma algo. Só queria entender qual será sua artimanha pós isso, o que ele está planejando?
  • Robert Sonson: Um contra-ataque, para tentar nos impedir de sair. Como ele mesmo disse, não queria que nós contássemos ao mundo sobre ele.
  • Beetleleader: Exatamente. Mas, como ele irá contra-atacar? Que meios ele vai usar? Será que ele irá esperar o dia amanhecer, ou irá atacar a noite? E será diretamente, ou por manipulações?
  • Robert Sonson: Sem armas, não poderá atacar diretamente. Há menos que tenha outro arsenal, mas, tem mais probabilidades de atacar por entrelinhas, uma vez que está ferido. Devemos ficar atentos. Ele pode tanto atear fogo na saída como fez antes, ou, simplesmente se impor no fim com luta física.
  • Beetleleader: Felizmente em quatro, temos a vantagem da quantidade. E Bruno abriu um tópico relevante. Ele poderia atacar a Stephanie por vingança, ou é algo banal demais para se pensar?
  • Robert Sonson: Isto é banal demais para relevar. Quem ele quer é quem está saindo, nós somos a ameaça. Ele pode estar a nossa espreita. E aquele tigre, será que ele será usado em um ataque?
  • Beetleleader: Provavelmente. Vamos o despistar na selva caso ele aparecer. Luta física é algo que não terá resultado.
  • Robert Sonson: Animais desse porte é melhor não fazer movimentos bruscos, devemos ficar expertos, ver se há sinais, e antes dele estar perto fugirmos. Não podemos nos apegar a nada material, apenas o arsenal, pois mais peso sobre nossas costas diminuiria nossa velocidade.
  • Beetleleader: Talvez por perto daquelas montanhas estaríamos seguros. Mas o tigre seria apenas um peão. Um peão em um jogo de xadrez. Ele nos levaria direto ao selvagem, mas e depois. Ferido, temos condições contra ele?
  • Robert Sonson: Ele me pareceu ágil, mas as costas é o que está ferido. O derrubando, ganhamos tempo.
  • Beetleleader: Mas ele é hábil com qualquer tipo de arma. Temos que manter o arsenal longe dele. Um tem que cuidar deste, e não participar da briga. Tem que ser experto, e impedir que algo o tire isto. Com suas armas, ele é mais forte. Ainda devemos estudá-las, para entende-las, e usá-las a nosso favor.
  • Robert Sonson: Quanto as armas eu cuido, e as supervisiono. Irei as estudar, e zelarei por elas, enquanto você e o Bruno cuidam de nossa segurança.
  • Beetleleader: Está certo. Ficará então esta noite acordado?
  • Robert Sonson: Se preciso for.
  • (Enquanto isso, dois homens prosseguem quase próximos do acampamento. Eis o momento de Arthur rever o líder dos Besouros-Negros. Eles já estavam há menos de quinhentos metros perto de seu objetivo, e neste momento Blue para afim de trocar com o ex-governador uma mensagem.)
  • Bruno Torres: Arthur.
  • Arthur: O que?
  • Bruno Torres: Sugiro que eu vá na frente e fale com ele, e depois você apareça. É mais como uma metida de proteção, não sabemos qual seria a reação de primeiro momento de Beetleleader ao te ver, temo que seja negativa. Tudo bem para você?
  • Arthur: Sim, entendo. Beetleleader deve ainda guardar rancor pela minha "traição" com ele tempos atrás. Mas, será mesmo que prosseguir com isto seja uma boa ideia?
  • Bruno Torres: Claro. Agora, fique por perto e quando eu o chamar, apareça. Combinado?
  • Arthur: Combinado.
  • (O jovem então caminha rapidamente em direção ao acampamento, e nele, ao lado da improvisada barraca de folhas, vê Robert e Beetle conversando, o último com seu aspecto sério. Arthur o seguia, deixando a tocha para trás, e por fim se esconderá atrás de um arbusto, observando tudo. De repente, Bruno se apresenta diante dos dois, e logo o diálogo acaba. Robert o olhava sério, enquanto Beetleleader vai logo receber o colega.)
  • Beetleleader: Bruno, está vivo!
  • Bruno Torres: Sim, eu acho...
  • Beetleleader: Conte-me por o que passou antes de chegar até aqui. O que viu. Chegou a rever aquele selvagem? (Bruno estranha tamanha preocupação.)
  • Bruno Torres: Calma, cara. Não aconteceu muita coisa não.
  • Beetleleader: Ótimo, agora insisto que colabore conosco. Quero que entenda que precisamos de união para podermos sair daqui, e assim sendo, ideias iguais. Sei que não valoriza muito minha "cautela", mas saiba que se ficarmos aqui, as chances de resgatarmos a Stephanie é muito menor. Entenda uma coisa, Bruno. Seriamos alvos fácies neste território que para nós é grandemente desconhecido. Sei que aquele selvagem deve estar planejando uma vingança, e para sairmos daqui temos que nos manter unidos.
  • Bruno Torres: Beetleleader, nunca fui contra nada do grupo e entendo sua visão. Mas, já disse que a Stephanie pode estar sofrendo por causa de nossa vitória...
  • Beetleleader: Ela não é tão desprotegida, sabe se virar bem em campo. Tem qualificação para isso, e também experiência. E mesmo por que, nós somos os alvos principais.
  • Bruno Torres: O derrotamos uma vez, ele não é ameaça para nós.
  • Robert Sonson: Bruno, isso foi sorte.
  • Beetleleader: Robert tem razão. Não sabemos ao exato do que ele é capaz. Devemos apenas prosseguir com meu plano e sairmos daqui. Mas se for contra, não podemos fazer nada.
  • Bruno Torres: Beetle, tenho que lhe contar uma coisa. Descobri mais sobre este lugar, notícias que pode ou não gostar: primeiro, não estamos sozinhos. Aquele mascarado aparentemente é líder de uma tribo canibal espalhada nessa mata. Segundo, Stephanie pode estar presa em alguma prisão rústica também espalhada por aqui. Terceiro, não somos as únicas vítimas daquele homem. Este local e seus riscos já eram de conhecimento de Wikaner há tempos, mas foi omitido temendo sujar a imagem da cidade. Quarto, achei alguém que irá nos ajudar, mas você não vai gostar de quem é. (diante de tantas informações, Beetleleader fica desnorteado.)
  • Beetleleader: Ahhn... Como descobriu essas informações, e quem é esse homem que pode nos ajudar?
  • Bruno Torres: Ele é um sobrevivente dessa selva, mas para sua ajuda teremos que pagar algo. O preço será um teste de confiança.
  • Beetleleader: Explique-se!
  • Bruno Torres: Quando sai daqui, andei pelas matas até me deparar com uma espécie de montanha. Notei estar sendo seguido, e quando me virei me vi frente a um indígena. Lutei contra ele, e ateei fogo nas matas para ter visibilidade da batalha. (Beetle coloca a mão na cabeça.) Quando estávamos frente-a-frente, vi que não se tratava de um mero indígena, mas sim de uma pessoa importante para a sociedade de Walker Luie, e motivo de muita decepção para nós, pois por mais que aparentava ser nosso amigo, foi pego planejando entregar o Beetle Legacy aos vândalos dos M-A's quando éramos mais novos.
  • Beetleleader: Agora não entendo mais nada...
  • Bruno Torres: Vendo isso dei um jeito de encerrar a briga, e nós conversamos, e ele disse estar preso aqui após uma desastrosa invasão cerca de um ano, para tentarem descobrir o motivo de um violento assassinato, a mando das autoridades de nossa cidade. Nessas condições, aprendeu tudo sobre o local, e adquiriu experiência e conhecimentos sobre tudo aqui, até mesmo de nosso conhecido mascarado. Ele mesmo admite que está "traumatizado" com tudo o que vivenciou aqui, e caso tema por uma traição, garanto que isso não irá ocorrer. Ansioso para se livrar do fardo de ficar aqui sem expectativas de sair em um sofrimento diário, ele concordou em nos dar assistência no que for preciso com um acordo...
  • Beetleleader: Acordo? Bruno, me diga o nome de quem estamos falando.
  • Bruno Torres: Digo sim, mas você não vai gostar. O nome dele é Arthur, Arthur L. Neto. Ex-governador de Dendróvia, conhecido muito por suas ações e por ser alvo de atentados proveniente dos terroristas M-A's. (Eis o cúmulo por uma noite, esta informação deixará o líder Besouro bravo, acreditando que seu colega por impulsividade em seus desejos havia cometido uma grande besteira.)
  • Beetleleader: Chega, Bruno! Não quero que faça nada sem o consentimento dos Besouros-Negros, nem mesmo firmar acordos com este homem. Note que estamos passando por uma situação delicada, precisamos estar unidos para sairmos daqui!
  • Bruno Torres: Beetleleader, é por isso que vim aqui, para firmar um acordo definitivo. E então?
  • Beetleleader: Em primeiro lugar. Arthur? Ele está aqui? Como ele chegou até aqui? O que aconteceu com ele para ele estar aqui!?
  • Bruno Torres: Segundo o mesmo, ele veio até essas matas chamado pela polícia de Wikaner, para fazer parte de uma tropa que veio investigar sobre este lugar, após notícias na prefeitura de um assassinato sangrento que ocorreu aqui, visto pelo próprio delegado da cidade. Isto há cerca de um ano.
  • Beetleleader: Parece mais uma história de filme.
  • Bruno Torres: E o mascarado, também não parece?
  • Beetleleader: Mas fico pensando, o ex-governador de Dendróvia Dekan sendo convidado pela polícia de Wikaner para averiguar um crime que ocorreu aqui nas matas. Por que mesmo que precisavam criar uma tropa? Essa história está mal contada, Bruno. (Neste momento, Arthur sai da moita chamando a atenção dos presentes, e um ar de surpresa de Robert e principalmente Beetleleader.)
  • Robert Sonson: Não acredito.
  • Beetleleader: Então era verdade.
  • Arthur: Olá, BN Beetleleader. Olá, Robert Sonson. Somente explicando melhor o que me trouxe aqui. Eu estava morando em Wikaner quando fui chamado, trabalhava para um órgão da prefeitura responsável em construir edifícios e prédios voltados a programas de bolsa família, e laser da população. Era quase que um chefe de obras.
  • Robert Sonson: Acompanho atualizações nos órgãos de Wikaner por causa de meu blog, e nunca ouvi falar de você atuando em nenhum deles.
  • Arthur: Deve então rever os nomes, pois estou lá. Veja na lista dos funcionários do ano passado, caso tenham me tirado por meu sumiço quando sair daqui.
  • Robert Sonson: Farei.
  • Beetleleader: Já que estou o vendo em carne e osso, poderia dividir comigo sua história de como chegou até aqui?
  • Arthur: Claro. Um casal de jovens afluentes em Wikaner por conta dos pais desapareceram misteriosamente, e depois de uma confusão familiar acabaram passando o caso para a delegacia de Wikaner, e o delegado em pessoa foi conferir a veracidade dos fatos e acabou vendo os dois corpos mutilados de uma maneira colossal e ainda por cima empilhados, uma horrenda experiência eu imagino. Informações confidenciais estas que digo.
  • Beetleleader: Muito bem, prossiga.
  • Arthur: Por conta de minha experiência em matas, fui convidado junto com outros quarenta e nove homens especializados em desbravar terrenos inimigos, para formar uma tropa de reconhecimento. Acredito que o governo na época acreditava que estava lidando com terroristas estrangeiros.
  • Bruno Torres: Isto você não me disse.
  • Arthur: São muitos detalhes, foi uma coisa de dez dias até entrar para a tropa. E depois de tanto tempo aqui, aos poucos vou lembrando.
  • Beetleleader: Pois bem, continue.
  • Arthur: Entramos aqui, e por dias fomos indo e nada, tudo parecia calmo. Dai nós dividimos em dez grupos, e eu fui no do capitão, o qual era o responsável por entrar justamente no coração da selva. Foi ai que tudo começou. Nós não sabíamos, mas, no interior bem no centro da floresta existe uma cidade de madeira chamada de Liberdade, sagrada pelos indígenas que habitavam por essa região. Creio que nossas atividades chamaram a atenção do nosso amigo em comum, o Mascarado, e dai começou a carnificina. Nós prosseguimos por um mês, e neste tempo um por um dos nossos cairão. Sobraram apenas eu e o capitão, e depois de muita luta, ele morreu com uma flecha no coração em meus braços, e eu jurei que ia descobrir o culpado. Infelizmente, eu acabei por cruzar com a tribo por completa, e foi uma perseguição pior que a outra. Depois de meses de sofrimento, creio eu que em Novembro, eu e aquele psicopata nos cruzamos e quando quase perdi meu braço, decidi que o melhor era fugir daqui. Ele dizia para não queria que este lugar fosse de conhecimento de outros, e reconhecia que minha saída em minhas condições ia ser algo revelador. Eu tinha que morrer. Desde então tenho fugido em busca de uma saída, em vão. Antes um M-A do que isto. Antes um M-A.
  • Beetleleader: Nossa, que história a sua.
  • Arthur: É por isso que quero me aliar a seu grupo para podermos sair. Os ajudarei na denúncia desse criminoso, tudo o que peço é que me perdoem e me aceitem nos Besouros-Negros. Ajudarei nos quesitos da proteção e cuidados, e meus conhecimentos serão úteis na luta contra esse monstro. Só peço que me perdoem.
  • Beetleleader: Quero antes perguntar. Por que nos traiu com os M-A's? Diga com sua boca o que aconteceu, se foi ameaça, e quais eram seus motivos para isso.
  • Arthur: Não foi ameaça, serei sincero. Depois de meses sob atentados do Morre-Arth, eu e o Luciano já havíamos passado por tudo. O Comandante parecia flexível para obter um acordo, e em benefício desde ele tirou Gustavo do controle dos M-A's. Tudo o que me pediu era para me certificar que seu grupo era uma ameaça para o dele, e em nome de Dendróvia eu entrei no "legado Besouro"...
  • Bruno Torres: Beetle Legacy. Este era o nome de nosso esconderijo.
  • Arthur: ...e apenas me certifiquei dos fatos. Busquei ser sincero e bondoso do começo ao fim, nunca fiz nenhum mal real a vocês. Me pegaram falando com o "M-A" Comandante no telefone, mas foi só. Esperam que me entendam e me perdoem.
  • Beetleleader: Pois muito bem. Robert, Bruno. Podem vir aqui um instante para conversarmos um pouco.
  • Robert Sonson: Claro.
  • (Os dois se retiram, deixando Arthur sozinho no acampamento. Em um campo privado...)
  • Bruno Torres: E então. Irá perdoar o Arthur pelo o que ele fez?
  • Beetleleader: Continuo o mesmo, saiba disso Bruno. Para mim, Arthur está somente fingindo para poder vir conosco.
  • Robert Sonson: Se me permite me manifestar, sua visão de Arthur sempre foi conturbada. Reconheço o que ele fez, mas também reconheço que é perdoável visto o que estamos passando. Ele como disse, é experiente em matas, e principalmente, uma figura ilustre da política. Sua fama irá ajudar na busca de Stephanie e Leonardo nas matas quando formos à polícia rodoviária.
  • Bruno Torres: Mas também, ele disse que irá explorar as matas por dentro para a encontrarmos pessoalmente.
  • Beetleleader: Não vejo razões para tal, uma vez que seria uma prova de confiança com ele, algo que eu sinceramente não tenho. Acho que ele poderá nos levar até onde queremos, e será um forte escudo de proteção, mas só. (ele olha para Arthur e estava olhando para os mesmos.) Depois do evento e nossos membros recuperados, podemos dispensá-lo. Concorda, Robert?
  • Robert Sonson: Concordo.
  • Bruno Torres: Mas ainda podemos adentrar nas matas ao amanhecer e...
  • Beetleleader: Bobagem. Só nos deixaria mais tempo alvos daquele mostro. Está decidido.
  • (Eles voltam para companhia de Arthur, que estava os esperando no acampamento ansioso.)
  • Arthur: E então? Aceitam minha ajuda?
  • Beetleleader: Nós aceitamos. Irá conosco para sairmos daqui e esteja preparado para retaliações. Iremos à policia rodoviária e lá também dará seu depoimento. Fique por perto e esteja aqui ao amanhecer.
  • Arthur: Não poderia ficar aqui no acampamento?
  • Beetleleader: Ele já está sob uma guarda. E quanto quaisquer missões que combinou com Bluebeetle, esqueça. (ao ouvir isso, Bruno fica descontente.) Seguiremos esta ideia pois é mais firme, uma vez que com reforços policiais achar nossos colegas perdidos fica bem mais fácil. Tudo bem para você, Arthur?
  • Arthur: Tudo bem.
  • Beetleleader: Ótimo, já está dispensado. (Arthur então um pouco surpreso sai do acampamento, antes virando as costas dizendo...)
  • Arthur: Irei passar a noite os vigiando por cima daquelas árvores.
  • Beetleleader: Ok, até de manhã.
  • Arthur: Até. (...assim que ele sai, os Besouros se veem sós.)
  • Bruno Torres: Mas, o que foi isso? Não acha que a Stephanie pode estar passando por necessidades? Não acha que Arthur poderia nos ajudar a adentrar nesta selva sem a ajuda da polícia?
  • Beetleleader: Já disse o que é de relevante. Arthur servirá a nosso grupo desta maneira, sem muita confiança. E quanto a este plano, é melhor seguirmos o que for mais seguro. Desculpe por ter anulado seu acordo com ele, Bruno, mas acho que foi o melhor.
  • Bruno Torres: Tudo bem, eu entendo.
  • Beetleleader: Ótimo. Agora vá dormir, enquanto nós ficamos aqui despertos para não sofrermos mais ataques. Teremos um longo dia amanhã, estejam todos preparados.
  • Robert Sonson: Certo. No que depender de nós, tudo dará conforme o previsto.
  • Beetleleader: Excelente. Boa noite.

Assim que Beetleleader terminava de falar, cada um foi para seu respectivo posto na barraca. Obviamente que nenhum foi dormir. Bruno Torres chegou a entrar na tenda, e viu Rangoo dormindo sem saber do que tivera acontecido, já que dormia como uma rocha. Haviam preparações para os quatro, e o lugar era meio apertado, mas dava para dormir bem. No canto, o arsenal do inimigo era mantido protegido, e foi o primeiro foco dos olhares de Robert. Blue nota isso, e não tinha como, já que seu colega assim que entrou foi em direção a ele e logo voltou para a companhia de Beetleleader. Lá eles estavam quietos, sob a vigia de Bruno por um curto período, e Robert senta perto do fogo para analisar as armas que o Mascarado tinha em mãos, aprender a usá-las, e saber o que esperar caso houvesse alguma retaliação. A primeira coisa que ele observa é uma flecha, cortada a mão e bem caprichada nos detalhes. A ponta de pedra era bem feita, e conseguia ser até afiada, tanto que Robert ao ver a rispidez dela acaba cortando seu dedo de tão aguçada. Era uma obra de arte, e isso fazia o Besouro-Negro admirar os detalhes. Beetleleader olhava o amigo, mas o deixava concentrar focando apenas em estratégias para o dia seguinte, e olhava pelas folhas em busca de Arthur, e não o via. Parecia que o homem havia sumido, ou era um bom mestre na arte da camuflagem. No interior da tenda, após minutos vendo o nada Bluebeetle resolve ir dormir, pensando no que fazer para conseguir Stephanie de volta o mais rápido possível. Ele até repensava seu sentimento, e temia estar exagerando nele, mas isso não o desconforta. Apenas pensava na anulação que recebeu em seu acordo com o ex-governador, mas antes de dormir, vê que pelo menos sua busca garantiu uma visão mais positiva ao plano do Beetle. Enquanto isso no alto da montanha, um visitante os espionava de longe, e parecia ser de tempo. Ao seu lado, seu fiel tigre sendo acariciado por seu dono. Se ouvirá tudo o que aconteceu com os Besouros desde sua derrota é um mistério, mas era claro que ele havia visto tudo.

  • Homem: Meu tigre querido, pelo visto nossos amigos pensam que poderão sair de nossas matas impunes do que eles fizeram. Acham que podem prever o que é estar aqui dentro. Eu digo que não! Os Besouros-Negros acham que eu cai, não acham? Eles acham que eu não tenho mais nenhum truque nas mangas contra eles já que eles estão com minhas armas? Essas crianças de hoje em dia me fazem rir, não é mesmo? Aguarde, meu querido. Eu disse antes, e digo de novo. Sei que é meio brega contar vantagem destes modos, mas... (ele coloca a mão de cabeça como se tivesse sentido uma pontada. Após segundos, ele volta a ficar calmo como de costume.) Você me entende. É o único que me entende. Eles começaram uma guerra quando invadiram minhas preciosas terras, agora estou prestes a dar meu troco. É só o dia chegar, e o show irá começar! Aguarde-me tigre, aguarde-me. (o ser faz m cafuné em seu animal, e faz um agrado fazendo carrinho em suas orelhas. Ele responde com uma expressão contente, seguida de um rugido de prazer.) Boa. Também acho isso! Mas, concentração. Amanhã nós começamos.

Com um olhar de psicopata, ele continua a olhar para os Besouros-Negros em seus afazeres. Ele mal podia esperar para o dia amanhecer para enfim começar seu contra-ataque, e seja ele qual for, já parecia estar muito bem elaborado. O tempo vai se passando... folham caem com o vento... a luz da lua é substituída pelo brilhar do sol. Aproximadamente três horas e meia depois, o dia estava lindo. Beija-flores voavam pelos céus, e borboletas pretas e azuis com detalhes brancos pousavam em girassóis amarelos. Tudo estava uma beleza. Eis o dia final, o dia dos dias, o dia em que os Besouros-Negros iam sair das matas cruéis de Liberdade. Era Segunda-feira, e o terceiro dia desta emocionante experiência. Em um campo florido, na plena cidade de Liberdade, Bruno Torres se encontrava. Olhava para os arredores, e casas de madeira e bambu eram o seu cenário. Á sua frente, Stephanie Liccon. Vestida com sua camiseta branca sem mangas e sua bermuda Blue como quando adentrou na floresta junto aos outros, intacta. Seu braço direito já parecia melhor, e seus olhos verdes focavam em uma só pessoa.

  • Stephanie: Bruno?
  • Bruno Torres: Stephanie? Como... eu enfim a achei! Aonde estamos!? O que aconteceu com você!?
  • Stephanie: Esta é a cidadela de Liberdade, fortificada por mãos experientes e protegida e escondida contra invasores.
  • Bruno Torres: Oh, sim. O Arthur me falou sobre ela. Então é real.
  • Stephanie: Ele está aqui?
  • Bruno Torres: Sim, mas pelo visto sua presença não será mais necessária. Não sabe o quanto estou feliz em revê-la; o que eu passei para encontrá-la.
  • Stephanie: Eu imagino o que deve ter passo. Com o mascarado indo atrás de você e dos outros. Não consigo imaginar como ele chegou a isso, foi algo deplorável. Ele era uma pessoa boa, até que um dia...
  • Bruno Torres: Você o viu?
  • Stephanie: Sim. Eu o vi. Mas são águas passadas. Estou tão feliz de encontrá-lo! (enfim a garota corre para os braços de sue amigo, e o dá logo um grande abraço.)
  • Bruno Torres: Até que enfim nos encontramos! Eu... eu tenho que te dizer uma coisa que não crio coragem a muitos anos.
  • Stephanie: Eu também. Siga o plano do Beetleleader.
  • Bruno Torres: Ahn?
  • '(Logo o jovem é desperto de seu sonho romântico por Robert Sonson, que lentamente tentará o acordar há tempos. Ele mal podia acreditar que estava no acampamento dos Besouros-Negros, e não diante de sua amada.)
  • Robert Sonson: Acorde, Bruno. Temos que ir.
  • Bruno Torres: ROBERT! Você... como... eu...
  • Robert Sonson: O que aconteceu, Bruno?
  • Bruno Torres: Eu... eu sonhei com a Stephanie.
  • Robert Sonson: Logo isso não será mais um sonho, hora de ir garoto. Hoje vamos voltar para nossa cidade natal, Wikaner!
  • (Bruno sai da barraca e vê todos já prontos reunidos, até mesmo Arthur estava lá, porém na dele, quieto. Beetleleader estava olhando para a trilha por onde iam seguir, pensando no caminho mais rápido a ser seguido, e Rangoo estava sentado sem fazer nada. Ao chegar, todos o olham com atenção já que era o último a se levantar, pois demorará a acordar. Beetleleader o olha com um aspecto sério, enquanto Arthur o vê animado, já que parecia nem ter se encaixado muito bem com os outros.)
  • Arthur: Bom dia, BN Besouro Blue!
  • Bruno Torres: Bom dia... Pode me chamar só de Bruno. "BN Besouro Blue" é só meu nickname na internet e meu apelido no começo dos Besouros-Negros, e era "Bluebeetle", e o "BN" era só representativo que eu pertencia aos Besouros.
  • Arthur: Ok, então. Bruno. Sempre pensei que seu nome fosse Rodrigo.
  • Bruno Torres: Rodrigo nunca foi meu nome. Eu só falei que era quando eu era mais novo, mas depois desmenti.
  • Arthur: Ohn... isso explica por que todos na época te chamavam deste nome então.
  • Beetleleader: Não está aqui para falar do passado, Arthur. Hoje é o dia de sairmos daqui, e sua função é como disse, ficar aqui na retaguarda até sairmos. Bruno. Acredito que o sono tenha sido revigorante, não é mesmo?
  • Bruno Torres: Sim...
  • Marcelo: Ficamos te esperando um pocado de tempo para você acordar.
  • Robert Sonson: Sim, foi bem trabalhoso. Mas, entendo o por que de não querer se ver conosco, já que como disse, sonhou com a Stephanie hoje.
  • Beetleleader: Até em sonho ela não sai da sua cabeça. (Bruno e Robert se espantam. Beetleleader praticamente nunca havia contado uma piada, por pequena que seja.)
  • Robert Sonson: Você tirou um saro do Bruno. Já não estou te reconhecendo, Beetleleader.
  • Bruno Torres: É o que eu diga.
  • Beetleleader: Situações especiais exigem comportamento especiais. Todos estão prontos.
  • Arthur: Antes de irmos, quer que eu traga um belo café da manhã?
  • Bruno Torres: Tipo...?
  • Beetleleader: Não, obrigado.
  • Arthur: Posso trazer um belo salmão. Tem muitos nadando em um lago aqui perto.
  • Robert Sonson: Tem salmões aqui?
  • Arthur: O que aqui mais tem é salmão. Já pesquei uns bem grandes.
  • Marcelo: Como pesca sem uma vara? Sabe fazer uma?
  • Arthur: Só respondo uma coisa. Na selva, como os animais.
  • Beetleleader: Se quiser um peixe, pode sair e pescá-lo. Depois siga nossas pegadas para a liberdade.
  • Arthur: Nós não íamos sair de Liberdade? Por que quer entrar naquela fortaleza? Como eu já cansei de dizer, lá é cheio de guardas e ir até lá seria quase como uma missão suicida.
  • Beetleleader: Eu não falei de lá! (depois de mais uma demonstração de apatia vinda de Beetle, o ex-governador decide ficar mudo.)
  • Arthur: Desculpe.
  • Beetleleader: Bruno. Eu e o Arthur conversamos sobre aqui assim que ele veio, pontualmente no amanhecer. E ele me falou sobre as trilhas que podemos seguir. Obviamente eu irei pela a que viemos, mas ele disse que é um rio de água doce aqui perto. Iremos lá nos hidratar, e de lá nós vamos para polícia rodoviária.
  • Bruno Torres: Tudo bem.
  • Robert Sonson: Já passou seu desejo de encontrar a Stephanie sozinho? Ou ainda teremos que ter medo de qual aventura você irá mais aprontar? (Blue tem uma lembrança de seu sonho, no último momento antes que acordou.)
  • Bruno Torres: Como já disse ontem. Tudo bem. Iremos para tal da polícia rodoviária, e de lá a vida segue rumo.
  • Beetleleader: Ótimo.
  • Robert Sonson: Sabe o que eu estava pensando?
  • Beetleleader: O que?
  • Robert Sonson: Será que no meio daqueles destroços de nossas coisas, que foram queimadas naquele primeiro ataque, restou alguma coisa? Quem sabe nossos celulares ainda estão lá.
  • Arthur: Se me permitem dizer, acho melhor nós irmos já. O Mascarado pode estar a nossa espreita, e em locais abertos é um excelente campo para ação dele. Robert, melhor não arriscar, nem brincar com a sorte quando se está envolvido esse tipo de coisa.
  • Beetleleader: Quanta asneira, Arthur, quanta asneira. Iremos passar por lá, como já disse a você mesmo. Faz parte do caminho de nossa fuga, e se formos ter que pisar lá; podemos ir naquela pilha ver o que sobrou para ser usado.
  • Arthur:"' Você realmente não gosta de mim, Beetleleader.
  • Beetleleader: Não leve para o lado pessoal, Arthur, já que nele não temos nada. Sua presença aqui é unicamente por sobrevivência e benefício nuto, saiba muito bem disso. (Arthur se cala, e o silêncio reina com olhares voltados para Beetle.) Agora vamos. Uma coisa que Arthur falou em concordo, não podemos perder tempo, aquele silvestre pode estar nos observando. Não podemos dar chance dele dar um bote.
  • Bruno Torres: Quero ver ele tentar alguma coisa depois da surra que demos nele. (Beetle, seco, olha para Blue.)
  • Beetleleader: Eu não. Agora vamos!
  • Robert Sonson: Vamos.

Assim, os Besouros-Negros abandonam o acampamento e partem indo por onde vieram. Beetleleader e Robert Sonson vão na frente, e Arthur vai um pouco que atrás tentando se segurar nos passos já que andava rápido. Bruno vai no meio e por fim anda Rangoo, calmamente como sempre. Assim que eles saem de perto, minutos depois, uma pata pisa no solo de onde os Besouros estavam, e usa seu olfato aguçado para sentir o cheiro de suas presas, adentrando na tenda onde dormiram, e logo olha para onde saíram. Era o tigre do Mascarado, que quando obteve o caminho o qual seus inimigos seguiram, não hesita em querer caçá-los, e para garantir que quando os jovens voltassem, caso voltassem, tiveram um lugar para se abrigar, ele violentamente destrói todo o acampamento o local, e sorri. Era o início de uma vingança. Tempos depois. Os Besouros astutamente prosseguem caminhando, estando preparados para tudo, eles já não estavam indo pelo caminho que vieram, era um alternativo indicado por Arthur, uma trilha. Muitas folhas amarelas e laranjas que caiam no chão como em um outono, e suas grandes árvores marrons formavam o cenário junto com arbustos, e uma grande copa de folhas, as quais caiam, tampava o sol de onde estavam formando uma belíssima sombra. Tipica paisagem de Liberdade. Enquanto andava, Bruno estava parado pensando em seu sonho, e logo nota a presença de algumas cabanas suspeitas de madeira, as quais nunca havia visto, e que davam a imagem da cidadela de Liberdade. Como Arthur disse. No sonho, Miss também dizia que o Mascarado era um homem bom antes disso, mas ele com o tempo mudou. Isto o intrigava, somando que o fato o dizia para seguir o plano de Beetleleader. Ele chega até rir em seu íntimo, pois vê que até a Stephanie estava o dizendo para ouvir o Beetle. Agora ele não ia mais resistir a isso. De repente um estrondo pode ser ouvido do alto, um som ensurdecedor, e todos olham para procurar de onde é. Robert reconhece o som, era um avião. Ele olha para Beetleleader acreditando que poderia ser uma nova esperança, e Arthur o olha assustado. Quem sabe era o pai de Burro, William Platino, que veio chegar o sumiço do filho. O avião passa sobre suas cabeças, e infelizmente nada pode ter sido feito, e ele vai embora. Isso acaba servindo de sinal para o líder dos Besouros, que diz que tudo iria dar certo para eles saírem dali. Minutos depois, eles enfim se vê diante de um pequeno lago de água doce. Coqueiros também compunham a paisagem aberta, e haviam três saídas que davam para o interior das matas. Os Besouros enfim param para lanchar, e Beetle se aproxima de Arthur para fazer-lhe uma pergunta.

  • Beetleleader: Vamos por qual caminho? (rapidamente, Arthur responde apontando para um espaço entre as folhas que estava com dois coqueiros em cada lado.)
  • Arthur: Aquele ali.
  • Beetleleader: Podemos confiar? Ou voltamos e seguimos pelo caminho que conhecemos.
  • Arthur: Nunca recue em Liberdade. Podemos estar sendo seguidos, e voltar é só possibilitar uma guerra. E pelo que me disse, seguindo por ali chegaremos em poucas horas aonde era o seu acampamento.
  • Beetleleader: Horas?
  • Arthur: Sim. No mínimo uma hora até onde me falou que era. Acredito que andar tantos quilômetros não tenha sido tão rápido quando vieram para cá, não estou certo?
  • Beetleleader: Está. Mas, ainda assim, não respondeu minha pergunta.
  • Arthur: Não precisamos de tanto drama assim, de confiar ou não confiar. Oras, o que eu fiz foi em meu início de careia em governo, mediante a uma guerra, há pelo menos seis anos! Para de usar isso como referência pessoal para minha pessoa, já que esta lembrança na minha visão já caducou.
  • Beetleleader: Verei com o tempo se caducou ou não. Mas, vou lhe dar a chance de confiança. Se não, voltamos e prosseguimos por onde sabemos. Caso encerrado. (Arthur fica desgostoso com tamanha rispidez, mas aceita a situação como ela é.)
  • Arthur: Pois bem. Tomarei um gole de água. (deixando o líder dos Besouros para trás, Arthur segue ao lago, onde os outros estavam. Robert, sendo visto por Bruno e Rangoo, sumirá em um coqueiro em seu alto descerá algumas cocos. O segundo com sua experiência com esse fruto, procura logo uma pedra e o abre com ela, bebendo sua água. Era um coco verde.)
  • Robert Sonson: Usemos esses cocos para tomar a água. (mal dizia isto, e via Bruno a tomando com a mão.) ...Ou como acharem melhor.
  • Arthur: Hey, me vê um coco gelado. (Robert o dá um coco, um pouco estranhado com a brincadeira.) Saudades de pedir cocos em Dendróvia, no estabelecimento de meu querido amigo Dinno. Será que ele estará sentimento minha falta agora. Eu não sei. Só sei que a primeira coisa que varei quando sair daqui é ir á o visitar.
  • Robert Sonson: Ok...
  • Arthur: Ouvi falar que a água do coco verde é extremamente hidratante, e muito melhor que muitos sucos.
  • Robert Sonson: De fato. Antes um bom coco verde do que um refrigerante.
  • Arthur: Vejo que entende de nutrição.
  • Robert Sonson: Sim, tenho um blog que engloba este assunto, junto com muitos outros como arqueologia, história, natureza, hidrologia, e também política.
  • Arthur: Blogs... nossa, faz tempo que não ouso esse nome.
  • Bruno Torres: Nossa. Tá brabo o negócio.
  • Arthur: Estou preso aqui há tanto tempo, que esqueci como é viver. (Arthur direciona o coco para seu joelho, que o levantando com força quebra o fruto. Embora um pouco da água tenha ficado em seu membro, sobrará um bom tanto para que pudesse se refrescar. Obviamente que todos ficam estranhados.)
  • Bruno Torres: Hmmm... método legal este. (Beetleleader logo se aproxima, pegando um dos cocos e como Rangoo, o abrindo na pedra. Ele ingere a água, e ao acabar, usa a casca do fruto para pegar água.)
  • Beetleleader: Andemos rápido, não podemos demorar.
  • Bruno Torres: Concordo. (Arthur olha para trás no céu, direcionando sua atenção para a copa das árvores.)
  • Arthur: Só espero não estarmos sendo vigiados.
  • Robert Sonson: Só não podemos dar a chance para isso. (terminando de tomar a água, Beetleleader olha para Arthur.)
  • Beetleleader: Você me disse que aqui também continha frutas úteis para um café da manhã.
  • Arthur: E tem uma deliciosa plantação de uva, do outro lado do lago.
  • Robert Sonson: Plantação?
  • Arthur: Sim. Ou melhor, vegetação. Não sei o que que se dá para esse tipo de coisa.
  • Beetleleader: E como iremos até do outro lado sem nos molharmos? Contornando pelo pequeno espaço sem nenhuma árvore para nos atrapalhar?
  • Arthur: Quem disse que não podemos nos molhar? Eu posso. Irei lá trazer alguns cachos.
  • Bruno Torres: Posso ir com você, já molhei minha bermuda mesmo. (de fato ele molhou, pois entrou dentro do lago para tomar água por lá.)
  • Arthur: Pode ser, então iremos. (e assim, Arthur pula na água e vai nadando junto a Bruno, enquanto isso, Robert e Beetle trocam ideias assim que os dois não estão mais por perto.)
  • Robert Sonson: Bruno está se ligando ao Arthur. Parecem que estão se dando bem.
  • Beetleleader: Que isso não nos cause problemas, pois fora daqui, não quero nenhum contato com o Arthur. Fique de olho nele, Robert. Não podemos confiar nele por muito tempo. Não sei do que Arthur é capaz.
  • Robert Sonson: Não se preocupe com isso, Beetle. Mesmo com seus feitos do passado, e mesmo se ele for com o vimos, não há razões para suspeitarmos de nada. Apenas iremos sair daqui e irmos para polícia rodoviária, guarde suas atenções ao que realmente merece, (os dois discretamente olham para trás no céu, e nada veem.)
  • Beetleleader: Tem razão, Robert. Tem razão.
  • Robert Sonson: Mesmo por que, de uma coisa que não duvido em Arthur é sua sanidade.
  • (Do outro lado, os dois chegam até as tão cobiçadas uvas. Era uma grande vegetação, exuberante, e com uvas com um excelente aspecto. Alguns metros à esquerda, os dois viam uma saída coberta por vinhas e que dava a um "túnel de verde". Arthur o olha, e o chama para a atenção de Bruno.)
  • Arthur: Não estamos mais na mira dos outros, se tiver coragem, podemos ir até uma das prisões e ver se a Stephanie está lá.
  • Bruno Torres: Como assim?
  • Arthur: Há uma prisão há alguns minutos daqui. É simplória, mas podemos ter alguma pista de onde ela possa estar. Quem sabe tenha alguma coisa de interessante por lá, não sei. Se formos rápidos, podemos arriscar a sorte. (Bruno lembra-se do conselho que teve no sonho.)
  • Bruno Torres: Tem certeza no que diz? Será mesmo que valerá a pena?
  • Arthur: Valer, eu não sei. Mas, podemos ir lá ver. Não iremos demorar muito, e depois contamos nossas experiências. Si bem que, pensando melhor... é melhor não.
  • Bruno Torres: Por que diz isso?
  • Arthur: Não seria ético, fico enojado em ter pensado nisto. Estaríamos traindo a confiança do Beetleleader, e ele já me odeia naturalmente.
  • Bruno Torres: Então, vamos só trazer as uvas.
  • Arthur: Ok. (eles se aproximam dos cachos, de repente ouvem um gemido.) BN... Bruno, você ouviu isto?
  • Bruno Torres: Ouvi? Que tipo de animal é esse?
  • Arthur: Não reconheço com nenhum que já tenha conhecido. (o gemido vinha dos arbustos próximos dali.) Vamos nos arriscar em ver o que que é?
  • Bruno Torres: Vamos. (os dois cuidadosamente se aproximam das folhas, e o gemido fica cada vez mais alto, parecendo até mesmo um ronco. Arthur pega um galho, pois sabia que seja o que for estava dormindo, e isto podia ser útil para manusear com o corpo, dependendo do que for. Eles se aproximam e de repente, tomam um susto. O ser acorda, mostrando-se um homem conhecido. Bruno não acredita no que vê.)
  • Criatura: SAIAM DE PERTO DA MINHA LASANHA!
  • Bruno Torres: Burro!?
  • Arthur: Quem? (de fato, era Leonardo Platino também conhecido como ""Burro do Shrek"".)
  • Leonardo: QUEM SÃO VOCÊS! O QUE FAZEM PERTO DA MINHA LASANHA!
  • Bruno Torres: Mas, o que. Você!? Sério?! Você!
  • Arthur: Quem é ele, Bruno?
  • Bruno Torres: É um dos desaparecidos. O tal do Leonardo. (Bruno levanta as mãos para o alto, e direciona sua cabeça para o mesmo.) Por que não a Stephanie, cosmos? Por que?
  • Arthur: Perai, é o "BN Burro do Shrek"!? Sério!? (o garoto que antes estava deitado se levanta.)
  • Leonardo: Não acredito no que vejo! A... A...
  • Bruno Torres: Pelo visto ele o reconhece.
  • Leonardo: Al Pacino! (Arthur e Bruno suspiram; Burro dá um sorriso e demonstra bastante ansiedade.) Não acredito no que vejo! É o Al Pacino!
  • Arthur: Al Pacino? Se pronuncia, Arthur L. Neto. Entendeu?
  • Leonardo: Eu sei que é você, Al. Me dá um abraço. (com força, o garoto prende o ex-governador com um abraço apertado, dando um sorriso de satisfação. Não demora muito para que Arthur o empurre.) Não precisa me agradecer, eu sou seu fã. Adorei você em Crepúsculo.
  • Bruno Torres: E desde quando o Al Pacino apareceu em Crepúsculo?
  • Leonardo: Como não sabe? Al Pacino é o PROTAGONISTA de Crepúsculo e depois de Lua Nova. Ele interpretou um vampiro. Nossa, como você é desatualizado, seja lá quem for.
  • Bruno Torres: Nossa. Al Pacino interpretou o Edward Cullen. Se foi assim em seu universo...
  • Arthur: Não sou o Al Pacino. Mas... até onde fui informado estava perdido pelas matas perambulando por uma zona totalmente oposta aonde estamos. Como chegou até aqui?
  • Leonardo: Com muita caminhada, sr. Al.
  • Arthur: Bom... você me reconhece Burro?
  • Leonardo: Claro, sr. Al. Você é italiano e começou sua carreira como protagonista de Titanic, lembro bem.
  • Bruno Torres: Não tem como se comunicar com ele, desista Arthur.
  • Arthur: Sejamos otimistas. Mesmo não dialogável, a presença de Burro irá nos facilitar, e muito. Não teremos que procurá-lo, isso será uma responsabilidade a menos. E tanto indo pelo plano de Beetle, tanto indo por um alternativo caso formos seguir, os focos de buscas serão apenas Miss Martie.
  • Bruno Torres: Sim. Embora eu pretendia usar o fato do filho do prefeito de Wikaner estar desaparecido para incentivar as buscas para nosso grupo.
  • Arthur: Já sou o suficiente para incentivar as buscas.
  • Leonardo: Perai. Vocês conhecem os Besouros-Negros?
  • Arthur: Ainda fico impressionado com esse garoto. Seis anos depois e continua o mesmo. Ainda me lembro dele nos M-A's. O que ele foi fazer lá?
  • Bruno Torres: Eu não sei nem o que ele veio fazer aqui.
  • Arthur: Pois bem. Apanhe algumas uvas e eu volto com ele para junto aos outros. Isso só pode se um sinal que algo grandemente bom está prestes a acontecer. (Bruno obedece, deixando os dois a sóis.)
  • Leonardo: Hey, Al! Não me esconda nada! O que quer que eu vejo com o Beetleleader? Como sabe dos M-A's? Quem é este ai do seu lado?
  • Arthur: Em primeiro lugar, eu pareço com o Al Pacino?
  • Leonardo: Parece.
  • Arthur: Não. Em segundo, vamos te tirar daqui; Está salvo agora, não tem com o que se preocupar, caso se preocupe com alguma coisa. Terceiro, quero uma distância de dez passos com a sua pessoa e pare de me chamar de Al Pacino. Até ai tudo bem?
  • Leonardo: Bom, Al. Eu irei. Quero ver como o Bruno tem se virado sem mim nos Besouros-Negros. Dá para acreditar que ele me expulsou de lá?
  • Arthur: Dá. Mas, agora. Sem muito papo, só ações. Fui claro?
  • Leonardo: Sim, Al!
  • (Bruno apanhando algumas uvas e as transportando em sua camisa, os três partem rumo ao resto do grupo. No caminho, Burro enfim nota que o homem que desconhecia era Bluebeetle, mas ainda nem suspeitava que quem o guiava não era o famoso Al Pacino, mas sim Arthur. Depois de passar pelas águas, as responsáveis por fazer Leonardo acordar, eles enfim chegam a companhia dos outros.)
  • Beetleleader: Conseguiram as uvas? (ele enfim nota a companhia de Leonardo.) Leonardo?
  • Leonardo: Ha, ha! Beetleleader! Tem se virado bem depois de me expulsarem?
  • Robert Sonson: Não acredito, ainda está vivo!
  • Beetleleader: Muito menos eu, fico mais aliviado. Isto é um milagre! Graças a isso, o prefeito não irá no nosso pé quando voltarmos para a cidade.
  • Bruno Torres: O encontramos em um arbusto dormindo.
  • Arthur: Pelo que notei em seu físico, não sofreu nenhum tipo de ataque.
  • Leonardo: Já vocês... espero que tenham entendido o que dá em se mexer comigo. (Beetleleader e Bruno ao ouvirem isso, avançam em cima de Burro. Arthur fica estranhado.)
  • Beetleleader: Como assim?
  • Leonardo: Isso mesmo! Uma luz amarela veio em um sonho meu e me falou que vocês estavam em perigo, graças ao filho do Tarzan, ou do George - o rei da floresta. (Bruno se identifica com o que escuta.)
  • Arthur: Luz amarela?
  • Robert Sonson: Será que o Burro sofreu algum tipo de desidratação?
  • Leonardo: Só sei que ele me pediu para pedir para vocês seguirem seus instintos. E, irem pelo que haviam programado. (sarcasticamente, Beetle direciona-se para Bruno.)
  • Beetleleader: Até ele, que nem esteve presente, diz isso. Já pensou caso tivéssemos ido em uma missão maluco atrás da Stephanie, Bruno? Isto foi só um conclusão de que eu estava certo. (Bruno admite calado.)
  • Arthur: Mas agora, já estão todos direcionados. Vamos seguir em frente, como Burro disse. Não há nada que possa nos fazer mal. (mal ele termina de dizer isso, que as patas do feroz tigre enfim cravam-se na macia terra daquele terreno. Com olhar assassino, o animal olha para o ex-governador.)
  • Robert Sonson: Arthur tem razão.
  • Beetleleader: Mesmo assim, melhor não nos afroixarmos. Seguimos em frente, sem mais parados. Todos estão ouvindo?
  • Arthur: Sim.
  • Robert Sonson: Sim.
  • Marcelo: Sim.
  • Bruno Torres: Tá, vamos.
  • Leonardo: Não falarei nada, somente com a presença de meu advogado.
  • Beetleleader: Está bem, então vamos. (um rugido felino atordoam os ouvidos de todos.)
  • Bruno Torres: Mas... o que?

Em outro lugar, o sol entrava dentro de uma toca cinzenta cheia de rochas úmidas e sombrias. Era dia em Liberdade, bem no coração da floresta, e neste momento ao lado de dados importantes dois olhos esverdeados se abrem. Já acostumada com o lugar, Stephanie Liccon não se incomodará com a aparência do lugar onde dormia. Ela se levantará com certa dificuldade decorrente da má posição em que dormirá, já que dormiu sobre uma pedra da gruta por assim dizer. Ela se levantará e se cruza com a tocha apagada, olha para as pastas e o diário e já sabia o que fazer.

  • Stephanie: Hora de fazer minha leitura.

Em delicados e lentos passos, ela se dirige até seu objetivo e logo, pegando os documentos, sai da caverna se revelando à natureza como se ainda estivesse dormindo. Ela olhava para a cidade, a qual pensava que nesta altura do dia já estaria tanto ativa tão qual bélica, e para sua surpresa estava quieta. Olhando para as árvores do bosque, logo vê um pequeno lago de água doce útil para satisfazer sua sede, e também para molhar seu rosto fazendo-a acordar. Não demora muito para localizar uma rocha e começar a ler. Abrindo primeiramente o diário, ela se depara rapidamente com sua primeira página, e lendo os primeiros versos nota que tudo parecia um "diário de expedição", e não demora muito para descobrir a identidade do autor.

  • Stephanie: Meu Deus...

Voltando aos outros. Todos estão parados, frente a um outro lago em Liberdade. Bruno deixa cair suas uvas, e Leonardo o olha como se fosse um inimigo de longa data. Arthur estava estupefato, e o tigre leal ao mascarado pronto para vingar seu mestre do que ele deveria ter terminado. Sua expressão sanguinária vendo de um tigre de bangala revelava seus intuitos, e vendo isso, Beetleleader já sabia no que isso iria dar. Como já preparados, ele e Robert afastam-se de mansinho, antes avisando os outros. Era uma situação delicada, e o ex-governador logo nota a água como uma opção de sobrevivência.

  • Arthur: Gente! Se formos na água podemos nos safar. Creio que o tigre não saiba nadar, e lá há uma saída. Podemos a seguir.
  • Beetleleader: Não é uma má ideia, mas mesmo assim, o tigre não deixaria de nos caçar. E de lá, mesmo que o despistarmos, ainda teremos como ir em direção à pista?
  • Arthur: Sim. É só confiar em mim. Nos depararemos antes com uma das prisões dos indígenas, algo que até estava comentando com Bruno, mas seguindo por outros caminhos podemos voltar por onde estávamos indo. Simples assim.
  • Beetleleader: Sabe que não confio em você. Como saber se não é uma armadilha.
  • Arthur: Hello! Isso lá é hora de discutir a relação do passado? É hora de seguir em frente!
  • Robert Sonson: Ele está certo. (o tigre ruge mais alto, mostrando estar pronto para atacar.)
  • Bruno Torres: Quem sabe ainda encontremos a Stephanie?
  • Leonardo: Na minha opinião, devíamos o encarrar. Homens não fogem a luta.
  • Bruno Torres: Se quiser ficar...
  • Arthur: Parem de frescura! Vamos! É a única chance!
  • (Entregando a liderança para Arthur, eis que Beetle concorda. Eles então pulam todos rapidamente para água, e o tigre rapidamente avança. Todos nadam rápido, e Arthur se sobressai perante aos outros. O tigre vendo isso adentra as matas ao lado, e em menos de um minuto os Besouros estão em terra firme de novo. Eles entram por onde Arthur sugeriu, e era como se estivessem na pré-história. Mata densa e forte, um caminho traiçoeiro a ser seguido. Eles andavam e andavam, e cair em um cipó era a coisa mais fácil a acontecer. Todos sabiam que em poucos passos para trás, o furioso tigre estava os seguindo. Minutos de mais uma dura corrida, eles chegam até a prisão citada por Arthur. Rústica, de pedra e bambu, era incrível e de bela arquitetura. Com muitas tochas acessas, e um círculo de pedra bem no meio do lugar onde parecia ter sido desmatado para ser construído, haviam muitas jaulas. Sem pensar duas vezes, Bruno vai até elas e nenhuma Stephanie. Arthur o aconselha a sair e os seis seguem reto, indo pelo caminho do meio de três trilhas diferentes. O tigre chega atrasado, e se perde bem nesta hora. Depois de mais um minuto, eles se deparam seguros e param em um lugar que continha escadas de pedra e corrimão de bambu. Todos param para descansar, menos o Arthur, que parecia estar bem.)
  • Robert Sonson: O que é isso? Eles... eles estavam mesmo nos espionando.
  • Beetleleader: Esperando a hora certa. Temos que sair daqui!
  • Arthur: E vamos, daqui eu conheço um atalho. (Burro senta em uma pedra cansada, e apoia seu cotovelo em um corrimão. Logo, grandes bestas de madeira surgem da mata densa presente nas copas das árvores, como se tivessem sido ativadas. O tigre seria o autor disto? Seria o Mascarado? Não. Era ninguém menos do que o próprio Leonardo, que acabará de ativar uma armadilha.)
  • Marcelo: O que é aquilo lá no céu?
  • Bruno Torres: Parecem bestas. Bestas gigantes.
  • Beetleleader: Bestas gigantes? Como... (eles enfim nota o erro de Leonardo.)
  • Todos: Burro! (as grandes bestas, cada uma com o total de duas afiadas flechas, no total doze, não eram o grande problema. Do meio das folhas, mais pequenas flechas pareciam ter sido ativadas junto a armadilha. Era um campo de guerra. Mas, aquelas não eram flechas comuns...)
  • Arthur: Isto aqui é uma armadilha! Devíamos ter sido atraídos para cá.
  • Bruno Torres: Sempre soube que ia morrer por causa dele!
  • Leonardo: Isso é o que acontece quando me desapontam! (Bruno logo empurra Burro da pedra, que era uma alavanca, na esperança de desativar a armadilha. Em vão. Logo, a grande besta começa a disparar seus projéteis. Todos mirados para árvores estratégicas, e pequenas colunas de rocha que desabam. Obviamente que os Besouros fogem. Arthur os guia para direita, quando não podiam ir reto, e todos obedecem.)
  • Beetleleader: Agora é vencer, ou morrer.
  • Bruno Torres: Aposto que o Mascarado deve estar rindo agora. (eles escapam das bestas, mas ainda tinham que enfrentar as flechas que disparavam contra eles, escondidas em atiradores nas folhagens.)
  • Arthur: Cuidado! (flechas envenenadas com um veneno adormecedor são atiradas contra eles, e alguns como Beetle, Robert, Arthur e Bruno se escondem atrás das árvores. Outros acabam sendo envenenados pelas mesmas e caem desacordados.)
  • Robert Sonson: Nossa, mas que coisa mais engenhosa!
  • Beetleleader: Entramos pelas folhas. Há possibilidades de lá não fazer parte mais da armadilha.
  • Arthur: E os outros? (no meio da adrenalina do momento, Beetle para e pensa, jogando a culpa da desgraça sob Arthur.)
  • Beetleleader: A culpa é sua! Você nos trouxe nisso! Eu sabia que não podíamos confiar em você.
  • Bruno Torres: Beetle! Pare de culpar todo mundo pelo o que não pode prever. Cara, pelo menos ele fez alguma coisa! (as flechas param.)
  • Arthur: Peguem-nos e vamos seguir reto. As flechas acabaram, não é hora de desistir! (Arthur e Bruno pegam os corpos desacordados de Rangoo e Burro. O primeiro era pequeno e leve, e foi um fácil trabalho para Bruno, mas o segundo era mais pesado dando dificuldades para o primeiro.) Vamos!
  • (Eles correm e seguem reto, o atalho terminará em um pedregulho sem saída. Beetle se estressa, mas Arthur mostra que as aparências enganam quebrando a pedra a chute. Todos prosseguem e virando à esquerda, os quatro correm rumo a liberdade. Minutos se passam, e Beetleleader e Arthur estão por incrível que pareça juntos na frente dos outros. Eles enxergam a luz do sol, mas os olhos de alguém começam a fraquejar. Beetleleader já demonstrava sinais de cansado, e a exposição à adrenalina estavam indo contra a ele. Logo, ele começa a diminuir a velocidade, e sem noções de tempo vê o acampamento em que acampavam antes, e foram atacados pelo Mascarado. Arthur é sua última visão.)
  • Arthur: Beetleleader! Está tudo bem com você!?
  • Robert Sonson: Felipe!?
  • Bruno Torres: Cara?
  • (Não demora muito para ele enfim desmaiar, após mais de vinte e quatro horas desperto com alimentação quase que escassa.)
  • Bruno Torres: E agora. O que vamos fazer sem ele?

A cena vai-se junto com a visão de Beetleleader, que por fim acaba chegando ao estado de inconsciência. Em um mundo alternativo longe do tempo e do espaço, com luzes violeta em forma de energia continua andavam livremente, sem espaço ou tempo, muito menos chão, estava um corpo branco e áureo olhando para Beetleleader, que mal se percebia em tal estado. Este o encarra com um olhar profundo e logo faz questão de lhe instruir para algo, com um tom de voz que facilmente transmitia que algo de ruim estava prestes para acontecer... mas tudo dependia do que ele iria fazer.

  • Áurea dos Solos: Faça o que tiver que ser feito!

Logo... tudo o que se pode ver é apenas uma imensa escuridão. O tempo vai passando, e coisas vão acontecendo, muito importantes a final, e quanto tudo acaba, de repente, pupilas enfim abrem-se revelando uma paisagem diferente que se escondia atrás delas. Repleta de verde, de selva e de folhagens densas e solidas. O sol ainda reinava no céu, mas na terra o reino era outro, "indígena" por assim dizer. Construções de madeiras e muitas tochas vincadas ao chão feitas de bambu era o cenário mais inquietante para o olhos do jovem Besouro, que lentamente acordava de um sono profundo e se perguntava como aquela situação se criou. Via um chão distante, elevado como se fosse palco, e ao lado uma arquibancada feita de madeira, que lhe fazia se perguntar quem a pôs ali. Poderia estar sonhando? Parecia que sim, pois sentia-se como se estivesse voando sem contato com o chão, mas logo sentindo o frio de seus pulsos vê que infelizmente estava acordado, e pior que isso, algemado em uma corrente de pedra em cima de uma parede de madeira que lhe deixava como se fosse um sacrifício. E o orquestrador disto tudo? Sentado de costas mostrando seus ferimentos cortando madeira tão pouco distante dali, e de repente sai sem dar notícias. Ao lado do Besouro, todos os outros com a exceção de Bruno e Stephanie dormindo ao seu lado, mostrando que foram desacordados de propósito na pura intensão de estarem ali. Uma barbaridade incrível, e ao mesmo tempo, inexplicável. Como aquela corrida se desenrolou para com isso? A performance de Arthur, Robert e Bruno teriam sido a causa desta desgraça? Qual teria sido o truque da manca daquele tenebroso infeliz. Era estas perguntas que corroíam o interior de Beetleleader, que estava sedendo por respostas. De repente, alguém o nota acordado. Levantando a cabeça igualmente preso, ele o olha com um sorriso mostrando-se feliz pelo estado desperto de Beetle. Ele poderia contar com perfeição o que havia acontecido? Infelizmente não, pois se tratava de Leonardo Platino.

  • Leonardo: Beetleleader! Você voltou! (os olhos do jovem se viram para ele, que por sua vez mantinha seu sorriso intacto.)
  • Beetleleader: Burro... O QUE ACONTECEU!
  • Leonardo: Eu não sei. Acordei amarrado aqui com um semi-nudista anônimo apontado uma lança para mim, e falando para eu colher abacaxis.
  • Beetleleader: BURRO! Esta situação é séria! Preciso que me fale agora mesmo o que aconteceu aqui para que eu posso entender e achar uma solução rápida. Sei que pensar não é sua praia, mas por favor, compreenda. Nossas vidas dependem disso.
  • Leonardo: Okay, father... eu acordei de um sonho com pôneis rosa, e dei de cara com um cara discutindo consigo mesmo da fuga do Bruno Torres, que cai entre nós eu fiquei aliviado.
  • Beetleleader: E o Arthur? O que aconteceu com ele?
  • Leonardo: Não o vi, não. Deve ter fugido também.
  • Beetleleader: Aff... sabia que não podia confiar nele. Deve ter nos entregado.
  • Leonardo: Pode ser... mas quando ele veio tirar satisfações, ele não falou nada de cumprisse, já que é comum os vilões depois de completarem os planos falarem seu plano cafona. (Beetle começa a se movimentar inquieto.)
  • Beetleleader: Burro! Não misture ficção com vida real, não desta vez. É o único que posso contar agora.
  • Leonardo: Sem problemas.
  • Beetleleader: E o que mais? Como Bruno escapou?
  • Leonardo: Não sei.
  • Beetleleader: Espero que tenha ido buscar ajuda. E o que mais?
  • Leonardo: Ele começou a gritar, me bateu... (Beetle nota um corte no nariz do garoto.) Nos drogou com Boa Noite Cinderela ou com a pírrula do Dia Seguinte e foi embora.
  • Beetleleader: Boa noite... ahhh... só isso?
  • Leonardo: Só que me lembre. Acordei, e estou aqui.
  • Beetleleader: Já me foi útil, obrigado.
  • Leonardo: Estarei sempre aqui se precisar.
  • Beetleleader (pensamento): E agora? O que será de nós. O que dá para fazer para nos libertar? (o jovem força suas algemas de pedra, e por mais esforço que faça, não as consegue romper.) Droga. Tem que haver um jeito. O que será que aquele sonho disse com "fazer o que é preciso"? Aff... tudo isso por um fim de semana... Tudo isso por um mísero e pacato fim de semana. Inacreditável... (os olhos do Besouro se abaixam, mostrando-se triste com a situação.)

Neste momento, duas coisas acontecem. Muitas coisas ocorreram durante as seis horas de repouso de Beetle. Bruno Torres estava desaparecido, e poderia tanto ter saído de Liberdade, quanto ainda estar nela, com Arthur o ajudando ou não. O que acontecerá com Arthur era um mistério, que já estava prestes a ser desvendado. Stephanie Liccon estava seguindo detalhes do diário e o mapa de Liberdade que obterá em tal cabana, afim de desvendar o torturante mistério das matas de Wikaner, já sabendo do homem atrás da máscara. Este por sua vez, no exato momento, trilhava selvagemente em um atalho selvagem cheio de mata densa e insetos variados, sendo um deles até uma enorme aranha africana, mas nada parecia temer. Ele era quem estava mais determinado, como que sabia que não poderia demorar para conseguir o que mais ansiava, conseguir capturar todos. Cada segundo que ele dava de vantagem aos três era uma desvantagem futura, que poderia lhe fazer cair. Seu rosto estava determinado, mesmo escondido por aquele trabalho de madeira que chamavam de máscara, e se visse algum de seus inimigos, estava pronto para matar. Em suas costas, seu arsenal que anteriormente foi perdido na última e dolorosa batalha. Um final se aproxima. Enquanto isso, alguém enfim chega a seu objetivo, e vê os destroços de duas batalhas terríveis que geraram perdas e arrependimentos. Este alguém sabia de tudo, menos do que realmente havia acontecido. Armado com conhecimento, e livros que explicavam em detalhes o enredo e os antecedentes que toda esta história iria trilhar, Stephanie Liccon estava pronta para ser a salvadora do grupo. Até o momento. Tudo o que vê são cinzas, galhos quebrados e nenhum acampamento, nenhum Besouro-Negro, como no diário previa, pelo contrário. Isto mostrava que os acontecimentos que foram registrados foram sim cumpridos, ao menos era o que estava aparecendo, e era dali que uma desilusão nascia. Tal livro continha escrito que o selvagem iria os matar, mas a jovem que tinha tal consentimento ainda não estava acreditando. Ela olhava para todo canto, buscava sinais de vida, e só vê uma folha com uma gota de sangue. O pior para ela havia acontecido...

  • Stephanie: Não... não pode ser verdade... não pode ser mesmo uma verdade... (ela olhava para os arredores, e as descrições escritas de seus feitos batiam com o que ela olhava. Abismada, logo pega a fonte de registros, e os últimos confirmam o que seus pensamentos mais temiam, mesmo que na verdade não seja uma realidade: os Besouros-Negros foram mortos em um ataque do Mascarado. Isto era demais para ela, que fica mais uma vez desolada, e rapidamente nasce um sentimento de justiceira, pronta para fazer o que tinha que ser feito com as próprias mãos, que a fazia ter de esperanças a sentimento de vingança.) Ele não pode passar impune disso... Já me vez sofrer tempo demais com esta forte angústia! Tenho que fazer alguma coisa, para quem sabe... (pensando no pior, ela logo interrompe sua fala, tentando não acreditar que seus amigos poderiam estar mortos.) Pare com isso, Stephanie! Seja otimista! (tentando fazer isto, ela coloca as mãos na cabeça e logo tem uma inspiração.) Não sei o que realmente acontecendo aqui, então não é hora de tomar um julgamento precipitado. Concentração, garota! Se houve realmente uma batalha, infelizmente não tenho dúvidas, mas deve haver um sobrevivente, alguém para contar a história, nem se for aquele infeliz autor desse ato horroroso, mas enfim. Não sei bem o que fazer, mas sei que quem sabe aquele monstro possa tê-los feito a mesma coisa como fez comigo quando eu desmaiei em sua frente: ter me polpado. Os outros podem estar em qualquer lugar desta selva, mas como descobrir onde? O diário só fala até esse acontecimento, sabe se lá o que ocorreu depois disto... Já sei! Ele pode tê-los capturado, e o único lugar onde sei que os prenderia seria senão na grande cidade fantasma de Liberdade! Bingo! Se eu quiser ter certeza de onde achá-los, o melhor lugar é ir até lá e ver as movimentações. Só ver um bom atalho para ir para lá antes do anoitecer, por sorte, esta lugar os tem de monte. (pegando o mapa, a garota o analisa e obtém um trajeto a ser seguido.) Pronto. Só não acredito que passei por um bom tempo vindo para cá para depois ter que voltar, mas tudo bem. Ter esse assunto encerrado já é o suficiente para mim. Já estou aqui há três dias, e aprendi muito nesse tempo. Jamais serei como antes. E mesmo por que, pensando em outra coisa... esse sangue pode ser de algum animal abatido. Somente indo lá para ter certeza. Caso eu o encontre, preciso de uma arma. (olhando para os lados, não encontra nada que possa ser útil.) Droga! No caminho creio que encontro alguma coisa.
  • (A moça prossegue firmemente e convicta de que estava fazendo o certo. Adentrando novamente nas matas, ouve um som de um passo desastroso, e rapidamente vira-se para ver seu autor. Como o havia desaparecido, sente logo que estava sendo observada.)
  • Stephanie: Pare de se esconder, seu idiota! No começo eu até tinha medo de você, mas agora não tenho mais. Ficar assim se escondendo entre as moitas, olhando-me caminhar e tendo planos malucos contra meus amigos e até mesmo eu é atitude deplorável. Logo você que admiramos num passado bem distante, tanto. Eu sentiria vergonha. Se eu fosse você, mostraria esta face detestável que tem. Caso tenha feito algo mesmo contra os Besouros-Negros, saiba que eu não irei hesitar em revidar. Posso ser mulher, mas sou forte e indomável com um touro. (as palavras vão ao vento, pois ninguém estava lá para escutá-las. Ainda assim, ela persiste.) Mostre sua face logo de uma vez! Me faça poupar tempo! Sei muito bem quem é, traidor! Sua identidade não me impressiona! Apareça, Arthur L. Neto! Seja homem como possa ter sido, se algum dia foi tal! Mostre-me quem é o verdadeiro homem desta sua podre máscara! Eu te desafio! (ninguém responde. Ela enfim se convence em parar.) Acho que já estou ficando louca, quanto mais rápido for isso melhor.

Neste jeito a garota parte rumo à Liberdade, mal sabia que enfim estava indo mesmo na lata, partindo para o lugar onde de fato os outros Besouros-Negros estavam. O que ocorrerá com Arthur é enfim revelado. De fato, ele nunca havia sido um aliado, e sim a identidade do vilão desta história. Mas, por que o grande ex-governador de Dendróvia Dekan cai neste estado de loucura? O que de fato o trouxe para Liberdade? E a cidadela de Liberdade era mesmo uma cidade fantasma? Essas respostas estavam prestes a serem respondidas. Em um outro ponto daquela selva, muitas vinhas faziam uma paisagem pantanosa com um pequeno lago no centro de muitas ervas. Um caminho eterno de plantas molhadas, céus cobertos, e algumas bananeiras em regiões mais secas para parâmetros da mesma região. Este era quase o extremo nordeste daquela região, muito longe de todos os demais eventos de lá. Parecia até nem tocada pelas mãos do psicopata, sem quaisquer manifestação humana. Rochas ígneas e grandes rochedos compuseram um rico cenário esverdeado. Botas pretas pisavam na água sem rancores. Passos apressados e diretos corriam por aqueles arredores. Somente uma possibilidade para quem seria o dono de tal acessório. Bruno H. Torres. Cansado, ele andará e corria por horas afio desde que provavelmente descobriu a identidade do vilão, que provavelmente se rebelará neste espaço oculto de tempo. Aflito e sem norte, ele repousa-se em cima de um rochedo comum dentre os demais e pega algumas frutas para poder se alimentar, mas algo não o sai da cabeça. Sua mente estava confusa, havia um choque de valores muito forte dentro de si. Sua razão dizia para que saísse daquele lugar de alguma forma para buscar ajuda, conforme Beetleleader sempre indicou, sustentada pelas palavras e críticas do mesmo e pelo misterioso conselho feito em seu sonho pela manhã. Por outro lado, sua voz interior dizia que ele não devia fugir da luta, devia fazer alguma coisa. E a possibilidade de deixar Stephanie Liccon para trás em perigo? Isto ele já havia se desiludido. Era o que o Cosmos mandar. Muitos pensamentos, ideias e opiniões passavam pela cabeça do jovem, mas qual seria o melhor a ser seguido? E como diminuir a pressão do momento para chegar a uma solução?

  • Bruno Torres (pensamento): Devo fazer alguma coisa. Devo fazer alguma coisa! Não posso ficar aqui sentando sem fazer nada! Todos precisam de mim, mas como ajudá-los!? Justo eu, que afinal sou dito como o causador de todo o sofrimento! Affs! Concentração, foco! Vamos ver... O que o Beetleleader faria? Analisaria ou sei lá as coisas. Agora eu estou sozinho e livre das críticas do Beetle, mas nem sei mais aonde estou e muito menos o que tenho que fazer. Foco! Conseguiria até voltar aonde estava, mas nem sei se eu estou sendo seguido. Pilantra! Maldito! E se eu ir reto? Cruzo com a tal tribo de indígenas, se é que isso é verdade. E se ainda, o Natureman de Dendróvia tiver comparsas? Tipo os M-A's, ou aqueles caras malandros da cidade dele!? Affs! O que devo fazer? Sair daqui parece uma missão impossível! Quanta pressão! Devia ter sido forte quando tive chances de ter lutado mais contra aquele infeliz! Por que fui ouvir o Robert!? E como ele conseguiu me nocautear? Hein!? Aff. Se ficar fazendo perguntas resolve-se eu já teria uma resposta. E o que aquele sonho afinal aquele sonho disse mesmo "seguir o Beetleleader" para sair daqui sem olhar para trás? E será que estou sendo seguido! (Bruno rapidamente olha para trás procurando uma pedra para o ataque. Visto que estava sozinho, levanta-se, pega uma rocha e senta novamente armado.) Não. Mas, como saber? Arthur está em todo o canto. Aff! Continuando... continuando... Não há tempo de ficar mole! Eu vou pensando em alguma coisa!
  • (Logo, levanta-se novamente e segue rumo sem olhar para trás. Seus passos ficam cada vez mais apressados, seu olhar cada vez mais objetivado, e sua indecisão continua. Chega um momento que ele resolve parar, apoiado em uma árvore. E refletir a respeito. Ir, ou ficar? O recado espiritual é reforçado mais uma vez em seu íntimo. "Siga o Beetleleader". Mas, seguir aonde? Para que direção ir? Eis o momento de uma revelação. Ele vê quatro caminhos possíveis a serem seguidos. Um era o de voltar, outro de seguir reto, outro de ir para os lados, e uma espécie de escada de madeira escondida entre duas rochas. Ele não perde tempo, e escolhe a escada. Subindo-a, se vê no topo do enorme pedregulho com uma melhor visão daquele lugar. Para sua surpresa. Sem saída. Liberdade terminava ali, agora. Uma enorme parede de montanhas eram o limite, e um calmo riacho o final. Mal podia acreditar no que via. Sua expressão de espanto era uma imagem única na vida. No chão logo vê que na verdade até ali já foi explorado pelo ex-governador, e uma sigla estava cravada. "RNJ". O que seria isso? Estranhado, ele olha para os céus e vê o sol em sua maior força, e presume estar tanto nas meio-dia, quanto nas cinco horas da tarde. Não tinha um relógio. Logo os pensamentos vinham, e de repente, uma visão externa lhe é dada com uma voz tão magnífica que apenas ele estava escutando.)
  • Áurea dos Solos: Escute com atenção. Siga em frente, e faça o certo na hora certa. Entre naquele rio. Ele lhe mostrará o caminho.
  • Bruno Torres: Mas o que! Quem... (a voz se silencia...)
  • Bruno Torres (pensamento): Depois disso, já tenho história para escrever um filme, poxa vida... Quanta loucura nestes três dias. Um belo filme de terror... Devo seguir essa intuição? Posso estar sendo seguido, e nem sei direito aonde é a saída desse negócio. Então... É o melhor que eu tenho. Irei fazer isto, na esperança de depois disso, tudo já estar acabado! Mas agora, o que será "RNJ"?

A dúvida continua, mas era só uma entre muitas. Aceitando a ideia de tal evoluído espírito, ele desce da pedra e anda em linha reta até encontrar tal rio. O que sairia até então seria um mistério. O tempo vai se passando... Passando... passando... Arthur, o famoso vilão, estava com uma lança e uma espécie de bumerangue ia com seu tigre em ponta em ponta daquela selva, em busca de Bruno e nada. Ele começava a ficar preocupado, e como tentativa de prevenção vai até o cenário inicial aonde os Besouros-Negros se alojaram, a única saída conhecida, após a saída de Stephanie Liccon do local, e subindo até o ponto de acesso para a rodovia, ele usa sua lança e outras pedras para causar um desastre, derrubando as "paredes" dificultando a passagem, mas nem tanto. Sua preocupação por estar começando a perder o controle começam a o assustar. Diante de sua recente obra, ele ajoelhasse e olha para os céus, com fortes dores de cabeça. Seu leal felino tenta ampará-lo, mas nada funciona. Reflexões é o que não faltaram, mas pensamento algum adiantava. Se é que conseguia pensar em alguma coisa. O dia vai se passando, e o ex-governador enfim terminada sua caçada em vão. Tudo faz com que sua fúria ainda aumentasse, e seu comportamento ficasse cada vez mais animal.

  • Arthur: Sabe, Bigode, meu leal tigre. Sinto como se as coisas enfim se desenrolassem. Não sei direito o que fazer, confesso, mas terei que fazer algo grande. (uma ideia lhe veem a cabeça.) Isto mesmo! Hoje é noite de lua cheia, talvez a última. Cada vez mais sinto como se meus pensamentos pesassem, e sinto os traumas deles em minhas ações. Bobagens, se me permite dizer. Hoje, darei um fim nisto tudo! Farei um sacrifício! Isso mesmo. Os Besouros-Negros, todos, sem exceções, farão parte de ele. Somente falta Bluebeetle e a garota que não me lembro o nome, mas tudo bem. Consegui bastante êxito em meu plano, como pôde ver. Agora que a noite já chega, tenho que me preparar. Sinto como se algo estivesse próximo de acontecer. É hora de encerrar um ciclo.

E estava certo. Ele prossegue agora astuto e determinado até o meio da cidadela de Liberdade, passando pelas casas de madeira com seu leal mascote. Lá, via enfim quem estava acordado, Beetleleader. Leonardo Platino também estava desperto, mas pouco, uma vez que fingirá dormir. Robert ainda estava desacordado, e o mesmo podia se dizer de Marcelo Aticato. Os olhos raivosos de Beetle olham diretamente para o olhar penetrante dos olhos castanhos do vilão, cobertos com tal traumatizante máscara branca. Um sorriso sarcástico ocorria, e para quebrar o silêncio o silvestre retira o que protegia sua identidade. Era Arthur L. Neto. Um espanto para o jovem Besouro.

  • Beetleleader: Você!
  • Arthur: Sim, Beetleleader. Surpreso? Hein!? Surpreso?
  • Beetleleader: Não consigo acreditar. Como fomos burros em te aceitar de novo, e como eu infelizmente sempre estou certo em meus julgamentos.
  • Arthur: Bruno tinha razão. Você é bem arrogante.
  • Beetleleader: Antes um arrogante do que um psicopata! (o vilão se enerva, mas sente-se protegido por estar em uma situação de controle. As cordas estavam bem presas. Não havia nada que pudesse ser usado como arma. Tudo o favorecia. Leonardo abre os olhos, e se surpreende com o que vê.)
  • Leonardo: Al Pacino! Você... você é... Incrível! Como consegue atuar tão bem?
  • Arthur: Oras, Burro. É um dom. Como conseguiam te suportar nos Besouros-Negros?
  • Leonardo: É um dom. Então... pode nos soltar.
  • Arthur: Por que a pressa? Temos todo o tempo do mundo.
  • Beetleleader: Já que você é quem está por trás disso tudo, não serei modesto ou empático. No passado foi um renomado político e explorador. Obviamente, o que falou para nós antes foi tudo mentira. Acompanhei sua vida, e pelo menos sei que não tem muito feitio para o que é hoje, por isso nunca ingenuamente suspeitei de você como o homem por trás daquela identidade. Quanta tolice. Agora que pode falar sem se preocupar com se eu irei espalhar, contar, ou seja lá o que sua mente doentia pense, me diga. Ó grande idiota, por que fez tudo isso? Afinal! Como isso tudo começou? O que pretendia com isso? E se puder, aonde e como está a Stephanie ou o Bruno.
  • Arthur: Se espera que, como o Morre-Arth, eu conte tudo sobre meu passado. Aguarde de mãos abanando, mas... se quer saber mesmo o porquê de tudo, eu digo. Liberdade é minha casa, minha fortaleza. É incrível e magnífica, por isso não poderia arriscar que mais jovens descabeçados feito vocês viessem para cá. Satisfeito.
  • Beetleleader: Mas por que isso? Sinceramente. Somos homens, e podemos nos olhar com maturidade. Um marmanjo de vinte e cinco anos...
  • Arthur: Eu tenho vinte e quatro anos!
  • Leonardo: Sempre pensei que estava na casa dos cinquenta...
  • Arthur: Cale a boca!
  • Beetleleader: Jurava que era no mínimo seis anos mais velho do que eu, pelo menos do que eu lembro. Mas, do que importa. Isso não é consistente. Não consigo entender suas razões, e sou louco o suficiente para perguntar para um louco qual é a razão de sua loucura. Nos faça o favor de explicar logo isso tudo, caso você saiba!
  • Arthur: Não admito que me chame de louco. Sou completamente são.
  • Beetleleader: Agindo desse jeito? (uma forte dor de cabeça cai sobre ser o vilão.)
  • Arthur: Grrrrrrrrrr......! (o tigre faz seu rugido, Beetleleader fica espantado e vê que o diálogo com ele seria inútil.)
  • Beetleleader: Vejo que não sabe. Entendi. Pois muito bem, me mate logo e termine logo com esta angustiante dor. Odeio estar nas mãos de incapacitados feito você.
  • Arthur: Você até merece, mas de todos quem guardei mais raiva foi você! Não sou incapacitado, dobre a língua. Será o último a morrer hoje. Estou aqui para dizer para aguardar a lua cheia desta noite, amigo.
  • Beetleleader: Tem hora para morrer aqui? Até que enfim uma organização nisso tudo.
  • Arthur: Já disse! Irei executá-los daqui há poucas horas... (Robert enfim abre seus olhos.)
  • Robert Sonson: O que que está havendo?
  • Arthur: Ohh... Robert, acordou.
  • Robert Sonson: Arthur... (ele vê o tigre atrás de seu mestre, sem saber do que se passava.) Cuidado! O tigre está atrás de você! (Arthur ri, e olhando para Bigode o mesmo parte ao ataque indo em cima de Robert, mas parando quando ele se vê em medo.)
  • Beetleleader: Traidor e covarde.
  • Arthur: Tenho que ser sincero. Me diverti muito com vocês. Até gostava do que estava havendo, mas...
  • Robert Sonson: O que está havendo?
  • Beetleleader: Você ainda pergunta? Arthur era o Mascarado. (Robert entra em choque.)
  • Robert Sonson: O que...
  • Beetleleader: É... eu também entrei nisso. Só queria saber se você não sente falta de seus tempos de Dendróvia Dekan, afinal, valeram mesmo para você ou foi puro fingimento?
  • Arthur: Sabe, Beetleleader. Momentos assim nunca mais voltam. Como eu gostaria de poder voltar as épocas felizes, simples e calmas... (mais um choque é lhe dado a sua cabeça. Beetle troca comentários baixos com Robert no momento oportuno.)
  • Beetleleader (voz baixa): Isso tem me estranhado. Esses choques que ele está tendo, são muito sincronizados. Tem algo por trás, e quem sabe dá para usar a favor?
  • (Em outro lugar ainda na cidadela de Liberdade, passos femininos se aproximam. O horário era seis horas, e a lua cheia já era visível no céu. A moça vinda da parte oeste das matas se depara a exuberante cidadela, e vendo o mapa logo procura pontos úteis para prisões, em vão. O mapa indicava mais pontos fora do que dentro de onde estava. Ia ter que buscar sozinha com suas esperanças. Continuando, Beetleleader e Robert Sonson estavam diante da tremenda fúria do ex-governador, que levantará de sua outra forte tortura mental.)
  • Arthur: CHEGA! A noite logo está por vir, e vocês aproveitem enquanto podem seus últimos momentos pois assim que a noite chegar, preparei para um formoso sacrifício... (ao ouvir tal palavra, Beetleleader tem uma ideia.) ...para enfim me ver livre deste torturante sofrimento.
  • Robert Sonson: Foi com sofrimento? Sério?
  • Beetleleader: Já sei. O que são estas dores que tem na cabeça?
  • Arthur: Dores?
  • Beetleleader: Sabemos muito bem que tem sofrido de dores. Sei um bom tanto de medicina, e se nos soltar posso tentar curá-lo, ou senão ir contigo até um bom médico e...
  • Arthur: Belas manobras, Beetleleader. Belas manobras. Mas, agora sabem por que estão aqui. (o ex-governador vira-se e sai deixando-os sós.)
  • Robert Sonson: Eu não acredito, aquele selvagem era o Arthur L. Neto. Quem diria.
  • Beetleleader: Fomos burros. Os olhos, a postura, tudo era igual... eu até suspeitava que trabalhassem juntos, mas isso... Enfim. Não se preocupe. Ele irá nos soltar para realizar tal sacrifício, sendo que para ser sincero já entendi o por que de sua loucura. Suspeito que ele simples e meramente bateu a cabeça em alguma aventura. Não digo que ele não é mal-caráter, mas isso explica por que ele está desse jeito. É apenas uma hipótese. No entanto, quando ele nos soltar, podemos resistir e tentar nocauteá-lo com sua própria arma, ou tentar quem for solto tentar libertar o outro. Ele nitidamente está perturbado. É uma manopla arriscada, mas é a maior chance que temos.
  • Robert Sonson: De fato é arriscado.
  • Beetleleader: Quando a noite chegar, veremos o que irá acontecer.

E sob tal pressão, eles aguardam a volta do vilão, que por sua vez deixa tal "palco" - pois em alguns aspectos, isto lembrava um - e ia a em cima de uma rocha no alto das "montanhas" que redondeavam a cidadela e ia lá refletir. Diferentemente de antes, ele parecia não estar mais raivoso. Mas, de um em minuto tem uma forte dor de cabeça que respondia com um forte grito de dor. Parece que Beetleleader estava certo. As coisas começam a se encaixar. Ao mesmo tempo, Miss Martie dava passos no interior daquela incrível arquitetura de madeira e via as impressionantes casas por fora. Não só residências no coração de Liberdade tinha. Havia também: bibliotecas, restaurantes, hotéis, uma espécie de prefeitura onde por ventura era a estrutura mais alta do local, e muito... muito mais. Por impressionar, tudo era vazio e sem vida. O trabalho era caprichoso, e os imóveis até mobilhados estavam, tornando aquele lugar quase que uma cidadezinha nos meios urbanos, tudo sem uso. Era um trabalho de ano. Mas, isso era estranho. Provava um isolamento do autor, algo que o afastou de sua vida, pois talento para construção ele sempre teve. Isto instigava a garota, pois no diário apenas diz nas primeiras páginas, considerando que as de fato foram arrancadas pelo autor, diziam que em Novembro ele passou por uma experiência ruim que o fez mudar, e sentir uma tremenda nostalgia do que era antes. A lua logo subia, e as tochas que de dia já estavam acessas continuavam. Elas não eram eternas. De semana em semana o proprietário de tudo as acendia novamente, visto que nem todas estavam em seu estado perfeitamente iluminado. Ela continuava, e via logo uma espécie de praça com muitos coqueiros e outros que componham um belíssimo cenário. De beleza Arthur L. Neto entendia bem. Em um banco que parecia barroco, ela senta e observa a paisagem. Reflete muito, e volta ao mapa para tentar entender aonde o vilão guardaria prisioneiros. Indo para as outras pastas que carregava, ela vê de tudo o que lá continha: eram muitos projetos, de arquitetura, mostrados nos resultados finais das casas, lembrando que a estruturas das mesmas não eram uniformes. Cada componente daquele município de uma pessoa era cuidadosamente planejado. Alguns projetos são interessantes, como uma espécie de Big Ben. Ela mesma se interessa em ver como ficou. Foleando, foleando, ela enfim encontra uma coisa. Uma espécie de local aberto para cerimônias, cheios de árvores e tochas. Arthur também era excepcional em desenho. Era mesmo aonde os Besouros-Negros estavam, e com dentre muitos possuía uma rocha que era conhecida para ser usada em sacrifícios, mas aonde ficará isso? Ao menos, em baixo estava escrito o nome: "Salão dos Holocaustos".

  • Stephanie: "Salão dos Holocaustos"? (mais uma vez, uma intuição a faz se envolver mais com o desenho. Era uma confirmação cósmica.) Sinto como se fosse aqui? Este o local? Mas... aonde? Aonde fica isso? Quem sabe indo na cabana de novo eu descobro? Será que tem mais coisas lá? Não custa dar uma olhada.

A moça levanta-se e parte para a cabana do homem em busca de alguma resposta, porém em caminho diferente para caso encontrasse tal prisão que procurará. O tempo se passa, se passa, e se passa. A noite chega, com todo o seu esplendor. Arthur a vê, e o brilho da lua era digno de pintura de DaVinci, pois era incrível. Admirado e ao mesmo tempo confuso, ele levantasse com fúria e volta à Beetleleader e Robert Sonson. Um som de uma cachoeira cai... cai... cai... e de seu deságue barulho de braçadas pode ser ouvido. Bruno Torres enxergada o sobe até a grama, e irritado olha para a lua. Lá recebe mais um e o último sinal do Cosmos, que vem em forma de uma voz suave em sua cabeça.

  • Áurea dos Solos: Siga até onde ver a luz.

Mesmo duvidando, ele rapidamente vê um foco de luz meio as grandiosas árvores, antes claro até mesmo acreditando que havia enlouquecido. Era estranho, diferente, mas um alívio que trazia uma sensação de estar certo em seu âmago, ele tinha que seguir. Assim, Bruno então prossegue o caminho seguindo fielmente tal estranha intuição. Enquanto isso, passos leves e rápidos são dados à toda velocidade, e em uma mão uma faca e uma lança afiadas são carregadas. Pés descalços davam os paços na terra, e deixavam sua pegada por mais "delicados" que vos sejam. Os olhos castanhos visavam um final, e de repente eis que Arthur para e pensa sobre a história. Será mesmo que ele devia fazer isso? Esse é seu verdadeiro destino? Uma dor de cabeça o veem, e ele levanta-se novamente rumo a mesma ambição, antes parando sentado no chão por alguns minutos e colocando a mão sobre a testa e depois em cima do topo da cabeça coberta com seus cabelos pretos cumpridos, e logo nota algo. A sensação desconfortável volta, e eis o que o convence. Lá, já cientes do que ia acontecer, Beetleleader, Robert Sonson e Marcelo (que havia acordado) estavam tensos. Leonardo por sua vez, nem desconfiava do que acontecia. Passos eram dados. Stephanie andava pelas construções e de repente repara algo: portões de madeira trancados, um tereno sem construções significativas ou árvores, ou seja, aberto, além de uma iluminação extravagante e tochas... muitas tochas vincadas ao solo. Ela olha de novo as imagens desenhadas nas pastas, e não repara em nada similar. Ai que escuta os passos... e ela logo assustada se esconde atrás de uma cerca, atenta para ver de quem eram. Eis que o último passo é vincado no solo, e a garota não aguenta em dizer: "é ele". Ela enfim nota que estava na pista certa, e com o ex-governador seu leal tigre. Eles abrem as porteiras, e ela cuidadosamente decide ir lá. Passos continuam e de repente uma escada aparece, nenhum obstáculo para excelente forma física do construtor. Ele e seu tigre sobem. A agitação entre os prisioneiros é tremenda, e Beetle diz para eles lutarem ao máximo para sobreviver. Um sorriso demoníaco toma a face de Arthur, e ele enfim vê seus amigos. A moça coloca sua face juvenil em cima da entrada e vê as costas do rapaz, com os dutos cortes. Ele para para admirar os quatros que o olham assustado. O brilho da lua é crescente, e ele dá mais um... mais um passo.

  • Arthur: Quem poderia dizer, hein Beetleleader? Quem poderia dizer que o fim dos Besouros-Negros seriam sob minhas mãos.
  • Beetleleader: Por que está fazendo isso!? Não fizemos nenhum mal para você! Até oferecemos ajuda em tempos remotos. (Stephanie ouve vozes.)
  • Stephanie: Felipe? Eles estão vivos! (o "vivos" indiscreto é percebido pelo rapaz, mas por sorte ele não liga a voz a pessoa. Já Robert.)
  • Robert Sonson (voz baixa): Escutou isso? Parecia a Stephanie.
  • Beetleleader (pensamento): Stephanie!
  • Arthur: Sabe, Beetleleader. Admito. Em tempos passados, nunca liguei muito para vocês. Eram um bando de crianças ingênuas que tinham bons intuitos, mas não tinham postura e firmeza para lidar com os titãs. A luta entre Dendróvia e os M-A's era de ferro. Fiz bem em tirá-los, deviam me agradecer.
  • Marcelo: Fica agradecido se nos sortar daqui. Pensa nisso, moço.
  • Arthur: Por que? Iriam apenas me denunciar.
  • Robert Sonson: Não percebe que quanto mais nos tortura, mais nos dá motivos para tal. Talvez se nem tivesse se manifestado, nem teríamos descoberto Liberdade.
  • Arthur: Pois é. Mas, passado não se apaga.
  • Beetleleader: Pense, Arthur. Podemos o ajudar a superar o que está passando. Até posso perdoá-lo, mas por favor, nos liberte.
  • Arthur: Não.
  • Stephanie (pensamento): Eles precisam de ajuda! Mas, como poderei ajudá-los! Como abrir aquelas correntes? (ela pensa em pesquisar no diário.) Será que...
  • Beetleleader: Homem. Entenda! Pode até nos matar hoje. Mas isso não irá mudar nada. Só irá piorá-lo! VOCÊ tornou uma situação tão pequena como uma excursão entre amigos uma história de caça e morte.
  • Arthur: Beetleleader. Antes era duro, frio comigo. E agora;
  • Beetleleader: Ficou sentido!? Quer saber! Me mate logo, e deixe os outros saírem! Isto é insuportável.
  • Leonardo: Nossa, Beetleleader! Você atua super bem!
  • Arthur: O primeiro que gostaria de matar é o "BN Burro do Shrek". Se passou por mim e pelo Gustavo em momentos difíceis, além de se aliar com o mesmo e os M-A's em tempos de guerra. Criou guerras com argentinos que se alojaram em um acampamento próximo à Dendróvia Dekan uma vez, embora você tenha sido somente o ponto ebulidor de todas as confusões.
  • Leonardo: Saudade dos argentinos.
  • Marcelo: Ainda não aprendeu que o Burro só traz problemas?
  • Arthur: Exatamente. Por isso irei matá-lo! Você eu não me lembro muito bem. Já Robert, era bem legal. Mas muito mandado do Beetleleader, e este por sinal... Aff. Chato que o amigo de vocês, Bruno, não está aqui.
  • Stephanie (pensamento): O Bruno não está aqui!?
  • Arthur: Mas, enfim. Foi bom conhecê-los.
  • Beetleleader: Poderia ter nos matado antes do discurso.
  • Arthur: É... poderia. Adeus, Besouros-Negros! Começando por você, Burrito.
  • Leonardo: Hey! Ele sabe meu nome. (todos suspiram, e até o psicopata demonstra já estar nos nervos com ele.)
  • (Então, enfim Arthur vai até Leonardo e o solta. Beetleleader, Stephanie e Bruno que estavam quase que separados sentem um animal para agir. O último por sinal acabará de pisar nos solos de Liberdade, bem próximos do ponto. Era inacreditável, uma vez que Torres reconhecia o local. O vilão livra o garoto hiperativo de suas correntes, o joga no chão com força, e com sua lança mira no coração. Leonardo pensa até em fugir, mas tudo era rápido.)
  • Arthur: Que com a morte desta peste eu SEJA PURIFICADO!
  • Beetleleader: Então isso é questão de dogma religioso? Sério!
  • Arthur: CALADO! (Stephanie, que estará perdida lendo o diário e não achando nada vê a morte eminente de Leonardo e sem pensar joga o livro na esperança de acertar com força o crânio do vilão. Quem diria que deu certo. O impacto o destabiliza uma vez que estava concentrado, e caindo no chão e deixando sua lança cair, era a oportunidade perfeita para a fuga de Burro, que fica parado por lentidão. Quem seria o autor desta obra?)
  • Marcelo: Ahhhn? Um livro?
  • Beetleleader: CORRE, BURRO! CORRE! USE A LANÇA PARA NOS TIRAR DAQUI!
  • Leonardo: Qual lança?
  • Beetleleader: Grrrr.... (ele obedece, enquanto Arthur se levanta. Burro ataca com força as correntes de pedra de Beetleleader, também o atingido para não perder o costume, e então o jovem apossa a arma para si. Todos os olhares voltam-se para a saída, a porta, e a dúvida pertinente era quem fez tal ato.)
  • Arthur: Mas... o meu diário de exploração? Quem o jogou... BIGODE! DESCUBRA E MATE! (o tigre obedece, correndo contra a porteira. Stephanie corre para tentar se salvar. Nisso, Beetleleader usa a lâmina afiada da lança para cortar uma parte de suas correntes e se libertar parcialmente.) Enquanto a vocês... (Beetleleader usa a lança de novo para jogá-la contra o vilão, que se desfia e consegue se desarmar facilmente. Um grito feminino é ouvido, e isso dá tempo do jovem usar suas forças para se libertar, uma vez que somente a parte direita de seu corpo estava livre. Correndo, Blue reconhece a voz.)
  • Bruno Torres: STEPHANIE!
  • Arthur: Mas o que é isso? Momento retrô!
  • Robert Sonson: Não acredito. (Burro pega uma rocha grande e a joga contra o vilão. Ela se quebra, e o mesmo não se mostra grandemente debilitado.)
  • Arthur: GRRRRRRRRRRRRRRR....... (Beetle enfim se solta, e observando o método que Arthur usou para abrir o que vos prendia - puxar a mão com força, tentando afloxar as algemas de pedra - ele parte para auxiliar Robert. O vilão não se dá por vencido, e vai em cima do Besouro começando a tentar esfaqueá-lo no pescoço, mas é jogado para trás. Felizmente, Beetle consegue soltar Robert.)
  • Robert Sonson: Isso! Qual é o plano?
  • Beetleleader: Tente se manter vivo. Solte, Marcelo. Eu cuido de nosso amigo traidor.
  • Robert Sonson: Pode deixar. (Robert parte para auxiliar Marcelo, e o vilão vai com tudo em cima de Beetle. Enquanto isso, Stephanie é perseguida pelo tigre selvagem. Ela corre pelas ruas da cidadela, e nota o tigre indo atrás dela. A primeira coisa então que faz é entrar em uma das casas de madeira, e o tigre logo faz o mesmo. Ela a quebra por trás, e escapa. Isto dificulta o tigre que demorá um pouco mais para fazer o mesmo. Bruno enfim chegará ao local.)
  • Bruno Torres: Mas, o que é isso?
  • Arthur: Affs! (Bruno estava surpreso, e o vilão atira sua faca fria e selvagemente contra Bruno. Ele erra o alvo, e por um soco é logo subjugado por Beetle. Ingenuidade pensar que estava detido, uma vez que revida com um chute que o derruba. Bruno parte para ajudar, mas é em vão. Robert solta Marcelo, e os dois partem para tentar melhorar o placar. Visto o que acontecia, o vilão foge para as matas, e com uma vinha sobe até uma árvore.)
  • Bruno Torres: Desça aqui, covarde!
  • Arthur: Isto não pode estar acontecendo... isto não pode estar acontecendo... isto não pode estar acontecendo... (outra dor forte acontece, e ele grita de dor chamando a atenção de todos. Ele começa a ter falta de ar, respirando ofegante...) NÃO! NÃO! NÃO!
  • Bruno Torres: Pirou?
  • Beetleleader: O que acha que vale? Terminar com ele aqui e agora, ou fugirmos.
  • Bruno Torres: Você que sabe. (Arthur tem uma ideia.)
  • Arthur: É isso! Vou fazer isto! (ele procura em seu arsenal uma espécie de ponta molhada com alguma espécie de veneno. Era extremamente adormecente, e estava explicado como ele obteve vantagem perante os Besouros em momentos de confiança. Ele pega uma pequena besta de madeira, ou ao menos aparente, e em uma flecha ele molha o líquido e mira em Beetleleader.) Já era, Besouro! (ele atira.)
  • Bruno Torres: Cuidado! (os dois desfiam. O vilão procura por mais e para sua surpresa...)
  • Arthur: Acabou!?
  • Bruno Torres: Isto mesmo! Acabou, otário!
  • Robert Sonson: Na verdade. Temos que ajudar a Stephanie. Ele mandou o tigre atrás dela. (isto desperta o coração de Bruno.)
  • Bruno Torres: Mas o que!?
  • Arthur: É melhor andar rápido. Ou sua amada pode obter seu tão temido destino.
  • Bruno Torres: Doente. (o jovem corre para socorrê-la. Nisto, Arthur aproveita para escapar indo para outra árvore. Ele se objetivará a ir em um armazém dele perto de armas, e os dois vão atrás dele, considerando que Robert decide ajudar Bruno em sua missão, e Leonardo até os acompanha, mas não faz nada. De galho em galho, o vilão vai pulando.)
  • Arthur: Estou quase lá... (de repente, uma pedra jogada por Beetle acerta sua nuca, e ele cai, e isso causa uma ainda mais violenta dor de cabeça.) ARRRRRRRRHHHHHHHHHH! (uma pedra maior é vista, e o vilão caindo e gemendo de dor está na frente dos três. Beetleleader estava lá, pronto para o golpe final. A faca de Arthur estava acessível. De repente.)
  • Áurea dos Solos: Faça o que tiver que ser feito. (sentindo-se ainda mais pressionado, ele vê a faca e Arthur imobilizado de dor e gritando.)
  • Arthur: SAI DAQUI! SAI DAQUI!
  • Leonardo: VAI LOGO! MATA ELE! (Beetleleader tem uma ideia cruel, e a executa.)
  • Beetleleader: Já sei o que terei que fazer.

Assim, o jovem pega a pedra grande e com força acerta sobre a nuca do rapaz, o matando, ou melhor, desacordando. Em um plano astral elevado, longe da matéria e das sombras com um fundo preto, roxo e branco com pitadas verdes. Áurea dos Solos se apresenta em um corpo de ouro maciço energético, e em sua frente, estava Arthur.

  • Áurea dos Solos: Saudações, Arthur L. Neto.
  • Arthur: Quem é você!?
  • Áurea dos Solos: Sou Áurea dos Solos. Guardião de Liberdade. Espírito livre cumpridor da ordem da lei do Cosmos. A tempos tenho mantido meus olhares em você.
  • Arthur: Como é que...
  • Áurea dos Solos: Esculte. Chega de se perturbar com minhas palavras e do universo, pois sabemos que é tudo vaidade. Arthur, esculte. O que fez nos últimos dias é errado e trará consequências terríveis a seu carma. Porém, se fosse por isso, não o chamaria aqui. Senti que não estava em seu eu mesmo. Sei de tudo e armei o máximo possível para tentar te libertar dessa entidade malévola que habita em seu íntimo neste último ano. Não queria de início ter que por os seis adolescentes de Wikaner nessa história, mas logo não tive escolha em ver que eles seriam as peças para chamar a sua atenção. Por sua vez, serão recompensados com dádivas na vida puras do sistema pura da divindade.
  • Arthur: ME DIGA LOGO... (o ser cósmico rela no corpo nu do rapaz, e quase que instantaneamente ele se vê acordar, mais delicado e calmo em comparação ao que era antes. Ao seu lado, uma prova astral de que o ser falava a verdade. Uma espécie de criatura preta e vermelha de seu formato estava a sua frente.) O que que houve? Eu morri? Ahhhhh! (só ai ele percebe.)
  • Áurea dos Solos: Estas criaturas sombrias foram evocadas anos atrás por um jovem inexperiente, e se alojam facilmente em todos os seres com grande potencial espiritual, que por sua vez se tornam frágeis aos extremos. (o ex-governador fica nitidamente confuso.) Há um ano, na esperança de se aventurar, pisou nestas e desde então te acompanho. Caiu tentando escalar uma das montanhas na esperança de desbravar novas terras, um novo domínio, e desde então tudo começou. Esta entidade se manifestou alimentando seus prazeres, e fez de tudo para mantê-lo em seu mundo criado. Tipo uma simbiose lhe dando um exemplo.
  • Arthur: Eu... eu matei alguém?
  • Áurea dos Solos: Felizmente, não. Porém suas atitudes recentes serão penalizadas pela universal lei da Causa e Efeito: tudo o que se faz, se paga. Felizmente, através do sofrimento obtido com isso poderá alcançar chances incríveis de crescer por dentro. Traduzindo. Você é especial. Todo aquele que é capaz de chegar ao fundo do poço também é capaz de alcançar as estrelas, e é por isso que quero você. Mas, não o chamei aqui para elogios, muito pelo contrário. De certa forma, a incapacidade de lidar com as próprias tormentas internas foram coisas detestáveis, e terá que ter o perdão daqueles que feriu. Eu não vos limpei atoa. Quero seus serviços para nosso senhor em troca de sua liberdade e retenção de seus maus causados. Quando chegará a horá, terá que retribuir o favor do cosmos. Enquanto o resto, não se preocupe. Apenas quero que siga uma vida mais saudável e amistosa a partir de agora.
  • Arthur: Como... como eu posso discordar perante a isso? É claro que eu aceito. Fico profundamente triste comigo mesmo em me ver nesse estado, um dia na vida.
  • Áurea dos Solos: Excelente. Desfaça os problemas que causou.

No plano material, as confusões ainda acontecem. O vilão forrá neutralizado, mas o tigre ainda correrá atrás de Stephanie Liccon. A garota corre pelas ruas, mas chega a hora que se depara com uma parede de pedras, e a sua frente o leão. Um fim sem saída. A moça se apavora para a sorte do animal, mas em meio a tanta pressão ela reflete. Seus medos em Liberdade foram testados. Embora ela seja bastante independente, infelizmente ela ainda tinha um certo medo de se expor e de forças maiores sobre ela. Precisava tratar de sua determinação e perseverança. Será que depois de tudo o que passou por lá, isso não seria testado? É claro que não. Ela então se via aonde estava. O tigre dando seus passos a frente e rugindo, e ela logo temendo ao rugir que mais parecia um monstro. Bruno estava quase chegando, mas a situação era dela. Meditando internamente, ela consegue se acalmar. Via o que acontecia, e olhava para dentro dos olhos do tigre. Olhar no olhar. Uma faceta corajosa lhe incorporá, e ela não foge a luta. Um prepare é tido, e por fim os dois se avançam. O animal feroz parte para cima dela com suas mordidas, no entanto ela não se intimidará tampouco guardava um ferocidade tida dentro de si. A moça de aproximadamente um metro e setenta e quatro logo chega ao impacto e a primeira reação é de dar um forte chute no animal que o faz recuar, mas não parar. Ele continua, mas a moça o dá um soco. Infelizmente, este a mostra as garras e a faz um outro corte no braço esquerdo, lembrando que o braço direito estava ainda ferido, no entanto melhorado. Por fim, o animal avança novamente e a moça termina dando um soco de baixo para cima no felino o jogando para longe. Isso a dá abertura, e então ela foge. Rapidamente nota uma casa com uma parede frágil que dará justamente aonde tal tigre estava. Ela decide dar um chute, e eis que está desmorona. Não servirá para desacordar, mas imobilizar. Animada para fugir, eis que ela o encontra.

  • Bruno Torres: Stephanie! Você... você está...
  • Stephanie: É.. eu to legal. Sabe, eu to com um pouco de pressa, tem um tigre ali atrás...
  • Bruno Torres: Ohh... sim. É que eu estava pensando. Nos últimos tempos eu vivenciei emoções diferentes, e descobri sentimentos que nunca tive. Querendo ser breve... (sem querer perder tempo, a moça puxa o rosto de Bluebeetle, que por venturá estava desconcertado, e enfim lhe proporciona um beijo na bochecha.)
  • Stephanie: Não é a melhor hora, então vamos logo antes que eu perca a vontade. (eles começam a correr, e o tigre começa a se soltar.)
  • Bruno Torres: Olha... saiba que eu odeio essa história de ficar tipo... essa história de sentimentos confusos. Mesmo assim, eu sei que gosto de você. (mesmo correndo naquela situação em que se encontrava, a moça sente-se feliz com as palavras.) E... parando para pensar essa é a pior hora mesmo.
  • Stephanie: Se te ajuda a se sentir melhor, eu também gosto de você. Desde a quinta série...
  • (Ele então fica muito feliz ao ouvir isto, e por fim eles chegam até aonde os outros estavam. Lá, todos rondavam o corpo desacordado de Arthur, e Beetle fica pensativo e aflito, como se achasse que algo ainda tinha que ser feito, e por isso ainda está lá para fazê-lo.)
  • Bruno Torres: VOCÊ MATOU ELE!?
  • Beetleleader: Não matei. Só desacordei. Só estou aqui pensando.
  • Stephanie: Tem um tigre vindo para cá!
  • Beetleleader: Tigre? Ahh... Stephanie! Como é bom te ver. Está viva!
  • Stephanie: Também é bom te ver, e agora?
  • Robert Sonson: Sugiro que deixemos ele e vamos. Seguiremos o caminho de antes. Voltamos à Wikaner, hoje!
  • Beetleleader: Este que é o problema. Não sei se devo deixá-lo aqui. Não sei do que ele é capaz. Estou aflito. (de repente, gemidos são ouvidos. O tigre chega até o local, e todos o olham com espanto. Ele vê seu mestre caído, morto, e tem maior raiva ainda da situação. Ele dá passos de assassino, e para o susto geral, de repente...)
  • Arthur: O que que está acontecendo... (Arthur acorda. Robert logo pega a lança e Marcelo a sacola de utilidades do homem. Ele se vê aonde se deixou, claramente não se lembrando muito bem de seus malfeitos, e estando completamente consciente do que estava fazendo.)
  • Beetleleader: Eu não quero que nos persiga nunca mais! Um movimento errado, seja até labial, e eu e todos nós vos matamos junto a seu tigre.
  • Arthur: Tigre? (ele vê o tigre, logo sente a necessidade de fazer algo.) BIGODE! (todos atentam-se ao que podia acontecer, enquanto Arthur encarra seu tigre determinado e confiante.) PARE COM ISSO AGORA MESMO! (o tigre obedece confuso, e todos olham com fúria o autor dos gritos.) E enquanto a vocês...
  • Bruno Torres: Iremos sair daqui, e você não poderá falar nada! Se passar por sua insana cabeça de falar alguma coisa, saiba que não gostamos de seus joguinhos!
  • Beetleleader: Você nos deixará ir, e tem que dar a sua palavra, e mais que isso, uma prova.
  • Arthur: Eu dou minha palavra. (ele respira, e olha para tudo a seu redor e lhe parece estranho. Ele vê o rosto alerto dos seis jovens e se sente culpado por tudo. Era como se um novo homem tivesse nascido. Ou melhor. O amigo que sempre foi antes.) Me desculpem, sinceramente. Não estava em mim.
  • Beetleleader: Não quero saber! Dê uma prova, e ponto! Maluco!
  • Arthur: Desculpem... (Bruno o dá um chute de raiva.)
  • Bruno Torres: Tem ideia do que passamos por estar aqui, com suas mentiras e suas perseguições! Você é maluco!
  • Leonardo: Hey! Nem parece com o Al Pacino.
  • Stephanie: Deveria ser preso por seus maus atos.
  • Bruno Torres: Falô e disse.
  • Arthur: Por favor, não. Eu faço qualquer coisa, mais nos perdoe. Dou dinheiro, fortuna, tudo. Podem ficar com Liberdade, e fique com minhas armas como prova. Vocês me ajudaram a ver minha loucura. Não quero mais me lembrar dessa prisão. Só quero ser um novo homem.
  • Bruno Torres: Ahahan...
  • Beetleleader: Não acreditamos. Mas... não iremos chamar a polícia, e nem iremos fazer nada. Porém. Queremos alguma prova que não irá mesmo nos atacar quando sairmos.
  • Arthur: Levem o meu diário de expedição. Podem levar tudo, e eu fico aqui até o dia seguinte.
  • Robert Sonson: Está noite! Como iremos passar por tudo isso aqui, de novo!? Teremos que passar a noite aqui?
  • Arthur: Levem uma tocha. Os animais não fazem mal sem que eu dê alguma ordem, são naturalmente mansos, a menos que esteja acontecendo algo de errado.
  • Bruno Torres: E o que que é "RNJ", hein expertão?
  • Arthur: Não me lembro muito bem, mas creio que é o nome em sigla de um veneno de ervas que formulei.
  • Beetleleader: Se quer colaborar, nos diga. Tem consigo alguma coisa nossa, ou da era moderna para nos auxiliar a sair.
  • Stephanie: Na verdade. Eu posso ajudar. Eu tenho um mapa daqui e podemos segui-lo para fora de Liberdade. (todos ficam felizes.)
  • Bruno Torres: Você é demais! (Beetleleader tem uma ideia do que fazer com o traidor de seu bando.)
  • Beetleleader: Enquanto a você... eu tenho uma ideia do que fazer. Uma prova de confiança máxima em que eu acredito muito que funcionará.
  • Arthur: Que prova? (enfim, Beetle metê-lhe um belo chute que o joga longe, e rapidamente o desacorda.)
  • Bruno Torres: Beleza!
  • Stephanie: Boa, Beetleleader!
  • Robert Sonson: Maravilha!
  • Stephanie: E a propósito. Sabe a respeito daquilo que você me disse quando viemos para cá resolver esse assunto?
  • Bruno Torres: Ohh... que eu gostava de você. Sim.
  • Stephanie: Então. (a moça enfim o puxa e dá um forte beijo na boca, que é retribuído pelo entusiamo de Bruno. Todos ficam admirados com a cena, menos Leonardo.)
  • Leonardo: Que nojo! (eles enfim terminam e se olham. De repente, um comentário inesperado.)
  • Beetleleader: Até que enfim! Desde a quarta série nesse chove e não molha, Bruno. Aproveite, você merece. E a propósito, lhe devo desculpas. Desculpas por ter sido um estrega prazeres.
  • Bruno Torres: Perdoado.
  • Stephanie: Olha...
  • Bruno Torres: Então. Estamos namorando?
  • Stephanie: Por que que não estaríamos? (a jovem o olha firme, e os dois ficam sorridentes.)
  • Robert Sonson: Bom... tudo o que resta é voltar para Wikaner.
  • Beetleleader: Isto mesmo. Adeus, Liberdade. Que ninguém nunca mais caia como vítima de sua loucura.
  • Bruno Torres: E que loucura está, hein.

Dois dias depois... A vida continua continua. Após um dia de repouso absoluto, os Besouros-Negros voltam a sua velha rotina em Wikaner. Liberdade fica para trás num passado de todos, e lá deu novos meios para mostrar um novo futuro. Todos ganharam qualidades fortes, dentre eles os que mais se destacaram foram: Bruno, que ganhou a habilidade de pensar e racionalizar melhor as coisas que forrá fazer; Beetleleader, que aprendeu a ter maior perseverança, lidar com diferenças e ser mais flexível; Stephanie, que aprendeu a ser mais determinada, forte e auto-confiante. Robert aproveitou a história que viera e iniciou um projeto de montar um livro, postados os capítulos em seu blog sobre o assunto. Beetleleader contou a polícia sobre o local, mas uma intuição mágica o fez guardar a identidade do maior vilão que na hora forrá justificada como "cumprimento de promessa", e depois mesmo que arrependido ele acaba aceitando. Bruno e Stephanie assumem seu namoro no Everyday Academy. Liberdade é isolada e explorada, e nenhum vestígio sobre o criador de tal local é encontrado. Todos são dados como heróis na cidade de Wikaner e em toda a Walker Luie, e o grupo Os Besouros-Negros passa a ser reconhecido e adere muitos títulos, dentre eles o que Bruno tanto almejado: "sobreviventes das matas de Wikaner". O braço de Stephanie é melhor trato, e ela se recupera bem. Enfim, em exatos dois dias... Beetleleader cruza os corredores do Everyday com Robert ao seu lado direito e Bruno ao esquerdo, em contar com a Stephanie no outro lado, e todos os olham surpresos. Professores, alunos, era incrível. Todos heróis. Marcelo ficou de todos menos reconhecido, mas o pouco já estava bom para ele que era aluno vindo do campo. Leonardo Platino voltou para escola, e só não estava presente em tal cena. Até agora...

  • Grupo de alunos: Não acredito... são eles...
  • Outro grupo: São aqui do Everyday mesmo! Eu não creio!
  • Meninas: Eu acho que vou pedir ele em namoro! Que gato! (eles andam de cabeça erguida. De repente, surge no corredor um rosto famoso. Maior de quarenta, cabelos pretos bem penteados e muito acima do peso. Vestindo terno preto e gravata vermelha, e um olhar convincente e um sorriso charmoso. Este era o prefeito de Wikaner! William Costa Platino! Pai inclusive de Leonardo Platino, e veio atrás dos garotos.)
  • William Platino: Felipe N. Rattione, Bruno H. Torres, Robert Sonson, Stephanie Liccon e o ausente Marcelo Aticato. Meu filho falou muito de vocês.
  • Beetleleader: Bom dia, prefeito William Costa Platino.
  • William Platino: Somente me chame de William. Soube de seus atos, e fico muito contente de saber que cidadãos corajosos de Wikaner foram quem resolveram desbravar o desconhecido, e mesmo em perigo foram capazes de deter um vilão, ao menos por hora, e abrir as mentes de uma sociedade e dizer: nós podemos, nós somos capazes. O vilão era bem mais velho que vocês, e conseguiram! Estão de parabéns! Profundos parabéns! Enfrentaram um assassino, com tão pouca idade. São grandiosos, cada um em uma área. Esportes, ciclismos, cognitiva. Enfim. São um orgulho de Wikaner. Meus cidadãos queridos.
  • Beetleleader: Nossa, fico muito feliz com isso. Obrigado pelos elogios.
  • Robert Sonson: Este reconhecimento vindo de você, isso é algo extremamente... valioso, importante. É muito bom ouvir isto.
  • Bruno Torres: Valeu, mesmo.
  • Stephanie: Obrigada, prefeito William.
  • William Platino: Desponha. (Leonardo aparece no corredor, contente.) Meu filho, Leonardo, me prontificou sobre seu grupo de jovens mirins, chamados de Os Besouros-Negros. Eu recomendo a todos os presentes entrar no mesmo, pois podem sair jovens prodígios feito estes.
  • Beetleleader: Oras... é só deixar o nome comigo e poderá entrar facilmente.
  • William Platino: Isso. Gostaria de pedir para que aceitem ele de volta em seu grupo. Meu filho, Leonardo, ficou tão sentido com a saída dele. Poderiam reconsiderar? (todos olham com indiretas para Leonardo, que sorri.)
  • Beetleleader: Pois muito bem. Darei mais uma chance.
  • Leonardo: Ebá!
  • Beetleleader: Só não me decepcione.
  • William Platino: Não irá decepcionar. Agora. Felipe. Tenho visto suas notas, históricos e contribuições e tenho um convite tentador para o líder de tal grupo. Estou lançando um projeto, um programa, para jovens aspirantes que possam contribuir com nossa cidade. Li suas postagens antigas em um antigo blog dos Besouros-Negros e vi que abomina vândalos. Nem se for uma experiência. (Beetleleader repensa, e logo chega a uma decisão.)
  • Beetleleader: Pois muito bem, assim fazemos. Eu aceito participar de seu grupo.
  • William Platino: Então. Parabéns. Que tenha incríveis experiências, e um tão ótimo quanto óbvio futuro nas forças de Wikaner. Meu filho depois lhe passará os detalhes de meu programa.

Todos aplaudem o ocorrido, William se despede e parte com Leonardo. Eles haviam se tornado heróis, famosos. Beetleleader fica impressionado, e sente que aquilo poderia sim ser um início de um novo começo. Um dias antes, numa manhã... Na estrada WP-18, um homem sai das matas. Com uma camiseta verde e uma calça verde, descalço e cabelos pretos, ele pede carona. Um carro logo para. O motorista, que se chama Edgard, logo pergunta:

  • Edgard: Precisa de ajuda?
  • Arthur: Eu me perdi nessas matas, passei por um monte de experiências e perdi meus pertences. Há um bom tempo estou lá. Poderia me dar carona? Pois preciso voltar para minha casa.
  • Edgard: Ohh, sim claro. Estou indo para Dendróvia. Quer vir comigo e depois você pega um ônibus ou contata a família para sua casa?
  • Arthur: Seria ótimo. É lá mesmo aonde eu tenho que ir.

Arthur entra no carro, e o motorista o leva para Dendróvia. Não era só Beetleleader que tinha algo novo reservado em seu destino.

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